sexta-feira, 19 de outubro de 2018

[Aparecido rasga o verbo] A Juliette

Aparecido Raimundo de Souza

DOIS HOMENS PERDEM as suas respectivas mulheres no shopping lotado, em plena noite de domingo. Ambos se encontram por acaso, numa espécie de café, ao lado das escadas rolantes, quando um deles, ao ver um segurança tomando um refresco, se aproxima para pedir informação. O segurança dá algumas instruções e o outro, com o mesmo problema, aproveita a brecha e entra na conversa puxando assunto.

 - Oi companheiro, não pude deixar de ouvir o seu papo com o amigo aqui ao seu lado. Se me permitem um aparte também estou atrás da minha senhora.  Percebo que o prezado parece aflito e desesperado. Sugiro a gente se unir nessa caçada e sairmos à cata das nossas caras metades. O que me diz?
- Acho uma boa ideia. Pra falar a verdade, estou super nervoso. É a primeira vez que isso acontece...
 - Onde foi que perdeu a sua?

- Lá em cima, na praça de alimentação...
- Que coincidência. Eu idem. Deixei a Débora na fila do Burger King pedindo um lanche para nós e, então, enquanto fui ao banheiro, ao voltar... não a vi mais.   Como se apartou da sua?
- Entrei na livraria e Juliette (esse é o nome da minha amada) em uma loja de peças intimas. Queria umas calcinhas, sabe como é né? Daquelas que quando vestidas, ficam enfiadas... nesse interregno, comprei o livro que procurava, aqui está ele, Balzac, “A menina dos olhos de ouro” e quando entrei na tal loja, dez minutos depois, ela simplesmente não estava lá. Perguntei pras vendedoras, pra gerente, para algumas pessoas presentes e nada, nem sinal...

- Como é a sua Juliette?
- Encantadora. Vinte e cinco anos, cabelos loiros e compridos, olhos verdes...
- Altura?
- Acho que 1.75.
- Cintura?
- Fina...
- Como está vestida?
- Num shortinho de lycra branco bem curtinho e colado ao corpo, blusa azul mostrando o umbigo. Usa um cordão de ouro com um pingente em forma de coração com nossos nomes gravados.
- Cá entre nós. Você acha a sua beldade parecida com quem?

- Como assim?
- Se comparasse a uma dessas atrizes de televisão, quem seria?
- Ah... entendi!  Com a Giovanna Lancellotti.
- Pernas?
- Deslumbrantes...
- Algum sinal em particular?
- Não entendi. Seja mais explícito!
- Alguma marquinha de nascença?
- Ah, tá.  Ela tem uma pintinha...
- Onde, onde?!
- Não acho essa informação necessária.
- Como não, meu amigão? Tudo é uma dica. Onde é a tal pintinha?

- Na banda esquerda da bum... do bumbum...
- Nossa!... no cu... perdão no bumbum?  Uau! Espera aí: ela está com o celular?
- Sim.
- Já ligou?
- Trocentas vezes.
- E o que acontece?
- Caixa postal.

- Ela está com alguém?
- Não. Viemos somente eu e ela.
- Nenhuma amiga?
- Nenhuma...
- E amigo? Nunca se sabe...
- Ninguém... ninguém... Juliette jamais usaria deste expediente...
- Por acaso voltou ao local onde a perdeu?
- Sim. Perguntei a uma galera, retornei ao Giraffas, em seguida ao banheiro. Mostrei fotos.

Ninguém viu nada. Incrível, meu amigo. Simplesmente incrível...
- Vocês brigaram? Discutiram?
- De forma alguma. Havíamos acabado de sair do cinema.
- Que maneiro! O que estavam assistindo?

- “Quando o amor termina” com Chase Masterson e Samuel Mongiello.
- Credo! Que coincidência...
- Não entendi...
- O filme assistido com a sua situação real. Acredita em azar?
- Não, de forma alguma acredito em azar. Continuo boiando, todavia, com relação ao filme...
- Vai ver o amor dela pelo meu distinto aqui ao meu lado acabou... foi pras cucuias...
- Não alimento essa hipótese. Terminantemente Juliette me ama. Me ama profundamente... ardentemente...

