quinta-feira, 30 de maio de 2013

Militares querem manter privilégios na saúde e na educação

Foto: José Sena Goulão/Lusa
Luís Moreira
Na saúde mantendo os diversos hospitais de que não precisam e o seu subsistema de saúde que o orçamento paga. Na Educação mantendo os colégios mais caros que o orçamento também paga. Querem a paz dos cemitérios. Não à mudança.

Nos hospitais há quatro hospitais militares só em Lisboa que se vão reunir num só, o da Força Aérea, no Lumiar. Aqui para nós que ninguém nos ouve, se fizermos contas ao número de militares e aos seus familiares, não chegam para um hospital com a dimensão adequada à prestação de cuidados hospitalares de qualidade. Quanto aos subsistemas de saúde, este e os outros não têm razão de ser quando temos o SNS.

Os colégios militares ficam muito mais caros por aluno. Além disso o número de alunos que os frequentam é muito reduzido. Há que juntar rapazes e raparigas como se faz em todo o lado e baixar o custo por aluno. O orçamento também paga.

Um estado abocanhado por corporações profissionais e de interesses que lutam por privilégios que os contribuintes pagam. Chega!
Título e Texto: Luís Moreira, Banda Larga, 30-05-2013

Governança e governação

José Manuel Moreira
Expressam duas formas de ordenar a política. Governança parece derivar do inglês "governance", que carece do termo governação.
Expressam duas formas de ordenar a política. Governança parece derivar do inglês "governance", que carece do termo governação. Nos nossos dicionários surgem como equivalentes, mas o debate teórico passou a ligar governança a uma desejável preponderância do poder governamental, em contraste com o entendimento tradicional da governação mais propenso a confiar na sociedade, com valorização da auto-regulação, do autogoverno e da coordenação social.
Com o tempo vingou uma visão da governança como "processo político-social" que, embora não sendo só governamental, entrega ao Estado o controle e regulação do mercado e da sociedade civil. Um entendimento que fomentou a ideologia social-democrata-socialista e o Estado de Bem-estar, hoje em crise. Crise que se agrava à medida que se mostra enganador o pluralismo dos partidos e sindicatos burocratizados, que reduziram a coisa pública a um conjunto de interesses a "negociar" ou "concertar" pelas elites do Estado de Partidos.
Foi assim que o consenso social, que antes unia de forma espontânea a sociedade, deu lugar à vozearia dos "consensos políticos" que, em vez de unirem, fracturam a sociedade. Consensos obtidos através do que Habermas e outros ateólogos chamam a "democracia deliberativa". Um método de totalitarismo democrático em que os Partidos deixam de ser o meio pelo qual a Sociedade penetra no Estado, transformando-se em vias de penetração do Estado na Sociedade.
A. Comte defendia que a maioria dos homens está destinada a obedecer. Justificando assim a política de infantilização, por ser facilitadora dessa obediência. Mas na realidade os homens, mais que obedecer, desejam livrar-se da responsabilidade. Foi esse desejo, bem explorado, que facilitou o crescimento do Estado de Bem-estar e o seu efeito a prazo: o alargamento da irresponsabilidade ao seio da vida social.
É verdade que a entrega de responsabilidades a quem prometia segurança e bem-estar foi a gosto, pese a subida de impostos, talvez porque feita em nome da "virtude" estatal da solidariedade. Virtude que não só bendizia as oligarquias da sociedade política do Estado de Bem-estar, como, por via da sacralização do voto, permitia aos eleitores expiar a culpa pelas responsabilidades não assumidas.
E tudo parecia estar a correr bem, com velhos deveres, que implicam responsabilidades, a serem trocados por novos direitos que o Estado outorgava de forma abundante para contentar toda a gente, sem se ter de avaliar as consequências.
Até que o futuro chegou antes do tempo. E o povo, exaltado, desatou a culpar: quem tanto prometeu, quem não quer continuar a dar e quem o quer fazer pagar. Sem ver que o Estado Minotauro (ou fiscal), que nos devora, é resultado da evolução do Estado de Bem-estar: o grande mito da política contemporânea. Mito que, ao contrário do Leviatã, o grande monstro bíblico, que dava segurança política, é fonte de mentira e sinal de catástrofe: fruto de uma antipolítica - a governança - que é também o modelo que inspira a União Europeia.
Título e Texto: José Manuel Moreira, Diário Económico, 30-05-2013

A ameaça islamofascista iraniana à América do Sul

Promotor de justiça argentino acusa firalmente o irã de infiltrar agentes na américa latina visando atos terroristas.
Almudena Calatrava
O promotor do Ministério Público (La Fiscalía) argentino Alberto Nisman, que investiga o atentado a bomba antissemita ocorrido em Buenos Aires em 1994 contra uma instituição judaica, acusou formalmente na quarta-feira de ontem o Irã de ter infiltrado agentes em vários países da América Latina e de estarem a instalar redes de inteligência para cometer atentados terroristas na região.

