quarta-feira, 27 de março de 2013

Revolucionários d'antanho


"Por que a Direita perde no Brasil?"

Francisco, sob o título “Por que a Direita perde no Brasil?”, Emir Sader escreveu no portal Carta Maior, no dia 24 de março, um texto cujo excerto colei abaixo. O que nos diz sobre esse panfleto?
 
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Lula veio para desmontar esses diagnósticos. O Estado mínimo favoreceu a centralidade do mercado e, com ela, a exclusão social e a concentração de renda, pela falta de proteção que politicas sociais levadas a cabo pelo Estado poderiam levar adiante.
O sucesso dos governos Lula e Dilma deixa desarmados e desconcertados os próceres – partidários e midiáticos – da direita. A crise do capitalismo iniciada em 2008 e que segue sem hora para acabar, gerou um novo consenso na necessidade de intervenção anticíclica do Estado. A capacidade de resistência dos governos progressistas da América Latina pela prioridade das políticas sociais, dos processos de integração regional e dos intercâmbios Sul-Sul, e pela recuperação do Estado como indutor do crescimento econômico e garantia das dos direitos sociais da maioria – terminou de desarvorar a direita e deixá-la sem plataforma e sem alternativas.
Os candidatos que buscam uma brecha para se projetar – sejam Serra, Heloisa Helena, Alckmin, Marina, Plínio, Aécio, Eduardo Campos – se situam à direita do governo. Não conseguem reconhecer o extraordinário processo de democratização social que o país vive há mais de 10 anos. Ou tentam aparecer como seus continuadores – como na primeira parte da campanha do Serra em 2010 –, ou desconhecem o novo panorama social brasileiro e atacam o Estado – de forma direta, como o Alckmin em 2006, ou de forma indireta, com a centralidade do combate à corrupção, outra forma do diagnóstico de que o problema do Brasil é o Estado ou ainda na temática ecológica com a visão de que a “sociedade civil” é alternativa ao Estado, como a Marina.
Assim, a direita perdeu em 2002, 2006, 2010, e tem todas as possibilidades de seguir perdendo em 2014 e depois também. Porque não entende o Brasil contemporâneo, seu diagnóstico ainda é o neoliberal.

Jim,
Emir Sader e o pasquim vermelho “Carta Capital” são porta-vozes dos socialistas estalinistas e marxistas que se autointitulam de “esquerda”. Portanto, todo aquele que discordar de suas ideias, métodos e políticas é automaticamente, por antagonismo, chamado por eles de “direita”. E com satisfação que me incluo entre estes. Assim, historicamente, os liberais da escola econômica austríaca e assemelhadas são as forças ideológicas que se opõem ao estatismo e, principalmente ao capitalismo estatal. Da mesma forma, a dialética gramscista criou, entre outras expressões, a de “neoliberalismo” como se houvesse agora um liberalismo diferente do que sempre existiu, o que não deixa de ser uma incongruência entre as muitas geradas pela dialética materialista.
Ora, chamar José Serra, Heloisa Helena, Alckmin, Marina, e outros do mesmo jaez de “direita” é não só uma mistificação completa como também uma peça dialética enganadora típica dos socialistas. São todos igualmente socialistas, porém como discordam do método e dos meios do lulopetismo, são em princípio jogados na vala comum da “direita” pelo simples fato de serem contra o estado máximo e contra o estado mínimo, mas a favor do “estado necessário”. O engraçado é que outras formas de socialismo, como o fascismo e o nazismo, são igualmente chamados de “direita”, quando preconizam basicamente a mesma coisa que os demais socialistas.

A interferência despudorada do ex-presidente do Brasil na vida política nacional não é caso único

Francisco, fico estarrecido (essa é a expressão correta, não exagerada) com a interferência despudorada do ex-presidente do Brasil na vida política nacional. Apesar das denúncias, dos escândalos, esse "cara" continua sendo ouvido, seguido e lambido pela imprensa. Parece-me caso único no mundo… qual é a sua opinião?
Francisco Vianna
Parece mas não é. Pelo menos na América Latina, a "grande mídia" é, em graus variáveis, submissa e leniente com o poder, em parte por precisar das significativas verbas de publicidade disponibilizadas pelos governos e em parte por estar eivada de elementos que tiram proveito do regime de toma lá dá cá. Veja o que ocorre na Venezuela, na Argentina, no Equador, e outros antros dominados pelo "sucialismo" endêmico. Chegam a ser muito piores do que Pindorama…
A marionete central do Foro de São Paulo é o ex-presidente apedeuta eneadáctilo e os teóricos gramscistas desse circo de horrores acreditam que o populismo demagógico e o distributivismo de esmolas pelo Estado são o caminho para se manterem aferrados ao poder indefinidamente. 
Quem fala mal deste ex-pelego retirante pernambucano - do qual procuro me abster de citá-lo com a frequência com que muitos o fazem apenas para não promovê-lo - entra em conflito com a chamada "esquerda tupiniquim", também conhecida como "sinistra", e não encontra guarida nos meios de comunicação oficiais, que não ousam contrariar a fonte de suas divisas, mas também a de seu endividamento progressivo e constante.   
Assim como a Venezuela teve a sua "solução natural" e a solução da trágica experiência "del socialismo del siglo XXI" começa a assomar no horizonte político desse vizinho do norte, espera-se que a "via neoplásica" também se faça presente por aqui, uma vez que as esperanças de o Ministério Público enquadrar e denunciar a quadrilhagem petista é tênue e, mesmo que isso venha a ser feito, a possibilidade de o "poder judiciário" vir a punir toda a gangue parece uma miragem...
Assim esse "sucialismo" (socialismo de súcia, de compadrio, de propinagem, de quadrilheiros) tem a tendência conhecida de solapar o desenvolvimento político e econômico (e portanto social) dos países que vitima, levando a situação a um estado de degeneração que começa a se fazer sentir em todos eles. 
Se tivermos sorte de que possa surgir novos líderes da oposição que consigam entusiasmar a fraca inteligência nacional na proposição de algo contrário a esbórnia corrupta que está a nos imobilizar e até a nosfazer retroceder, é possível que possamos ter mudanças importantes sem derramamento de sangue, como tem sido, até agora, a vocação brasileira.
Caso contrário o agravamento progressivo da degeneração socialista levará fatalmente ao caso oposto, como aliás, ocorreu com as principais nações-potências do mundo.
Quem viver, verá!
Francisco Vianna, 27-03-2013

