sexta-feira, 22 de junho de 2018

[Aparecido rasga o verbo] Os cataclismos de uma plebe sem educação

Aparecido Raimundo de Souza

COM PROFUNDA TRISTEZA e amargura, acompanhamos os brasileiros aqui na Rússia fazendo gracinhas. As mais diversificadas possíveis, que é para aparecerem mais. Esses grandes e pequenos (grandes pelos disparates e pelas demências, como pequenos, se vistos pelas basbaquices e despautérios de quem os colocou em ação) deslizes que servem para deixar claro e bem sedimentado que somos oriundos de uma nação de palhaços.

De imbecis, de ladrões, de usurpadores da fé alheia, a começar pelo governo fajuto e cafajéstico do presidente, “usque” da gestão daqueles boçais e medíocres elevados ao quadrado, que não sabem comandar a própria vida pessoal. Infelizmente nosso povo não aprendeu a carrear a termo sadio os problemas mais corriqueiros. 

Deixemos, todavia, os vagabundos de lado, os ladrões de verdade, os assaltantes do eterno penico brazzilia, os velhacos do STJ (velhacos no modo de agir, como igualmente velhacos ou remotados, ou pior, ultrapassados, tanto de corpo como de alma, em face dos anos vividos – sujeitos que deveriam estar em suas casas, de joelhos, orando para irem logo para o inferno mostrar seus dotes e conhecimentos jurídicos ao Capeta).

Vamos esquecer um bocadinho desses crápulas para falarmos somente dos bufões. Os bufões são os merdas que agora nos interessam trazer à tona. Bufões, para lembrarmos aos esquecidos, são aqueles palhaços nascidos desde a concepção anal até a hora derradeira de partirem para as terras dos pés juntos. Trocado em miúdos. Nossos bufões são os ENGRAÇADINHOS. Vieram de tão longe, de vários rincões do Brasil, para bancarem os birbantes e marotos nas terras de Vladimir Putin, atual presidente aqui da Rússia e da jogadora profissional de tênis Maria Sharapova.

Não só desses dois, também do cineasta Gérard Depardieu, da atriz Svetlana Khodchenkova, do sociólogo Pitirim Sorokin, do físico nuclear, Yuri Oganessian, de Igor Tamm, prêmio Nobel de física de 1958, de Nicolay Basov, condutor dos osciladores amplificados baseados no princípio dos maser e laser, do químico Serguei Lebedev, inventor da borracha sintética de polibutadieno, de Boris Iéltsin, primeiro líder russo a ser eleito democraticamente para o comando do país, do músico e maestro Piotr Tchaikovski entre  outras celebridades de destaque.     

Pois bem. Voltando aos nossos tiriricas. Essa galera de brasileiros favelados faz parte de um grupo de torcedores (ou melhor, de bufões e carequinhas) que cantou a alta voz. “essa buceta é bem rosinha”, fazendo referência à cor da mulher. A infeliz que não entendeu nenhuma palavra cantou junto a eles, sem ter noção do tamanho da falta de respeito a que estava sendo submetida. Outro bando mais sem noção ainda, achou bonito soltar palavreados grotescos sobre o corpo de uma russa desconhecida de rua.

Foram presos pela polícia local (mas soltos logo depois) em face dos transeuntes que passavam e assistiram, estarrecidos, as cenas que entenderam a patacoada como RACISMO.  E de fato caros leitores e amigos, era RACISMO PURO. Um desses “chaves” da vida, deu uma dentro. Caiu no bom senso de cavalheiro sensato e imediatamente os foliõeszinhos restaram identificados. Não menos salafrário, o ex-secretário de turismo de Ipojuca (PE), conhecido pelos seus pares como DIEGO VALENÇA JATOBÁ. 

Registramos no mesmo saco de gatos, o policial Eduardo Nunes, tenente da Policia Militar de Lages, cidade pitoresca e acolhedora de Santa Catarina. Também aprontou. Veio de tão longe para mostrar suas idiotias. Ao tenente seguiu Luciano Gil Mendes Coelho. Segundo fomos informados, esse elemento, Luciano, se viu abocanhado e preso pela Polícia Federal na operação conhecida aí no Brasil como “Paradise”. O cara virou réu em face de uma ação proposta pelo Ministério Público do Piauí, que apura improbidades administrativas pelo desvio de quase cem mil reais.


Não param aí as sacanagens de gostos duvidosos. O bufão cara de noiado Felipe Wilson, ex-funcionário da Latam, tomou um tremendo pé no traseiro, após ter feito um vídeo pedindo para as mulheres a bordo de uma aeronave que seguia de São Paulo aqui para São Petersburgo para repetirem a frase “eu quero dar a bunda pra vocês”.

Essas são as muitas das centenas de brincadeiras sem graça, grosso modo, os infantilistas que se deslocaram para fora do Brasil (fodido até o pescoço), não para se divertirem. Especificamente para enlamearem ainda mais um país que luta de unhas e dentes objetivando sair das garras negras do caos. No nosso entendimento, esses pilantras deveriam ser presos, processados e deportados, para largarem de ser covardes. Uma leva de inteligentes chama a isso de misoginia, outros de homofobia. Não importa, caros leitores e amigos, o nome que seja dado.


Devemos, acima de tudo, deixar claro a nossa educação. O respeito. Ambas precisam vir de berço. Nascerem do útero. Solidificarem no convívio pai e mãe, aliás, o esteio e começo de tudo. Entretanto, alguns brasileiros mal sabem que a palavra educação existe. Respeito, então...  e para que serve. É a falta de cultura, de visão, de coerência, de um povo que não consegue se defender da própria estupidez que insiste prevalecer. Com certeza por anos à frente, continuaremos a ter ao nosso lado esses vadios, a seguirmos vendo suas barbáries mundo afora.

Sentimos vergonha por esses palhaços, por esses bozos que empobrecem o nosso Brasil, que ferem a nossa alma e denigrem a nossa deprimida, deslustrada e manchada soberania. Torcemos, porém, para que um dia (ainda que distante), haja respeito, entre as pessoas, e que finalmente, os seres humanos se entrelacem num grandioso amplexo e que ele seja UNIVERSAL. Sobretudo, que prepondere, que sobressaia, em todos os cantos desse mundão sem fronteiras.  No fundo, amados, buscamos a PAZ.

NOTA DE ESCLARECIMENTO: com este texto, encerramos a nossa estada aqui na Rússia. Viemos cobrir os dois primeiros jogos do Brasil em face de Isidoro Pinheiro (o Isi Pinheiro), meu colega jornalista, ter sido acometido de um pequeno problema de saúde. Problema, graças a Deus, superado. Isidoro já se encontra aqui em São Petersburgo, ao nosso lado, com a sua equipe para entrar em campo.

Meus sinceros agradecimentos ao time desse colega sensacional, que apesar da sua ausência nos deu total apoio. Meu carinho especial para Bete Lima secretária, Leo Jr, fotógrafo e Carlos Ferreira, cinegrafista. Eu e Carina estamos nos despedindo. Evidentemente, depois de Brasil e Costa Rica.  Tchau, leitores e amigos. Fomos
Título e Texto: Aparecido Raimundo de Souza, jornalista. De São Petersburgo, na Rússia. Copa do Mundo 2018. 22-6-2018

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