quarta-feira, 27 de março de 2013
"Por que a Direita perde no Brasil?"
Francisco, sob o título “Por que a Direita perde no Brasil?”, Emir Sader
escreveu no portal Carta Maior, no dia 24 de março, um texto cujo excerto colei abaixo. O que nos diz sobre esse panfleto?
(…)
Lula veio para desmontar esses
diagnósticos. O Estado mínimo favoreceu a centralidade do mercado e, com ela, a
exclusão social e a concentração de renda, pela falta de proteção que politicas
sociais levadas a cabo pelo Estado poderiam levar adiante.
O sucesso dos governos Lula e
Dilma deixa desarmados e desconcertados os próceres – partidários e midiáticos
– da direita. A crise do capitalismo iniciada em 2008 e que segue sem hora para
acabar, gerou um novo consenso na necessidade de intervenção anticíclica do
Estado. A capacidade de resistência dos governos progressistas da América
Latina pela prioridade das políticas sociais, dos processos de integração
regional e dos intercâmbios Sul-Sul, e pela recuperação do Estado como indutor
do crescimento econômico e garantia das dos direitos sociais da maioria –
terminou de desarvorar a direita e deixá-la sem plataforma e sem alternativas.
Os candidatos que buscam uma
brecha para se projetar – sejam Serra, Heloisa Helena, Alckmin, Marina, Plínio,
Aécio, Eduardo Campos – se situam à direita do governo. Não conseguem
reconhecer o extraordinário processo de democratização social que o país vive
há mais de 10 anos. Ou tentam aparecer como seus continuadores – como na
primeira parte da campanha do Serra em 2010 –, ou desconhecem o novo panorama
social brasileiro e atacam o Estado – de forma direta, como o Alckmin em 2006,
ou de forma indireta, com a centralidade do combate à corrupção, outra forma do
diagnóstico de que o problema do Brasil é o Estado ou ainda na temática
ecológica com a visão de que a “sociedade civil” é alternativa ao Estado, como
a Marina.
Assim, a direita perdeu em
2002, 2006, 2010, e tem todas as possibilidades de seguir perdendo em 2014 e
depois também. Porque não entende o Brasil contemporâneo, seu diagnóstico ainda
é o neoliberal.
Jim,
Emir Sader e o pasquim
vermelho “Carta Capital” são porta-vozes dos socialistas estalinistas e
marxistas que se autointitulam de “esquerda”. Portanto, todo aquele que
discordar de suas ideias, métodos e políticas é automaticamente, por
antagonismo, chamado por eles de “direita”. E com satisfação que me incluo
entre estes. Assim, historicamente, os liberais da escola econômica austríaca e
assemelhadas são as forças ideológicas que se opõem ao estatismo e, principalmente
ao capitalismo estatal. Da mesma forma, a dialética gramscista criou, entre
outras expressões, a de “neoliberalismo” como se houvesse agora um liberalismo
diferente do que sempre existiu, o que não deixa de ser uma incongruência entre
as muitas geradas pela dialética materialista.
Ora, chamar José Serra,
Heloisa Helena, Alckmin, Marina, e outros do mesmo jaez de “direita” é não só
uma mistificação completa como também uma peça dialética enganadora típica dos
socialistas. São todos igualmente socialistas, porém como discordam do método e
dos meios do lulopetismo, são em princípio jogados na vala comum da “direita”
pelo simples fato de serem contra o estado máximo e contra o estado mínimo, mas
a favor do “estado necessário”. O engraçado é que outras formas de socialismo,
como o fascismo e o nazismo, são igualmente chamados de “direita”, quando
preconizam basicamente a mesma coisa que os demais socialistas.
A interferência despudorada do ex-presidente do Brasil na vida política nacional não é caso único
Francisco, fico estarrecido (essa é a expressão correta, não exagerada)
com a interferência despudorada do ex-presidente do Brasil na vida política
nacional. Apesar das denúncias, dos escândalos, esse "cara" continua
sendo ouvido, seguido e lambido pela imprensa. Parece-me caso único no mundo…
qual é a sua opinião?
Francisco Vianna
Parece mas não é. Pelo menos
na América Latina, a "grande mídia" é, em graus variáveis, submissa e
leniente com o poder, em parte por precisar das significativas verbas de
publicidade disponibilizadas pelos governos e em parte por estar eivada de
elementos que tiram proveito do regime de toma lá dá cá. Veja o que ocorre na
Venezuela, na Argentina, no Equador, e outros antros dominados pelo
"sucialismo" endêmico. Chegam a ser muito piores do que Pindorama…
A marionete central do Foro de
São Paulo é o ex-presidente apedeuta eneadáctilo e os teóricos gramscistas
desse circo de horrores acreditam que o populismo demagógico e o
distributivismo de esmolas pelo Estado são o caminho para se manterem aferrados
ao poder indefinidamente.
Quem fala mal deste ex-pelego
retirante pernambucano - do qual procuro me abster de citá-lo com a frequência
com que muitos o fazem apenas para não promovê-lo - entra em conflito com a
chamada "esquerda tupiniquim", também conhecida como
"sinistra", e não encontra guarida nos meios de comunicação oficiais,
que não ousam contrariar a fonte de suas divisas, mas também a de seu
endividamento progressivo e constante.
Assim como a Venezuela teve a
sua "solução natural" e a solução da trágica experiência "del
socialismo del siglo XXI" começa a assomar no horizonte político desse
vizinho do norte, espera-se que a "via neoplásica" também se faça
presente por aqui, uma vez que as esperanças de o Ministério Público enquadrar
e denunciar a quadrilhagem petista é tênue e, mesmo que isso venha a ser feito,
a possibilidade de o "poder judiciário" vir a punir toda a gangue
parece uma miragem...