Convescote em Roma + Minha casa, minha vida

Peter Wilm Rosenfeld
Nosso país produz notícias de uma forma tal que, por vezes, temos que abordar mais de um tema por artigo.
É o que, em meu caso, acontece esta semana. Vamos lá, então:


CONVESCOTE EM ROMA – Sabiam, meus leitores, que o Brasil está literalmente nadando em dinheiro, pois levou para assistir à solenidade festejando o início da atividade do Papa Francisco numerosa comitiva (penso que a maior entre todos os países que se fizeram presentes em Roma), que se hospedou em hotel de luxo, alugando vários automóveis, vans, etc.?
A Presidente Rousseff deu um belo exemplo de como as coisas NÃO devem ser feitas. Pelo que lemos nos jornais, seu primeiro impulso foi o de nem comparecer à solenidade, o que também não seria correto, tratando-se da presidente do país com o maior número de católicos do mundo (segundo sempre lemos).
Sua Excelência deve ter pensado: “Bem, já que tenho que comparecer, levarei grande número de pessoas. Afinal, não é sempre que se pode passar alguns poucos dias em Roma, e proporcionarei esse prazer a alguns auxiliares!”
Além disso, ficamos sabendo que, com a falta do embaixador em Roma, a sede da diplomacia brasileira (um belo e grande palácio na praça Navona) não poderia ser usada...

MINHA CASA, MINHA VIDA Os jornais de hoje informam que as habitações que estão sendo construídas como parte do programa “Minha casa, minha vida” estão desmanchando antes mesmo de serem ocupadas! Informam e o comprovam com fotos!

Foto: Marcelo Carnaval/Agência O Globo
Por que será que isso tem que acontecer? Trata-se, em geral, de gente humilde, sem recursos para contratar as construtoras mais conceituadas, que dão garantia da qualidade de seu trabalho e que constroem com esmero!
Mas sempre há os “espertinhos” que não só empregam material de última categoria, e que normalmente, distribuem propinas àqueles que devem fiscalizar as obras.

Enquanto isso... na França do "exemplo" para Tozé e Jararaca...

La Une de la semaine: la débâcle de Hollande
Rien ne va plus depuis que la réalité économique a ruiné les prévisions pour l'année 2013 de François Hollande! Depuis, ça flotte dans le gouvernement, dans le pays et dans la tête du président. L'édito de Christophe Barbier.


Après dix mois de hollandisme, tout va mal. Croissance en panne, chômage en hausse constante, chiffres du déficit... La réalité économique a ruiné les prévisions de François Hollande pour l'année 2013. Et on se demande si le président de la République, dont la cote de popularité n'en finit pas de couler, sait vraiment où il va et quel projet, quelle méthode, il veut appliquer. François Hollande veut-il changer de cap? Est-ce de cela qu'il parlera lors de son entretien télévisé, ce jeudi soir sur France 2? Il devra en tout cas accepter le diagnostic: tout va mal et il serait temps de trouver un nouveau ton pour redonner espoir aux Français. 
Christophe Barbier, L’Express, publié le 26-03-2013 à 15:46

Felicidade plena

Otacílio Guimarães
Caramba, Jim, que vídeo legal. De forma bem-humorada mostra uma realidade terrível. Até me levou a refletir sobre certas coisas que eu observo no mundo. 
Realmente, a maioria das pessoas no planeta é idiota mas é feliz. Se não passa fome, está com o sexo satisfeito e nem está presa, está feliz. Inventaram até uma frase para explicar este estado de espírito inferior: “Dinheiro não traz felicidade”. Que legal. Danem-se os ricos, devem ser muito infelizes. 
Por onde tenho andado, eu observo que em alguns países o problema da burrice da maioria é mais ou menos acentuado. Em alguns países a maioria é burra mas os dirigentes não são, são pessoas inteligentes, preparadas, honestas e desejam realmente trabalhar pelo bem do país, de sua coletividade. Esses dirigentes sabem que o problema da idiotia coletiva pode ser minorado com uma boa educação, com escolas de qualidade, bons professores, e aí conseguem reduzir a burrice da maioria a um nível suportável e que não prejudica muito. Nos países em que os dirigentes são eleitos diretamente pelo povo, a burrice foi reduzida a um nível tal que, salvo alguns acidentes de percurso, o povo elege bons políticos para governá-los. Resumindo: nesses países quem está no poder são indivíduos da elite da nação, ou seja, os melhores dentre os melhores.

