sábado, 23 de fevereiro de 2019

[Pernoitar, comer e beber fora] Polvo à lagareiro com batata à murro


O restaurante “Leitões & Companhia”, que não conheço, está dedicado ao conceito de take away. Por duas vezes encomendei o ‘Polvo à lagareiro com batata à murro’, via Takeaway.com (concorrente da Uber Eats – que ainda não apresenta boas opções de restaurantes, disse, restaurantes, não fast-food, na zona onde passo as minhas férias).

Pois bem, por duas vezes pedi o “polvo à lagareiro”, dizia, e por duas vezes gostei muito do dito cujo. Assim como da simpatia da jovem entregadora.

Claro, estando o restaurante em Benfica e a minha mesa em Massamá – a vinte minutos de carro, com trânsito desimpedido – é aceitável a entrega demorar quarenta minutos. Nada que uma breve passagem no micro-ondas não resolva.

Não sei, talvez se a embalagem fosse de qualidade superior e a mochila carregadora fosse térmica, o prato pudesse chegar mais quentinho, ou menos frio.

Pagamento só em dinheiro.

Ah, e o polvo e as batatas?
Gente, espetáculo! Nota 5!


Recomendo vivamente!

P.S.: Penso que vou experimentar o leitão. Para quem teve o privilégio de conhecer o leitão do Manjar do Norte, em Quinta do Conde, Sesimbra, e o do Pote, em Pombal, vai ser uma final e tanto!

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[Língua Portuguesa] Legítimo e Legal

São sinônimos? O que é legítimo é legal? O que é legal é legítimo?




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De abutres, Bolsonaro e seus filhos confiáveis

Ipojuca Pontes


A pior escória do país, de braços dados com reduzido número de militares dentro do governo e os incansáveis ativistas da suja mídia bolchevista, quer vestir, a muque, desde muito antes da exoneração do inviável Gustavo Bebianno, uma camisa de força em Jair Bolsonaro e seus valorosos filhos - Carlos, Eduardo e Flávio, especialmente o primeiro, genial estrategista no emprego das redes sociais sem o qual o pai dificilmente teria sido eleito. A intenção é dobrá-los de joelhos para que reneguem compromissos assumidos com a nação e adotem, covardemente, a corrupta agenda da "velha política".

A ordem é isolá-los, exauri-los, desmoralizá-los e, depois, em caso de resistência do Presidente eleito, em vez de esfaqueá-lo, abatê-lo com um tiro na nuca (como fez Lenin em 1918 ao mandar abater a Família Romanov, em Ekatierinburg-Rússia)  

Vejamos os fatos: em 10/02/2019, a Folha de S. Paulo publicou matéria sobre Maria de Lourdes Paixão, candidata a deputada pelo PSL de Pernambuco (eis a manchete: "Partido de Bolsonaro criou candidata laranja para usar verba pública de R$ 400 mil"). A Folha dizia que MLP recebeu dinheiro do imoral Fundo Partidário de Campanha, quatro dias antes das eleições, e obteve 274 votos. À época, Gustavo Bebianno, presidente interino do PSL (legenda pela qual Bolsonaro foi eleito), devia cuidar pessoalmente das verbas do partido, e mais: supervisionar e aprovar - ou não - as candidaturas estaduais. (No Rio, por exemplo, a desprezada criatura forçou tanto a barra que acabou indicando Paulo Marinho como 1º suplente do Senador Flávio Bolsonaro).

Bem, como não poderia deixar de ser, diante da denúncia, instalou-se a falsa crise promovida pela mídia. Heraldo Pereira, da Globo News, responsabilizou Jair Bolsonaro. O presidente, por sua vez, ainda no leito hospitalar, acionou Sérgio Moro, ministro da Justiça, para que a Polícia Federal fosse fundo nas investigações da denúncia.

O tal Bebianno, instigado pela mídia, querendo jogar a bomba no colo de Bolsonaro, mentiu que já tinha falado três vezes com o Presidente, dando a entender que tudo estava nos eixos.  Então Carlos Bolsonaro, admirável observador das manobras sujas em torno do pai, antevendo o esquema macabro de envolvê-lo no escândalo de desvio de verbas públicas, desarmou a bomba relógio: denunciou, em cima do laço, a mentira do esvaziado ex-secretário da Presidência da República, já acusado de vazar informações para a mídia adversa.

