terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Brrrrrr! Onze distritos a baterem o dente com frio

Onze distritos de Portugal continental sob ‘Aviso Amarelo’ devido ao frio
Onze distritos de Portugal continental vão estar hoje sob 'Aviso Amarelo' devido ao tempo frio, com persistência de valores baixos de temperatura mínima, de acordo com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera.

Foto: José Coelho/Lusa

Segundo o IPMA, os distritos de Bragança, Viseu, Évora, Porto, Guarda, Vila Real, Castelo Branco, Aveiro, Coimbra, Portalegre e Braga vão estar sob ‘Aviso Amarelo’ para o tempo frio, aviso que irá vigorar entre as 21:00 de hoje e as 09:00 de sexta-feira.

O ‘Aviso Amarelo’, o terceiro mais grave de uma escala de quatro, representa uma situação de risco para determinadas atividades dependentes da situação meteorológica.

De acordo com a previsão do IPMA para quarta-feira, as temperaturas mínimas vão rondar os -3 graus Celsius na Guarda e em Bragança, as cidades mais frias do país, onde as máximas não vão além dos 6 e 7 graus, respetivamente, e os sete de mínima em Faro.

Na cidade de Lisboa as temperaturas vão oscilar entre os 4 de mínima e os 14 de máxima, no Porto entre os 4 e os 11, Coimbra entre os 2 e os 12 e em Viseu entre os -1 e os 8.

Em Santarém e em Beja as temperaturas mínimas e máximas vão oscilar entre os dois graus Celsius e os 14, e em Faro os termómetros podem chegar aos 15 de máxima (cinco de mínima).
Título e Texto: Agência Lusa, Observador, 16-2-2016

Neste momento o céu está ensolarado – aproveitando para lavar as mantas de Bill e etc... – prevendo-se o mesmo para amanhã, quarta-feira...

Incompreensíveis elogios de Francisco à Cuba comunista

Gonzalo Guimaraens - Destaque Internacional (*)

1. O Papa Francisco e Kirill, patriarca ortodoxo de Moscou, em documento conjunto assinado em Havana [foto acima], tentam justificar o local escolhido alegando, entre outras coisas, que Cuba seria “um símbolo de esperança no Novo Mundo”.

O Papa Francisco e Kirill, patriarca da igreja cismática ortodoxa russa, assinaram no dia 12 p.p. uma declaração conjunta em Havana. À direita, alguns agentes de tal igreja russa e o ditador de Cuba, Raul Castro (à esq. da bandeira da ilha-presídio).

2. Sinceramente, não se compreende em que sentido uma ilha-prisão comunista, com quase 60 anos de sinistra existência, poderia ser considerada como símbolo de “esperança”.

3. Com efeito, trata-se de uma prisão subjugada pelos mesmos carcereiros que perseguiram os anticomunistas com centros de “reeducação”, cárceres, e até mesmo com o famoso “paredón” de fuzilamento para se livrar de jovens católicos, muitos dos quais — é de justiça lembrá-los — morriam bradando “Viva Cristo Rei! Abaixo o comunismo!” É a mesma prisão que, com o consentimento de bispos submissos aos carcereiros e o silêncio da própria diplomacia vaticana, continua perseguindo os católicos por meio de torniquetes legais e constitucionais iníquos, que qualificam como “punível” (Constituição, art . 62) o simples fato de se opor em nome da fé, ainda que verbalmente, aos objetivos do comunismo. Uma prisão que atualmente combina repressão institucional com sofisticados métodos policialescos de repressão física e psicológica.

Amar é decisão

Nelson Teixeira
Um homem foi visitar um sábio conselheiro e disse-lhe que estava passando por muitas dificuldades em seu casamento.
Falou-lhe que já não amava sua mulher e que pensava em separação…

O sábio o escutou, olhou-o nos olhos e disse-lhe: - Ame-a!
- Mas já não sinto nada por ela! Retrucou o homem.
- Ame-a! Disse-lhe novamente o sábio.