   
Por outro lado, há países em que a burrice chegou a um nível tão elevado que não tem mais solução. Nestes, em havendo democracia, os dirigentes são escolhidos entre os mais burros de todos e aí a merda está feita, até porque em alguns casos a merda deixa todos mais felizes ainda. Quanto mais fedorenta, mais a população fica feliz. Veja alguns exemplos: 
Hugo Chávez, um sujeito que eu não contrataria para ser segurança de minhas cabras, reduziu a Venezuela a um montão de ruínas. Entretanto, enquanto vivo não perdia eleições e quando morto causou uma comoção que até hoje deixou a nação prostrada em silêncio respeitoso. 
A Argentina está sendo transformada em sub-nitrato de pó de peido pela família Kirchner, mas tudo indica que o povo está satisfeitíssimo porque nada faz para frear as loucuras de sua presidente que rivaliza com a do Brasil na burrice.

Peter Schiff estava certo já em 2006 e 2007

Uma colagem de clipes nas quais o investidor americano Peter Schiff, seguidor das ideias da Escola Austríaca de Economia, prevê com incrível e espantosa acurácia a crise financeira de 2008 e todos os seus exatos desdobramentos. Vídeo imperdível e com legendas em português.


Para saber mais sobre Peter Schiff e a Escola Austríaca acesse: www.mises.org.br
Indicação: Vitor Grando Pereira

Peter Schiff (o investidor que previu a última crise) vai no Liberty Plaza em Nova Iorque, onde está acontecendo o protesto Occupy Wall Street, representando os 1% mais ricos tanto criticado pelas pessoas. Ele mostra em uma série de discussões com os participantes do protesto como esse protesto deveria acontecer em Washington, que é a fonte de grande parte dos problemas da economia americana.


Transcrição e tradução de Leonardo Tavares Brown.
Legendas de Juliano Torres.
Portal Libertarianismo: "Evoluindo Ideias e Indivíduos."

"Avião não cai, derrubam!"

Anônimo deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Cruzeiro do Sul, voo 109, 1º de junho de 1973":

Lembro muito deste vôo, em que o comandante era o Alexandre, e o 1º oficial era o Sotter. Na véspera estavamos jantando no Hotel Amazonas em Manaus, e na mesa lembro que o Alexandre disse a bom som que ainda estava para "nascer" o avião que iria derrubar ele. Conversas de mesa com brincadeira. No dia seguinte eu estava na reta final para pousar em Porto Velho, e o controlador da torre perguntou: Comandante, está sabendo o que aconteceu com o Caravelle em S.Luiz? (Eu não sabia) mas imediatamente lembrei do jantar no dia anterior. Sei as causas do acidente, etc... etc… não comentarei. Foi muito triste, o Caravelle era excelente aeronave, mas como todo avião… tem que ser respeitado NOS PROCEDIMENTOS DE VÔO.

Otacílio Guimarães
Deduzi desse comentário que o comandante Alexandre, do Caravele da Cruzeiro do Sul no vôo 109 no fatídico dia 1º de junho de 1973, derrubou o avião. A frase que assinalei em amarelo me levou a esta dedução. Isto me trás à lembrança uma outra frase, não me lembro de quem, que afirmara: “Avião não cai, derrubam”.  

Não chego a esse extremo porque sei que máquinas, por mais bem construídas que sejam, apresentam eventuais defeitos. E a indústria aeronáutica é uma das mais perfeitas já inventadas pelos seres humanos. Eu embarco num avião absolutamente tranquilo e gosto muito de voar. Já voei em muitos calhambeques e nunca passei por situações de perigo real. Mas acredito realmente que a maioria dos acidentes é decorrente de falhas humanas. Um deles, para mim foi incrível, e está relatado no livro Caixa Preta, de Ivan Sant’Anna.  

Trata-se do voo RG254 da Varig que iniciara sua viagem em Guarulhos às 9h43 de um domingo com destino a Belém, num voo pinga-pinga de várias escalas e onde deveria chegar por volta das 19 horas. A última etapa seria Marabá, no sul do Pará, direto a Belém, no rumo norte. Fiz esta etapa algumas vezes voando da Bahia para o Pará e me lembro muito bem do que se vê do avião naquela região. É um vôo curto de aproximadamente 50 minutos e o comandante Cézar Augusto Garcez, de 32 anos e bastante experiente, assumiu o comando do Boeing 737 em Brasília, segunda etapa da viagem, de onde decolou às 14h05. Depois de várias escalas, desceu em Marabá e de lá decolou às 17h35 com tempo para chegar a Belém ao pôr do sol. Só que inseriu no computador de bordo um rumo errado constante do plano de voo que a Varig lhe fornecera: 0270 quando o correto seria 270. Assim, após a decolagem, o avião tomou o rumo do oeste ao invés do norte.  