E o que faz a desavergonhada mídia diante do desmentido veemente? Esquece o "escândalo" do laranjal, cujo objetivo era atingir o Presidente, e passa a sacanear com furor uterino o filho que abortou o jogo sujo em andamento. A partir daí a denúncia da fraude eleitoral foi jogada na lata de lixo e só se escutou   a mixórdia desagregadora de que Carlos Bolsonaro tem de ser enquadrado como uma ameaça à estabilidade do governo. Cabe dizer: pura fancaria comunista!

STF pode tornar crime defender a Moral Católica

Todos os brasileiros são defendidos pela Lei quando agredidos. Querer criar uma categoria de pessoas cuja prática moral não pode ser discutida não é defender o pluralismo de ideias, mas silenciar, discriminar e perseguir os contrários.


Comunicado do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira

Há mais de 30 anos, Plinio Corrêa de Oliveira dizia que ser católico se tornaria inconstitucional no Brasil por causa do avanço do homossexualismo.

Segundo a doutrina católica, a prática do ato homossexual constitui um pecado grave, intrinsecamente desordenado, que “brada aos céus e clama a Deus por vingança”. Tanto as Sagradas Escrituras (a Bíblia) como a Tradição da Igreja condenam claramente essa prática.

Nas últimas décadas, entretanto, fez-se um silêncio crescente a respeito da moral natural e da moral católica nessa matéria, ao mesmo tempo em que uma ampla campanha favorável à prática homossexual foi lançada através dos meios de comunicação de massa.

Mesmo assim, dentro da sociedade democrática em que vivemos, tanto os defensores da moral católica como os seus opositores podem se manifestar livremente, publicar livros, fazer campanhas públicas e defender suas posições.

Essa liberdade, agora, está ameaçada pelo julgamento no STF, que pode considerar inconstitucional ser contra o homossexualismo; equiparando o repúdio à prática homossexual ao crime de racismo e aplicando as mesmas penas, inclusive a pena de prisão.

Nesse sentido, o voto do Min. Celso de Mello, relator do processo, foi de grande gravidade, praticamente “criando” um novo tipo penal de “homofobia”.

Em uma época em que a esquerda defende que o aborto deixe de ser crime, assim como deseja liberar as drogas, e ataca o que considera como punitivismo (punir em demasia), essa mesma esquerda entra com um processo querendo criminalizar e punir os que são contrários à prática homossexual.

Em nome da “não discriminação”, discriminam-se os que defendem publicamente a posição católica nessa matéria.

Sobre isso, é preciso esclarecer que a palavra “discriminar” está sofrendo uma mudança de conceito com o propósito de quebrar a resistência da sociedade a essas transformações morais.

Ator que forjou ataque envolvendo apoiadores de Trump é só mais uma mostra da sociopatia das esquerdas

Eric Balbinus de Abreu

A polícia de Chicago prendeu o ator Jussie Smollett por falsa comunicação de crime e por causar desordem pública. O ator da série Empire forjou o ataque que alegou ter sofrido dias atrás. Em seu relato ele afirmou ter sido atacado por apoiadores de Donald Trump que disseram que não admitiam negros e gays na nova América.


O cinismo e a irresponsabilidade do ator são impressionantes. O ator por pouco não inicia um distúrbio civil com suas ações tresloucadas. Na América do ódio fomentado pela extrema-esquerda e fermentado pelos mesmos supremacistas de sempre, um evento destes é o estopim para grandes demonstrações de insanidade nas ruas. Imagine os extremistas do Black Lives Matters escoltados por Black blocs nas ruas enfrentando a escória supremacista que costuma sair as ruas demonstrar apoio a autores de crimes de ódio?

Pior: imagine como ficam os apoiadores de Donald Trump, em sua maioria pessoas simples que não sabem lidar com as artimanhas de uma imprensa venal? O que Jussie Smollett fez foi envenenar o debate público com sua mentira.

Mas é claro, não é possível dizer que seja algo inovador. As esquerdas trabalham desta forma deste sempre. São abutres que se alimentam das desgraças da sociedade. Quando estas criaturas não encontram carniça para se alimentar acabam provocando circunstâncias para ter carniça fresca a disposição. A fúria de ONGs, políticos, jornalistas, intelectuais e formadores de opinião em defesa de Smollett foi algo impressionante. Mesmo condenando o suposto ataque, Trump chegou a sair arranhado do episódio por ser retratado na mídia como alguém que incendeia as massas com ódio.

Julgamentos

Nelson Teixeira

Se viu uma pessoa em falta com outra, não lhe exagere a culpa, recordando quantas vezes você terá faltado igualmente com o próximo. E assim como agradeceu a quantos lhe desculparam os senões da conduta, confiando em que você melhoraria com o tempo, ampare também o irmão caído em erro, através de seu otimismo fraternal, para que se levante e lhe bendiga.