- Ela o ama de verdade? Tem certeza?
- Muito. Até demais. Ponho a mão no fogo... se preciso for...
- Qual a sua idade, meu amigão?
- Sessenta e nove.
- Ela vinte e cinco? E você sessenta e nove? Ei, você ainda pratica o sessenta e nove?
- Desenha. Não estou conseguindo acompanhar seu raciocínio. Minha esposa... eita, o que tem meu sessenta e nove com...
- Esquece. Vai ter sorte assim lá na Cochinchina. Vejamos. Tenta o celular de novo.

- OK! Vai amor, atende... merda... vai, vai... atende...
Várias ligações são feitas, todas, entretanto sem respostas.
- E aí?
- Continua na caixa postal. Que droga! Será que ela não foi sequestrada?
- Nem pense nisso, meu nobre amigão. A não ser que eu estivesse ao lado de vocês.
- Como é que é? O que foi que disse?
- Brincadeirinha. Modo de falar. Peço desculpas. Você disse que tem fotos dela. Posso dar uma olhadela?

- Desculpas aceitas. Por favor, sem piadinhas. Eis aqui umas fotos dela bem recentes. Tiradas ontem... eu e ela no motel.  Repare...
A inocente figura exibe as fotos que mostrou às moças do banheiro. O engraçadinho arregala uns olhos famintos de desejos. Viaja na maionese. 
- Puta que pariu...! 
- Que foi meu amigão? Por acaso a viu?
- Quem dera! Não dou essa sorte...
O espertalhão tenta voltar ao normal. Respira fundo. Nessa altura, não fala, balbucia:
 - Sua esposa é uma deusa grega, com todo respeito...
- Obrigado. Agradeço pelo elogio. Mas diga aí meu amigo de infortúnio. Como é seu nome?

- Duo. Meu nome é Duo. Tenho um irmão gêmeo que se chama Deno. Quando a gente sai junto é uma sacanagem só.
- Boiei!
- Os amigos...
- Sim entendi. Ou melhor, não entendi. O que têm eles?
- Nos chamam de Duodeno... Duodeno. Entendeu?
- Ah. Agora me liguei. Duodeno.
- E você, qual seu nome?
- José Romário. Prazer.
- O prazer será todo meu.
- Mas então, Duodeno... perdão, Duo. Até agora só falamos de mim e da minha mulher. Me fale um pouco da sua. Como é mesmo o nome dela?
- Débora.  Minha gata se chama Débora.
- Como ela é?
- Meu chapa, nesta altura do campeonato, esquece a minha Débora. Vamos continuar procurando a sua Juliette. Venha... por aqui... acabei de ter uma ideia...
Título e Texto: Aparecido Raimundo de Souza, jornalista. De Santa Rita do Passa Quatro, interior de São Paulo. 19-10-2018 

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9 comentários:

  1. Passando aqui como você sabe Aparecido, gosto muito de seus textos! Esse está muito bom, mas como leitora assídua, tenho uma dúvida que gostaria que você por gentileza, me tirasse ela. Veja bem meu caro escritor, é uma dúvida construtiva apenas uma observação. Bem vamos lá no texto o personagem Duo pergunta para José Romário onde ele perdeu a esposa no caso Juliette, José Romário responde na praça de alimentação, correto. Duo em contrapartida responde idem, perdi a minha esposa no caso Debora, na fila do Burger King correto. Então Duo pergunta como ele a perdeu, José Romário responde eu entrei na livraria e ela na loja de calcinhas correto. Então minha dúvida é, ele perdeu Juliette na praça de alimentação ou na loja de calcinhas. Deixando aqui meus parabéns e de antemão agradecendo a você, que gentilmente responde seus leitores. Um abraço de sua fã Carla