Diante do desconcerto do homem, depois de um breve silêncio, o sábio lhe disse o seguinte:
- Amar é uma decisão. É dedicação e entrega. É ação… Portanto, para amar é preciso apenas tomar uma decisão.

Quando você se decide a cultivar um jardim, você sabe que é necessário preparar o terreno, semear, regar, esperar a germinação e a floração.
Você sabe que haverá pragas, ervas daninhas, tempos de seca ou de excesso de chuva, mas se você está decidido a ter um belo jardim, jamais desistirá, por maiores sejam as dificuldades.

Assim também acontece no campo do amor. É preciso dedicação, cuidado, espera.
Assim, se quiser cultivar as flores da afeição, dedique-se.
Ame seu par, aceite-a, valorize-a, respeite-a, dê afeto e ternura, admire-a e compreenda-a…
Isso é tudo…
Apenas ame! 
Título e Texto: Nelson Teixeira, Gotas de Paz, 16-2-2016

Charada (187)

Descubra um
fruto
cujo anagrama
é um sinônimo da palavra
Leito.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Rombo ou Roubo?


É sempre bom conhecer a imprensa verdadeiramente livre

Carlos Marchi

Ilustração: Pedro Mendez
Nos últimos 14 anos, a “Carta Capital”, apesar de ser a revista semanal de menor porte (põe menor nisso) do país, recebeu R$ 44,3 milhões do governo federal. Já a “Caros Amigos”, outro bastião da imprensa “de esquerda”, mamou R$ 4,7 milhões.

Na internet, o campeoníssimo é o portal de Luis Nassif, que recebeu R$ 5,7 milhões. O blog de Paulo Henrique Amorim engordou as contas em R$ 2,6 milhões. O portal “Brasil 171” – ooops, “Brasil 247” – recebeu R$ 1,7 milhão de 2011 a 2014.

O Carta Maior recebeu R$ 9,1 milhões de 2003 a 2013. Já o “Ópera Mundi” e a “Revista Fórum” receberam R$ 2 milhões e R$ 1,7 milhão no mesmo período.

Como se vê, estão prontinhos para ser “livres”.


(artigo enviado pelo comentarista José Carlos Werneck) 

A nossa liberdade

Paulo Chagas

Liberdade para quê?
Liberdade para quem?
Liberdade para roubar, matar, corromper, mentir, enganar, traficar e viciar?
Liberdade para ladrões, assassinos, corruptos e corruptores, para mentirosos, traficantes, viciados e hipócritas?

Falam de uma “noite” que durou 21 anos, enquanto fecham os olhos para a baderna, a roubalheira e o desmando que, à luz do dia, já dura 26!

Fala-se muito em liberdade!

Liberdade que se vê de dentro de casa, por detrás das grades de segurança, de dentro de carros blindados e dos vidros fumê!

Mas, afinal, o que se vê?
Vê-se tiroteios, incompetência, corrupção, quadrilhas e quadrilheiros, guerra de gangues e traficantes, Polícia Pacificadora, Exército nos morros, negociação com bandidos, violência e muita hipocrisia.

Olhando mais adiante, enxergamos assaltos, estupros, pedófilos, professores desmoralizados, ameaçados e mortos, vemos “bullying”, conivência e mentiras, vemos crianças que matam, crianças drogadas, crianças famintas, crianças armadas, crianças arrastadas, crianças assassinadas.

Da janela dos apartamentos e nas telas das televisões vemos arrastões, bloqueios de ruas e estradas, terras invadidas, favelas atacadas, policiais bandidos e assaltos a mão armada.

Vivemos em uma terra sem lei, assistimos a massacres, chacinas e sequestros.
Uma terra em que a família não é valor, onde menores são explorados e violados por pais, parentes, amigos, patrícios e estrangeiros.

Nossas avaliações...