O que restou do prédio da AMIA, em Buenos Aires, após o atentado a bomba de 2004 patrocinado e coordenado pelo Irã.
O jurista portenho, que tem a seu cargo a causa judicial pelo ataque terrorista contra a sede da Associação Mutual Israelita da Argentina (AMIA) em Buenos Aires, acusou especificadamente, num relatório enviado à Casa Rosada, que o governo iraniano está empenhado atualmente em "infiltrar seus agentes a partir, principalmente, da Venezuela, em países de América Latina e instalar neles estações de inteligência clandestinas destinadas a cometer, fomentar e patrocinar atos de terrorismo internacional em consonância com seus postulados de exportação de sua revolução teocrática islamofascista". O promotor público apresentou seu relatório num encontro com jornalistas de vários meios de comunicação e destacou que o remeterá ao juiz da causa, Rodolfo Canicoba Corral.
Estes novos detalhes da investigação são pouco conhecidos e agora vêm à luz depois que o governo de Cristina Fernández assinou um memorando conjunto de entendimento com o Irã para "esclarecer" o atentado contra a AMIA e que tem sido duramente questionado pela comunidade judaica local e por Israel.
Segundo o relato de Nisman, os agentes iranianos já se infiltraram no Brasil, no Paraguai, no Uruguai, no Chile, na Colômbia, na Guiana inglesa, em Trinidad y Tobago e no Suriname. Cópias desse relatório foram remetidas às autoridades judiciais desses países com o intuito de fazê-los atuar "como consequência", de modo, que nenhum deles poderá alegar, no futuro, que "não sabiam" sobre o fato. Nisman assinalou como principal responsável dessa operação Mohsen Rabbani, ex-'conselheiro cultural' da embaixada do Irã em Buenos Aires, quando o citado atentado contra a AMIA foi perpetrado, e no qual morreram 85 pessoas, além de centenas de feridos.
Para Nisman, está provado que o atentado contra a AMIA não foi um ato isolado de um grupo terrorista qualquer, mas sim "parte de uma trama muito maior, na qual o papel de Rabbani não se limitou apenas à Argentina, mas também se estendeu à Guiana, além de ser ele o responsável pela coordenação de tais atividades em toda a América do Sul".
Para provar isto, o relatório exarado tomou por base "informes, diligências comprobatórias e atuações" na Argentina, na região, na Europa e nos Estados Unidos.

A Rússia envia armas à Síria e tenta ratificar seu papel na região

Francisco Vianna
Moscou atendeu a uma encomenda de armas feita pelo exército sírio para que enviasse “o mais rápido possível”, uma expressiva quantidade de armas de guerra suficiente para manter uma longa e cansativa batalha contra os insurgentes na guerra civil que vitima o país. A estatal russa exportadora de armas, a ROSOBORONEXPORT (Birô Russo de Exportação), enviou cerca de vinte mil rifles Kalashnikov com 20 milhões de cartuchos de munição, metralhadoras, lançadores de granadas, granadas de mão e rifles com mira de visão noturna.

Além da quantidade impressionante de civis mortos e refugiados, as cidades sírias estão devastadas por uma guerra civil de caráter religioso entre uma minoria alauita e uma maioria sunita.
O arsenal é capaz de manter o combate diário e contínuo contra as forças rebeldes por um tempo bastante prolongado e é composto de material e armamentos usados nas batalhas diárias desta longa e genocida guerra civil de uma minoria alauíta contra uma maioria sunita, o que faz supor que muita gente ainda vai morrer “em nome de Deus” neste hoje miserável país em se tornou a Síria.
Quanto à Rússia, o envio de armas e munições é mais do que apenas um “negócio” de exportação e representa uma tentativa de reafirmar sua influência e papel hegemônico na região, que na prática é como um convite às potências ocidentais a fazer o mesmo em favor dos rebeldes que lutam contra o regime de Damasco. Se isso realmente ocorrer, teremos um envolvimento bélico sem precedentes que poderá engolfar todo o Oriente Médio num conflito não declarado onde os vendedores de armas têm grandes chances de nunca receber de seus ‘clientes’ o respectivo pagamento, num cenário em que a teocracia islamofascista do Irã a tudo assistirá com indisfarçável satisfação, sem enviar um persa sequer para a luta ou uma arma que seja para engrossar a carnificina.
Além do material bélico convencional ‘exportado’ por Moscou, seguiram também as avançadas bases móveis de lançamento de mísseis defensivos antiaéreos S-300, prometidos pelo governo russo ao longo da semana passada.
Tudo isso ocorre em meio às citadas expectativas de que uma conferência internacional conjunta, proposta pelos EUA, possa levar a uma negociação capaz de por termo, politicamente, à guerra civil síria. Tal conferência, no entanto, só existe no terreno das hipóteses, uma vez que ainda não tem data para ser realizada e talvez não haja interesse real das partes em levá-la adiante. Apesar de tudo, fala-se em realizá-la até meados de julho, quando talvez já possa ser tarde demais para se evitar uma ampliação perigosa do conflito, no qual a OTAN e os países ocidentais relutam em participar diretamente, limitando-se a agir como a Rússia, só que enviando armas e logística para os rebeldes insurgentes.