Naquele horário, 17 horas, quem voa rumo ao norte, vê o sol à esquerda na ponta da asa do avião. Garcez e Zille, seu copiloto, no rumo que o avião assumiu, passaram a ver o sol de frente, bem na cara. É claro que deveriam ter percebido que estavam voando não rumo norte, mas para oeste. Um passageiro, piloto particular, percebeu o erro e tentou alertá-los através de uma comissária. Sem sucesso.  
Começou ali um drama que se transformou em tragédia parcial. Até pouco mais das 9 horas da noite, o Boeing 737 vagou pelos céus da floresta amazônica completamente perdido. Para sua surpresa, Garcez descobriu que não sabia onde estava e Zille não tinha a menor ideia do que estava acontecendo. Confiava no comandante. Entretanto, Garcez era um homem de sangue frio e enorme equilíbrio emocional. Percebeu o erro e procurou de todas as formas encontrar uma saída, um lugar para pousar o avião com sua tripulação e seus passageiros. Mas como, se era noite escura e voavam perdidos por sobre a floresta amazônica?

Em momento algum Garcez se desesperou, o que é normal em situações como esta, e procurou uma saída até que o combustível do avião começou a acabar. Os passageiros, lá atrás, já sabiam que algo muito grave estava acontecendo. Sabiam que estavam perdidos no meio da floresta num avião sem rumo. Não entraram em desespero, entretanto, e esperaram o fim rezando.

O segredo da Felicidade

Descoberto por Jorge Cunha

terça-feira, 26 de março de 2013

Portuguese: stop crying and blaming others!

Competência petista

Nelson N. Ferraz
O PT é impressionante: sua incompetência é abissal, nada do que se propõe a fazer resulta em algo útil, o que dá mais ou menos certo foi copiado ou "apropriado" de outrem. Mas, como dizia um antigo anúncio de xampu, os seus cabelos, ou sua pretensão, continuam os mesmos... Para os petistas, desde a descoberta do Brasil, em 2003, claro, tudo o que aqui existe de bom foi obra deles. Se é ruim, então a culpa é da herança maldita do diabólico FHC, que não fez as obras de infraestrutura e agora quer imputar essa falha ao PT. Absurdo total, segundo eles. Afinal, são somente dez anos no poder, não deu tempo de fazer alguma coisa mais além do que já fizeram, como, por exemplo, "reorganizar" a Petrobrás, "influenciar" a Vale a ter novo "foco", lutar arduamente (sabotado pela burguesia retrógrada!) pela "democratização" da mídia, fazer o "ajuste" da política de combustíveis renováveis (etanol), "aperfeiçoar" as exportações nos portos brasileiros, entre outras maravilhas! Não é realmente fantástico? Devia até ser apresentado todo domingo à noite. O mundo ia ficar de boca aberta diante de tanta nulidade! Mantenho o desafio que fiz alguns meses atrás (aliás, não respondido): que o PT apresente um, apenas um, projeto de sua lavra com começo, meio e fim bem-sucedidos!
Título e Texto: Nelson N. Ferraz, São Paulo, 26-03-2013

Balança corrente portuguesa a caminho de excedente de quase 5%

Eva Gaspar
Há duas décadas que Portugal não apresentava contas externas com sinal positivo. Correcção desses desequilíbrios crónicos vai prosseguir, prevê o Banco de Portugal.
O Banco de Portugal antecipa um excedente da balança de bens e serviços menos expressivo para este ano do que previa em Novembro (2,8% do PIB, em vez de 3,1%). Em contrapartida, a balança corrente e de capital (agregado que inclui o anterior) deverá registar um excedente maior neste ano do que o inicialmente previsto (3,6% em vez de 3,1%), que será ampliado para 4,8% em 2014.
As novas projecções constam do Boletim Económico de Primavera, divulgado nesta terça-feira, 26 de Março.
“A economia portuguesa apresentou uma capacidade de financiamento em 2012, tendo o saldo da balança corrente e de capital passado de um défice de 5,8% do PIB em 2011 para um excedente de 0,8%”. Esta evolução positiva deve ser prosseguida em 2013 e 2014, representando um “aspecto marcante do processo de correcção do desequilíbrio externo, depois dos défices muito elevados registados durante um período prolongado”.
A melhoria do saldo externo, acrescenta o BdP, terá um impacto favorável na posição de investimento internacional da economia portuguesa e representa mais um "aspecto marcante da actual projecção".
Título e Texto: Eva Gaspar, Jornal de Negócios, 26-03-2013, 15h48

Europe's Disturbing Precedent in the Cyprus Bailout

George Friedman
The European economic crisis has taken different forms in different places, and Cyprus is the latest country to face the prospect of financial ruin. Overextended banks in Cyprus are teetering on the brink of failure for issuing loans they cannot repay, which has prompted the tiny Mediterranean country, a member of the European Union, to turn to Brussels for help. Late Sunday, the European Union and Cypriot president announced new terms for a bailout that would provide the infusion of cash necessary to prevent bankruptcies in Cyprus' banking sector and, more important, prevent a banking panic from spreading to the rest of Europe.
What makes this crisis different from the previous bailouts for Greece, Ireland or elsewhere are the conditions Brussels has attached for its assistance. Due to circumstances unique to Cyprus, namely the questionable origin of a large chunk of the deposits in its now-stricken banking sector and that sector's small size relative to the overall European economy, the European Union, led by Germany, has taken a harder line with the country. Cyprus has few sources of capital besides its capacity as a banking shelter, so Brussels required that the country raise part of the necessary funds from its own banking sector -- possibly by seizing money from certain bank deposits and putting it toward the bailout fund. The proposal has not yet been approved, but if enacted it would undermine a formerly sacred principle of banking in most industrial nations -- the security of deposits -- setting a new and possibly destabilizing precedent in Europe.

