sábado, 15 de agosto de 2020

[Aparecido rasga o verbo] Será que ainda dá tempo? Ou melhor: poderemos, num último lampejo, ter esperanças?!

Aparecido Raimundo de Souza

TEM UM PENSAMENTO DE RUI BARBOSA que diz o seguinte: “A imprensa é a vista da nação. Por ela é que a população de um país acompanha o que lhe passa ao perto e ao longe, enxerga o que lhe malfazem, devassa o que lhe ocultam, colhe o que lhe sonegam, percebe onde lhe alvejam, mede o que lhe cerceiam, vela pelo que lhe interessa e se acautela do que a ameaça. Por isso, impedir a publicação de algo é como vedar os olhos de uma nação”.

Escudado nesse pensamento, senhoras e senhores, queremos deixar registrado que o nosso querido e rico país, é um quadrante impecável, ou pelo menos deveria ser um exemplo de soberania e prestígio, potência e arbítrio para o resto do mundo. Não é de hoje, vem sendo alvo de chacotas e zombarias, sarros e zoações, em vista dos maus governantes e dos demais pilantras de colarinhos brancos que estão no Poder.

Notadamente pelos juízes, e, igualmente, pelos miSinistros do STF, que desconhecem a LIBERDADE DE EXPRESSÃO, aliás, um direito fundamental garantido pela Carta Mãe e ratificado em dezenas de tratados internacionais, como a Declaração Universal dos Direitos Humanos, por exemplo.

Entretanto, de alguns anos para cá, o principio basilar de qualquer sociedade tida como democrática, tem sido perigosamente pisoteado, esmagado, cuspido, relativizado pela galera que se acha dona do pedaço e de todos as outras forças constituídas.

Forças podres, estragadas, encardidas e infeccionadas, diga-se de passagem, pela febre e pelo maldito vírus da CORRUPÇÃO. De qualquer forma, não podemos aceitar a MORDAÇA, o CÁLICE. Esses calhordas precisam saber que a imprensa e os jornalistas são os verdadeiros Poderosos e continuarão assim até o final dos séculos.

Pois bem. Diante disto, percebam, senhoras e senhores, não é de agora, que os nossos parlamentares (que juraram aos pés, não da Cruz, mas agarrados no cajado em mãos do Capeta), os mesmos que vomitam a todos os momentos aos quatro cantos do planeta, que nos representam, e sabemos, de cor e salteado, não é verdade, estes bandoleiros e asseclas não fazem outra coisa, a não ser mijarem ou pior, cagarem, todo santo dia na tal da Constituição, ou na Lei Fundamental Suprema.

Saibam, caros leitores, a nossa Carta Magna nunca foi nossa de direito. E nunca será. Esta bosta virou moeda de troca, se transformou no vil metal das trapaças, capotou como o tutu número um dos Gananciosos, notadamente para aqueles vendilhões e entreguistas que acobertam as roubalheiras, salvaguardam os corruptos e encouraçam os que querem ver o Brasil no fundo do poço.

Não é de hoje que todos os filhos da terra, ou melhor dito, os que amam verdadeiramente esta federação, são sabedores que caminhamos a passos largos para a podridão, para a putrefação, para a libertinagem anunciada. O caos já se instalou faz tempo.

Enfim, entre a Covid-19, a estupração da Amazônia, e outras deflorações e despucelações que não chegam até nós,  apesar de voarmos com bons ventos, num lindo e majestoso céu de brigadeiro para as garras da orgia e da sacanagem, elementos interligados entre sí, num enorme amplexo, que nos levará, de vez e sem retorno, para a derrocada final, e pior, para o desmoronamento e para o naufrágio fatal, compreendemos,  dele, não haverá retorno.

Apesar dos pesares, continuaremos lutando e metendo a boca no trombone. O vídeo que trazemos para ilustrar o presente texto (e vejam que o seu artista principal se constituía numa pessoa acima de qualquer suspeita), não deixava, como não deixou, margens à dúvidas.

Fazemos referência, ao saudoso Chico Anysio. Percebam, caros leitores, que a produção é antiga, todavia, bem coadunada à desarmonia da nossa realidade atual. Daqueles idos, até os dias atuais, absolutamente nada mudou. Em compensação, a degenerescência do caráter de nossos políticos evoluiu, criou vida e formas diferentes.


Está a um passo da sua depravação total. No tempo em que o vídeo foi gravado, os que tinham vergonha na cara, os que viviam do seu trabalho, da sua profissão, sem meter as mãos nos bolsos da população carente, já vislumbravam que o país não estava no rumo certo, trafegava, pois, numa estrada longa que não teria como fazer retorno e voltar feliz, como o filho pródigo, ao seu berço esplêndido.

De fato, a nossa boa terrinha, desde então, nunca conseguiu sair do atoleiro, do lodaçal. Tampouco se soergueu com dignidade e respeitabilidade, menos ainda com idoneidade e altivez aos olhos arregalados do resto do mundo. Entendemos, senhoras e senhores, levando em conta o vídeo que trouxemos para ilustrar nossas palavras, nada mais carece ser dito.

Apenas lembrar e deixar registrado que Chico Anysio, majestoso e inimitável, em sua vida honrada e digna de um brasileiro que idolatrava a sua pátria, sabia disso. E morreu sem ver realizado o que tanto sonhava.

As palavras ditas (num texto magnificamente elaborado por redatores criativos, e de visões futuristas), deram o recado melhor que mil palavras. Caríssimos leitores, senhoras e senhores, acima está posto o que tínhamos a dizer. O aviso foi dado. As insinuações embutidas seguirão bailando. O resto é pura embromação.

Só nos resta, diante do que vemos a cada dia, e, em face das decisões que nos chegam a todo instante, do Esculhambado Avião Pousado, clamar à DEUS NUM DERRADEIRO PEDIDO DE SOCORRO. Clamar com fervor. Esperemos que ELE nos ouça: SENHOR, SALVE O BRASIL.

Título e Texto: Aparecido Raimundo de Souza, de Vila Velha, Espírito Santo, 15-8-2020

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Um comentário:

  1. Prezado Aparecido,
    Chega ser sutilmente matreira a distorção,no vídeo do Chico Anysio.
    Com certeza as datas inscritas não constam do original, e sabemos todos que a corrupção sempre existiu no Brasil,e continua existindo.
    Ou como eu disse outro dia ;"mudam as moscas,mas a merda..."

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