Julgar os outros é muito fácil e cômodo, porém, nenhum de nós está capacitado para analisar e julgar quem quer que seja, e nem mesmo temos este direito, que só a Deus pertence.
Título e Texto: Nelson Teixeira, Gotas de Paz, 23-2-2019

Charada (763)

Ela é vispascense,
o pai é vareiro
e a mãe é torrejana.
Onde nasceram
os membros desta família?

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

[Pernoitar, comer e beber fora] Neste restaurante o cliente é que faz a conta

Em Chaves há um restaurante onde o cliente paga o que quer. Isto depois de um desfile de comida que chega a contabilizar dez entradas.




Título e Texto: SIC Notícias, 16-2-2019

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[Atualidade em xeque] A quem possa interessar

José Manuel

Entre facadas, cirurgias e escândalos, tudo provocado pela esquerda ou órfãos do apocalipse, em cinquenta dias apenas o país está construindo o que não se fez desde a era militar quando o nosso PIB era maior do que o da China ou Coreia.

Sim, antes dos tigres asiáticos, nós éramos um dos dois leões das Américas, mas não soubemos manter a juba limpa, saudável e exuberante.

Hoje, somos apenas um gatinho de estimação e pelo baixo. Demos de bandeja toda a nossa pujança industrial, agro econômica e militar aos coleguinhas do oriente.

Demos o dinheiro arrecadado em todos esses anos de leão, aos coleguinhas comuno-sócio-anárquicos da América Latina falida e África em decomposição.

O resultado disso é um calote monstruoso desses países fantoches e um retrocesso à era pré militar.

Agora, sob nova direção, começamos a ver o resultado de todos os estragos. Será muito difícil, apesar do sucesso inicial, recompor a matéria e colocar o país nos trilhos da história. Eles definitivamente não querem!

Não seria necessário recordar quem são os "ELES", mas como vão perguntar, não custa lembrar que os que patrocinaram o caos pós-era militar, estiveram todos presos e hoje voltam a estar presos ou em vias de estar. Será que a era militar foi tão errada assim? Os novos tempos afirmam que não.

Hoje, mais um problema se aproxima velozmente das nossas fronteiras e nenhum exercício mental pode prever o que pode acontecer, visto a inércia e defasagem material a que as forças armadas foram submetidas todos estes anos. Mais um problema de longo curso para um governo que inicia.

Terá que ser muito bem pensado e analisado, pois lidar com loucos não é fácil. Só para ter ideia, levamos décadas para nos livrar do manicômio e o resultado ainda não é satisfatório.

Vamos aguardar
Título e Texto: José Manuel - apenas um observador votante e cadastro positivo à nova ordem brasileira. 22-2-2019

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Um país só de doutores


Cristina Miranda

Queremos ser um país de crescimento, estar na vanguarda europeia, mas somos pobres de espírito. Cultivamos uma sociedade de doutores onde ter um “canudo” é das coisas mais primordiais na vida. Dos pais às escolas, passando depois pelos empresários e terminando na sociedade em geral, ser bem-sucedido é vestir fato “à pinguim” atrás de uma secretária com um cadeirão a condizer, de preferência num cargo de chefia qualquer, seja do Estado ou privado, mesmo que não tenha qualquer competência para a função. Mesmo que para completar o curso universitário tenha andando anos a fio a arrastar-se pela universidade. Em Portugal é preciso parecer, mais do que ser, para que todos aplaudam seu “sucesso”.

É por isso que por cá tropeçamos em doutores. Não importa se esses “canudos” foram obtidos com médias negativas, se são de cursos inúteis ou para áreas saturadas de profissionais. Importa sim é que todos os jovens cheguem às universidades mesmo os que não têm qualquer aptidão para tal. Baixam-se as médias, baixa-se o nível de exigência curricular para que seja garantido o acesso a qualquer custo.

Porém, uma sociedade eficiente e altamente produtiva quer-se diversificada profissionalmente com elevado grau de formação em todas as áreas. As apostas não podem ser só num segmento. Não podem ser só para os cursos de nível superior. Mas num país com uma cultura pobre que acha que ser doutor é que é sucesso e onde se promove o maior número de doutores por m2, só podia dar o resultado que deu: doutores aos pontapés, ignorantes e no desemprego.