Cyprus' Dilemma
For years before the crisis, Cyprus promoted itself as an offshore financial center by creating a tax structure and banking rules that made depositing money in the country attractive to foreigners. As a result, Cyprus' financial sector grew to dwarf the rest of the Cypriot economy, accounting for about eight times the country's annual gross domestic product and employing a substantial portion of the nation's work force. A side effect of this strategy, however, was that if the financial sector experienced problems, the rest of the domestic economy would not be big enough to stabilize the banks without outside help.
Europe's economic crisis spawned precisely those sorts of problems for the Cypriot banking sector. This was not just a concern for Cyprus, though. Even though Cyprus' banking sector is tiny relative to the rest of Europe's, one Cypriot bank defaulting on what it owed other banks could put the whole European banking system in question, and the last thing the European Union needs now is a crisis of confidence in its banks.
The Cypriots were facing chaos if their banks failed because the insurance system was insufficient to cover the claims of depositors. For its part, the European Union could not risk the financial contagion. But Brussels could not simply bail out the entire banking system, both because of the precedent it would set and because the political support for a total bailout wasn't there. This was particularly the case for Germany, which would carry much of the financial burden and is preparing for elections in September 2013 before an electorate that is increasingly hostile to bailouts.

O modelo socialista de Chávez começa a afundar

Francisco Vianna
O “socialismo do século XXI” – criado por Hugo Chávez por inspiração cubana – tem se mostrado um fiasco político e um desastre econômico e, pois, uma aberração social, num incoerente amálgama de políticas populistas e demagógicas concebidas para iludir os menos preparados e para exercer o controle sobre os venezuelanos e promover a confrontação ideológica e a desmoralização religiosa, dentro dos preceitos marxistas e leninistas.

Foto de arquivo que mostra um cliente olhando os produtos de uma loja de eletrônicos em Caracas. Os venezuelanos enchem as lojas para comprar o que podem, desde máquinas de lavar a passagens aéreas numa onda de pânico de última hora antes da desvalorização de sua moeda. A inflação é alta e ninguém quer ficar com dinheiro. Foto: AFP/Getty Imagens
O regime parece ter atingido seu ponto de ruptura diante do prognosticado fim do auge petrolífero, a destruição do aparelho produtivo ante o imenso peso de suas obrigações externas. “O Dia do Juízo Final para a economia venezuelana será ao longo deste ano, algo que vinha sendo adiado por constantes altas no preço do petróleo e que ainda estão em níveis historicamente altos, mas sempre se demonstraram insuficientes para alimentar a voracidade da ‘revolução bolivariana’”, dizem os especialistas.
Na verdade, o chavezismo conseguiu desmantelar seu setor produtivo com suas políticas hostis ao setor privado, paralisou a indústria do petróleo com suas demandas sociais, e manteve à tona as economias de seus ‘aliados’ para, a custa do ouro negro dos venezuelanos, fazer com que os que detêm seus capitais os enviassem para o exterior e a maioria de sua mão-de-obra competente, buscasse emprego e empreendedorismo em outros países. Estava criado o abismo que o país começa a despencar.

Uma mulher protesta numa fila para comprar alimentos, em Caracas. Foto: AP
Abateu-se sobre o país sul-americano um cenário de crise, de abscesso social que os analistas dizem que virá a furar este ano, mas cuja duração poderá ser prolongada em face da longa lista de desequilíbrios acumulados ao passar dos últimos anos. “Os economistas do país e do exterior vêm advertindo sobre esses desequilíbrios sociais enormes desde há muito tempo, mas acontece que o preço do petróleo tem subido com uma taxa superior à da inflação – pelo menos a oficial – do país e isso sempre tem feito com que tais desequilíbrios fossem sendo varridos para debaixo do tapete do Palácio Miraflores. As aberrações estavam lá, presentes no dia-a-dia, mas o cidadão comum não os conseguia ver nem sentir”, comentou Angel García Banch, diretor de uma empresa econométrica. “Quando os preços do petróleo pararam de crescer, os desequilíbrios, que continuaram se acumulando desde há muito tempo, começaram a se fazer sentir. Então, começaram a vir os apertos de cintos, a queda da produção, do consumo, das importações, as medidas antinflacionária com base na escassez”, acrescentou García Banch.