Assim esse
"sucialismo" (socialismo de súcia, de compadrio, de propinagem, de
quadrilheiros) tem a tendência conhecida de solapar o desenvolvimento político
e econômico (e portanto social) dos países que vitima, levando a situação a um
estado de degeneração que começa a se fazer sentir em todos eles.
Se tivermos sorte de que possa
surgir novos líderes da oposição que consigam entusiasmar a fraca inteligência
nacional na proposição de algo contrário a esbórnia corrupta que está a nos
imobilizar e até a nosfazer retroceder, é possível que possamos ter mudanças
importantes sem derramamento de sangue, como tem sido, até agora, a vocação
brasileira.
Caso contrário o agravamento
progressivo da degeneração socialista levará fatalmente ao caso oposto, como
aliás, ocorreu com as principais nações-potências do mundo.
Quem viver, verá!
Francisco Vianna, 27-03-2013
Convescote em Roma + Minha casa, minha vida
Peter Wilm Rosenfeld
CONVESCOTE EM ROMA – Sabiam, meus leitores, que o Brasil está literalmente nadando em dinheiro, pois levou para assistir à solenidade festejando o início da atividade do Papa Francisco numerosa comitiva (penso que a maior entre todos os países que se fizeram presentes em Roma), que se hospedou em hotel de luxo, alugando vários automóveis, vans, etc.?
Nosso país produz notícias de
uma forma tal que, por vezes, temos que abordar mais de um tema por artigo.
CONVESCOTE EM ROMA – Sabiam, meus leitores, que o Brasil está literalmente nadando em dinheiro, pois levou para assistir à solenidade festejando o início da atividade do Papa Francisco numerosa comitiva (penso que a maior entre todos os países que se fizeram presentes em Roma), que se hospedou em hotel de luxo, alugando vários automóveis, vans, etc.?
A Presidente Rousseff deu um
belo exemplo de como as coisas NÃO devem ser feitas. Pelo que lemos nos
jornais, seu primeiro impulso foi o de nem comparecer à solenidade, o que
também não seria correto, tratando-se da presidente do país com o maior número
de católicos do mundo (segundo sempre lemos).
Sua Excelência deve ter
pensado: “Bem, já que tenho que comparecer, levarei grande número de pessoas.
Afinal, não é sempre que se pode passar alguns poucos dias em Roma, e
proporcionarei esse prazer a alguns auxiliares!”
Além disso, ficamos sabendo
que, com a falta do embaixador em Roma, a sede da diplomacia brasileira (um
belo e grande palácio na praça Navona) não poderia ser usada...
MINHA CASA, MINHA VIDA –
Os jornais de hoje informam que as habitações que estão sendo construídas como parte
do programa “Minha casa, minha vida” estão desmanchando antes mesmo de
serem ocupadas! Informam e o comprovam com fotos!
Por que será que isso tem que
acontecer? Trata-se, em geral, de gente humilde, sem recursos para contratar as
construtoras mais conceituadas, que dão garantia da qualidade de seu trabalho e
que constroem com esmero!
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Foto: Marcelo Carnaval/Agência
O Globo
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Mas sempre há os “espertinhos”
que não só empregam material de última categoria, e que normalmente, distribuem
propinas àqueles que devem fiscalizar as obras.
Enquanto isso... na França do "exemplo" para Tozé e Jararaca...
La Une de la semaine: la
débâcle de Hollande
Rien ne va plus depuis que la
réalité économique a ruiné les prévisions pour l'année 2013 de François
Hollande! Depuis, ça flotte dans le gouvernement, dans le pays et dans la tête
du président. L'édito de Christophe Barbier.
Après dix mois de hollandisme,
tout va mal. Croissance en panne, chômage en hausse constante, chiffres du
déficit... La réalité économique a ruiné les prévisions de François Hollande pour l'année 2013. Et on se demande
si le président de la République, dont la cote de popularité n'en finit pas de couler, sait
vraiment où il va et quel projet, quelle méthode, il veut appliquer. François
Hollande veut-il changer de cap? Est-ce de cela qu'il parlera lors de son entretien télévisé, ce jeudi soir sur France 2? Il devra en
tout cas accepter le diagnostic: tout va mal et il serait temps de trouver un
nouveau ton pour redonner espoir aux Français.
Christophe Barbier, L’Express,
publié le 26-03-2013 à 15:46
Felicidade plena
Otacílio Guimarães
Caramba, Jim, que vídeo legal. De forma bem-humorada mostra uma realidade terrível. Até me levou a
refletir sobre certas coisas que eu observo no mundo.
Realmente, a maioria das
pessoas no planeta é idiota mas é feliz. Se não passa fome, está com o sexo
satisfeito e nem está presa, está feliz. Inventaram até uma frase para explicar
este estado de espírito inferior: “Dinheiro não traz felicidade”. Que legal.
Danem-se os ricos, devem ser muito infelizes.
Por onde tenho andado, eu
observo que em alguns países o problema da burrice da maioria é mais ou menos
acentuado. Em alguns países a maioria é burra mas os dirigentes não são, são
pessoas inteligentes, preparadas, honestas e desejam realmente trabalhar pelo
bem do país, de sua coletividade. Esses dirigentes sabem que o problema da
idiotia coletiva pode ser minorado com uma boa educação, com escolas de
qualidade, bons professores, e aí conseguem reduzir a burrice da maioria a um
nível suportável e que não prejudica muito. Nos países em que os dirigentes são
eleitos diretamente pelo povo, a burrice foi reduzida a um nível tal que, salvo
alguns acidentes de percurso, o povo elege bons políticos para governá-los.
