quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

[Aparecido rasga o verbo] Eike que isso??!!

Aparecido Raimundo de Souza

O negócio agora é Eike. Eike para lá, Eike para cá. Eike para acolá. Eike foi ao banheiro. Cagou um quilo certo, peidou três vezes. Tomou café com leite, chupou uma bala de menta, engoliu o papel. Bebeu água de torneira, espirrou duas vezes, arrotou quatro. Cortaram seu cabelo, esconderam a peruca no armário do vice-diretor do presídio, porque o diretor geral, pelo visto, não aprecia nem um pouquinho, o novo elemento recém-chegado. 

O coitadinho do Eike, depois dessa Via Crucis, passou mal, foi levado ao médico (primeiro) do presídio Bandeira Stampa, no Complexo de Gericinó, Zona Oeste do Rio de Janeiro. O doutor do presídio, um tal de Pica Dura Durão, não gosta (aliás, nunca gostou) de Eike. Por essa razão mandou o infeliz para outro colega consultar. O outro colega, enfezado, não levou a termo o pedido de Pica Dura porque, até o presente momento não sabemos os motivos, as razões ou as circunstâncias, dele o segundo esculápio, detestar os cornos do “riquinho”, daí, amados, a confusão confusa virou um furdunço só. Coitado do Eike! O que falta, minha gente, para o Eikinho virar celebridade, ser transformado em herói? Vamos conferir a ele um diploma de nobre, atrelado a uma medalha de ESPERTALHÃO?

O que acham?  Ambas as condecorações, a nosso ver, cairão espetacularmente. Afinal, não podemos esquecer que ele, Eike, é bonito de carteira, tem fundos insondáveis nos bolsos, os gerentes dos bancos só faltam dar as suas gordas e sujas bundas para tê-lo como cliente. Se ele fosse um Aparecido qualquer..., mas não, estamos falando de Eike Batista. O “FIGURÃO”, ou o “FODÃO”. O IBOPE do momento. Qualquer coisa que se ligar, lá estará ele, sendo malquerido, excomungado, ojerizado pela plebe faminta desta sociedade de baderneiros.

Nessa altura do campeonato, pelo amor de Deus, meus amigos, vamos encher o prezado de medalhas. Se possível, alguém de bom senso, tome a iniciativa de se dirigir ao Vaticano para conversar com o Papa Francisco. Achamos necessário arranjar um altar. Eike é santo, só falta o altar.

Merece um lugar de destaque na igreja, ao lado de outros beatificados pela Católica. Então, senhoras e senhores, vamos deixar Eikinho, nosso mais novo Santo, a ver navios??!! Que país é esse que despreza seus filhos mais prestimosos, e que até hoje, só trouxe bons frutos para o país? 

Falemos, agora, sobre a prisão do moço. Desnecessária. Sendo Eike um santo, não vimos fundamentos, tampouco necessidades urgentes para toda essa operação fabulosa, espetaculosa, que foi montada, com federais indo recebê-lo (perdão, RECEPCIONÁ-LO) no aeroporto, levando, em seguida, o cidadão de bem, “onesto”, trabalhador, cumpridor de seus deveres, para passear, dar uma olhada pela cidade, matar as saudades..., coitado! Mal acomodado, o medo estampado em seu rosto de menino carcomido pela pecha da vergonha, desfilando a execração pública num camburão com as logomarcas da Federal...



A nosso ver, senhoras e senhores, um aparato sem precedentes para uma operaçãozinha de merda, com um nome estranho, “EFICIÊNCIA”, para “prender” entre aspas, um só homem, um homem só, como se o sujeito fosse um criminoso de alta periculosidade, nos moldes ou até mais embusteiro que Mohammed Bin Laden. Percebam, que ele veio para o Brasil para se entregar, não houve flagrante, não houve ordem de prisão expressa... 

Haja dinheiro, grana, bufunfa, faz-me-rir, para ser gasto com operações dessa qualidade. Haja seriedade nesse Brasil de bosta. Haja vergonha nas nossas instituições. Enquanto outros crimes de grande monta seguem impunes, a federal, em peso, monta acampamento no aeroporto Tom Jobim (que por sinal ficou furioso e perdeu o tom, desafinou...) para “prender” um sujeito comum, que, até prova em contrário, resolveu meter as mãos nos bolsos, se entregar pacificamente e, “a depois”, de bem instalado, medicado, banhado, trocado, comido (será que conseguiu tirar umazinha com alguma rameira de plantão??), sentar pra ver a quem deve “pagar uma graninha por fora” para deixá-lo quieto e no esquecimento. Sabemos, de antemão, se ele falar o que sabe nas dependências da Polícia Federal, ali na Praça Mauá, é capaz do Edifício “A Noite”, (ao lado) sair em desabalada carreira em direção ao Complexo do Alemão. Confirmem, por favor, se o prédio ainda está por lá.

O empresário Eike Batista chega à sede da PF no centro do Rio, para prestar depoimento. Foto: Ricardo Borges/Folhapress

A palhaçada da prisão, ou como foi batizado o reality show, de “OPERAÇÃO EFICIÊNCIA” sem dúvida alguma não passou de uma grande “Marmelada”. A “EFICIÊNCIA” se mostrou tão eficiente, mas tão eficiente, de uma competência tão competente, para ninguém botar defeito. Competente e séria. Se fossemos nós, o delegado chefe encarregado de mostrar o rosto publicamente usaríamos uma calcinha de renda, para não mostrarmos o tamanho da nossa IMBECILIDADE.

