terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Extrema-esquerda faz chantagem para ocupar espaço na Fiocruz. Temer vai cair nessa?

Luciano Ayan


Atualmente, o governo Temer vive sob mais uma chantagem da extrema-esquerda: eles querem que seja empossada a socióloga Nísia Verônica Trindade Lima para a presidência da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Ao que parece, Ricardo Barros, ministro da Saúde, escolheria para o posto a médica Tania Cremonini de Araújo-Jorge, que ficou em segundo lugar na eleição interna.

O detalhe é que não existe obrigatoriedade alguma para empossar Nísia, uma vez que não há lei estabelecendo que eleições internas definem a presidência da instituição. Na verdade, as eleições internas foram uma conveniência adotada por eles.

A diretoria da FioCruz, obviamente, fez a chantagem emocional de costume: “Há mais de 20 anos, o processo eleitoral da Fiocruz é respeitado pelos presidentes. Recebemos com perplexidade a informação de que a vencedora não seria nomeada desta vez. A Nísia preenche todos os requisitos para esse cargo, é uma pesquisadora com 30 anos de Fiocruz, sem nenhum vínculo partidário”, disse o médico Paulo Gadelha, atual presidente da Fiocruz.

A narrativa de Gadelha só enganaria idiotas, uma vez que o frame “há mais de 20 anos” é uma falácia ad antiquitatem, que define que algo é válido apenas por ser antigo ou feito há muito tempo. O que importa é: está na lei ou não está? Ademais, eu não me lembro de ter votado para nenhum dos integrantes da FioCruz. Sendo assim, quem lhes deu o direito de nomear alguém para a presidência da instituição?

De acordo com a lei, o Ministério da Saúde tem a prerrogativa formal de escolher o presidente, que em seguida é nomeado pelo presidente da República. A mania de colocar como presidente a escolha do establishment da FioCruz vem desde FHC. Nada melhor que abandonar a prática agora, uma vez que os movimentos em favor de Nísia surgem da extrema-esquerda, que está doidinha para fazer uso de 4 bilhões.

O ex-ministro de Dilma, Arthur Chioro, entregou o ouro: “Em 2017, o Ministério da Saúde irá gastar cerca de R$ 4 bilhões em compras na Fiocruz”. Agora se entende porque a extrema-esquerda escolheu uma candidata. Espera-se que Temer não caia na armadilha e vete a presença de Nísia e utilize o que está na lei: cabe ao Ministério da Saúde indicar a presidência.

Se Temer escolher cair na chantagem, estará cedendo 4 bilhões de orçamento à extrema-esquerda. Depois não venham dizer que não foram avisados.
Título, Imagem e Texto: Luciano Ayan, Ceticismo Político, 3-1-2017

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