Valdemar Habitzreuter
“Minha tia faleceu com 100 anos de idade e sempre fumou muito”. São exemplos dessa espécie que enunciamos para rebater que o fumo possa ser prejudicial à saúde. Sempre avaliamos pelo que está mais fácil à mente. Não nos detemos a analisar o reverso da moeda, porque nos parece convincente o que está aí patente, e o contrário nos seria penoso executar ou provar. Para provar que o fumo faz mal seria necessário dedicar-se a um estudo científico e isto não estaria ao nosso alcance de imediato. Preferimos então fazer nossas avaliações com exemplos como o acima citado. Sofremos de preguiça intelectual. 

O bias de avaliação nos sugere aceitar mais aquilo que observamos, com o qual estamos envolvido despretensiosamente, do que avaliar aquilo com o qual não estamos familiarizado e que exige mais esforço para saber sua real relevância. Se fizéssemos uma pesquisa e perguntássemos às pessoas se as palavras começadas com a letra x eram mais numerosas do que as palavras em que o x aparecesse como terceira letra, teríamos como resposta a primeira opção, pelo fato de as pessoas se lembrarem de antemão mais palavras começando com a letra x. As xaropadas não exigem esforço de avaliação...

Há um personagem no cenário político brasileiro que repete exaustivamente sempre o mesmo slogan: “nunca antes na História desse país...”, e uma multidão a aplaudir quando ouve este refrão fazendo referência ao progresso que o PT proporcionou ao Brasil. Mas, esta mesma multidão nunca se questionou da intencionalidade desse slogan, o que se esconde por detrás desse engodo malévolo. É a tal história: uma mentira repetida exaustivamente transforma-se numa ‘triste verdade’.

A grande verdade é que o nosso bias avaliativo é falho, preguiçoso, superficial e sem responsabilidade com as coisas sérias. 
Título e Texto: Valdemar Habitzreuter, 15-2-2016

domingo, 14 de fevereiro de 2016

Charada (186)

Antes de morrer, um homem muito rico pediu
um papel e, apressadamente,
escreveu a seguinte frase:

“Deixo os meus bens à minha irmã não
ao meu sobrinho jamais serão para a
minha sobrinha.”












Depois de perceberem que a frase não
tinha qualquer pontuação, cada um dos três
familiares decidiu colocar pontos, vírgulas
e/ou sinais de interrogação e de exclamação,
de modo a ser o único beneficiado. Sendo 
assim, descubra como ficaram as três frases.

Deficit duvidoso da previdência

Para o devido conhecimento de todos, transcrevo abaixo mais um angustiado depoimento, agora do aposentado João Roberto Gullino, outra forte denúncia que não pode deixar de ser divulgada, arrancando mais uma das muitas máscaras da pérfida face governamental!
Almir Papalardo

Deficit duvidoso da previdência
João Roberto Gullino – Membro Honorário da APL

Todo novo ministro da fazenda quando assume, a primeira iniciativa é declarar – “temos que reformar a previdência”, portanto, o aposentado é o burro da fábula de La Fontaine – sempre o culpado de tudo.

Mas é sabido que a previdência sempre foi o caixa 2 dos governos, desde JK, que desviou verbas da entidade para Brasília, prometendo devolver e nunca cumpriu. Por outro lado todos sabem pelo tanto divulgado, que os clubes de futebol são inadimplentes há várias décadas e nada se resolve. Mas o funcionário do clube é descontado para a previdência, têm direito legal de se aposentar – mas as contribuições foram simplesmente sonegadas pelos clubes e aí quem paga as aposentadorias são os que recolheram, isto é, nós do setor privado pagante.

Também é sabido que os municípios e estados são inadimplentes, senão todos, uma grande parte. Mas os funcionários públicos têm o direito da aposentadoria e, mais uma vez, quem paga somos nós do setor privado.