Avianca une marcas para liderar América Latina

OJE/Lusa

A transportadora aérea colombiana Avianca vai unificar as suas marcas como parte de uma iniciativa para se converter na companhia líder na América Latina, revelou o presidente da empresa, Fabio Villegas Ramírez.  
A unificação sob a marca comercial Avianca - companhia cujo principal acionista é o grupo Synergy Aerospace, detido pelo empresário Gérman Efromovich, que tentou comprar a transportadora portuguesa TAP -, reunirá as operações da empresa e da TACA Airlines, da Tampa Cargo e da Aerogal.  
"Queremos ser a transportadora aérea líder na América Latina, isso não significa ser a maior, mas ter uma projeção em todo o continente americano e ser a melhor", afirmou Villegas Ramírez.  
O responsável realçou que o grupo Avianca opera mais de 5100 voos semanais para mais de cem destinos em 25 países na América e na Europa, uma oferta acrescida com mais 21 900 voos diários através dos seus associados dentro da Star Alliance.
Título, Imagem e Texto: OJE/Lusa, 30-05-2013

As "Aviancas" que vão ser unificadas pertencem ao grupo do empresário Gérman Efromovich, o mesmo que quase foi corrido de Portugal à pedrada, lembra?

Linhas aéreas que operam na Venezuela suspendem emissão de bilhetes

OJE/Lusa
As linhas aéreas internacionais que operam no mercado venezuelano estão a suspender a emissão de bilhetes de viagens cujo ponto inicial de partida não seja a Venezuela, anunciou ontem a Associação Venezuelana de Agências de Viagens e Turismo (Avavit).
Os operadores do setor das viagens estão com dificuldades para repor os valores, em moeda estrangeira, correspondentes às vendas efetuadas.
"É uma medida que as linhas aéreas estão a tomar como prevenção perante as fiscalizações, porque pode parecer um negócio turvo que se pague em bolívares uma passagem respaldada por dólares oficiais", explicou aos jornalistas Sandra González, presidente daquele organismo.
Na Venezuela está em vigor, desde 2002, um sistema de controlo cambial que impede a livre obtenção de moeda estrangeira no país, o que obriga as linhas aéreas a esperar autorização das autoridades para poder transferir os valores, em dólares, correspondentes às vendas.
Este controlo cambial é administrado pela Comissão de Administração de Divisas (Cadivi).
O valor oficial do dólar é de 6,30 bolívares fortes, no entanto existe um mercado paralelo onde, segundo fontes não oficiais, a moeda norte-americana é cotada quatro vezes mais que o valor estabelecido.
Segundo Sandra González, a venda de bilhetes com origem em destinos que não a Venezuela era uma operação que se realizava com alguma regularidade até há poucas semanas.
Por outro lado, segundo Patrício Sepúlveda, vice-presidente da International Transport Association (Iata), a Cadivi "deve" às linhas aéreas internacionais mais de 1200 milhões de dólares, estando as operadoras à espera da atribuição das divisas e da autorização para efetuar as respetivas transferências.
Perante esta situação o governo venezuelano criou várias mesas de trabalho onde estão a ser analisadas as possíveis soluções.
Título e Texto: OJE/Lusa, 30-05-2013

Ana Gomes volta à carga!

A PGR esclarece que Passos Coelho não está a ser investigado

A socialista Ana Gomes cospe para o ar com uma facilidade tremenda. Nem sempre é assim, evidentemente. Basta as dúvidas tocarem na sua gente. A Procuradoria-Geral da República já veio, publicamente, esclarecer que o Primeiro-Ministro não está envolvido na investigação que se está a proceder á empresa Tecnoforma. Mas o ruído da deputada e de quantos querem prejudicar o governo ultrapassa o que a PGR diz.

Qualquer dia os políticos antes de entrarem no governo têm que "dar prova de morto" ou que estiveram enclausurados num mosteiro . Sempre que é necessário aparece uma suspeita e, para isso, basta estar vivo até àquela data. É claro que a partir de agora o argumento vai ser usado sempre que der jeito.
Título e Texto: Luís Moreira, Banda Larga, 30-05-2013


Leitura complementar:

Amigos para sempre...

Foto: AD

Blogueiro é condenado a pagar R$ 100 mil a ministro do Supremo


O apresentador e blogueiro Paulo Henrique Amorim terá de pagar R$ 100 mil de indenização ao ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Ele foi condenado em duas ações por danos morais. O advogado de Amorim, Cesar Klouri, afirma que vai recorrer.
Numa das ações, Amorim foi condenado por texto publicado no blog de sua responsabilidade, em 2008, que falava sobre os dois habeas corpus que Mendes deu para libertar o banqueiro Daniel Dantas, do Opportunity, preso naquele ano na Operação Satiagraha. O blogueiro dizia que Mendes "transformou o STF num balcão de negócios".
No segundo processo, o blogueiro foi condenado a desembolsar mais R$ 50 mil por ter publicado uma nota com o título "O Cartão Dantas Diamond".
Nela, afirmava que "comprar um dossiê" custaria R$ 25 mil, "comprar um jornalista", de R$ 7.000 a R$ 15 mil, "um delegado da PF", R$ 1 milhão, e "ser comparsa do presidente do STF --não tem preço".
O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, por sua vez, bloqueou contas bancárias de Amorim, em razão de processos movidos por Dantas.
O jornalista foi condenado a pagar duas indenizações de R$ 100 mil cada uma. No sábado, Amorim postou em seu blog que está sendo "obrigado a viver como traficante de cocaína e doleiro". Klouri, que já conseguiu reverter uma outra condenação, no valor de R$ 250 mil, afirmou que já recorreu ao Superior Tribunal de Justiça.
Título e Texto: Folha de S. Paulo, 30-05-2013