Estive um mês na Alemanha e percebi o fosso que nos separa daquela civilização. Constatei porque são uma economia forte e nós uns pelintras. É que culturalmente estamos a léguas de perceber que a escola tem de oferecer diversas alternativas e que dar igualdade de oportunidades não é forçar todos os jovens a seguir numa mesma direção. A escola tem de formar todo o tipo de indivíduos consoante as suas aptidões e sobretudo motivações. Não é verdade que todos sonham com um curso superior. Não é verdade que todos querem ser CEO de multinacionais. Não é verdade de todo.

Perdoa-lhes, António Arnaut, porque não sabem o que fazem

 Luís Reis

A degradação progressiva e profunda do SNS é inquestionável, mas é imputável a ninguém mais senão a um Governo que apenas acorre às reivindicações das classes profissionais que falam mais alto.

Jerónimo de Sousa, o sustentáculo popular-sindical-operário do Governo de António Costa, está empenhado numa cruzada pelo Serviço Nacional de Saúde.


Segundo o que diz – e eu não duvido – o secretário-geral do PCP, está em curso a “destruição do Serviço Nacional de Saúde”, através de uma “poderosa operação” que tem como consequência a “degradação do SNS e a captura dos seus profissionais e utentes”. Nas suas eloquentes palavras, “o Serviço Nacional de Saúde está a sofrer um dos maiores e mais agressivos ataques dos seus 39 anos de vida com um objetivo claro de criar dificuldades ao funcionamento do SNS, desvalorizá-lo e fragilizá-lo”.

Pois bem — eu quero juntar-me a esta luta! Está efetivamente em curso uma ofensiva, um ataque cerrado, diria até um bombardeamento contra o SNS, que afeta gravemente aqueles que dele dependem e que dele mais precisam – os doentes, particularmente os mais vulneráveis e de menores recursos.

Está em causa uma ofensiva, sim, repito — o diagnóstico do PCP está correto quanto aos sinais e sintomas. Simplesmente, enganou-se a toda a prova quanto à etiologia.

A degradação progressiva e profunda do SNS é inquestionável, mas é imputável a ninguém mais senão ao Governo. Sim, o Governo de António Costa que acorre às reivindicações das classes profissionais que falam mais alto; o que acalma os protestos com dinheiro (que depois falta para investir, claro); o mesmo que oferece as 35 horas de trabalho semanais e descarta, irresponsavelmente e com displicência, a possibilidade de isso acarretar despesa para o Estado; sim, esse que cativa, cativa e cativa, abandonando os hospitais públicos à sua sorte.

Sejamos claros: a responsabilidade é de um Governo que, enfim, presta atenção a todos, exceto àqueles que não têm voz, não fazem greve e não protestam nas ruas nem reivindicam às portas de Belém – os doentes, pois claro.

Quem vai vender o sonho do “país sem austeridade”?

Sebastião Bugalho

Ao utilizar uma mentira para legitimar a sua existência – «o fim da austeridade» –, a geringonça subtraiu a verdade do espaço público, aumentando o risco de mais facilmente o país acolher o populismo.

1. outubro de 2018 foi o pior mês para a bolsa norte-americana desde a grande crise de 2009. Sem querer apostar em profecias pessimistas, é inquestionável que o período de crescimento global a que a Europa vem assistindo nos últimos quatro anos está a terminar. Para roubar a alegoria ao primeiro-ministro: as vacas gordas vão descer à terra. O problema está em perguntarmo-nos quem terá o capital político para dizê-lo e, sobretudo, para governar dizendo-o. Num novo período de contenção orçamental, os eleitores lembrar-se-ão, com certeza, daquilo que a ‘gerigonça’ lhes prometeu em 2015: «um país sem austeridade».

Quando o contexto econômico deixar de ser tão sorridente, a esquerda, agora no poder, já não poderá vender esse sonho. Mas isso não significa que os eleitores não o quererão comprar. O que me preocupa é quem venderá esse «país sem austeridade» quando a devolução de rendimentos sair das prioridades do governo. Na oposição, PSD e CDS estão limitados pela sua matriz não populista e pela sua governação mais recente, que os impossibilita de crescer à conta do tal «país sem austeridade».

À esquerda, o Bloco de Esquerda e o PCP estão condicionados pelos seus últimos quatro anos de tolerância a cativações e metas de Bruxelas. No executivo, o Partido Socialista poderá insistir que aplicará esse tipo de medidas como algo «temporário» e com «menos dor» ou vontade do que a direita faria, mas isso também não chegará. As pessoas quererão aquilo que a ‘gerigonça’ lhes vendeu como possível em 2015 – o país sem austeridade – e as pessoas votarão em quem que lhes prometer isso.