Portanto, fala-se demais sobre um suposto déficit no INSS sempre pesando para o lado do setor privado, quando as pessoas envolvidas não analisam o fato em sua raiz e com coerência e serenidade. No governo FHC foi divulgada pela imprensa a declaração do então secretário do INSS, Helmut Schwarzer, afirmando que o peso do déficit representava 80% do setor público e somente 20% do privado. Portanto, raciocinando sobre outra perspectiva, se deduz que a massa geradora de imposto representa 20% para sustentar uma classe que, independente se trabalha ou não e se aposenta com salário integral, não vem ao caso – a realidade é que “somente o setor privado – 20% - produz insumos para sustentar toda a massa pública e suas despesas”. Assim, é injusto e agressivo que os aposentados do setor privado, principalmente os do tempo do teto de 10 s/m sejam sonegados, prejudicados e humilhados, recebendo todos os meses uma bofetada do governo. Em setembro de 2009, se não me falha a memória, o senador Paulo Paim, do PT, confirmou determinado desvio do INSS, durante anos, por parte de FHC e Lula – “para gastarem como quisessem”. Esta é a grande realidade dos últimos governos que nada fizeram ou fazem com lógica e eficiência e nada realizam porque não raciocinam e nunca tiveram interesse para tal. E os políticos, indiferentes, tudo aceitam com seus conchavos e o povo ainda aplaude na sua total ignorância e desinformação.

Pense com clareza...

Valdemar Habitzreuter
Em nosso dia a dia estamos sempre envoltos em nossas próprias ideias e ideias de outrem com respeito a diversos assuntos. A questão é saber a que ponto nos deixamos levar por elas sem a lente apropriada da clareza. É sempre bom uma certa dose de ceticismo em relação a elas.



Quem já não teve uma imaginação fértil ao contemplar o formato das nuvens na abóboda celeste? Quantas figuras sugestivas não nos evocam! Nosso cérebro é uma abóbada cheia de ideias, umas mais atraentes que outras.

Assim como as figuras das nuvens se dissipam, a maioria de nossas ideias também se vai por falta de consistência. No entanto, para muitos, certas figuras de nuvens são presságios de verdades incontestáveis. Ao verem o formato de um velhinho de barbas com uma coroa na cabeça e um cetro na mão, julgam-se privilegiados e os escolhidos como testemunhas de que Deus lhes apareceu em pessoa. A figura da nuvem entrou na abóbada do cérebro como uma ideia sugestiva da veracidade da presença e existência de Deus.

Assim, muitas de nossas ideias se firmam como críveis sem que nos demos ao trabalho de verificar sua formatação, se têm consistência verificacional e não sejam simples nuvens imaginativas e flutuantes.

Como diz o filósofo Descartes em sua obra, ‘Discurso do Método’ na busca da verdade: é preciso deixar-se guiar pela clareza das ideias, isto é: aceitar aquilo que é evidente pela clareza e distinção; proceder a uma análise acurada das dificuldades de se obter a evidência da verdade, separando os problemas a serem analisados; após essa análise, proceder a uma síntese e focar o raciocínio nos problemas mais simples indo para os mais difíceis; e por último, acercar-se de que nenhum problema foi deixado para trás para se ter a evidência da verdade.

O casulo e a caverna

José Manuel Fernandes 
A esquerda tem tendência a confundir o ideal com o real, mas António Costa vai mais longe ao construir uma espécie de realidade paralela onde o OE 2016 faz sentido. Mesmo após as 46 páginas de errata.

O primeiro-ministro encontrou uma nova metáfora. O PSD, diz ele, está preso num casulo que o impede de regressar à vida democrática. Gostou tanto dela que a repetiu em duas respostas seguidas na entrevista que deu ao Expresso. A repetição não deve surpreender-nos: António Costa está constantemente a repetir as mesmas frases, mesmo quando elas já só nos fazem sorrir pela sua irrealidade, como aquele mantra do “virar a página da austeridade”.