Gente de quem ninguém ri

Helena Matos

 
Ser progressista ou dizer coisas que agradam a esse sector sobretudo nas chamadas causas fracturantes é actualmente  em Portugal sinónimo de ter muito boa imprensa e ficar a salvo do ridículo. Quem por falta de previdência está ou parece estar em desacordo com o pensamento correcto arrisca ser passado a cromo – ouçam-se por exemplo Ricardo Araújo Pereira  sobre Martim ou Bruno Nogueira sobre tudo e todos de que discorda.
O problema não está no que dizem mas sim no que não dizem, nas pessoas e assuntos que piedosamente deixam de fora dos seus textos ou que versam de forma reverencial. O resultado não é humor pior ou melhor – a parcialidade não afecta a qualidade – mas sim reforçada a intocabilidade de um grupinho sempre convencido da superioridade das suas razões e que não consegue rir nem do mundo nem de si mesmo.
Título e Texto: Helena Matos, Blasfémias, 30-05-2013

A mosca do poder

José Luís Seixas

Ao assistir às ululantes manifestações adornadas por saraivadas de insultos contra os titulares de cargos políticos, atingindo-os a esmo, sem seleção nem critério, não posso deixar de refletir o que levará alguém, com a sua vida organizada, a sujeitar-se a tudo isto. Acredito que a cupidez pelo poder mobilize alguns, como a inocência e o sentido do bem comum estimule outros. Até acredito que genéticas inclinações para comportamentos de risco determinem alguns. Compreendo que as frustrações coletivas irrompam neste tipo de atitudes grupais, em que o uníssono coletivo injuria o Presidente da República, primeiro-ministro, ministros e deputados. As excitações contagiam-se e o berro comum desresponsabiliza todos os intervenientes no eco em que se traduz. É a lógica das multidões.Mais difícil de perceber são posições assumidas por individualidades com notoriedade no espaço mediático e decorrentes obrigações na formação da denominada “opinião pública”. O que se ouve e lê em comentários e entrevistas ultrapassa a crítica e atinge diretamente o coração do regime. Podemos apodar quem nos governa de incompetentes – e há muitos –, de néscios – e alguns encontraremos –, de pouco esclarecidos – e até os poderíamos enumerar – e de outras observações e comentários contundentes e brutais. Mas daí até à ofensa à honra, à difamação ou à calúnia vai um passo de gigante. E é precisamente esse passo que pode empurrar o regime pelo precipício à beira do qual se vai colocando. Além da inaceitável sobranceria de se pensar que aqueles que elegemos são piores do que nós…
Título e Texto: José Luís Seixas, Destak, 29-05-2013

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Europa atravessa o Rubicão

Rodrigo Constantino

Os governos europeus estão aceitando a flexibilização das metas de austeridade acordadas no Tratado de Maastrich. Até a Alemanha, suposto bastião da austeridade fiscal, tem concordado com essa medida. O ministro das Finanças, Wolfgang Schauble, ao menos quer condicionar tal afrouxamento às reformas trabalhistas, mas entende que esse é o caminho, até porque o modelo americano, mais liberal, levaria a uma revolução na Europa, segundo ele.
Pode ser que sim. Afinal, décadas de “welfare state” produzem o nefasto costume de esperar sempre mais benesses estatais. Privilégios são fáceis de garantir, basta uma canetada do governo; mas são difíceis de cumprir no longo prazo, pois como sabia Margaret Thatcher, o socialismo dura até durar o dinheiro dos outros. E nesse modelo, com incentivos inadequados para a produção de riquezas, invariavelmente o dinheiro desaparece, foge para locais mais amigáveis aos negócios.
As regras do Tratado de Maastrich serviam como camisa de força para governos perdulários, algo freqüente na Europa. Mas, com uma visão míope voltada apenas para o curto prazo, as autoridades pretendem ignorar tais amarras e usar os gastos públicos para alavancar o crescimento econômico. Falsa dicotomia: o governo não produz riqueza; ele apenas tira do setor privado e transfere para o setor público, que quase sempre gasta mal, seguindo critérios políticos em vez de econômicos, e muitas vezes com desvios corruptos pela ausência do escrutínio dos donos desses recursos.
Logo, acreditar que a gastança estatal produz crescimento é ignorar as leis econômicas e da natureza humana, além da experiência histórica. Ao rasgar as regras de Maastrich, os países da zona do euro podem estar cruzando seu Rubicão, um caminho sem volta. É mais fácil tirar o gênio da garrafa do que recolocá-lo lá dentro. Os keynesianos sempre lembram as medidas anticíclicas quando é para expandir o governo, nunca para retraí-lo. Mas a conta precisa ser paga, inexoravelmente.