Aniversário infame

José Carlos Bolognese
Prezada Senadora Ana Amélia,
Gostaria de convidar a senhora para um aniversário que eu lamento muito comemorar. Na verdade, quem está “comemorando” esse aniversário é o governo, o estado brasileiro, a “união” (do quê?) o judiciário, ágil como uma lesma quando se trata dos interesses de trabalhadores e aposentados. Mas não a convido para comer o bolo de iniquidades que vêm nos servindo há sete anos. Assim em lugar de convidá-la para soprar a velinha número sete, eu peço a claridade de seu discurso, o mesmo que tem feito repetidamente defendendo os direitos dos aposentados e ex trabalhadores da Varig.
Praticamente já está garantido que o nosso drama Aerus/Varig chegará aos sete anos em 12 de abril próximo, ainda sem solução. Nesse tempo todo exaurimos nossas energias, fomos ao limite do possível para demonstrar que se punem milhares de trabalhadores pelo crime de terem trabalhado pelo país e poupado para os difíceis anos da velhice. E faço questão de dizer que nosso limite sempre esteve dentro de padrões civilizados. Ainda que, o modo como somos tratados venha com a marca da brutalidade. Apesar de tanta injustiça contra nós, não perdemos a noção de valores que norteiam uma sociedade democrática, onde o estado é o guardião da cidadania e não o seu algoz.
Mas, cada vez mais acreditamos menos que se viva numa democracia no Brasil. Os atuais ocupantes do poder estão há sete anos punindo os funcionários da Varig, mas estão há dez subordinando este país a uma ideologia nefasta que visa tão-somente sua permanência perpétua no controle da vida dos brasileiros. Não é assim porque eu quero. É assim porque é! Não é preciso ser dotado de super inteligência para fazer as contas e ver que com todo o desperdício, corrupção, erros primários de administração, aparelhamento do estado e tantos outros escândalos, seria possível salvar a Varig muitas vezes e evitar essa degradação moral sendo imposta a seus ex trabalhadores. Todos esses recursos gastos com propaganda que envenena mentes, obras inacabadas, viagens inúteis que nada de bom trazem para o país, como esta última da soberana que além da esbórnia com dinheiro do contribuinte, ainda nos envergonham com as asneiras ditas ao Papa Francisco no Vaticano. Ainda temos a violência, que em dez anos de poder deste grupo nada se fez para mitigar. E ainda, os desastres naturais como agora na serra de Petrópolis, onde tudo que a presidente faz é ir a uma missa e fazer promessas que não cumprirá.

Mais uma da imprensa portuguesa!

Veja esta manchete do jornal “Público”: 
Passos cria lugar para Silva Carvalho na Presidência do Conselho de Ministros
O que você, prezado leitor, inferirá? Muito provavelmente: o primeiro-ministro criou, isto é, acrescentou mais um funcionário à função pública, porque lhe apeteceu “contratar” esse senhor Carvalho.
Leia, por favor, a matéria assinada por Maria Lopes. Os grifos são meus.

O ex-director do SIED Jorge Silva Carvalho foi integrado nos quadros da Presidência do Conselho de Ministros, com efeitos a 1 de Dezembro de 2010, estipula um despacho assinado pelo primeiro-ministro e pelo ministro das Finanças, publicado nesta terça-feira em Diário da República.

Foto: Enric Vives-Rubio
Silva Carvalho era o único ex-espião envolvido no "caso das secretas" que ainda não tinha sido integrado, como permite a lei, nos quadros da Secretaria-Geral da Presidência do Conselho de Ministros. Tinha feito o pedido logo que pediu a exoneração de director dos Serviços de Informações Estratégicas de Defesa (SIED), a 1 de Dezembro de 2010, antes de ser contratado pelo grupo Ongoing, liderado por Nuno Vasconcellos.
O ex-espião começou a trabalhar oficialmente como administrador da Ongoing a 2 de Janeiro de 2011, esteve no grupo durante um ano, e depois acabou por se demitir ainda durante a fase de investigações do Ministério Público. Em Maio do ano passado, Silva Carvalho foi acusado dos crimes de abuso de poder, violação de segredo de Estado e de acesso indevido a dados pessoais.
Silva Carvalho pedira ao director operacional do SIED, João Luís, que lhe arranjasse dados dos telefonemas e SMS do telemóvel do jornalista do PÚBLICO Nuno Simas para perceber quem, nos serviços, estaria a passar informações para fora. De acordo com o processo, ainda enquanto director do SIED, Silva Carvalho passou informações classificadas para a Ongoing e, já depois de deixar os serviços e estando a trabalhar como administrador do grupo, continuou a pedir dados aos operacionais que lhe eram próximos.
Há três semanas, o advogado do ex-espião anunciou mesmo que ia apresentar uma acção no Tribunal Administrativo de Lisboa contra o Estado, precisamente porque Silva Carvalho ainda não fora reintegrado nos serviços. Na altura, o advogado queixava-se também do atraso do processo e pedira ao Conselho Superior da Magistratura a sua aceleração. A fase de instrução do processo das secretas, requerida por Nuno Vasconcellos a 1 de Junho do ano passado, deveria ter começado, segundo o prazo legal, até ao fim de Setembro, mas só vai iniciar-se a 3 de Abril.
De acordo com a lei que rege os serviços de informação, os funcionários que tenham pelo menos seis anos de serviço ininterruptos adquirem automaticamente vínculo definitivo ao Estadosituação em que se encontrava Silva Carvalho –, passando a integrar a Secretaria-Geral da Presidência do Conselho de Ministros. Daí que agora tenha sido criado um posto de trabalho no mapa de pessoal daquele organismo para que o ex-espião seja integrado “na carreira e categoria de técnico superior”, com salário correspondente à remuneração-base da carreira e categoria que tinha quando liderava o SIED, com efeitos a 1 de Dezembro de 2010.

Dilma em Roma com a sua "pequena" comitiva...