Mais do que qualquer árvore genealógica, esse é o maior risco que a atual solução de governo deixa como legado. Ao utilizar uma mentira para legitimar a sua existência – «o fim da austeridade» –, a ‘geringonça’ subtraiu a verdade do nosso espaço público. E não me venham dizer que é exagero. Em três anos de governação, Costa teve mais greves, mais cativações e mais impostos do que Passos em quatro anos de assumido rigor financeiro. A precariedade laboral não mexeu um milímetro.

A austeridade nunca acabou e o PS sabe-o muito bem. No entanto, fabricou e difundiu esse engodo por mera necessidade política. Foi isso que aconteceu em 2015, senhoras e senhores: o poder sacrificou a realidade. Desde aí, desde que António Costa subtraiu a verdade do espaço público, que Portugal corre o risco de mais facilmente acolher fenômenos populistas – à esquerda e à direita – porque é isso que sucede quando se promove uma farsa: qualquer ator fica com a cortina aberta para o teatro.

Quando o Papa não é católico

Rui Ramos

Para o PSD, a exclusão do PCP e do BE é a grande prioridade nacional. Mas para isso, é indiferente votar PSD ou PS. Como explicaram os quadros do BCP, uma maioria absoluta do PS também serve.

Para quando a resposta é óbvia, há em inglês um dito, sob a forma de uma pergunta retórica: “o Papa é católico?” Na política portuguesa, porém, o Papa nem sempre é católico. Lembramo-nos disso, mais uma vez, com a entrevista do cabeça de lista do PSD às eleições europeias: Paulo Rangel [foto] diz que nunca disse que era de direita, e, sobre questões fundamentais, pensa o mesmo que a esquerda.


Não vou entrar aqui em escolásticas sobre direita e esquerda. Direita e esquerda não são coisas: é apenas a dicotomia com que tem sido pensada a política nas democracias pluralistas do Ocidente, a partir da maneira como os partidos se dispõem nas assembleias representativas. Por isso, em todos os regimes se pode falar de uma direita e de uma esquerda. Na atual democracia, desde 1975 que o CDS e o PSD se sentam à direita em São Bento, e têm defendido e proposto o que as direitas defendem e propõem nas democracias ocidentais. São, para todos os efeitos, a direita desta democracia. Que sentido faz negar esta evidência?

É verdade que podemos brincar com as palavras. Se me disserem que a direita é o fascismo (ou que a esquerda é o comunismo), eu também não sou de direita (nem de esquerda). Mas repito: a direita e a esquerda de que estamos a falar são as desta democracia. Houve dois momentos, porém, em que à direita portuguesa não conveio dizer o seu nome. O primeiro, em 1975, quando isso equivalia a chamar o COPCON. O segundo, em 1976, quando as direitas se convenceram de que só chegariam ao poder à boleia do PS, e que, por isso, não seria prudente vincar identidades que incomodassem a consciência de esquerda dos socialistas. A chave da entrevista de Rangel é que a direção do PSD se persuadiu de que estamos outra vez em 1976. É uma estratégia, dir-me-ão. Sem dúvida, e terá as suas razões de ser. Mas cria dois problemas graves.

[Aparecido rasga o verbo] Esquisito

Aparecido Raimundo de Souza

“O estranho deixa de ser estranho, quando não vemos a coisa pelo lado erradamente estranho e incomum aos olhos”.
“Pity” pensadora maluca – Estação do Metrô Siqueira Campos, Rio de Janeiro. 

TENHO VISTO COISAS ESTRANHAS, do arco da velha por este mundão de meu Deus. Algumas pitorescas que fogem ao comum e, por esta razão, acho interessante. Por norma, costumo anotar num pedacinho de guardanapo para não esquecer e rever depois, usando ou não como ilustração para um de meus próximos textos. Outras vezes, atiro o que anotei no primeiro cesto de lixo e fim de papo. Dia destes, parei para almoçar em São Roque, interior de São Paulo, num restaurante beira de estrada às margens da Rodovia Raposo Tavares. A placa de papelão mal escrita, anunciava: “CUMIDA CAZEIRA A PRESOS MODICOS”. Grafado desta forma, sem a correção das aberrações linguísticas.