Entendemos “EFICIÊNCIA” (senhores dessas operações de nomes sem nenhuma criatividade, seria realmente “EFICIENTE”) se os ilustres policiais tivessem agarrado o “fugitivo” lá nos cafundós de Manhattan. De surpresa. No tapa, na raça. Agora, por favor, não nos passem diplomas de babacas. Armar uma cena hollywoodiana para ir buscar um “desertor” no aeroporto, às portas do avião, para nós, prezados, essa porra não se discerne ou não se especifica como “EFICIÊNCIA”, ao contrário, toda a operação não caminhou além de uma baita e inconsequente “DEFICIÊNCIA”, na sua melhor forma de trazer à tona um encubado ridículo anunciado. Entendam, nem drogado, ou viciado em cocaína pura conseguiu engolir um embuste, desse porte. Só nos resta rir. Kikiki..., kikiki..., kikiki...

Encaremos a coisa por outro ângulo. A quem interessaria diretamente a prisão de Eike? À Polícia Federal, à Lava Gatos, aos ministrinhos do TSJ, à Dilma, ao Temer? Quem sabe ao Lula, ou a Sergio Cabral? Quem seriam os políticos “envolvidos no esquema das propinas”? Contam por aí, que Eike, de posse de uma mangueira, teria irrigado o suposto esquema de corrupção do ex-governador do Rio. Seria mentira? Seria verdade?

Igualmente, pesa sobre Eike, o repasse de uma propininha insignificante de 16,5 milhões de dólares (mais de 52 milhões de reais) a Cabralzinho, através de contas em nomes de laranjas, abacaxis e tomates, além da compra e venda de uma mina de ouro no planeta Saturno, não recordamos agora se antes ou depois de Plutão.

Quanto a nós, senhoras e senhores, o sujeito Eike, perdão, o herói Eike, não fede nem cheira. Aliás, fez, aconteceu, se escondeu, roubou, ganhou bastante grana, construiu um império, perdeu fortuna em exploração de mineração, petróleo e gás, teve uma linda mulher ao lado, a famosíssima ex-modelo Luma de Oliveira (com quem teve três filhos), e agora, simplesmente, toma no RABO com todas as letras.

Apesar dos pesares, Eike é um santo. Porém, um santo burro. BURRO... B U R R O!... mesmo levando em balança, o peso da sua ascendência alemã e contar, 61 anos de idade. Às vezes a idade atrapalha. Deixa o sujeito meio retrógrado. Entretanto, não podemos deixar de perguntar: por que será que Deus, em sua infinita sabedoria, não colocou chifres em porcos?!  Se estivéssemos nas condições do herói Eike, fora do país, curtindo as delícias de Nova Iorque, a Estátua da Liberdade, o Empire State Building, o Pão de Açúcar (perdão, o Pão de Açúcar fica no sertão de Sergipe) podendo se dar ao luxo de tomar uma cervejinha gelada com John Lennon, no Edifício Dakota, passear pelo Central Park, jamais daríamos “mole” nesse país de manés e otários.

Ainda mais para ficarmos engaiolados, desfilando pelas ruas e avenidas da Cidade Maravilhosa, com um bando de agentes armados até às cuecas, e o mais degradante, ou humilhante, visitando presídios. As senhoras e os senhores devem ter, ainda, em mente. Por primeiro o Ary Franco, em Agua Santa, Zona Norte da cidade, depois, o Bandeira Stampa, em Bangu, que por azar, não “stampou” bandeira nenhuma. E atentem para um detalhe importantíssimo: TUDO PAGO COM NOSSO SUADO E QUERIDO DINHEIRINHO.

Resumindo essa esculhambação. A farra é deles, mas os bois que serviram de churrasco para enfiaram em suas barrigas, fomos nós que engordamos. Acreditamos senhoras e senhores, que nossos queridos representantes nos têm na conta desses animais, até porque, salvo melhor juízo de algum mais ladino, mais safo, ou de maior visão, nós, a raia miúda, a plebe fodida e sofrida, vivemos num imenso pasto. Haja capim!!!...

Diante de toda essa lengalenga esperemos que o honroso bilionário Eikinko, ao menos, faça as pazes lá no xadrez, com seu velho amigo Sérgio Cabral.

O objetivo maior deste texto, senhoras e senhores, é mostrar ao povo brasileiro, que NADA MUDOU. Tudo continua como dantes, no quartel de Abrantes. “Dantes”, evidentemente aqui grafado no sentido figurado, e tanto pode servir para Michel Jackson Temer, como para outro personagem qualquer do nosso quadro de celebridades.

O “Quartel de Abrantes”, sem sombra de dúvidas, é referência direta e reta, sem subterfúgios, sem meios termos, ao grande circo Brasília. Brasília é um picadeiro ARMADO A CÉU ABERTO, onde, todos os dias, temos atrações e exibições diferentes com artistas os mais renomados e para todas as idades. Brasília é, ainda, um “ukulele havaiano”. Trocado em miúdos, somos esse instrumento de quatro cordas de tripas, tocados pelos músicos da infamante orquestra do Senado e da Câmara. Assim como numa outra ponta do iceberg, somos os “Arrelias” da vida, os “Torresmos”, os “Carequinhas”, os “Pimentinhas”, os “Bozos” e outros mais, somos nós, amados e amadas. TODOS NÓS, SEM EXCEÇÃO, BRASILEIROS E BRASILEIRAS, os Palhaços dessa grande latrina cognominada B R A S I L.      

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Título e Texto: Aparecido Raimundo de Souzajornalista, Brasília, Distrito Federal, 2-2-2017

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