Resumindo: nesses países quem está no poder são indivíduos da elite da nação,
ou seja, os melhores dentre os melhores.
Por outro lado, há países em
que a burrice chegou a um nível tão elevado que não tem mais solução. Nestes,
em havendo democracia, os dirigentes são escolhidos entre os mais burros de
todos e aí a merda está feita, até porque em alguns casos a merda deixa todos
mais felizes ainda. Quanto mais fedorenta, mais a população fica feliz. Veja
alguns exemplos:
Hugo Chávez, um sujeito que eu
não contrataria para ser segurança de minhas cabras, reduziu a Venezuela a um
montão de ruínas. Entretanto, enquanto vivo não perdia eleições e quando morto
causou uma comoção que até hoje deixou a nação prostrada em silêncio
respeitoso.
A Argentina está sendo
transformada em sub-nitrato de pó de peido pela família Kirchner, mas tudo
indica que o povo está satisfeitíssimo porque nada faz para frear as loucuras
de sua presidente que rivaliza com a do Brasil na burrice.
Peter Schiff estava certo já em 2006 e 2007
Uma colagem de clipes nas
quais o investidor americano Peter Schiff, seguidor das ideias da Escola
Austríaca de Economia, prevê com incrível e espantosa acurácia a crise
financeira de 2008 e todos os seus exatos desdobramentos. Vídeo imperdível e
com legendas em português.
Para saber mais sobre Peter Schiff e a Escola Austríaca acesse: www.mises.org.br
Indicação: Vitor Grando Pereira
Peter Schiff (o investidor que
previu a última crise) vai no Liberty Plaza em Nova Iorque, onde está
acontecendo o protesto Occupy Wall Street, representando os 1% mais ricos tanto
criticado pelas pessoas. Ele mostra em uma série de discussões com os participantes
do protesto como esse protesto deveria acontecer em Washington, que é a fonte
de grande parte dos problemas da economia americana.
Transcrição e tradução de Leonardo Tavares Brown.
Legendas de Juliano Torres.
Portal Libertarianismo:
"Evoluindo Ideias e Indivíduos."
"Avião não cai, derrubam!"
Anônimo deixou um novo
comentário sobre a sua postagem "Cruzeiro do Sul, voo 109, 1º de junho de 1973":
Lembro muito deste vôo, em que o comandante era o Alexandre, e o 1º oficial era o Sotter. Na véspera estavamos jantando no Hotel Amazonas em Manaus, e na mesa lembro que o Alexandre disse a bom som que ainda estava para "nascer" o avião que iria derrubar ele. Conversas de mesa com brincadeira. No dia seguinte eu estava na reta final para pousar em Porto Velho, e o controlador da torre perguntou: Comandante, está sabendo o que aconteceu com o Caravelle em S.Luiz? (Eu não sabia) mas imediatamente lembrei do jantar no dia anterior. Sei as causas do acidente, etc... etc… não comentarei. Foi muito triste, o Caravelle era excelente aeronave, mas como todo avião… tem que ser respeitado NOS PROCEDIMENTOS DE VÔO.
Lembro muito deste vôo, em que o comandante era o Alexandre, e o 1º oficial era o Sotter. Na véspera estavamos jantando no Hotel Amazonas em Manaus, e na mesa lembro que o Alexandre disse a bom som que ainda estava para "nascer" o avião que iria derrubar ele. Conversas de mesa com brincadeira. No dia seguinte eu estava na reta final para pousar em Porto Velho, e o controlador da torre perguntou: Comandante, está sabendo o que aconteceu com o Caravelle em S.Luiz? (Eu não sabia) mas imediatamente lembrei do jantar no dia anterior. Sei as causas do acidente, etc... etc… não comentarei. Foi muito triste, o Caravelle era excelente aeronave, mas como todo avião… tem que ser respeitado NOS PROCEDIMENTOS DE VÔO.
Otacílio Guimarães
Deduzi desse comentário que o
comandante Alexandre, do Caravele da Cruzeiro do Sul no vôo 109 no fatídico dia
1º de junho de 1973, derrubou o avião. A frase que assinalei em amarelo me levou
a esta dedução. Isto me trás à lembrança uma outra frase, não me lembro de quem,
que afirmara: “Avião não cai, derrubam”.
Não chego a esse extremo porque sei que máquinas, por mais bem construídas que sejam, apresentam eventuais defeitos. E a indústria aeronáutica é uma das mais perfeitas já inventadas pelos seres humanos. Eu embarco num avião absolutamente tranquilo e gosto muito de voar. Já voei em muitos calhambeques e nunca passei por situações de perigo real. Mas acredito realmente que a maioria dos acidentes é decorrente de falhas humanas. Um deles, para mim foi incrível, e está relatado no livro Caixa Preta, de Ivan Sant’Anna.
Não chego a esse extremo porque sei que máquinas, por mais bem construídas que sejam, apresentam eventuais defeitos. E a indústria aeronáutica é uma das mais perfeitas já inventadas pelos seres humanos. Eu embarco num avião absolutamente tranquilo e gosto muito de voar. Já voei em muitos calhambeques e nunca passei por situações de perigo real. Mas acredito realmente que a maioria dos acidentes é decorrente de falhas humanas. Um deles, para mim foi incrível, e está relatado no livro Caixa Preta, de Ivan Sant’Anna.