Antes de sentar numa das mesinhas justapostas no salão enorme e pedir a refeição, resolvi tirar a água dos joelhos e lavar as mãos. Pois bem. O que me chamou a atenção, logo que entrei no pequeno reservado, no fundo do corredor que terminava numa escada em caracol. O local destinado aos mictórios. Ali não havia conspicuidade e alinho. O WC era unissex, e servia, igualmente, para os clientes e funcionários.  Deduzi que final do expediente, os funcionários tomavam banho e se aprontavam ali, aos trancos e barrancos. Poucos lavabos de restaurantes oferecem chuveiros. Os locais destinados a estes particulares geralmente são exclusivos para empregados e o público não tem acesso. Como opção, todavia, este, por algum motivo, fugia completamente à regra. Não havia sequer mijatório. Uma única bacia imunda e fedida sem a cordinha da descarga servia à galera, sem distinção. No fundo dela, uma bosta de olhos rubros me encarou numa visão meio que animalesca.

Esqueçamos a bosta. Vou me concentrar descrevendo não a latrina emporcalhada e ascorosa (não confundir com asquerosa, até porque é a mesma coisa), mas o chuveiro. Sensacional. Nunca havia visto algo tão casculoso. O troço se constituía num cano fino e comprido, no fim do qual, uma regadera de plástico completava vedando-lhe a boca. Até aí tudo bem, não fosse pelo fato da ducha estar virada totalmente para o teto. Imaginei de pronto, uma pessoa tomando banho, com aquela geringonça incomum, posicionada em linha antagônica. Teria que ser malabarista. E dos bons. Certamente, ao abrir a torneira, fazê-lo somente quando estivesse totalmente em pelo, e ensaboado, dos pés à raiz dos cabelos, levando em conta que a água esborraria para o estuque.

Intencionasse, pois, se livrar do sabão, ou do calor, necessitaria subir no vaso sanitário. Trepar com cuidado, como se pisasse em ovos, para não escorregar e se estatelar no chão. Antes, grudar, na alça do vitrô que ficava ao lado. Todavia, se assim agisse, se se agarrasse no minúsculo basculante (com um dos vidros quebrados, e no furo do vitral, uma calcinha suja enfiada), o jorro da água estaria encharcando literalmente o infinito. Ora, bolas! Para ficar na postura da ducha, seria igualmente impossível e improvável, além de penoso e martirizante, a não ser que a criatura tivesse parentesco, ainda que distante, com a mulher gato ou com o homem-aranha, se fixando, como eles, na parte de cima da edificação, de cabeça para baixo.

Charada (762)

Quando
é que a palavra
MARATONA
se transforma
num sinônimo de
“Tomaram notas”?

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019

[Atualidade em xeque] A volta dos que não foram: #AERUSACORDOJA X Movimento ACORDO JÁ!

José Manuel

Retorno, após ter lido uma postagem hoje, no Face, com a pergunta de um colega sobre quais são as condições do nosso ACORDO!

Apesar da publicação em 20 de fevereiro (ontem) com alguns indicativos, me parece que urge uma explicação mais abrangente.

Nas últimas três semanas, aproveitando uma maré favorável em que há um novo governo e as mazelas petistas se apagando, aproveitamos para colocar em evidência nas redes sociais um clamor por um acordo entre o AERUS e a UNIÃO. Este movimento, para quem desconhece, foi lançado em 15 de abril de 2009 pelo nosso colega Jim Pereira, com Dayse Mattos e Márcio Oliveira. (A sua revista virtual O cão que fuma começou um ano depois, 19 de abril de 2010). Então, vai fazer este ano de 2019, exatamente DEZ anos de lutas e muitas calçadas.


Porém, com os governos atrapalhados do PT, a sua esperada extinção, tutela antecipada e novas eleições, infelizmente, ficou fora de foco e quase esquecido. Acontece que a única forma de ser viabilizado o pagamento dos atrasados mais a continuidade dos pagamentos do AERUS, mais a inclusão dos chamados ativos, até hoje sem receber, é através de um acordo, visto a condenação da União em BILHÕES, estar longe de ser concretizada.

Nestas três semanas e através de muito esforço, a hashtag #AERUSACORDOJA está quase no topo das "Trend Topics ", isto é, estamos sendo muito vistos e falados.

Como o Presidente da APRUS sempre fala e tem razão, não basta apenas ficar gritando, mas sim se filiar à associação, autorizar o desconto de R$ 30,00 no contracheque do AERUS, para que possamos ter um número alto de associados e aí, sim, termos a REPRESENTATIVIDADE que a União exige para iniciarmos um processo de acordo.  Isto é muito importante, e sem essa representatividade vamos ficar gritando palavras ao vento, quando poderíamos já estar sentados numa mesa de negociações.

Three Lessons From The Jussie Smollett Hoax

Ben Shapiro

Photo: Alberto E. Rodriguez/Getty Images for Chrysalis Butterfly Ball

So, Jussie Smollett was lying.

