Os dez ministros do Supremo Tribunal Federal decidiram nesta quinta-feira, 12 de fevereiro, por unanimidade, que não há suspeição a Dias Toffoli. Declararam plena validade dos atos não republicanos praticados pelo ministro. Expressaram - como esperado - apoio pessoal, afirmando a inexistência de impedimento.
Enquanto relatórios da Polícia Federal apontavam indícios, contratos milionários, mensagens extraídas de celulares citavam autoridades e provas consistentes vinham à tona, decisões concentravam as investigações nas mãos de quem aparecia na própria investigação. O resultado foi este: nada a ver, tudo regular.
Não houve afastamento cautelar por prudência, investigação direta ao ministro, nada, apenas chancela coletiva. E então Toffoli deixou a relatoria, pleno, com a certeza de que tudo será ocultado e de que, depois do Carnaval, a população ainda de ressaca irá esquecer de tudo.
Os atos permanecem válidos, e o poder exercido continua produzindo efeitos. A decisão política já estava tomada, como tantas decisões monocráticas adotadas até aqui.
O processo foi redistribuído e agora está sob a relatoria de André Mendonça. Nova fase, novo relator - mas com a estrutura já consolidada e os atos anteriores preservados.
Eu avisei.
O caso Master nunca foi apenas sobre um banco; sempre foi sobre controle. Controle de informações, controle de narrativa e controle institucional.
O Brasil tornou-se o laboratório da juristocracia ocidental: um poder que dita as regras e submete todos aqueles que questionam seus atos, transformando-os em criminosos.
No fim, o sistema se reorganiza para continuar intacto - e tudo é selado sob a palavra que encerra qualquer debate: unanimidade.
A Corte julgou a própria
Corte.
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O Brasil implodindo com Master, Toffoli, INSS, Lulinha, mas cadê os artistas sabor democracia? Alguém viu?
ResponderExcluirSó para constar: quando a Crusoé foi censurada por causa da reportagem “O amigo do amigo do meu pai” e fui intimado por Alexandre de Moraes a depor na PF por ter publicado matéria verdadeira, Toffoli me acusou de ser venal no jornal Valor. Pois é.
ResponderExcluirAo invés de uma carta de renúncia do cargo, que seria o mínimo esperado depois das revelações sobre conversas e recebimento de MILHÕES por fundo ligado a um réu, o país é brindado com uma carta do ministro que pode ser lida mais ou menos assim:
ResponderExcluir"Recebi e foda-se".
Parabéns a todos os militantes de redação e outros personagens que passaram os últimos anos elevando esses sujeitos a heróis "defensores da democracia".
Vocês são os principais responsáveis pela destruição do Brasil.