Me digam como não ser pessimista!

Mara Montezuma Assaf

Dilma, Lula, Mantega e petistas em geral saboreiam as palavras quando apregoam as vitórias (?) do governo do PT e escorrem veneno ao afirmar que nós, os pessimistas de plantão, torcemos contra as maravilhas da administração federal, portanto somos maus brasileiros. Como brasileiros, é evidente que não torcemos contra o Brasil. O que acontece é que não usamos as viseiras do PT e conseguimos obter uma visão panorâmica do país que os filiados, adeptos, militantes e bolsistas não conseguem enxergar. Falando só da infraestrutura que não existe, e que deveria ter sido providenciada para a Copa do Mundo mas não foi, passemos uma rápida visão por nossas estradas paulistas: a Anchieta, embora em excelente estado de conservação, está parada pelos caminhões que não conseguem entregar seus contêineres no porto de Santos; a Regis Bittencourt (federal), vulgo estrada da morte, faltando grandes trechos de duplicação de pista; a João Dias (federal), com eternas obras sem a mínima qualidade, nos oferece até túneis às escuras pelo fato de moradores do entorno roubarem as lâmpadas, a fiação... ou o que houver! Elles chamam a isso de problema social, eu chamo de banditismo, pois é um grande preconceito cometido contra os pobres supor que todos eles sejam desonestos a ponto de viver de roubos.
Também em outros estados as rodovias estão todas com as obras atrasadas, é só conferir. Quanto às ferrovias...não existem, e seriam a solução para o barateamento de transporte de mercadorias, mas parece um sonho mirabolante falar disso. O tal de trem bala, embolou no meio de campo, inviabilizado pela ganância dos orçamentos cada vez mais astronômicos. E os aeroportos? Cumbica, Galeão, os de Brasília, Goiânia, Recife, Cuiabá, Salvador, Porto Alegre, Fortaleza... todos com obras em atraso com relação ao cronograma e na maioria com os orçamentos já estourados várias vezes.
Digamos que apesar destes empecilhos, os milhões de turistas cheguem ao Brasil para a Copa: nas ruas de nossas metrópoles servirão de tiro ao alvo dos marginais à cata de dólares e euros? Porque não adianta tecer loas às UPPs do Rio de Janeiro... ou às Unidades Móveis da PM de São Paulo, ou de Recife, Brasília, Fortaleza, a realidade se mostra às claras quando os crimes se sucedem pelo país a cada dia com mais violência e ousadia. E elles me chamam de pessimista e de torcer contra o Brasil... elles, que levaram, com firme determinação, este país a estas condições!
Título e Texto: Mara Montezuma Assaf, 29-05-2013

Minuto do dia – 19


SEJA atencioso e compreensivo.
Quantas vezes a pessoa que vem falar com você traz problemas recônditos, escondidos no âmago da alma!
Mantenha-se sereno, você que já vislumbrou a luz do entendimento fraterno.
Conserve seu equilíbrio, quando alguém se apresenta perturbado.
Seja atencioso e compreensivo: o mundo está repleto de enfermos, e você tem saúde moral.

Tenho um amigo me esperando...


Via Leonilde Ferreira

Agora veja a mesma foto pichada, como é comum ver-se no Facebook. Não ficaria melhor se se colocasse a legenda, a descrição... abaixo, acima, do lado da foto, respeitando-a?...


O "compartilhe" então, me tira do sério! Por que devo "compartilhar" essa bobagem deletéria?
Sabe, é a mesma coisa do que "Ama-me!", que coisa!

Quando alguma coisa, seja uma foto, um livro, um artigo, um filme, etc, lhe parece bonito, belo, interessante, você pega, compra ou... compartilha, (ou posta no seu blogue), quer dizer, divide com amigos, colocando esse seu gosto no seu perfil, (ou no seu blogue), na sua sala, sem invadir as salas dos outros. Se alguém gostar, certamente que levará com ele... deu pra entender?

Aliás, qualquer coisa, me refiro a e-mails, que me chega com a ordem "repasse" eu viro criança rebelde e... além de desobedecer, jogo no lixo! Coisa feia, né?
Abraços e beijos./-

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Marinho e Pinto: “Mãe há só uma”

Não tenho (não tinha?) o menor apreço por este senhor, bastonário (presidente) da Ordem dos Advogados de Portugal. Mas, confesso, nunca ouvi uma argumentação tão lúcida e arrebatadora contra a adoção de crianças por adultos do mesmo sexo...