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  2. Meu caro e talentoso Aparecido.
    Logo que botei os olhos neste texto ,acendeu uma luz na memória .
    Eu já li isto!
    Há muitos anos passados eu tinha um registro muito parecido, ainda na juventude ,e de autor desconhecido.
    Fui pesquisar e encontrei!
    Um dos monstros que assombram escritores , mesmo os mais talentosos , é a possibilidade de repetir textos!
    Por vezes fica na memória destes , uma frase ou um pouco mais de um texto , esquecido por muitos anos.
    Um dia sem aviso ele retorna , e incluímos em escritos, pois nos parece original.
    Parece-me que foi Paulo Santana, que falou certa vez , que repetir uma história ou parte dela mesmo que inconsciente é um elogio ao autor, quando foi perguntado se não se importava em encontrar parte textos na internet seus ,com assinatura de outros.
    E afirmou que ele mesmo já tinha "psicografado " texto de Veríssimo inconsciente ,pois o mesmo, durante um tempo sentava em mesa próxima a sua.
    Tudo isto para dizer ao amigo , que esta “historinha” acima , já existe há muitos anos , e que apesar de o seu texto ter a marca do talento ,não é original!
    Se4m perder o valor na nova roupagem!
    O monstro dos escritores andou assombrando e traindo você ,e incorporou uma popular e conhecida piada ,- pelo menos no sul- sobre a perda das esposas.
    E antes que alguém diga que é plágio, eu me antecipo e informo que isto acontece com os melhores escritores , e é preferível ser alertado por um admirador de seu talento ,do que por alguém que queira diminuí-lo.
    Abraços fraternos!

    Paizote

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  3. Boa noite, meu caro Paizote. Sempre bem vindo e oportuno em suas observações. Na verdade, este texto é o que chamamos, em jornalismo, de "INTERTEXTO", ou seja, damos um novo colorido, uma nova roupagem, a uma piada, a um pensamento, ou até mesmo a uma crônica já conhecida e como o amigo bem colocou, "uma popular e conhecida piada". Mas repare, Fernando Sabino INTERTEXTOU ou recontou, reescreveu, deu outra forma a bela e fogosa Maria Capitolina Santiago, conhecida mundialmente por "Capitu", personagem do famoso romance “Dom Casmurro” de Machado de Assis, publicado em 1899, se não me falha a memória.

    Adelaide Carraro, autora pornográfica em seu livro “A Estudante", fez o mesmo com um velho romance de Ernest Hemingway. E não para ai. José Saramago teria plagiado “El cuento triste”, do jornalista e escritor mexicano Teófilo Huerta em seu livro “As intermitências da morte”. Segundo Huerta, as tais “Intermitências...” seria esculpido e escarrado seu conto reescrito com outras palavras. A nosso ver, um simples INTERTEXTO.

    Vamos mais. Stephenie Meyer, a vampiresca da saga “Crepúsculo” que mordeu uma boa quantidade de pescoços, mundo afora, foi denunciada pelo escritor Jordan Scott, de “Noturno” e, em seguia, por L. J. Smith de “Diários de um vampiro”. Igualmente INTERTEXTO. Nessa linha, Paulo Coelho, com seu “O Alquimista”, e Cristiane Costa (que usa das histórias de Machado de Assis) e outros mais. INTERTEXTOS.

    Tive problemas seríssimos com um livro meu, “As mentiras que as mulheres gostam de ouvir”. Segundo o cidadão que fez a denuncia, eu estaria ferindo meu amigo Luiz Fernando Veríssimo que publicou “As mentiras que os homens contam”. São meu jovem amigo INTERTEXTOS. O próprio Luiz Fernando declarou isto. Entre mortos e feridos, esses INTERTEXTOS me dá o direito de reescrever um conto, uma crônica, até um romance, com minhas palavras. Sem precisar mencionar o autor.

    Recentemente, um texto que escrevi baseado num romance antigo, “Les liaisons dangereuses”, em português, “Ligações Perigosas” do escritor Pierre Choderlos de Laclos em 1782, acabou primeiro num roteiro bobo e, depois, minisseriado em 12 capítulos escritos pela novelista global Manuela Dias. Sequer ela teve a hombridade e a lisura de citar o coitado do Choderlos. Em paralelo, tive que me virar nos trinta, para colocar o livro (meu livro “Ligações perigosas”) na rua. Consegui. Saiu com a logomarca da Rede Globo e de lambuja fiz constar uma dedicatória simplória à minha amiga Manuela Dias.
    Em resumo, meu nobre amigo, agradeço imensamente a sua “puxada de orelha”, lembrando, jamais pensaria que o prezado, admirador incondicional do meu “talento” estaria me diminuindo. Longe de mim, caríssimo esta ideia. Mais uma vez, pela sua paciência, pela sua participação, o meu muito obrigado. Fica na paz. Aparecido Raimundo de Souza, de Santa Rita do Passa Quatro, interior de São Paulo.

