Roberto Motta
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| O presidente dos EUA, Donald Trump, durante coletiva na Casa Branca nesta quinta (19-3). Foto: Aaron Schwartz/EFE/EPA |
A cegueira ideológica e a
miopia histórica impedem a compreensão do real significado do segundo governo
de Donald Trump. O que está acontecendo diante de nossos olhos é isso: Trump
está mudando a natureza do governo americano e confrontando a esquerda de forma
inédita, em seus próprios termos – e as ondas de choque dessas mudanças
repercutirão por todo o mundo.
Ninguém explicou melhor isso
do que o historiador militar e comentarista político Victor Davis Hanson.
Segundo ele, Trump não está realizando apenas uma mudança de rumo temporária na
política americana. Trata-se de uma mudança estrutural; uma contrarrevolução.
Essa mudança seria comparável
à reestruturação do governo americano feita por Franklin Roosevelt na década de
1930. Roosevelt criou o governo gigante, que interfere em tudo e regula a
todos. É uma receita socialista. Trump está implantando medidas da mesma
magnitude, mas na direção oposta.
Nenhum político moderno
impôs tantas derrotas, de tamanha gravidade e em tantas áreas, ao movimento
marxista mundial, como Donald Trump
Depois de herdar uma
catastrófica política de imigração –
se é que ela pode ser chamada de política – Trump fechou a fronteira. Um
problema insanável foi resolvido em meses.
Todo o arcabouço marxista de guerra cultural conhecido como DEI – “Diversidade, Equidade e Inclusão” – está sendo desmontado. E o mais importante de tudo: com o reconhecimento da sociedade de que isso é a coisa certa a fazer. As universidades estão corrigindo o rumo e enfrentando o sectarismo e até o terrorismo que tinham se instalado nas salas de aula. Instituições que faziam o trabalho sujo de dominação cultural da esquerda contabilizam uma derrota após a outra.
A impunidade do regime
venezuelano foi corrigida com uma única operação de forças especiais. O Irã,
que protegia seus crimes contra a humanidade por trás da ameaça de começar
a Terceira Guerra Mundial, está prostrado. A ditadura cubana, que dependia de petróleo
venezuelano – e, talvez, iraniano – está à beira de um apagão elétrico e
político.
Mas o feito mais importante de
Trump é ter confrontado o complexo ideológico-cultural que a esquerda usa para
exercer poder mesmo quando perde as eleições. É exatamente o que
acontece no Brasil. Usando universidades, mídia, departamentos de
recursos humanos e marketing das grandes corporações, agências reguladoras e
toda a estrutura burocrática do Estado – principalmente, agora, o Judiciário –
a esquerda impõe à maioria dos cidadãos pautas que eles – sejam brasileiros ou
americanos – rejeitam. Essa captura – a longa marcha pelas instituições
proposta por Gramsci – dá à esquerda o poder de impor suas políticas –
imigração descontrolada, DEI, ideologia de gênero, liberação das drogas e soltura de criminosos –, mesmo quando
perde as eleições.
O que Trump está fazendo é
atacar diretamente esse domínio institucional. Por isso a reação a Trump é tão
violenta. Por isso as dezenas de processos criminais e as duas tentativas de
assassinato. Por isso o evidente esforço para cooptar vozes da direita e
virá-las contra Trump. Quase tudo o que você ouve a respeito de Trump é
produzido ou filtrado com esse viés.
Nenhum político moderno impôs
tantas derrotas, de tamanha gravidade e em tantas áreas, ao movimento marxista
mundial, como Donald Trump.
Quando a Declaração dos
Direitos do Homem e do Cidadão foi escrita pelos revolucionários franceses em
1789 ela teve como inspiração a Declaração de Independência americana de
1776. Os Estados Unidos da América, com todos os seus defeitos e problemas, continuam
representando a maior esperança da humanidade – uma esperança que ganhou fôlego
vindo do lugar mais improvável: a determinação de um bilionário de ser, de
novo, presidente e tornar a América grande outra vez.
Título e Texto: Roberto Motta, Gazeta do Povo, 22-3-2026, 18h

Irã homenageia primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sanchez, com fotografia “gracias” adesivado num míssel.
ResponderExcluirDe verdade, não é exagero pensar que o próximo homenageado seja Lula, visto seu histórico de honrarias já concedidas por grupos terroristas como o Hamas.