segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Revista IstoÉ faz discurso de ódio contra pessoas de direita que ousam discordar da extrema-esquerda

Luciano Ayan

A Revista ISTOÉ fez aquilo que se esperava: lançou a tradicional campanha de ódio contra direitistas, sem apresentar qualquer prova.

Essa tem sido uma tática adotada pela mídia de esquerda nos EUA contra eleitores de Donald Trump. O objetivo é incentivar a violência contra direitistas. A IstoÉ não poderia agir de maneira diferente.

A capa deste fim de semana foi essa:


Uma ótima matéria de Guilherme Macalossi para o Locus Online dá uma dimensão da perfídia do texto da IstoÉ: “Militantes de esquerda já envolvidos em depredações e atos de violência são equiparados a outros, de direita, cuja atuação se restringe a fazer perguntinhas incomodas.  O texto tenta desenhar um quadro de radicalismo de ambas as partes, ignorando as evidentes diferenças existentes”.

A IstoÉ cita Arthur do Val – responsável pelo canal de vídeos “Mamãe Falei” -, que é descrito como “braço-direito da família Bolsonaro”.

O problema é que eles não apresentaram nenhuma evidência de que ele é “braço-direito da família Bolsonaro”. Aliás, Arthur do Val tem sido muito criticado por eleitores de Bolsonaro. Só isso já classifica a matéria da IstoÉ como “fake news”.

A Isto é diz o seguinte sobre Arthur do Val: “Além da presença física em atos públicos, Moledo alimenta uma página no Facebook que possui mais de um milhão de seguidores. Grande parte dos comentários carrega teor discriminatório”.

Macalossi comenta: “Arthur Moledo poderia muito bem processar a revista por calunia e difamação. Se há uma vítima em seus vídeos é ele próprio, continuamente exposto a todo tipo de ofensas e pancadas. Em mais de uma vez foi retirado com empurrões, socos e pontapés das manifestações onde ousou gravar. Tudo porque fez questionamentos aos militantes políticos que lá estavam e estes não souberam responder. É comum vê-lo cercado por brucutus sindicais e de movimentos como MST e MTST, além de integrantes de partidos políticos de esquerda. A câmera que ele tem em punho apenas registra o ódio alheio, que parece ser ignorado pelos jornalistas da IstoÉ”.

Um exemplo do tipo de agressão sofrida por Arthur do Val:


A matéria da IstoÉ também cita Marcello Reis, líder do movimento “Revoltados On-line”.

Como não poderia deixar de ser, ele também é enquadrado como “disseminador do ódio”.

Tal como no caso da acusação contra Arthur do Val, a IstoÉ não apresentou evidências.

Macalossi comenta: “Se alguém já foi vítima de ódio, este alguém é Marcello Reis, que já foi agredido por militantes de 'movimentos sociais' na avenida Paulista. Não foi a única vez. Em 2015, Reis apanhou de militantes do PT no lobby do hotel onde o partido realizava seu congresso nacional.”

Mas a IstoÉ simplesmente não citou vídeos como este abaixo, onde Reis é atacado por milícias da extrema-esquerda na Paulista:


A conclusão de Macalossi é certeira: “É pura desonestidade enquadrar Arthur do Val e Marcello Reis na mesma categoria em que estão integrantes do MST detidos portando milhares de reais com origem desconhecida e líderes do Black Bloc, grupo responsável por atos de violência tão graves que resultaram até na morte de um cinegrafista“.

Claramente existe retórica violenta na direita, mas a matéria da IstoÉ nem conseguiu citar exemplos daqueles direitistas que resolveram acusar.

Macalossi ainda diz: “Mais do que isso, a violência real é monopolizada pelas esquerdas. Em seus atos, é comum o fechamento de ruas, o confronto com a polícia e a destruição de patrimônio público e privado. Não por acaso, foram estes os que mais fortemente se opuseram à aprovação de uma lei antiterrorismo no país”.

Fica claro que a grande mídia está relativizando a violência praticada pela extrema-esquerda. Para isso, compara formadores de opinião de direita que jamais conclamaram a violência aos milicianos da extrema esquerda.

O objetivo é claro: incitar o ódio contra direitistas.
Arthur do Val e Marcello Reis podiam ler a matéria com cuidado e já meterem processo.

Título e Texto: Guilherme Macalossi e Luciano Ayan, Ceticismo Político, 8-1-2018

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