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    1. Querido Anônimo ou Anônima das 14:48. Obrigado pela sua participação. Feliz me sinto com ela. Seja, pois, bem vindo, ou bem vinda. Sempre! Confesso publicamente, aos 65 anos, a maioria deles flibeados em vivências chingaliáceas e údredicas, não entender muito bem, esse linguajar dos tempos modernos. Este lacônico "blibli?", se me apresenta meio cafobiatico e fruntoso, balbicacheado mais para tentações obscenas não realizadas, que para uma participação gólia e parametrada dentro do que se possa ser julgado ou aceito como coisa normal, melhor dito, uma indagação foras do que se posa ser considerado auténtico, legítimo e literalmente justo e lícito. Blibli? OK. Não quero, mesmo barco em direção ao nada, nem posso disparar leviandades a um desconhecido ou desconhecida, levado pela fogocidade da cegueira a uma conclusão sem preâmbulos, precipitada, ou pior, agastiada num agaste unfumo, que venha, "a depois", ser considerado íbrico ou destoado da normalidade e das raias do bom senso. Tal fluancia não ficaria bem ou não pegaria legal para um senhorzinho da minha idade. Em face disto, e da pergunta em torno do blibli aqui deixado, considerarei esse nugolico "blibli?" como algo tímido e anacrônico. Em face de mais e melhores opções deleitáveis, para uma resposta sudralica e bial, com todo respeito e vênia, termino dizendo que me sinto honrado com a sua pergunta, usque não sisado ao ponto de me portar como um sujeito preparado para responder a contento, ou como deveria ao seu gruosco e chisbado blibli. Fica na paz e que GADU o oriente no caminho sandio e hospitaleiro da LUZ DIVINAL. Aparecido Raimundo de Souza, de Santa Rita do Passa Quatro, interior de São Paulo, as 17:32.

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  5. O que é bli bli ?

    Seria flatulência disfarçada, e sonorizada para passar despercebida?
    Ou disfemia ,causada por constrangimento psicológico na condiçaõ de anonimo?
    Seria um tardíloquio do vocabulário?
    Quem sabe um chiste , de donzela recatada?
    Ou um pedido de atenção de um sobrevivente dos pássaros dodô, pedindo acasalamento ,sem saber da extinção de suas fêmeas?
    Mioclonia não diagnosticada?
    A alcunha do comentador?
    Um proposito belicoso embutido num assovio?
    Sigla que signifique biblia de agnóstico|?
    Comentario beneplácito e apressado?
    Afirmação filauciosa ou apenas graçola?
    Comentário no estilo Kafkaiano?
    Tervisejação sutil?
    Saudação Yanomami?
    Ah! Dissensão manifestada?
    Expressão na linguagem codificada do Sheldon cooper?
    Formula presente na teoria das cordas?
    Comentador loquaz enrustido?
    Novo heroi do comic-con internacional?
    Seria um osculo timido?
    Obra de um perdulários das palavras?
    Apenas um pernóstico?
    Teria o leitor ficado rubicundo pela liberalidade do texto?
    Teria se sentido alvo de vitupério?

    Mas que droga é este BLI BLI?

    paizote

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    1. Meu amigo Paizote levantou (ontem 20.10 exatamente às 23:44), uma questão bastante interessante com relação ao “blibli?” grafado em minúsculo de um “Anônimo” anonimamente vivendo às escondidas e vindo funcasticamente ao meu texto ‘A Juliette’ escondendo o rosto, portanto, em conclusão, encoberto pelo véu dos balouscólicos sem um velocímetro de identidade.

      Faço referência, claro, ao meu querido leitor (ou leitora) não computado até este momento, mesmo dia 20.10, um pouco mais cedo (14:48). Continua a dúvida duvidosa do que poderia ser o tal “blibli”. Ou pior, “blibli?”. Se estivéssemos no tempo da Jovem Guarda, diria que seria esse “Sem Rosto”, o Roberto Carlos (depois de uma noitada boa com a ternurinha e também cantora Wanderleia, pela Galeria Alaska na Avenida Nossa Senhora de Copacabana, posto seis), passeando em seu laitérico calhambeque na Avenida Atlântica, na praia do mesmo nome, contornando a antiga e extinta TV Rio, encostada às barbas sisudas do Forte Copacabana.