'Pequena' comitiva
Alguém pode me informar o total das despesas da "modesta" comitiva que foi a Roma para assistir à inauguração do pontificado do humilde papa Francisco? E os gastos com os cartões corporativos serão abertos ou continuam segredo de Estado? Notem que o papa pediu que não se fizessem gastos extraordinários para assistir à sua primeira missa. Sugiro que os brasileiros flagelados de Petrópolis, da Baixada Fluminense e do Nordeste escrevam para Roma e contem ao Papa como este governo cuida bem dos seus pobres.
Sonia Arruga - sonia.arruga@gmail.com - São Paulo


Humildade
Enquanto dona Dilma Rousseff, presidente de um país onde nordestinos comem ratos para saciar a fome, leva uma enorme comitiva a Roma e ocupa dezenas de quartos de hotel, o Papa Francisco declara que os aposentos papais são um exagero, comportariam umas 300 pessoas, e anuncia que vai ocupar apenas uma parte suficientemente necessária, eu me ponho a pensar: será que o povo que vem sendo enganado com essa maracutaia chamada Bolsa-Família se sente classe média mesmo e acredita no imenso coração de Lula e Dilma, a dama do Brasil carinhoso?
Nei Silveira de Almeida - neizao1@yahoo.com.br - Belo Horizonte


Um cargo espinhoso
Não conheço pessoalmente a presidente Dilma nem nenhum dos membros da imensa comitiva presente em Roma. Mas mesmo não conhecendo pude observar que o rosto deles estava triste e mostrava preocupação, embora tentassem disfarçar demonstrando alegria e descontração. Não deve ser fácil para 52 brasileiros abnegados estarem tão distantes de seus compatriotas que, no momento, estão desabrigados e morrendo nas enchentes das cidades do Estado do Rio de Janeiro e do litoral de São Paulo. Também não deve ser fácil para a presidente dormir tranquila, num hotel dos mais caros de Roma, sabendo que tantos brasileiros estão amontoados em abrigos sem a menor condição de oferecerem um mínimo de dignidade e conforto. E certamente essa intranquilidade só aumenta quando Dilma se lembra (?) de que dois anos atrás ela prometeu construir 6 mil casas para os desabrigados daquela tragédia que se abateu sobre as cidades serranas do Rio. Como deve ser espinhoso o cargo de presidente!
Maurício Rodrigues de Souza - mauriciorodsouza@globo.com - São Paulo

Desinformação sobre Chipre


João Miranda
A qualidade da informação em Portugal é tão fraquinha ao ponto de as pessoas debaterem incessantemente Chipre sem saberem quase nada sobre Chipre, o que obviamente só pode levar a conclusões erradas ou absurdas. Os pontos seguintes são essenciais para perceber as opções da União Europeia em relação a Chipre, mas raramente são mencionados nos debates ou nas notícias:
1. Chipre não tem capacidade de se financiar nos mercados e precisa de ajuda externa.
2. Os maiores bancos cipriotas estão falidos. Falidos mesmo. Não é um problema de liquidez como o Banif ou o BCP, estão falidos mesmo, como o BPN (algumas pessoas também não percebem esta diferença, mas pronto).
3. Só seria possível salvar os bancos cipriotas com injecções de dinheiro a fundo perdido, coisa que a UE não pode fazer porque as regras não o permitem. Nem a UE quer porque isso beneficiaria os infractores que não cumprem as regras do euro.
4. Chipre poderia salvar os bancos assumindo as dívidas destes, como fez a Irlanda. Mas essa opção não é viável. Chipre não teria capacidade para pagar a dívida e a União Europeia não aceita essa opção porque não empresta dinheiro que sabe não poder nunca recuperar. O FMI idem.
Por que é que estas informações são omitidas? Porque facilita a narrativa infantil de que a UE e a Alemanha só querem fazer maldades a Chipre e ao Sul da Europa. É isso que as pessoas querem ouvir. Os factos são irrelevantes.
Título e Texto: João Miranda, Blasfémias, 26-03-2013

Tem mais uma (importante) informação:

Demetris Christofias, atual presidente de Chipre, eleito em 17 de fevereiro de 2008, era o secretário-geral do AKEL, antigo Partido Comunista de Chipre que mudou o nome para Partido Progressista dos Trabalhadores (Progressive Party for the Working People). Em Chipre, o presidente é chefe de Estado e de Governo.





Agradecendo ao leitor Miguel Madeira que nos privilegiou com o seu comentário, acrescento:
Em 24 de fevereiro de 2013,o candidato pró-troika e que pretende um afastamento da relação privilegiada da ilha com a Rússia, Nicos Anastasiades, apoiado pelo partido de direita Aliança Democrática (DISY), ganhou a segunda volta das presidenciais por 57,48%. Na primeira volta recolhera 45,46%. O candidato derrotado, Stavros Malas, apoiado pelo Partido Comunista e pelo governo e presidente incumbentes, passou de 26,91% na primeira volta para 42,52%.
Fonte: Expresso

Quanto à atual denominação do Partido Comunista de Chipre, no seu próprio site, se lê Progressive Party for the Working People. Ele mudou o nome, mas não a ideologia e/ou os valores que representa e defende.