O Sr. Pinto, não fosse ele advogado, fez um discurso impecável, na técnica e na argumentação.
Repararam como ele começa a sua intervenção? Elogiando a sua contendedora e a família neutraliza a fervura da adrenalina da senhora doutora Isabel Moreira… é uma excelente técnica, que nem todos sabem utilizar. Um dos primeiros, se não o primeiro, foi Marco Antônio:

Em 15 de março de 44 a.C., Júlio César foi assassinado por um grupo de senadores, liderados por Caio Cássio Longino e Marco Júnio Bruto. A princípio, os assassinos dominaram a cena política, apresentando-se como salvadores da república, ameaçada pela ditadura de César, porém um discurso apaixonado de Marco Antonio, exibindo as vestes ensangüentadas do ditador, em seu funeral, virou a opinião pública contra eles, obrigando-os a fugir.
Para se entender o lance político do discurso é preciso explicar um pouco o contexto em que foi feito. O assassinato de César havia sido bem aceito pela população, já que a explicação dada por seus autores foi a de que César estava prestes a dar um golpe e se auto nomear Rei, o que em Roma era absolutamente inaceitável.
Júlio César foi traído por Bruto e Cássio.

Governo de Obama fecha os olhos aos abusos sauditas na América

O governo dos EUA continua a endossar silenciosamente a virtual escravidão de empregadas domésticas praticadas pelos diplomatas sauditas no Estado da Virgínia e em Washington.
Francisco Vianna

Photos.com
Que um país islâmico ou de maioria muçulmana aceite manter mulheres trabalhando em casa em regimes de quase escravidão é algo sabido em todo o mundo e que tanto causa asco no Ocidente. Assim ocorre, por exemplo, com as mulheres sauditas, muitas das quais aparentemente vivem nessas condições, em função dos preceitos teocráticos de uma sociedade amplamente dominada por homens e que considera as mulheres como pessoas de segunda classe feitas por Deus apenas para saciar-lhes o apetite sexual e gerar filhos. Tudo isso é do conhecimento público nos seus países de origem, mas ganha cores de escândalo social, quando o povo americano fica sabendo que tais práticas são levadas a cabo dentro dos EUA, por elementos diplomáticos da Arábia Saudita que se julgam livres para fazê-lo por trás da escora da “imunidade diplomática”. Mais escandalosa ainda é a atitude do governo Obama em fazer vistas grossas para o fato.

Há quase um mês, o Serviço de Imigração e de Alfândega dos EUA (SAI) começou a investigar a fuga de duas mulheres de nacionalidade filipina de uma mansão em Washington, DC, numa área ocupada por um contingente de diplomatas sauditas. As mulheres, aparentemente, vinham sendo mantidas forçosamente em condições de quase escravidão doméstica, da mesma forma como comumente ocorre na Arábia Saudita.

A famigerada imunidade diplomática tem sido o escudo por trás do qual os responsáveis se escondem da investigação que teve início, e, graças a este artifício, pouca coisa pode ser apurada e toda a verdade provavelmente nunca será levantada, nesse caso.

As duas mulheres eram obrigadas a trabalhar 14 horas por dia, sete dias por semana, sem remuneração e descanso e a viver entre os adidos militares da Arábia depois que seus passaportes eram apreendidos e retidos por eles e a partir de então a ausência desse documento acaba gerando a prisão preventiva delas caso tentem escapar de seu cativeiro.

Dilma, a mãe dos cleptocratas

Elio Gaspari
Com a prodigalidade de uma imperatriz, a doutora Dilma anunciou em Adis Abeba que perdoou as dívidas de 12 países africanos com o Brasil. Coisa de US$ 900 milhões. O Congo-Brazzaville ficará livre de um espeto de US$ 352 milhões.



Quem lê a palavra "perdão" associada a um país africano pode pensar num gesto altruísta, em proveito de crianças como Denis, que nasceu na pobre província de Oyo, num país assolado por conflitos durante os quais quatro presidentes foram depostos e um assassinado, cuja taxa de matrículas de crianças declinou de 79% em 1991 para 44% em 2005. No Congo-Brazzaville, 70% da população vive com menos de US$ 1 por dia.

Denis Sassou Nguesso nasceu na pobre província de Oyo, mas se deu bem na vida. Foi militar, socialista e estatizante. Esteve no poder de 1979 a 1992, voltou em 1997 e lá permanece, como um autocrata bilionário privatista. Tem 16 imóveis em Paris, filhos riquíssimos e seu país está entre os mais corruptos do mundo.
Em tese, o perdão da doutora destina-se a alavancar interesses empresariais brasileiros. Todas as dívidas caloteadas envolveram créditos de bancos oficiais concedidos exatamente com esse argumento. As relações promíscuas do Planalto com a banca pública, exportadores e empreiteiras têm uma história de fracassos. O namoro com Saddam Hussein custou as pernas à Mendes Júnior e o campo de Majnoon à Petrobras. Em 2010, o soba da Guiné Equatorial, visitado por Lula durante seu mandarinato, negociava a compra de um tríplex de 2.000 metros quadrados na avenida Vieira Souto. Coisa de US$ 10 milhões. Do tamanho de Alagoas, essa Guiné tem a maior renda per capita da África e um dos piores índices de desenvolvimento do mundo.