      Roberto Carlos rouco, afônico, descobriu que o calhambeque não tinha buzina ou algo que estrepitasse o som caxiloso de uma buzina. “Que merda”, teria dito num repente. Tentou buzinar no bondinho do Pão de Açúcar da Wanderléia, apertando o botão errado, ao tempo que gritava, eufórico, blibli... blibli. A intérprete de “Pare o casamento”, porém, furiosa, pela mão boba, revidou o gesto com um sonoro e ruidoso bofete na tez de nosso Rei, tapinha este que acabou explodindo num sinfônico e dustico Splish Splash.

      Penso que o “Anônimo” do gaturoso blibli? das 14:48, seja oriundo deste tempo da Jovem Guarda, da TV Rio, das tardes do Arpoador, e passou por aqui sinalizando que, embora estando no anonimato, guarda ainda, com carinho, a sua jovem emoção daqueles tempos idos. Ou daqueles idos tempos.

      Como a ordem dos tratores não altera o viaduto... quem sabe, igualmente rouco e afônico igual ao filho de dona Lady Laura (sempre bom recordar, dona Laura se deitou e dormiu música e acabou, dia seguinte, acordando transformada em barco enorme), sem ter o que fazer, repetiu o gesto polvarietico de Roberto Carlos e me mandou um blibli espontâneo, bucólico, pastoril e castrofelicamente poético.

      O que me deixa com a orelha atrás da pulga é a interrogação agarrada logo após o blibli... percebam... blibli?. Talvez na pressa, tenha o “Em cima do Muro” adicionado uma técula ou tecra - tecla errada e nesse apertar galospético e wanderléstico acionou, sem querer, a inter?roga?ção... “?”. Nessa altura do campeonato sem jogo algum no Maracanã, há outra vertente vertendo, querendo aflorar... blibli... seria o tropicaléstico Caetano Veloso, saindo “Debaixo dos caracóis de seus cabelos”, pelado como veio ao mundo, a mão direita enrustida no bolso esquerdo traseiro, completamente “sem lenço sem documento...”.

      Deu uma de Barnabé (lembram dele?!) e berrou enquanto tentava entrar como penetra na Rádio Nacional, no Edifício “A Noite” em plena Praça Mauá, subindo pelas escadarias até os estúdios da emissora, para ver de perto o Elimar Santos. Escada acima soando em bicas, soltava altissonantes e mangólicos blibli... blibli blibli... completando com um “buzinei assim o ESCULHAMBEQUE...”.
      Aparecido Raimundo de Souza, de Santa Rita do Passa Quatro, interior de São Paulo.

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  6. As operadoras de comunicação que possuem concessões governamentais alteraram o horário de verão antecipadamente contrariando decreto do Presidente Temer, que pelo jeito esqueceu-se do cargo após ser acusado de propina pelo MPF. Portanto, o Brasil hoje tem 2 horários de verão !!! Um já começou e foi determinado pelas operadoras e o outro começará dia 04 de novembro. Um jornalista poderia cobrar isto, já que estamos literalmente desgovernados ?

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    1. Prezado Anônimo das 13:40. Temer se esqueceu do cargo? Que cago? Perdão, que cargo? Este imbecil nunca governou. Vive de propina. Duvido que alguém consiga bota-lo na cadeia. Confesso, seria engraçado ver ele e Lula, lado a lado, curtindo o mesmo “cu”-bi-“cu”-lo.

      Perguntas que ficam no ar, pairando como sementes de uma planta chavascosa encontrada somente no sul da ilha baiana de Cochinchina, planta essa com um nome engraçado. "Lulashaddad". Esta planta, que dizem os especialistas em botânica, altamente carnívora, veio a ser descoberta recentemente pela cantora Sula Miranda, quando de sua viagem pelas ilhas paradisíacas de São Brás, na baixa Alemanha do grande Tiririca.

      Deixa pra lá. Voltemos às indagações: será que Lula ficaria Fula se Temerzinho viesse a ser preso junto com ele? Viraria Mula? Mostraria à Michelzinho a sua Gula, se nosso Presidentezinho de fato e entre aspas, se pilhasse, de repente, "ENCANADO?". MPF. O que é isto? MPF?! Ah! MPF "Muitas Putarias Falcatruadas". Mais uma aberração para acabar em pizzas. Aparecido Raimundo de Souza, de Santa Rita do Passa Quatro, interior de São Paulo.

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