Incompetência

Jair Gomes Coelho

O presidente do Ibope, Carlos Augusto Montenegro, defendeu os altos índices de aprovação do governo Dilma com a argumentação de que o sofrimento da população com as péssimas condições da saúde, educação e segurança é atribuído aos governadores e aos prefeitos e que, sobre o naufrágio da economia, 50% da população não tem conta nos bancos. Conta outra, Montenegro. Com este governo petista temos uma certeza: de que a falência nacional é uma questão de (pouco) tempo. A incapacidade administrativa, a falta de investimento em infraestrutura, aliada à única preocupação, que é o poder “ad aeternum”, estão emolduradas pelo gargalo nos portos do País, quando o “apagão da soja”, que, com a safra recorde e os preços altos, se tornaria este ano o primeiro item das exportações brasileiras, que poderiam atingir US$ 32,5 bilhões em vendas externas em 2013, suplantando a do minério de ferro. Com esse apagão, o custo do transporte subiu 45% em um ano, enquanto o preço da soja no Mato Grosso caiu 4%. A China, principal comprador da soja brasileira, já cancelou a compra de 2 milhões de toneladas de soja por atrasos na entrega. Navios, em número de 150, estão parados à espera de carregamento no porto. Na semana passada, a rodovia que leva ao Porto de Santos chegava a 25 quilômetros de engarrafamento, já tendo atingido 34 quilômetros de espera. Faltam armazéns e silos. Os portos brasileiros são muito fatiados. Somente no Brasil a carga sai do caminhão e entra no navio. Os caminhoneiros estimam em 15% o prejuízo em seu faturamento mensal. “Caminhão foi feito para rodar”, diz um deles. Segundo a Aprosoja, o frete para o transporte de uma tonelada de soja por 2 mil quilômetros custa US$ 10 e US$ 35 nos Estados Unidos, e aqui custa US$ 160. O Brasil é o único país em que uma superssafra não é comemorada com sucesso. PT, ainda há tempo. Pede para sair.
Título e Texto: Jair Gomes Coelho, Vassouras, RJ, 25-03-2013
Via Waldo Viana

12 de abril de 2013: SETE ANOS!

CONVIDA Você,
 
Ex-trabalhador da Varig, Aposentado e Pensionista Aerus, Familiar e Amigo:
a lembrar à população fluminense que o Governo ainda não conseguiu nos matar a todos!
 

12 de Abril, sexta-feira, 16h, Cinelândia
Rio de Janeiro
Agradecemos o reenvio deste convite

segunda-feira, 25 de março de 2013

Paulo Gonzo, olhaí como se canta "She"...

Enquanto "falo" com o Rio de Janeiro sobre a próxima manifestação do Movimento ACORDO JÁ!, no próximo dia 12 de abril, estou assistindo no Porto Canal à Gala da Associação de Futebol do Porto. (Não aguento mais, sério!, os telejornais das televisões por cá: a parcialidade, ou pior, a desonestidade jornalística já beira uma patologia; e quem gosta de chiqueiro que fique e chafurde nele! e que o país se exploda! A mim, como se diz por cá, não me fará mossa!). 
Então, dizia eu, estou assistindo a essa transmissão e eis que aparece um senhor, Paulo Gonzo: canta uma música, e começa a segunda, “She”… pede palmas… fiquei olhando… que palmas esse senhor acha que merecia?

Aí, corri ao Youtube para relembrar a verdadeira “She”:

Libertem Dilson e Zeneide


“Fazemos um apelo para o governo do Senegal que liberte os cidadãos brasileiros José Dílson da Silva e Zeneide Moreira Novais, presos desde novembro de 2012 por acusações comprovadamente infundadas, após apurações realizadas pelas autoridades locais. Mesmo inocentes de tais acusações, permanecem ainda encarcerados, com o habeas corpus negado.
(…)”
Se você ainda não assinou a petição, por favor, clique aqui e assine.

Desabafo!

Rosa Maria Custódio
Li a mensagem do colega José Carlos Bolognese e acabei escrevendo isso que aqui colo, depois de dar uma corrigida em alguns erros de digitação e complementar algumas ideias. O nossa carma é coletivo, mas a carga que cada um carrega neste mundo é individual!
Eu compartilho de toda essa indignação que vivemos, mas sei que podemos fazer muito pouco diante da vilania e insensibilidade desse governo. Na História do Brasil e mesmo mundial, não falta injustiçados. Para que eles existam, tem um grupo bem grande de pessoas tirando proveito. Quando alguém diz que um governo é corrupto, pensa apenas nos que estão nos primeiros escalões. Mas os aproveitadores estão em todos os lugares, são nossos vizinhos, frequentam os lugares comuns de qualquer mortal, e estão convictos de estarem fazendo a sua parte: ganhando o seu dinheiro, sem se importar de onde e como vem. O mundo é habitado por seres egoístas na sua maioria.
Por outro lado, eu não aguentaria ficar lidando com essas forças inescrupulosas que estão se infiltrando em todos os setores da política brasileira. Eu me aposentei aos 52 anos, com 70% do AERUS, porque não estava aguentando nem a aviação! A regulamentação, a escala desumana, a falta de respeito da nossa Gerência naqueles anos, principalmente com os mais antigos, aqueles que fizeram a empresa crescer! Quase todo o mês eu estava indo ao médico. Tinha insônia e não conseguia dormir, apenas duas ou três horas por noite. Foi um tempo horrível na minha vida! Eu sabia que se ficasse mais tempo perderia o resto da minha saúde. Hoje eu levo uma vida simples, mas bem mais saudável! Sinto falta de muita coisa, mas procuro fazer o que gosto e estou me dedicando a vários projetos que estavam engavetados por falta de tempo e de ânimo. Levou muito tempo para que eu voltasse a ver a VARIG com bons olhos, porque os últimos anos foram horríveis! E quem ficou trabalhando ainda mais tempo, sofreu muito mais.