Leandro Ruschel
A Procuradoria-Geral da República acaba de descobrir que o Supremo não deveria julgar quem não tem foro privilegiado
Descobriu com sete anos de atraso.
Desde 2019, com o inquérito das Fake News, aberto por portaria do próprio tribunal, sem provocação do Ministério Público e com relator designado sem sorteio, o Supremo investiga, acusa e julga brasileiros comuns. Influenciadores, empresários, jornalistas, blogueiros e aposentados. Só pelo 8 de janeiro já são mais de 1.400 condenados.
Raquel Dodge, então procuradora-geral, chamou aquilo de "verdadeiro tribunal de exceção". Foi ignorada. E a Procuradoria nunca mais insistiu.
Mas quando a investigação é de corrupção, e não de "crime" de opinião, e bate na porta do filho do Descondenado, e cai na mão de um ministro não alinhado, aí não pode.
Aí a Procuradoria redescobre a competência.
Aí tem que mandar para a primeira instância, mesmo sendo altamente improvável que o caso não envolva pessoas com foro privilegiado. A própria Polícia Federal diz que a influência teria sido exercida junto ao Ministério da Saúde e ao gabinete da Presidência da República.
Vale lembrar que a Polícia Federal já havia tentado tirar o caso de Mendonça pedindo distribuição por sorteio. O sorteio deu Mendonça. Agora tentam pela outra porta.
A Justiça brasileira se transformou num aparato de proteção de aliados e perseguição a opositores.
Nada além disso.
Título, Imagem e Texto: Leandro
Ruschel, X,
13h49
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Não estamos zangados

Lula tentou articular a retirada dos inquéritos de Lulinha das mãos de André Mendonça. A ideia era protelar e esfriar o caso até o fim das eleições.
ResponderExcluirO efeito será o contrário.
Para manter as investigações no STF, Mendonça terá de identificar as autoridades com foro privilegiado envolvidas.
E elas estão dentro do governo Lula.
Se Mendonça for firme, o caso explode em plena campanha eleitoral.