A sociedade dos patriotas mortos – parte III

Geraldo Almendra 
“PARABÉNS” ESQUERDA FASCISTA-TERRORISTA!
Durante o Regime Militar vocês promoveram uma luta armada e assassinaram mais de 120 civis e militares – a maioria com requintes de barbaridade – para assumir o poder político no país durante a Fraude da Abertura Democrática.
Não foi fácil porque tínhamos comandantes militares em que o patriotismo, a dignidade e a honra faziam a diferença para nos defender da tentativa da transformação do país em uma Cuba Continental.
Recebemos dos militares um país preparado para dar um salto quantitativo e qualitativo, tornando-se uma das maiores potências do planeta em um regime de plenitude de princípios de uma verdadeira democracia.
Contudo, ato contínuo à passagem do poder para os civis, começaram a ser derrotados nossos sonhos de vivermos em uma potência econômica como continuidade da prepação do país pelo Regime Militar, sendo essa mudança de perpspectiva resultado da crescente impunidade para os atos ilícitos dos detentores do poder político e econômico que conduziram o país ao crescente atraso comparativamente aos países mais desenvolvidos.
A falência intencional da educação promovida por desgovernos cúmplices do estabelecimento de um regime político fundamentado na prática do ilícito, colocaram o país sob o manto da degeneração moral, o pilar principal da desqualificação do país.
Com uma sociedade majoritariamente e intencionalmente imersa na ignorância e no clientelismo assistencialista comprador de votos, as burguesias e oligarquias públicas e privadas provocaram um terrível apodrecimento nas relações sociais, o que acabou transformando o país em um Paraiso de Patifes e o poder público em um Covil de Bandidos, senhores absolutos de milhões de escravos formados pela falência da educação e da cultura.
A ausência de mínimas atitudes da sociedade dos mais esclarecidos para rechaçar frontalmente os instrumentos do suborno e da corrupção, chave mestra para o exercício do poder fascista-totalitário, explícito ou disfarçado, pelos desgovernos civis, principalmente os do PT, é a responsável direta por observamos hoje o país imerso em um holocausto moral.
Milhares de crianças e adolescentes são conduzidos, oficialmente, a simpatizarem, durante a formação de caráter e personalidade, à prática do homossexualismo e inúmeros outros desvios de conduta, promovendo a falência da família como célula fundamental da sociedade para a boa formação de suas gerações futuras.
As escolas e universidades públicas foram gradualmente transformadas em centros de formação para volutários da continuidade do pensamento único fascista-totalitário. O mérito acadêmico está sendo derrotado pelo servilismo aos patifes que controlam o país.

A estigmatização

Valmir Fonseca Azevedo
A Comissão da Verdade tem trabalhado espalhafatosamente e, por vários estados, possui ensandecidos grupos denominados de “Comissões Regionais da Verdade”.
É tão poderosa que altera atestados de óbitos e vasculha qualquer chance pra incriminar ao máximo os ex-agentes da repressão.
Sem limites, lá estão os seus acólitos atrás de culpados e, se for o caso, são capazes de inventar crimes. Assim, Jango, Juscelino e outros tantos poderão ter seus cadáveres devidamente manipulados para incriminar a qualquer um.
Seleciona com tosca maestria suspeitas testemunhas que não se avexam em prestar declarações mirabolantes. Uma das mais grotescas é a da aula de tortura, sendo a própria, a cobaia.
“Nos pés meus senhores”, afirma e demonstra o bestial mestre na esperada aula aos atentos alunos, “se passarmos de leve uma pena de uma galinha novinha, o torturado cairá em frouxos e incontroláveis risos e confessará qualquer coisa para pararmos a tortura. Nos sovacos, idem”.
Certamente, a Comissão deve possuir o endereço de todos os que trabalharam ou passaram nas imediações de órgãos de investigação.


Vimos que pelo território nacional, recentemente, que a residência de diversos ex-agentes foi devidamente pichada pelos violentos adeptos do “esculacho”. Na prática, assistimos de camarote à estigmatização de cidadãos, com cartazes ofensivos à sua honorabilidade. Repete-se o abominável trucidamento que aprendemos na história da Alemanha nazista, pois, assim, lá foram estigmatizados os judeus.
Aqueles, como inimigos da Pátria, tiveram a si e as suas casas identificadas por dois triângulos amarelos sobrepostos, para formar a “estrela de Davi” com a palavra Judeu. Na busca da supremacia ariana, o poder nazista decidiu extirpar pelo holocausto, os judeus; aqui, pela preponderância da mentira, o desgoverno empenha-se em execrar os heróicos mantenedores da lei e da ordem durante um período em que a subversão e seus desatinados maculavam a paz de nossa terra.

