sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Dilma terá coragem de enfrentar um júri?

Almir Papalardo
Está marcado para o próximo dia 29 a arguição da presidente Dilma Rousseff, se ela, até lá não amarelar. Resolveu, ao que tudo indica, tomar coragem para enfrentar a Comissão de Impeachment, valentia esta que não teve nas outras fases do processo.

Será a hora dos senadores transformados em juízes, fazer-lhes as mais variadas perguntas, usando a inteligência e a criatividade para deixá-la imobilizada, sem chances de escapulir, preferindo optar pelo silêncio covarde. Como os senadores poderão fazer qualquer tipo de indagação, englobando o "conjunto da obra", aproximadamente dez milhões de aposentados gostariam de sugerir que algum senador ou senadora, fizesse-lhe a seguinte pergunta:

“Como a senhora teve a coragem de vetar na Medida Provisória 672/2015 a Emenda que estendia para os aposentados e pensionistas que recebiam acima do piso, o mesmo percentual de correção dado ao salário mínimo, cuja validade iria até 2019? Quantos aposentados e pensionistas não sofreram um forte abalo emocional, uma crise psicofísica, provocando o encurtamento de alguns anos mais que teria para viver?”

Esta pergunta naturalmente deixará atônitos todos os participantes porque foge totalmente do foco da matéria, já que o aposentado é descartado, considerado uma carta fora do baralho, um marginalizado, não tendo os mesmos direitos de usufruir uma boa cidadania como qualquer outro cidadão! É uma aberração dentro do conjunto da obra, uma gestão perversa e preconceituosa que discrimina o trabalhador idoso, porque, devido à sua aposentadoria, não atende mais aos interesses governamentais que ainda tem o dever de sustentá-lo sem nada receber em troca!

Passada a surpresa, até pode ser que ela responda que vetou porque seria inconstitucional já vincularia os proventos previdenciários à correção do salário mínimo, ou porque tal medida causaria um rombo de mais quatro bilhões nos cofres da Previdência.

versus SM, feito irresponsavelmente em 1998, foi uma infeliz aberração cometida pelo Congresso, imoralidade esta que todo governante teria a obrigação de corrigir. Quanto à justificativa de rombo alegado nos cofres da Previdência, os aposentados repudiam esta alegação, porque veem que muitos e muitos bilhões que não tem para dar ao aposentado brasileiro, foram fartamente emprestados e/ou doados para outros países (?!). 
Título e Texto: Almir Papalardo, 26-8-2016     

2 comentários:

  1. Três perguntas sobre o questionamento que Dilma sofrerá no Senado.

    1> Ela irá de vermelho?
    2> Quando acuada, tentará a manjada farsa da queda de pressão?
    3> Vai, desavergonhadamente, simular um choro?

    João Sebastião Ribeiro

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  2. Caro Almir, está Dilma já teve coragem, quando com armas na mão com seu bando, participou de atos revolucionários na década de 60!
    Esta Dilma de hoje é simplesmente, uma Laranja de um Partido, nem a ele vai pertencer mais, já foi usada para o fim desejado!
    Esta Dilma de hoje não tem nem competência para se defender! Como disse o Chefe: Tchau Querida!
    Abs,
    Heitor Volkart

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