The “Empire” actor claimed that when he was walking home at 2 a.m. in Chicago, in the midst of the polar vortex, he was accosted by two assailants, both of whom shouted anti-gay and anti-black slurs at him.

They then attempted to throw a noose around his neck and pour what he thought was bleach on him while shouting, “This is MAGA country!” he says.

None of this is true. Police now think that Smollett paid two of his friends to stage the entire attack.

Why, exactly, would Smollett do it? He is a successful actor on a hit television show. He’s been continuously working in Hollywood for years, with roles in the 2017 films “Marshall” and “Alien: Covenant.”

He’s not exactly a textbook victim.

The answer to this question makes for some uncomfortable lessons.

First, alleged victims sometimes have an incentive to lie. For several years, each time an alleged victim tells an unverified and unverifiable story, we are told that we must believe that victim’s story. Why? Because, why would the victim lie? But this is often untrue.

Smollett had an incentive to lie: unending media attention, fawning sycophancy from politicians, and the potential for even greater Hollywood stardom. If Smollett had gotten away with his hoax, he’d be the face of gay, black suffering in the United States. Few had heard of Smollett before this story. Suddenly, he found himself on “Good Morning America,” telling the world about his own bravery. That’s a lucrative career path.

[Pernoitar, comer e beber fora] Prato feito no “Sabores do Churrasco”

Fica no segundo piso do Centro Comercial Forum Sintra, na Praça de Alimentação, por supuesto.

Vi a placa “Sabores do Churrasco”: existe o restaurante e, encostado, o balcão “Express”. Fui neste e pedi o PF “churrasco misto”.


(Atenção, parece estar na bandeja, ao lado do prato, um pudim. Que nada! É imagem no forro da bandeja!)

O feijão estava bom, o arroz também. Até as batatas. Dispensei a banana.
Quanto às carnes: a mini linguiça, saborosa, sim. A microscópica perninha de franguinho dispensável. As finas entremeadas, estavam no prato.
Ah, e a picanha, hein?
Pois é, definitivamente não será a melhor de Portugal, mas, considerando o local e o custo, gostei.

Se pelo shopping voltar a circular e fome tiver, retornarei ao “churrasco misto” do Sabores do Churrasco, tranquilamente.


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[Daqui e Dali] A burra de Martim Tirado

Humberto Pinho da Silva

No meu tempo de menino e moço, em terras de Bragança, ainda havia simpáticas e acolhedoras velhinhas, genuínos relicários, de velhas tradições e de verdadeira portugalidade.

Fiandeira e maçadeira, da Vilariça

Pela fresca de uma manhã de agosto, ainda ensonado por mal dormida noite, abalava, jovial, da estação de São Bento, em pitoresco comboio, que mais parecia regressado do passado, das terras áreas e ainda selvagens, do velho Texas.

Estação de São Bento, foto: António R.

Em velhíssima carruagem, de bancos de madeira envernizada, de cortinas de algodão, encardidas, que desfraldavam como bandeiras batidas pelo vento, observava o rio, que corria mansinho, sem pressa, entalado por montes cobertos de vinha.

Após atribulada viagem – comboio, carreira, jerico –, entrava, finalmente, pelo único caminho lajeado, que atravessava a aldeia de minha mãe.

Por trás de cada postigo, por trás de cada portada, entreaberta, pressentia curiosos olhinhos, observadores, como se fosse estranho ser, recentemente chegado a zoológico.

Em breve, familiarizava-me com a saudável vida campesina, e sentia-me tão bem, que, por lá ficaria, para sempre, se me deixassem.

Em noites de luar, o tio João e a “tia” Matilde, vinham sentar-se na soleira da porta de minha casa. Com eles, ajuntavam-se outros, em amena cavaqueira.

Para contentarem as crianças, contavam-se velhas e relhas histórias, algumas com bastante colorau e pimenta, nada próprias para gente miúda…; que arrancavam reparo dos sisudos, e valentes gargalhadas dos folgazões.

Entre outras, recordo a da “ Burra de Martim Tirado”.
Vou tentar reproduzi-la, com o saboroso linguarejar da região, infelizmente quase desaparecido, porque, agora, todos querem falar à “cidadosa”:

Macron, a virada socialista?

Pierre-Antoine Delhommais

Ele queria atacar o laxismo orçamentário. A dívida pública aumenta.