Já a boutade só acrescenta perplexidade ao imenso descaramento do líder do PS. Afinal, o partido “preso no casulo” foi o que deixou passar o seu orçamento rectificativo, o tal que a geringonça se recusou a aprovar. Afinal a acusação de que a oposição não quer “construir soluções” vem do líder do partido que, na anterior legislatura, se recusou a firmar qualquer acordo com excepção de um, o sobre a reforma do IRC, sendo que esse já o deitou borda fora mal se alcandorou ao poder.

Fosse essa única passagem digna de relevo da entrevista, e ela não mereceria senão uma nota de rodapé – ou talvez nem isso, pois se há coisa em que António Costa tem sido pródigo é em dar entrevistas, e todas parecem poucas para convencer os portugueses, 55% dos quais não acreditam nas contas do Orçamento, de acordo com uma sondagem que o mesmo Expresso divulgava. O pior é que não é. Há outras passagens merecedoras de reparo.

O primeiro-ministro, por exemplo, diz que continua a considerar as agências de rating como “lixo” numa altura em que o país está dependente, para se manter à tona de água, da notação de uma única dessas agências, a DBRS. Afirma que nem houve conflito com a Comissão Europeia apesar de todos terem lido os termos da carta enviada ao Governo português depois de conhecido o famoso “esboço de Orçamento”.

Garante que a reposição dos salários mais elevados da Função Pública corresponde apenas ao cumprimento das decisões do Tribunal Constitucional, quando no seu programa de governo defendia que também cumpriria essas decisões faseando-a em dois anos. Volta a falar do alívio da carga fiscal quando a errata do Orçamento entretanto entregue pelo seu governo (46 páginas, uma por cada cinco páginas do relatório original!) diz que esta “estabiliza”.

Podia continuar a dar exemplos, ou então ir buscá-los às intervenções que fez no debate quinzenal de sexta-feira, onde chegou a dizer numa mesma intervenção de apenas dois minutos que o governo fora “forçado a aumentar os impostos” e que “os impostos não aumentam”. Para o caso é irrelevante: o que todas estas declarações mostram é que, para António Costa, a realidade tem pouca importância – o que conta realmente é a imagem que ele tem da realidade. A direita, como ele diz, pode estar fechada num casulo, mas ele é um bom exemplo dos prisioneiros que Platão imaginou na sua “Alegoria da Caverna”: recusa-se a ver a realidade, só lhe interessa a imagem que formou dessa mesma realidade.

A mesmice

Helena Matos
A mesmice é isto: chamar-se em 2018 tempo novo ao que em 2011 nos levou à falência. Só a mesmice permite a António Costa falar como se apenas contasse com a com a sua esperteza.


Presume-se que o “casulo perdido no passado” tenha sido tecido no dia 4 de Outubro, de 2015, aquele em que António Costa não só não teve a maioria absoluta, em nome da qual afastara António José Seguro como nem sequer ganhou as eleições. Ninguém gosta de falar das suas derrotas mas contar com o silêncio dos que ganharam e ainda por cima querer transformar essa vitória num luto para os vencedores – «Ao Expresso, o PM diz que é preciso “respeitar o luto da direita”» – é muito contar que os outros são parvos. E sobretudo apostar quase tudo naquela que se tornou a sua vitória eleitoral possível depois de Outubro de 2015: ver o PSD afastar-se de Passos Coelho.

Enfrentar na próxima campanha eleitoral o homem que o derrotou em 2015 não é aquilo que Costa mais deseja, para mais numa campanha que, tenha ela lugar quando tiver, o obrigará a ter de captar votos à direita. Mas, e muito para lá daquilo que vier a ser o destino de Passos, em 2016 vemos Costa a relançar uma questão que está em cima da mesa desde 1974: as bases do espaço político à direita do PS votam para que os seus líderes afirmem um projecto político próprio. Contudo, à excepção de Sá Carneiro e de Cavaco Silva, boa parte dos demais líderes sociais-democratas não levaram a sua ambição além de conseguir sobreviver às lutas internas do seu partido e obter o certificado de político civilizado que em Portugal apenas é válido quando assinado por personalidades de esquerda. Um líder do PSD que aliene e se aliene do seu eleitorado, como aconteceu com Balsemão nos anos 80, faz parte de todos os sonhos dos dirigentes socialistas.