Trata-se do voo RG254 da Varig
que iniciara sua viagem em Guarulhos às 9h43 de um domingo com destino a Belém,
num voo pinga-pinga de várias escalas e onde deveria chegar por volta das 19
horas. A última etapa seria Marabá, no sul do Pará, direto a Belém, no rumo
norte. Fiz esta etapa algumas vezes voando da Bahia para o Pará e me lembro
muito bem do que se vê do avião naquela região. É um vôo curto de
aproximadamente 50 minutos e o comandante Cézar Augusto Garcez, de 32 anos e
bastante experiente, assumiu o comando do Boeing 737 em Brasília, segunda etapa
da viagem, de onde decolou às 14h05. Depois de várias escalas, desceu em Marabá
e de lá decolou às 17h35 com tempo para chegar a Belém ao pôr do sol. Só que
inseriu no computador de bordo um rumo errado constante do plano de voo que a
Varig lhe fornecera: 0270 quando o correto seria 270. Assim, após a decolagem,
o avião tomou o rumo do oeste ao invés do norte.
Naquele horário, 17 horas,
quem voa rumo ao norte, vê o sol à esquerda na ponta da asa do avião. Garcez e
Zille, seu copiloto, no rumo que o avião assumiu, passaram a ver o sol de
frente, bem na cara. É claro que deveriam ter percebido que estavam voando não
rumo norte, mas para oeste. Um passageiro, piloto particular, percebeu o erro e
tentou alertá-los através de uma comissária. Sem sucesso.
Começou ali um drama que se
transformou em tragédia parcial. Até pouco mais das 9 horas da noite, o Boeing
737 vagou pelos céus da floresta amazônica completamente perdido. Para sua
surpresa, Garcez descobriu que não sabia onde estava e Zille não tinha a menor
ideia do que estava acontecendo. Confiava no comandante. Entretanto, Garcez era
um homem de sangue frio e enorme equilíbrio emocional. Percebeu o erro e
procurou de todas as formas encontrar uma saída, um lugar para pousar o avião
com sua tripulação e seus passageiros. Mas como, se era noite escura e voavam
perdidos por sobre a floresta amazônica?
Em momento algum Garcez se
desesperou, o que é normal em situações como esta, e procurou uma saída até que
o combustível do avião começou a acabar. Os passageiros, lá atrás, já sabiam
que algo muito grave estava acontecendo. Sabiam que estavam perdidos no meio da
floresta num avião sem rumo. Não entraram em desespero, entretanto, e esperaram
o fim rezando.
terça-feira, 26 de março de 2013
Competência petista
Nelson N. Ferraz
O PT é impressionante: sua incompetência é abissal, nada do que se propõe
a fazer resulta em algo útil, o que dá mais ou menos certo foi copiado ou
"apropriado" de outrem. Mas, como dizia um antigo anúncio de xampu,
os seus cabelos, ou sua pretensão, continuam os mesmos... Para os petistas,
desde a descoberta do Brasil, em 2003, claro, tudo o que aqui existe de bom foi
obra deles. Se é ruim, então a culpa é da herança maldita do diabólico FHC, que
não fez as obras de infraestrutura e agora quer imputar essa falha ao PT.
Absurdo total, segundo eles. Afinal, são somente dez anos no poder, não deu
tempo de fazer alguma coisa mais além do que já fizeram, como, por exemplo,
"reorganizar" a Petrobrás, "influenciar" a Vale a ter novo
"foco", lutar arduamente (sabotado pela burguesia retrógrada!) pela
"democratização" da mídia, fazer o "ajuste" da política de
combustíveis renováveis (etanol), "aperfeiçoar" as exportações nos
portos brasileiros, entre outras maravilhas! Não é realmente fantástico? Devia
até ser apresentado todo domingo à noite. O mundo ia ficar de boca aberta
diante de tanta nulidade! Mantenho o desafio que fiz alguns meses atrás (aliás,
não respondido): que o PT apresente um, apenas um, projeto de sua lavra com
começo, meio e fim bem-sucedidos!
Título e Texto: Nelson N. Ferraz, São Paulo, 26-03-2013
Balança corrente portuguesa a caminho de excedente de quase 5%
Há duas décadas que Portugal não apresentava contas externas com sinal
positivo. Correcção desses desequilíbrios crónicos vai prosseguir, prevê o
Banco de Portugal.
O Banco de Portugal antecipa
um excedente da balança de bens e serviços menos expressivo para este ano do
que previa em Novembro (2,8% do PIB, em vez de 3,1%). Em contrapartida, a
balança corrente e de capital (agregado que inclui o anterior) deverá registar
um excedente maior neste ano do que o inicialmente previsto (3,6% em vez de
3,1%), que será ampliado para 4,8% em 2014.
As novas projecções constam do
Boletim Económico de Primavera, divulgado nesta terça-feira, 26 de Março.
“A economia portuguesa
apresentou uma capacidade de financiamento em 2012, tendo o saldo da balança
corrente e de capital passado de um défice de 5,8% do PIB em 2011 para um
excedente de 0,8%”. Esta evolução positiva deve ser prosseguida em 2013 e 2014,
representando um “aspecto marcante do processo de correcção do desequilíbrio
externo, depois dos défices muito elevados registados durante um período
prolongado”.
A melhoria do saldo externo, acrescenta o BdP, terá um impacto
favorável na posição de investimento internacional da economia portuguesa e
representa mais um "aspecto marcante da actual projecção".