A bagunça de costume

O Estado de S. Paulo
Depois de insinuar que foram propositais os boatos sobre a extinção do Bolsa Família, que levaram multidões a agências da Caixa Econômica Federal em 13 Estados no penúltimo fim de semana - quando, em meio a filas e tumultos, R$ 152 milhões foram sacados em cerca de 900 mil operações eletrônicas -, o governo e o banco oficial continuam devendo uma explicação convincente para o ocorrido. Enquanto isso, robustecem-se as evidências de que a presidente Dilma Rousseff não sabia o que dizia quando afirmou que o rumor sobre o término do programa foi "criminoso". O mesmo vale, naturalmente, para o seu antecessor Luiz Inácio Lula da Silva, que saiu falando em "ato de vandalismo" e "brincadeira estúpida", sem esquecer da titular da Secretaria de Direitos Humanos, Maria do Rosário, que atribuiu a boataria a uma "central de notícias da oposição" e precisou se retratar.
Os fatos, na realidade, apontam para a clássica combinação de incompetência e tosca tentativa de acobertamento de seus resultados - no que a gestão Dilma é pródiga. Na segunda-feira seguinte aos dois dias de pânico disseminado, um alto funcionário da Caixa, o vice-presidente de Governo e Habitação, José Urbano Duarte, apareceu na TV Globo para dizer que, diante da aflição da clientela do Bolsa Família, a instituição decidiu liberar os pagamentos a todos os inscritos, quaisquer que fossem as datas autorizadas para os saques (conforme o último dígito dos respectivos cartões). A alegação se revelou falsa. No último sábado, a Folha de S.Paulo relatou que na véspera do caos, quando apenas os portadores de cartões com final 1 poderiam receber o benefício do mês, uma surpreendida dona de casa da região metropolitana de Fortaleza já tinha conseguido sacá-lo. Só então a Caixa reconheceu que os depósitos de maio, no valor total de R$ 2 milhões, precederam a corrida às agências - e não o contrário.
A quebra da rotina correu de boca em boca, desencadeando o medo - característico em tais circunstâncias, como ensina a psicologia do rumor - de que a mudança era presságio de más notícias. No caso, o encerramento do programa que transfere R$ 151 mensais, em média, a 13,8 milhões de famílias pobres. (O Bolsa Família custa ao erário quase R$ 24 bilhões por ano.) Essa hipótese parece mais plausível do que a teoria conspiratória segundo a qual alguém, não se sabe quando, teria acionado uma empresa de telemarketing do Rio de Janeiro para difundir gravações mentirosas anunciando o fim do benefício. O que pressupõe, entre outras coisas, que a firma teria ou recebeu os números dos telefones de uma parcela, ao menos, da população assistida.

O mundo negocia sem o Brasil

O Estado de S.Paulo
As negociações comerciais mais promissoras são as bilaterais e regionais, como têm sido há vários anos, e a Aliança do Pacífico, iniciativa dos governos mexicano, colombiano, peruano e chileno, é mais uma aposta em um acordo parcial, mas com enormes possibilidades de ramificação. Enquanto isso, o Brasil continua preso a um Mercosul estagnado, joga suas fichas na reativação da Rodada Doha, paralisada há vários anos, e insiste em dar prioridade às relações Sul-Sul. Nos últimos dez anos, o governo brasileiro agiu como se a busca de mais acordos com o mundo rico fosse mais arriscada que vantajosa e, é claro, um erro geopolítico e um pecado ideológico. Não foi essa a estratégia de outros países emergentes - como a China, a Rússia, a Índia e a África do Sul - e de vários países latino-americanos. Nesse período, todos, ou quase todos, tomaram espaço dos produtores brasileiros nos mercados mais desenvolvidos e até no Mercosul e na vizinhança sul-americana.
Reunidos na semana passada em Cali, na Colômbia, governantes da Aliança do Pacífico decidiram iniciar em 30 de junho o corte de 90% das tarifas de importação cobradas entre os quatro países. Além disso, admitiram sete países como observadores - El Salvador, Equador, França, Honduras, Paraguai, Portugal e República Dominicana. Austrália, Canadá, Costa Rica, Guatemala, Japão, Panamá, Nova Zelândia e Uruguai já tinham esse status. Um acordo de livre comércio entre Colômbia e Costa Rica foi combinado como primeiro passo para a admissão de um quinto sócio. A negociação de um acordo comercial entre Colômbia e União Europeia está avançada. O mesmo caminho já foi seguido pelo Peru.


Os quatro países da Aliança do Pacífico têm crescido mais que o Brasil, com inflação menor, e têm multiplicado acordos comerciais com países desenvolvidos e em desenvolvimento, sem se prender a discriminações entre economias do Norte e do Sul. Com 209 milhões de pessoas, os sócios do bloco têm um Produto Interno Bruto (PIB) de cerca de US$ 1,7 trilhão e suas exportações no ano passado foram maiores que as dos países do Mercosul. Podem competir com o Brasil e outros sócios do Mercosul, na atração de investimentos, pela dimensão de seu mercado conjunto, pela abertura econômica e pelo dinamismo comercial.

O que é a Frente Comum?


Sobre a complicada tarefa que é tentar perceber o currículo de Ana Avoila, podemos começar pelo básico: tentar perceber o que é a Frente Comum. Eis a sua composição (clique para ampliar, não é fácil):

Título, Infográfico e Texto: Vítor Cunha, Blasfémias, 29-05-2013