sexta-feira, 29 de junho de 2018

[Versos de través] Há dias em que me morro...

Paizote Marques


Solto minhas amarras, vou a mais mundos.
Buscando a mim mesmo, ou o que de mim restou!
Sou hoje apenas um “quê” inacabado.
Um personagem que inventei!

Uso das lembranças para viver,
enquanto construo um novo... Velho eu!
Reinvento-me todo dia, com "bengalas" na emoção
Tento apoiar o peso do tempo...

A cada dia mais difícil... Mais lento!
Estaciono aqui. Noutra dimensão!
Sempre amei pouco. Queria ter mais amado!
Amores quentes, loucos, carinhos desleixados!

Perdi uma fé pequena, que um dia tive!
Pensei reencontrá-la numa idade mais amena.
Fé numa divindade, que viria no outono.
Calma, reconfortante... serena!

Desisti de buscá-la...
Ao quase inverno do meu tempo.
E de amá-la!
Fiquei preso ao passado!

Me vou morrendo vazio.
Sem pressa no embarque
Não sou mais eu... hoje!
O que pretendi ser e não pude.

Desperdicei pedaços de mim,
no caminho até aqui.

E como é impossível voltar
Vou me morrendo...
Um tantinho a cada verso!
Título e Texto: Paizote Marques, 28-6-2018

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2 comentários:

  1. Caro Paizote, muito bom! São versos, mas são expressões de sentimentos, “destaco” a humildade e o reconhecimento dos tropeços na vida que todos nós tivemos, mas poucos os reconhecem. Abs

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  2. Tudo que também queria era ter vivido mais intensamente o "amor".Pena que temos que endurecer nosso coração para conseguirmos "sobreviver", pena não encontrarmos muita "motivação" no final de tudo.

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