É desnecessário escrever que jamais um líder do PSD teria chegado a primeiro-ministro apoiado em acordos tão vagos quanto aqueles que o PS firmou na presente legislatura. E mais desnecessário ainda será lembrar que teríamos manifestações diárias, observadores internacionais e a Amnistia Internacional todos em transe com a subversão do regime caso a nossa primeira-ministra sombra fosse não de extrema-esquerda mas sim de extrema-direita.

Zika & Zica e…


… o Aedes Aegy...PT

José Carlos Bolognese

Não é só pelo fato de seu agente inoculador ser um mosquito, voador por natureza. E não é só por ter “dado a zica” num monte de gente da aviação (desta vez, os inoculados) que uma coisa lembra a outra, ainda que num esforço de imaginação.

O atual surto de zikavírus já é mais uma carga perigosa transportada pelo mesmo veículo, o famigerado aedes aegypti. Já conosco, povo a quem se deu a maior “zica” da aviação brasileira, a bananosa veio pelas asas de um predador muito mais letal, o Aedes Aegy-PT!

Mas o que chama mais a atenção na semelhança entre os dois conceitos é que a amnésia pós alívio conduz ao ressurgimento de outras zicas e zikas das quais devíamos ter nos livrado há muito tempo.

O mosquito já havia sido erradicado nos anos 1960 e voltou porque o que se entendeu por erradicação foi uma falácia promovida por governos irresponsáveis, combinando com uma sociedade alienada. Só faltou combinar também com os russos… ou melhor, com as fêmeas picadoras dos Aedes. Penso que o uso do verbo erradicar precisa ser seriamente repensado.

Nós, quando assinamos o contrato de previdência complementar com a Varig e o Aerus também acreditávamos numa espécie de erradicação: o fim do miserê da dependência única do INSS. Dando como favas contadas, voltamos à pista, menos para decolar e mais pra dançar.

Criar hubs por decreto

Luís Rocha

O folhetim que Rui Moreira [foto] vem alimentando sobre a TAP, constitui um exemplo típico da eterna tentação da classe política para o intervencionismo pífio e bacoco na esfera económica e na estratégia das empresas.

Manifestar o desagrado pela descontinuação de serviços de uma empresa a uma determinada região, é um direito que assiste a todos os consumidores, directos ou indirectos, desses serviços. Mas a forma mais eficaz de o fazerem não passa pela lamúria ou pelo queixume requentado contra o centralismo, mas pela simples mudança para outros fornecedores, atingindo assim a empresa “prevaricadora” no sítio que mais lhe dói, a sua conta de exploração. Uma actuação massificada dos consumidores neste sentido, atrairia de imediato outras empresas de aviação que, não só ofereceriam voos para as rotas descontinuadas pela TAP como para todas as restantes abandonadas pelos seus ex-Clientes. Algo que já está, aliás, a acontecer.

Mas o mais ridículo é pretender, após concluída a patética reversão parcial da privatização, que o governo obrigue a TAP a repor as rotas descontinuadas. Se múltiplos exemplos não houvesse já, este espelha bem a perversidade da detenção pelo Estado de empresas, sujeitas fatalmente a decisões de cariz político. É uma tentação irresistível a todos os políticos, pretenderem influenciar estratégias empresariais em negócios que não dominam, penalizando geralmente estes, mas sempre no intuito de ganhar quota no seu mercado de eleição, o dos votos. Agitar altas taxas de ocupação dos voos descontinuados pode constituir um bom argumento para indignar a populaça, mas tal não implica necessariamente rentabilidade da operação. E mesmo que esta exista, pode haver um custo de oportunidade elevado, se as aeronaves puderem ser afectadas a rotas mais rentáveis.