Título e Texto: Eva Gaspar, Jornal de Negócios, 26-03-2013, 15h48
Europe's Disturbing Precedent in the Cyprus Bailout
George Friedman
The European economic crisis
has taken different forms in different places, and Cyprus is the latest country
to face the prospect of financial ruin. Overextended banks in Cyprus are
teetering on the brink of failure for issuing loans they cannot repay, which
has prompted the tiny Mediterranean country, a member of the European Union, to
turn to Brussels for help. Late Sunday, the European Union and Cypriot
president announced new terms for a bailout that would provide the infusion of
cash necessary to prevent bankruptcies in Cyprus' banking sector and, more
important, prevent a banking panic from spreading to the rest of Europe.
What makes this crisis
different from the previous bailouts for Greece, Ireland or elsewhere are the
conditions Brussels has attached for its assistance. Due to circumstances
unique to Cyprus, namely the questionable origin of a large chunk of the
deposits in its now-stricken banking sector and that sector's small size
relative to the overall European economy, the European Union, led by Germany,
has taken a harder line with the country. Cyprus has few sources of capital
besides its capacity as a banking shelter, so Brussels required that the
country raise part of the necessary funds from its own banking sector --
possibly by seizing money from certain bank deposits and putting it toward the
bailout fund. The proposal has not yet been approved, but if enacted it would
undermine a formerly sacred principle of banking in most industrial nations --
the security of deposits -- setting a new and possibly destabilizing precedent
in Europe.
Cyprus' Dilemma
For years before the crisis,
Cyprus promoted itself as an offshore financial center by creating a tax
structure and banking rules that made depositing money in the country
attractive to foreigners. As a result, Cyprus' financial sector grew to dwarf
the rest of the Cypriot economy, accounting for about eight times the country's
annual gross domestic product and employing a substantial portion of the
nation's work force. A side effect of this strategy, however, was that if the
financial sector experienced problems, the rest of the domestic economy would
not be big enough to stabilize the banks without outside help.
Europe's economic crisis
spawned precisely those sorts of problems for the Cypriot banking sector. This
was not just a concern for Cyprus, though. Even though Cyprus' banking sector
is tiny relative to the rest of Europe's, one Cypriot bank defaulting on what
it owed other banks could put the whole European banking system in question,
and the last thing the European Union needs now is a crisis of confidence in
its banks.
The Cypriots were facing chaos
if their banks failed because the insurance system was insufficient to cover
the claims of depositors. For its part, the European Union could not risk the
financial contagion. But Brussels could not simply bail out the entire banking
system, both because of the precedent it would set and because the political
support for a total bailout wasn't there. This was particularly the case for
Germany, which would carry much of the financial burden and is preparing for
elections in September 2013 before an electorate that is increasingly hostile
to bailouts.
O modelo socialista de Chávez começa a afundar
Francisco Vianna
O “socialismo do século XXI” –
criado por Hugo Chávez por inspiração cubana – tem se mostrado um fiasco
político e um desastre econômico e, pois, uma aberração social, num incoerente
amálgama de políticas populistas e demagógicas concebidas para iludir os menos
preparados e para exercer o controle sobre os venezuelanos e promover a
confrontação ideológica e a desmoralização religiosa, dentro dos preceitos
marxistas e leninistas.
Na verdade, o chavezismo
conseguiu desmantelar seu setor produtivo com suas políticas hostis ao setor
privado, paralisou a indústria do petróleo com suas demandas sociais, e manteve
à tona as economias de seus ‘aliados’ para, a custa do ouro negro dos venezuelanos,
fazer com que os que detêm seus capitais os enviassem para o exterior e a
maioria de sua mão-de-obra competente, buscasse emprego e empreendedorismo em
outros países. Estava criado o abismo que o país começa a despencar.
Abateu-se sobre o país
sul-americano um cenário de crise, de abscesso social que os analistas dizem que
virá a furar este ano, mas cuja duração poderá ser prolongada em face da longa
lista de desequilíbrios acumulados ao passar dos últimos anos. “Os economistas
do país e do exterior vêm advertindo sobre esses desequilíbrios sociais enormes
desde há muito tempo, mas acontece que o preço do petróleo tem subido com uma
taxa superior à da inflação – pelo menos a oficial – do país e isso sempre tem
feito com que tais desequilíbrios fossem sendo varridos para debaixo do tapete
do Palácio Miraflores. As aberrações estavam lá, presentes no dia-a-dia, mas
o cidadão comum não os conseguia ver nem sentir”, comentou Angel García Banch,
diretor de uma empresa econométrica. “Quando os preços do petróleo pararam de
crescer, os desequilíbrios, que continuaram se acumulando desde há muito tempo,
começaram a se fazer sentir. Então, começaram a vir os apertos de cintos, a
queda da produção, do consumo, das importações, as medidas antinflacionária com
base na escassez”, acrescentou García Banch.
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Uma mulher protesta numa fila
para comprar alimentos, em Caracas. Foto: AP
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Aniversário infame
José Carlos Bolognese
Prezada Senadora Ana Amélia,
Gostaria de convidar a senhora para um aniversário que eu lamento muito comemorar. Na verdade, quem está “comemorando” esse aniversário é o governo, o estado brasileiro, a “união” (do quê?) o judiciário, ágil como uma lesma quando se trata dos interesses de trabalhadores e aposentados. Mas não a convido para comer o bolo de iniquidades que vêm nos servindo há sete anos. Assim em lugar de convidá-la para soprar a velinha número sete, eu peço a claridade de seu discurso, o mesmo que tem feito repetidamente defendendo os direitos dos aposentados e ex trabalhadores da Varig.
Gostaria de convidar a senhora para um aniversário que eu lamento muito comemorar. Na verdade, quem está “comemorando” esse aniversário é o governo, o estado brasileiro, a “união” (do quê?) o judiciário, ágil como uma lesma quando se trata dos interesses de trabalhadores e aposentados. Mas não a convido para comer o bolo de iniquidades que vêm nos servindo há sete anos. Assim em lugar de convidá-la para soprar a velinha número sete, eu peço a claridade de seu discurso, o mesmo que tem feito repetidamente defendendo os direitos dos aposentados e ex trabalhadores da Varig.
