terça-feira, 16 de janeiro de 2018

[Pernoitar, visitar, comer e beber fora] Museu do Traje

Voltamos de Santa Luzia, passamos pelo centro histórico (atrás do Hotel Laranjeira)...



e fomos visitar o Museu do Traje

O Museu do Traje de Viana do Castelo localiza-se no centro histórico da cidade, mais especificamente na Praça da República. Instalado num edifício construído entre 1954 e 1958, com características arquitetónicas do “Estado Novo”, onde funcionou até 1996 a delegação nesta cidade do Banco de Portugal.


Trata-se de um edifício austero com linhas verticais muito acentuadas, apenas decorados por dois altos-relevos (da autoria de Roque Gameiro). Estes altos-relevos representam as atividades económicas: a pesca e a agricultura, onde – como se fosse uma premonição sobre o uso futuro que o edifício teria – raparigas vestidas à lavradeira vindimam e colhem o milho.

Quando a delegação do Banco de Portugal na cidade foi encerrada, a Câmara Municipal imediatamente adquiriu o edifício, destinando-o para Museu do Traje, o que aconteceu em 1997.

A criação de um Museu dedicado à etnografia vianense - e muito particularmente ao Traje – onde se pudesse mostrar o arrojo e a criatividade das raparigas da região foi, desde muito cedo, uma aspiração dos vianenses e por ele lutaram nomes como Cláudio Basto, Abel Viana, o Tenente-coronel Afonso do Paço, Manuel Couto Viana, Amadeu Costa, Benjamim Pereira, entre muitos outros.




O Museu iniciou em 2002 o processo de adesão à Rede Portuguesa de Museus, tendo sido certificado em 2004, o que lhe confere grandes responsabilidades no estudo, conservação e divulgação dos bens culturais. Foi em 2004 que o Museu apresentou a sua primeira exposição permanente, intitulada “A Lã e o Linho no traje do Alto Minho”, comissariada por Benjamim Pereira.

Em 2007 o edifício sofreu grandes obras de adaptação às funções museológicas, com a conquista de espaços para exposições, reservas, serviços educativos, tertúlias e administração que melhoraram consideravelmente as condições para o cumprimento das funções museológicas. 

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