Se clamar contra uma descontinuação de rotas, algo que é recorrente na actividade de uma companhia aérea é ridículo, pretender que ela constitua um hub no Porto é patético. Um hub não se implanta pela simples criação de um conjunto de rotas directas a partir de um dado aeroporto. Isso é apenas um indício da sua existência. Mas para que ele funcione enquanto tal, é necessário que haja um feeding, com alguma densidade, entre voos de pequeno ou médio curso e voos de longo curso. E isso pressupõe a criação de estruturas a vários níveis, seja em disponibilidade de pessoal de voo e de terra, seja em termos logísticos, do manuseamento de bagagens e carga (algo de complexo no sector) à necessidade de instalações próprias para manutenção de aeronaves. Isto exige investimentos de monta, quer do aeroporto, quer da empresa que opera o hub.

O grande legado de Lula

O Estado de S. Paulo

Entre muitas outras proezas fantásticas, todas elas carregadas nas tintas da mistificação e do ilusionismo, o lulopetismo gaba-se de ter logrado projetar o Brasil no cenário internacional. Num caso, infelizmente, não se trata de pura bazófia. A ONG Transparência Internacional, com sede em Berlim, divulgou pesquisa segundo a qual o escândalo de corrupção na Petrobrás – que abasteceu os cofres do PT e de partidos aliados e distribuiu propinas milionárias das maiores empreiteiras de obras do País a políticos e agentes governamentais – é o segundo maior esquema de desvio criminoso de recursos públicos do mundo. Só perde para o esquema de corrupção montado na Ucrânia pelo presidente Viktor Yanukovich, deposto em fevereiro de 2014.

O chamado escândalo do petrolão, a que a pesquisa da Transparência Internacional se refere e é objeto da Operação Lava Jato, é emblemático da corrupção generalizada que, hoje se sabe, tomou conta da administração federal a partir da determinação de Lula e sua tigrada de viabilizar, fosse como fosse, o projeto de perpetuação do PT no poder. Tudo começou com o mensalão, pelo qual o braço direito de Lula, José Dirceu, foi condenado pela Suprema Corte como o “chefe da quadrilha”. A ideia era, como ficou provado e deu origem ao nome pelo qual o escândalo se tornou conhecido, comprar, literalmente, o apoio de parlamentares ao governo, mediante o pagamento regular de suborno.

Numa ousadia estimulada pelo fato de, apesar do escândalo, o governo populista de Lula desfrutar na época de grande popularidade, a inoculação da administração com o vírus da maracutaia deu-se com tal sucesso que hoje se pode afirmar que a corrupção só não é encontrada onde não é procurada.

A importância da participação nas manifestações

Em sua recente vinda a Fortaleza, a Jornalista e Patriota Joice Hasselmann concedeu uma entrevista para o Movimento Consciência Patriótica. Conversamos a respeito da situação política do nosso país, e Joice fez sua avaliação, tocando em pontos como o Impeachment, o papel da Mídia, dos Movimentos Sociais e do Povo Brasileiro como protagonistas desta história.

Liberdade!


Fonte


São Valentim: o mártir romântico

A história não é clara, aparentemente existiram dois, talvez três, Valentins martirizados na Roma antiga. Mas deste nosso padroeiro dos enamorados sabemos que foi bispo no século III, durante o império de Cláudio II.

O imperador, para alargar os seus exércitos, proibiu os casamentos, pensando que assim traria mais facilmente ainda mais soldados para as suas hostes.

O bispo Valentim, contrariando a ordem expressa de Cláudio, continuou a casar os jovens, às escondidas, em grutas fora da cidade de Roma. O malvado imperador soube e mandou prender Valentim e condenou-o à morte. Mas os jovens amorosos depunham flores nos muros da prisão, e bilhetes onde lhe confidenciavam que continuavam a acreditar no amor e que nenhum rapaz trocaria a sua rapariga pela guerra.