Praticamente já está garantido
que o nosso drama Aerus/Varig chegará aos sete anos em 12 de abril próximo,
ainda sem solução. Nesse tempo todo exaurimos nossas energias, fomos ao limite
do possível para demonstrar que se punem milhares de trabalhadores pelo crime
de terem trabalhado pelo país e poupado para os difíceis anos da velhice. E
faço questão de dizer que nosso limite sempre esteve dentro de padrões
civilizados. Ainda que, o modo como somos tratados venha com a marca da brutalidade.
Apesar de tanta injustiça contra nós, não perdemos a noção de valores que
norteiam uma sociedade democrática, onde o estado é o guardião da cidadania e
não o seu algoz.
Mas, cada vez mais acreditamos
menos que se viva numa democracia no Brasil. Os atuais ocupantes do poder estão
há sete anos punindo os funcionários da Varig, mas estão há dez subordinando
este país a uma ideologia nefasta que visa tão-somente sua permanência perpétua
no controle da vida dos brasileiros. Não é assim porque eu quero. É assim
porque é! Não é preciso ser dotado de super inteligência para fazer as contas e
ver que com todo o desperdício, corrupção, erros primários de administração,
aparelhamento do estado e tantos outros escândalos, seria possível salvar a
Varig muitas vezes e evitar essa degradação moral sendo imposta a seus ex
trabalhadores. Todos esses recursos gastos com propaganda que envenena mentes,
obras inacabadas, viagens inúteis que nada de bom trazem para o país, como esta
última da soberana que além da esbórnia com dinheiro do contribuinte, ainda nos
envergonham com as asneiras ditas ao Papa Francisco no Vaticano. Ainda temos a
violência, que em dez anos de poder deste grupo nada se fez para mitigar. E
ainda, os desastres naturais como agora na serra de Petrópolis, onde tudo que a
presidente faz é ir a uma missa e fazer promessas que não cumprirá.
Mais uma da imprensa portuguesa!
Veja esta manchete do jornal “Público”:
Passos cria lugar para
Silva Carvalho na Presidência do Conselho de Ministros
O que você, prezado leitor, inferirá? Muito provavelmente: o
primeiro-ministro criou, isto é, acrescentou mais um funcionário à função
pública, porque lhe apeteceu “contratar” esse senhor Carvalho.
Leia, por favor, a matéria assinada por Maria Lopes. Os grifos são meus.
Leia, por favor, a matéria assinada por Maria Lopes. Os grifos são meus.
O ex-director do SIED Jorge Silva Carvalho foi integrado nos quadros da
Presidência do Conselho de Ministros, com efeitos a 1 de Dezembro de 2010,
estipula um despacho assinado pelo primeiro-ministro e pelo ministro das
Finanças, publicado nesta terça-feira em Diário da República.
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| Foto: Enric Vives-Rubio |
Silva Carvalho era o único ex-espião envolvido no "caso das
secretas" que ainda não tinha sido integrado, como permite a lei, nos
quadros da Secretaria-Geral da Presidência do Conselho de Ministros. Tinha
feito o pedido logo que pediu a exoneração de director dos Serviços de
Informações Estratégicas de Defesa (SIED), a 1 de Dezembro de 2010, antes de
ser contratado pelo grupo Ongoing, liderado por Nuno Vasconcellos.
O ex-espião começou a trabalhar oficialmente como administrador da
Ongoing a 2 de Janeiro de 2011, esteve no grupo durante um ano, e depois acabou
por se demitir ainda durante a fase de investigações do Ministério Público. Em
Maio do ano passado, Silva Carvalho foi acusado dos crimes de abuso de poder,
violação de segredo de Estado e de acesso indevido a dados pessoais.
Silva Carvalho pedira ao director operacional do SIED, João Luís, que lhe
arranjasse dados dos telefonemas e SMS do telemóvel do jornalista do PÚBLICO
Nuno Simas para perceber quem, nos serviços, estaria a passar informações para
fora. De acordo com o processo, ainda enquanto director do SIED, Silva Carvalho
passou informações classificadas para a Ongoing e, já depois de deixar os
serviços e estando a trabalhar como administrador do grupo, continuou a pedir
dados aos operacionais que lhe eram próximos.
Há três semanas, o advogado do ex-espião anunciou mesmo que ia apresentar
uma acção no Tribunal Administrativo de Lisboa contra o Estado, precisamente
porque Silva Carvalho ainda não fora reintegrado nos serviços. Na altura, o
advogado queixava-se também do atraso do processo e pedira ao Conselho Superior
da Magistratura a sua aceleração. A fase de instrução do processo das secretas,
requerida por Nuno Vasconcellos a 1 de Junho do ano passado, deveria ter
começado, segundo o prazo legal, até ao fim de Setembro, mas só vai iniciar-se
a 3 de Abril.
De acordo com a lei que rege os serviços de informação, os funcionários
que tenham pelo menos seis anos de serviço ininterruptos adquirem
automaticamente vínculo definitivo ao Estado – situação em que se encontrava
Silva Carvalho –, passando a integrar a Secretaria-Geral da Presidência do
Conselho de Ministros. Daí que agora tenha sido criado um posto de trabalho no
mapa de pessoal daquele organismo para que o ex-espião seja integrado “na
carreira e categoria de técnico superior”, com salário correspondente à
remuneração-base da carreira e categoria que tinha quando liderava o SIED, com
efeitos a 1 de Dezembro de 2010.