Enquanto a França debate e manifesta, seu déficit público aprofunda o buraco. Desde há dois anos, ele tinha conseguido, não sem esforço, depois de uma década de deambulações, a descer até à barra dos 3% do PIB. Mas ele vai ultrapassar essa barra em 2019, para se estabelecer em 3,2% do PIB: uma consequência direta das medidas anunciadas em dezembro para responder à irritação dos coletes amarelos; prova, sobretudo, da insustentável ligeireza orçamentária dos governos da França.

Como constata com severidade, mas com lucidez o economista Charles Wyplosz em artigo publicado no site Telos: “Eis o déficit público crescendo. Desde há quarenta e cinco anos – o último exercício equilibrado foi em 1973 –, é sempre a mesma coisa. Existe sempre uma circunstância qualificada de excepcional para adiar para amanhã o que é necessário fazer hoje, já que não se fez ontem; neste caso, colocar em ordem as contas públicas. Emmanuel Macron havia manifestado a firme intenção de parar com este laxismo. Alguns coletes amarelos mais tarde, ele caiu de novo na sopa. Desesperador.”


Mais desesperador ainda é quando comparamos a situação da França com a que é observada no resto da zona euro, cujo déficit será limitado, em média, a 0,8% do PIB, e onde nada menos do que 10 Estados apresentarão um excedente orçamentário. Não só o nosso país exibirá em 2019 o déficit mais elevado da zona, bem superior ao de 2% do câncer italiano, a quem Paris quer dar lições de boa gestão, mas será também o único a estar fora das determinações de Maastricht de 3%.

Alargando, desta vez, aos 28 membros da União Europeia, somente a Romênia, que é um pequenino consolo, deverá este ano apresentar contas públicas mais desequilibradas do que as nossas. Enfim, de todos os países europeus a França será o que menos aproveitou do ciclo de crescimento que o Velho Continente passou para pôr em ordem as finanças públicas, desordenadas pela crise das subprimes.

Isto significa que quando chegar a próxima recessão, a França será também a mais mal colocada, sob o plano orçamental, para fazer face, para tomar as medidas de relançamento e sustentação da atividade econômica. O dinheiro gasto hoje para os coletes amarelos, é dinheiro de menos disponível para as vítimas das crises por vir.

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Lara Logan doubles down on media bias claims on 'Hannity'




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Miguel Pinheiro

Nas eleições europeias, o PS é contra a "Europa da troika", contra a "Europa dos populistas" e contra a "Europa do Brexit". Ou seja: é uma soma de confusões, contradições e baralhações.

Pedro Marques está terrivelmente baralhado.

(Desculpem: não devia ter começado assim. Possivelmente, não estão a ver quem é. Pedro Marques foi ministro do Planeamento e das Infraestruturas durante quatro anos e gozou de uma existência política relativamente clandestina até António Costa ter decidido, há umas semanas, pô-lo a fazer promessas fantasiosas sobre obras públicas. Para quem ainda não estiver a ver quem é, fica aqui uma fotografia.)


Vamos então começar outra vez, agora com a informação toda: Pedro Marques (esse mesmo) está terrivelmente baralhado.

Este fim de semana, quando foi apresentado como cabeça de lista do PS às eleições europeias, Pedro Marques jurou, exibindo toda a sua esforçada retórica, que é contra a “Europa da troika”. Em política, é sempre bom ser contra qualquer coisa, tendo em conta que os inimigos externos tendem a ajudar à união das tropas. Além disso, a expressão “Europa da troika” tem a indesmentível sedução de ficar no ouvido. Mas, mesmo assim, temos de admitir que é estranho escutar um ex-ministro do PS a falar desta forma, como se tivesse encarnado o espírito missionário de Francisco Louçã. Afinal, se os factos ainda valem para alguma coisa em política, Pedro Marques devia saber que foi a “Europa da troika” que, em 2011, quando o primeiro-ministro socialista José Sócrates deixou os cofres do Estado miseravelmente vazios, nos emprestou dinheiro para pagarmos os salários dos funcionários públicos e outras minudências semelhantes.

Talvez Pedro Marques ache, muito patrioticamente, que, em vez de termos pedido ajuda à “Europa da troika”, devíamos ter mantido a nossa pobre independência, até que se esgotasse a comida, os medicamentos e a vergonha. Ou, então, em vez de ser adepto do patriotismo, Pedro Marques é defensor da artimanha. Nesta versão, Portugal deveria ter recebido o dinheiro da “Europa da troika”, mas, depois, deveria ter-se recusado a cumprir as suas condições, que se traduzem no cumprimento do défice e no corte das despesas, medidas exóticas que, como se sabe, só são defendidas por políticos que odeiam os pobres e idolatram o capitalismo de casino.