Uma das jovens fãs era Artérias, cega e filha do carcereiro do bom bispo. Conseguiu dar a volta ao pai e este deixou-a visitar Valentim. Apaixonaram-se e ela recuperou a visão.

Antes não tivesse recuperado, porque em poucos dias teve de ver o seu amor a ser decapitado, em martírio. Mas antes, o enamorado bispo pôde fazer chegar uma carta a Artérias, onde se assinava “de seu Valentim”.

sábado, 13 de fevereiro de 2016

Encontrão na Europa: Mutirão de Divulgação

Pois é, ontem, sexta-feira, 12 de fevereiro, ‘falando’ com uma colega, recordando um pernoite natalino em Zurique, fiquei sabendo que ela ainda não estava sabendo do Encontrão(!?)…

Nem todos os nossos ex-colegas têm Facebook; dos que têm não são muitos os que visitam diariamente os seus perfis; outros, sequer acompanham o feed de notícias/notificações…

Outros muitos ex-colegas não dispõem de um endereço eletrônico.

Portanto, aquele que puder e se dispuser em participar e contribuir para o Mutirão de Divulgação, porque acredita na nossa FESTA, por favor, não hesite! Go ahead! Allez-y!

Eis algumas sugestões de participação:


Convidar, via página do Evento, tantos amigos que o Facebook permitir;

Compartilhar a imagem/marca do Evento nos perfis dos seus amigos e familiares;

Enviar a imagem/marca do Evento via mensagem privada;

Repassar o e-mail de informação para a sua lista de endereços eletrônicos;

Telefonar para o amigo – aproveite para matar as saudades;

Visitar o amigo;

Lembrar na conversa do choppinho; 

Utilize o seu Twitter, o seu Instagram, Whatsapp, Youtube;

Charada (185)

No quiosque
do meu bairro,
o preço de
duas canetas
é igual ao preço
de três lápis.
Se a diferença entre uma
caneta e um lápis é 0,20 euros, 
qual é o preço de cada caneta e de cada lápis?

A oposição direita-esquerda tornou-se secundária

João Marques de Almeida 

A esquerda nacional recusa-se a reformar o Estado porque ela é, em grande medida, o Estado. Por isso o governo protege os privilégios dos seus. Não defende o “Estado social”, mas o “Estado clientelar”

A oposição direita-esquerda tornou-se secundária. O que não significa que seja irrelevante. As duas famílias políticas são obviamente diferentes. As diferenças resultam de percursos históricos distintos e formam identidades políticas que não se confundem. Não foi a irrelevância que tornou a oposição secundária, mas sim a emergência de outras diferenças políticas, neste momento, mais relevantes; e decisivas para o nosso futuro, sobretudo na Europa.

A dimensão do Estado, antes de mais na vida económica de uma sociedade, constitui a primeira oposição que define os nossos dias. A realidade, a experiência, os números (chamem-lhe o que quiserem) mostram que em muitos países europeus o Estado é insustentável. Por exemplo, no caso de Portugal, a dívida pública nunca parou de crescer durante os últimos vinte anos. O mesmo se passou com muitos outros países europeus. Governos de direita e de esquerda contribuíram para esse endividamento generalizado.

Em vários países europeus, tanto a direita como a esquerda reconheceram a realidade e têm procurado emagrecer o Estado, tornando os serviços públicos mais eficazes e convidando a iniciativa privada a contribuir directamente para o interesse público. É o que tem acontecido nos países do norte da Europa durante os últimos quinze anos. Tendo em conta o que se passa em Portugal, é importante sublinhar que vários partidos de esquerda estiveram ou estão empenhados em reformar o Estado (desde o “New Labour” até ao SPD alemão e aos partidos socialistas da Holanda e dos países escandinavos). Ou seja, a necessidade de reformar e reduzir o peso do Estado nas economias não é uma questão de posicionamento político. Tanto a direita como a esquerda sabem fazer contas, como demonstram vários exemplos europeus.