domingo, 5 de julho de 2020

Renato Feder, o ministro ideal para os inimigos do governo

Paulo Briguet e Fernando de Castro

BSM faz o que a Casa Civil e os militares do governo não fizeram e analisa o currículo e a biografia de Renato Feder. Presidente Bolsonaro, nós não trazemos boas notícias...

“Este livro é dedicado ao dinheiro, não pelos bens materiais que se pode comprar com ele, mas, sim, enquanto embaixador da produção, do valor e da troca justa. O sistema baseado no dinheiro certamente tem problemas. Não são poucos. Mas ele é o melhor já concebido pelo homem e foi o que mais contribuiu para nos tirar do mundo dominado pela fome, guerra e doença. Ao dinheiro, símbolo da criatividade humana e da vontade de homens e mulheres de melhorar de vida.”
(Dedicatória do livro “Carregando o Elefante”) 

A Casa Civil e os militares em torno do presidente podem até discordar, mas, antes de escolher um ministro de Estado, recomenda-se fazer um pente-fino no currículo e na biografia da pessoa indicada para o cargo. O caso Decotelli demonstrou, de maneira melancolicamente didática, que a mera simpatia de pessoas próximas ao presidente não garante o acerto da escolha. Resolvemos, então, conhecer um pouco melhor o passado e as realizações de Renato Feder, o atual secretário de Educação do Paraná, nome dado como certo para ser o novo ministro da Educação. E o que encontramos não foi, digamos assim, muito alentador. Principalmente se considerarmos as propostas de campanha que fizeram de Jair Messias Bolsonaro o escolhido por 58 milhões de brasileiros.

Indicado pelo Centrão e apoiado pela Fundação Lemann, Renato Feder tem 41 anos, é mestre em Economia pela Universidade de São Paulo (USP) e bacharel em Administração pela Fundação Getúlio Vargas. Foi professor do Ensino de Jovens Adultos (EJA), programa de supletivo a pessoas que tiveram estudos interrompidos. O novo ministro é sócio da empresa de eletrônicos Multilaser e doou 120 mil reais para a campanha de João Doria (PSDB) para a Prefeitura de São Paulo, em 2016, tornando-se o quinto maior doador entre pessoas físicas para a campanha do tucano. Feder também foi filiado ao Partido Novo de 2016 até este ano.


O novo ministro também ajudou a criar o Ranking dos Políticos, em 2010, uma iniciativa que dá nota aos parlamentares de acordo com o posicionamento sobre o que consideram “boas e más” leis. Atualmente, os cinco primeiros colocados no ranking são do partido Novo.

Em 2017, Feder e seu sócio na Multilaser, Alexandre Ostrowiecki, foram denunciados pelo Ministério Público do Rio de Janeiro e pelo MP de São Paulo, por sonegação no valor de 22 milhões de reais, por não recolhimento do ICMS dos dois estados.

Na ocasião, o MP paulista afirmou que os empresários deixaram de recolher, no prazo legal, “por 14 vezes e de modo continuado”, ICMS no valor total de pouco mais de 19 milhões de reais. Já no RJ, a denúncia do MP contra Feder é por sonegação no valor de 3,2 milhões.
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Título e Texto: Paulo Briguet e Fernando de Castro, Brasil Sem Medo, 4 de Julho de 2020 às 13h32

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