Dilma em Roma com a sua "pequena" comitiva...
'Pequena' comitiva
Alguém pode me informar o
total das despesas da "modesta" comitiva que foi a Roma para assistir
à inauguração do pontificado do humilde papa Francisco? E os gastos com os
cartões corporativos serão abertos ou continuam segredo de Estado? Notem que o
papa pediu que não se fizessem gastos extraordinários para assistir à sua
primeira missa. Sugiro que os brasileiros flagelados de Petrópolis, da Baixada
Fluminense e do Nordeste escrevam para Roma e contem ao Papa como este governo
cuida bem dos seus pobres.
Humildade
Enquanto dona Dilma Rousseff,
presidente de um país onde nordestinos comem ratos para saciar a fome, leva uma
enorme comitiva a Roma e ocupa dezenas de quartos de hotel, o Papa Francisco
declara que os aposentos papais são um exagero, comportariam umas 300 pessoas,
e anuncia que vai ocupar apenas uma parte suficientemente necessária, eu me
ponho a pensar: será que o povo que vem sendo enganado com essa maracutaia
chamada Bolsa-Família se sente classe média mesmo e acredita no imenso coração
de Lula e Dilma, a dama do Brasil carinhoso?
Um cargo espinhoso
Não conheço pessoalmente a
presidente Dilma nem nenhum dos membros da imensa comitiva presente em Roma.
Mas mesmo não conhecendo pude observar que o rosto deles estava triste e
mostrava preocupação, embora tentassem disfarçar demonstrando alegria e
descontração. Não deve ser fácil para 52 brasileiros abnegados estarem tão
distantes de seus compatriotas que, no momento, estão desabrigados e morrendo
nas enchentes das cidades do Estado do Rio de Janeiro e do litoral de São
Paulo. Também não deve ser fácil para a presidente dormir tranquila, num hotel
dos mais caros de Roma, sabendo que tantos brasileiros estão amontoados em
abrigos sem a menor condição de oferecerem um mínimo de dignidade e conforto. E
certamente essa intranquilidade só aumenta quando Dilma se lembra (?) de que
dois anos atrás ela prometeu construir 6 mil casas para os desabrigados daquela
tragédia que se abateu sobre as cidades serranas do Rio. Como deve ser
espinhoso o cargo de presidente!
Maurício Rodrigues de Souza - mauriciorodsouza@globo.com - São
Paulo
Desinformação sobre Chipre
João
Miranda
A qualidade
da informação em Portugal é tão fraquinha ao ponto de as pessoas debaterem
incessantemente Chipre sem saberem quase nada sobre Chipre, o que obviamente só pode
levar a conclusões erradas ou absurdas. Os pontos seguintes são essenciais para
perceber as opções da União Europeia em relação a Chipre, mas raramente são
mencionados nos debates ou nas notícias:
1. Chipre não tem capacidade de se
financiar nos mercados e precisa de ajuda externa.
2. Os maiores bancos cipriotas estão
falidos. Falidos mesmo. Não é um problema de liquidez como o Banif ou o BCP, estão
falidos mesmo, como o BPN (algumas pessoas também não percebem esta diferença,
mas pronto).
3. Só seria possível salvar os bancos
cipriotas com injecções de dinheiro a fundo perdido, coisa que a UE não pode
fazer porque as regras não o permitem. Nem a UE quer porque isso beneficiaria
os infractores que não cumprem as regras do euro.
4. Chipre poderia salvar os bancos
assumindo as dívidas destes, como fez a Irlanda. Mas essa opção não é viável.
Chipre não teria capacidade para pagar a dívida e a União Europeia não aceita
essa opção porque não empresta dinheiro que sabe não poder nunca recuperar. O
FMI idem.
Por que é que estas informações são omitidas? Porque facilita a narrativa
infantil de que a UE e a Alemanha só
querem fazer maldades a Chipre e ao Sul da Europa. É isso que as pessoas
querem ouvir. Os factos são irrelevantes.
Título e
Texto: João Miranda, Blasfémias,
26-03-2013
Tem mais
uma (importante) informação:
Demetris Christofias, atual presidente
de Chipre, eleito em 17 de fevereiro de 2008, era o secretário-geral do AKEL, antigo Partido Comunista de
Chipre que mudou o nome para Partido Progressista dos Trabalhadores (Progressive Party for the Working People). Em Chipre, o presidente é chefe de Estado e de
Governo.
Demetris Christofias, atual presidente
de Chipre, eleito em 17 de fevereiro de 2008, era o secretário-geral do AKEL, antigo Partido Comunista de
Chipre que mudou o nome para Partido Progressista dos Trabalhadores (Progressive Party for the Working People). Em Chipre, o presidente é chefe de Estado e de
Governo.
Agradecendo ao leitor Miguel Madeira que nos privilegiou com o seu comentário, acrescento:
Em 24 de fevereiro de 2013,o candidato pró-troika e que
pretende um afastamento da relação privilegiada da ilha com a Rússia, Nicos Anastasiades, apoiado pelo
partido de direita Aliança Democrática (DISY), ganhou a segunda volta das
presidenciais por 57,48%. Na primeira volta recolhera 45,46%. O candidato
derrotado, Stavros Malas, apoiado pelo Partido Comunista e pelo governo e
presidente incumbentes, passou de 26,91% na primeira volta para 42,52%.
Fonte: Expresso
Quanto à atual denominação do
Partido Comunista de Chipre, no seu próprio site,
se lê Progressive Party for the Working
People. Ele mudou o nome, mas não a ideologia e/ou os valores que
representa e defende.
