O time de Renato Gaúcho se recusou a desistir e mudança de postura faz a diferença em clássico contra o Fluminense
França Fernandes
Uma característica nesse começo de trajetória de Renato Gaúcho no Vasco é marcante: a postura. O time não fez jogo espetacular taticamente contra o Fluminense — passou longe, aliás —, mas se sobressaiu no sentido anímico para reverter um 2 a 0 para 3 a 2 que seria dado como perdido em muitos outros cenários.
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| Foto: Delmiro dos Santos/Mochila Press |
O cenário era o pior possível:
Hugo Moura errou passe fácil no campo de defesa com 55 segundos de jogo e
Canobbio abriu o placar. O Fluminense praticamente começou com 1 a 0 a favor.
Até o começo do segundo tempo, o rival foi superior e ampliou a vantagem com
belo gol de Hércules.
O time era facilmente superado
no meio-campo. A formação com três volantes não deu conta de marcar o criativo
sistema ofensivo do Fluminense, que achava muitos espaços na entrada da área
para finalizar – em um desses casos, Canobbio chegou a marcar novamente, mas a
jogada foi interrompida por impedimento de Savarino na origem.
Renato Gaúcho fez mudanças no
intervalo justamente neste sentido, colocando Johan Rojas no lugar de Hugo
Moura. A intenção era de um Vasco mais criativo, mas o time continuou preso e
viu o rival marcar de novo.
Mas há questões no futebol que acontecem e não passíveis de uma análise concreta. Simplesmente acontecem. Nuno Moreira, que até então era um dos jogadores mais irregulares do Vasco na temporada e não tinha feito nenhum gol em 2026, acertou um chute de fora da área após rebote de escanteio e diminuiu.
A partida muda de panorama.
Não porque o time passou a ter mais presença tática aqui ou acolá — apesar disso
também ter acontecido, principalmente tendo um Cuiabano protagonista na fase
ofensiva —, mas simplesmente ao assumir uma nova postura: a de uma equipe
insatisfeita com a derrota.
— Depois do intervalo, não que
faltou espírito no primeiro tempo, mas o time ficou mais junto, com mais
confiança para jogar, começou a criar. É difícil virar um jogo desse, não é
qualquer equipe, não. O Fluminense vai brigar lá em cima da tabela. Foi bastante
emocionante, justamente por isso. Dar os parabéns para o torcedor que veio,
incentivou, gritou. E o que podíamos fazer era dar essa vitória. Sabíamos que
ia ser difícil, como foi, e da maneira que aconteceu – analisou Renato.
Os jogadores que entraram no
decorrer do jogo fizeram a diferença. Rojas foi um ponto de criatividade e
organização no meio-campo que o Vasco não teve no primeiro tempo, enquanto
Spinelli ofereceu presença na área para brigar com os zagueiros do Fluminense.
A dupla gringa foi essencial
na pressão que resultou na virada. O atacante marcou o gol de empate,
cabeceando cruzamento de Cuiabano aos 43 minutos. Seis depois, o colombiano
colocou bola na medida para Thiago Mendes virar.
O Vasco virou a terceira
partida em três jogos com Renato Gaúcho. Contra o Cruzeiro, na rodada passada,
o time reverteu uma desvantagem com jogador a menos, mas levou o empate no fim.
Mesmo com lacunas no fim, é um time que, até agora, mostra que se recusa a se
desistir — pelo menos na atitude dentro de campo.
Título e Texto: França Fernandes, Vasco Notícias, 19-3-2026
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