Incompetência
Jair Gomes Coelho
O presidente do Ibope, Carlos
Augusto Montenegro, defendeu os altos índices de aprovação do governo Dilma com
a argumentação de que o sofrimento da população com as péssimas condições da
saúde, educação e segurança é atribuído aos governadores e aos prefeitos e que,
sobre o naufrágio da economia, 50% da população não tem conta nos bancos. Conta
outra, Montenegro. Com este governo petista temos uma certeza: de que a
falência nacional é uma questão de (pouco) tempo. A incapacidade
administrativa, a falta de investimento em infraestrutura, aliada à única
preocupação, que é o poder “ad aeternum”, estão emolduradas pelo gargalo nos
portos do País, quando o “apagão da soja”, que, com a safra recorde e os preços
altos, se tornaria este ano o primeiro item das exportações brasileiras, que
poderiam atingir US$ 32,5 bilhões em vendas externas em 2013, suplantando a do
minério de ferro. Com esse apagão, o custo do transporte subiu 45% em um ano,
enquanto o preço da soja no Mato Grosso caiu 4%. A China, principal comprador
da soja brasileira, já cancelou a compra de 2 milhões de toneladas de soja por
atrasos na entrega. Navios, em número de 150, estão parados à espera de
carregamento no porto. Na semana passada, a rodovia que leva ao Porto de Santos
chegava a 25 quilômetros de engarrafamento, já tendo atingido 34 quilômetros de
espera. Faltam armazéns e silos. Os portos brasileiros são muito fatiados.
Somente no Brasil a carga sai do caminhão e entra no navio. Os caminhoneiros
estimam em 15% o prejuízo em seu faturamento mensal. “Caminhão foi feito para
rodar”, diz um deles. Segundo a Aprosoja, o frete para o transporte de uma
tonelada de soja por 2 mil quilômetros custa US$ 10 e US$ 35 nos Estados Unidos,
e aqui custa US$ 160. O Brasil é o único país em que uma superssafra não é
comemorada com sucesso. PT, ainda há tempo. Pede para sair.
Título e Texto: Jair Gomes Coelho, Vassouras, RJ, 25-03-2013
Via Waldo
Viana
segunda-feira, 25 de março de 2013
Paulo Gonzo, olhaí como se canta "She"...
Enquanto "falo" com
o Rio de Janeiro sobre a próxima manifestação do Movimento ACORDO JÁ!, no
próximo dia 12 de abril, estou assistindo no Porto Canal à Gala da Associação de
Futebol do Porto. (Não aguento mais, sério!, os telejornais das televisões por
cá: a parcialidade, ou pior, a desonestidade jornalística já beira uma
patologia; e quem gosta de chiqueiro que fique e chafurde nele! e que o país se
exploda! A mim, como se diz por cá, não me fará mossa!).
Então, dizia eu, estou
assistindo a essa transmissão e eis que aparece um senhor, Paulo Gonzo: canta
uma música, e começa a segunda, “She”… pede palmas… fiquei olhando… que palmas
esse senhor acha que merecia?
Libertem Dilson e Zeneide
“Fazemos um apelo para o governo do Senegal que liberte os cidadãos brasileiros José Dílson da Silva e Zeneide Moreira Novais, presos desde novembro de 2012 por acusações comprovadamente infundadas, após apurações realizadas pelas autoridades locais. Mesmo inocentes de tais acusações, permanecem ainda encarcerados, com o habeas corpus negado.
(…)”
Se você ainda não assinou a
petição, por favor, clique aqui e assine.
Desabafo!
Rosa Maria Custódio
Li a mensagem do colega José Carlos Bolognese e acabei escrevendo isso que aqui
colo, depois de dar uma corrigida em alguns erros de digitação e complementar
algumas ideias. O nossa carma é coletivo, mas a carga que cada um carrega neste
mundo é individual!
Eu compartilho de toda essa
indignação que vivemos, mas sei que podemos fazer muito pouco diante da vilania
e insensibilidade desse governo. Na História do Brasil e mesmo mundial, não
falta injustiçados. Para que eles existam, tem um grupo bem grande de pessoas
tirando proveito. Quando alguém diz que um governo é corrupto, pensa apenas nos
que estão nos primeiros escalões. Mas os aproveitadores estão em todos os
lugares, são nossos vizinhos, frequentam os lugares comuns de qualquer mortal,
e estão convictos de estarem fazendo a sua parte: ganhando o seu dinheiro, sem
se importar de onde e como vem. O mundo é habitado por seres egoístas na sua
maioria.
Por outro lado, eu não
aguentaria ficar lidando com essas forças inescrupulosas que estão se
infiltrando em todos os setores da política brasileira. Eu me aposentei aos 52
anos, com 70% do AERUS, porque não estava aguentando nem a aviação! A
regulamentação, a escala desumana, a falta de respeito da nossa Gerência
naqueles anos, principalmente com os mais antigos, aqueles que fizeram a
empresa crescer! Quase todo o mês eu estava indo ao médico. Tinha insônia e não
conseguia dormir, apenas duas ou três horas por noite. Foi um tempo horrível na
minha vida! Eu sabia que se ficasse mais tempo perderia o resto da minha saúde.
Hoje eu levo uma vida simples, mas bem mais saudável! Sinto falta de muita
coisa, mas procuro fazer o que gosto e estou me dedicando a vários projetos que
estavam engavetados por falta de tempo e de ânimo. Levou muito tempo para que
eu voltasse a ver a VARIG com bons olhos, porque os últimos anos foram
horríveis! E quem ficou trabalhando ainda mais tempo, sofreu muito mais.
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