quinta-feira, 13 de junho de 2019

(Aparecido rasga o verbo] A órbita dos caramujos e outros moluscos nojentos

Aparecido Raimundo de Souza

LULA não está preocupado com a previdência. A previdência que se exploda, ou que se foda. Lula está atucanado ou sobressaltado com a providência. Claro, não a divina, mas aquela providência (providente) ou provinda de atitudes necessárias que deveriam partir de seus amiguinhos, companheiros e apaniguados. Ele, em vida, ajudou tantos malandros, tantos juízes, uma caralhada de promotores e desembargadores e, no entanto, agora, que está morto e enterrado, mais enterrado que morto os “amigos fiéis”, os cafajestes e safados lhe deram, em troca, uma banana bem grande.

Lula não gosta de banana. Prefere o abacaxi. É mais ácido e de casca grossa, além do caldo espinhosamente cítrico.  A abrolhosidade da fruta machuca e fere. Com certeza, se um dia puder ter ao alcance das garras as epidermes ou dito de maneira mais povão, os “coiros” dos que não lhe deram ouvidos os “caras” ficarão em maus lençóis. Lula por agora, de imediato, quer sair da cadeia. “Cadeia não foi feita para presidentes, ainda que eles sejam tidos como EX”. E Lula, só para lembrar, foi o trigésimo quinto que sentou o rabo no “Palhaço do Planoalto”.

Os dezenove dedos peleja acirradamente numa guerra desigual. De unhas e dentes, como Dom Quixote de La Mancha, pula para tudo quanto é lado para voltar à ativa. Seus moinhos de ventos são muitos e traiçoeiros. Diz nas entrevistas que consegue fazer (com ordens do STJ), que a terra de Cabral é governada por “pedros e álvares malucos”. A começar por ele, logicamente. Talvez seu maior sonho, no momento, não seja reaver o bendito sítio de Atibaia ou o tripreis, perdão, tlipés, não, senhoras e senhores, tiprés, triplesss (não importa) que lhe causou tantas aporrinhações e desassossegos no cálido e ensolarado Guarujá. 

Lula tem planos mais mirabolantes. Um deles, acasalar. Fazer amor. Voltar a rever os metalúrgicos do ABCD paulista em seus devaneios (tentando arrancar seus dedos para pleitear uma aposentadoria imediata), e contemplar a lua linda de São Bernardo do Campo da varanda de seu apartamento onde morou tanto tempo com dona Mariza. Lula quer largar de ser viúvo. Essa palavra afronta seu lado macho desde os tempos em que atirava nas suas próprias caravanas para se posar de vítima. O tiro saiu pela “culetra” da culatra. Entretanto, mais necessário que juntar a sua rouquidão incurável ao novo cobertor de orelha, à bela e atraente quarentona Rosangela Silva, vem, em primeiro lugar, agregar o salário de dezessete mil reais da simpática psicóloga para aumentar a sua renda mensal. Lula tem “gastado” muito com advogados e as suas defesas não são baratas.  

Como é do saber geral, comprar a justiça brasileira requer muita, muita, muita grana. Os entraves que ela traz à baila, por detrás da venda, nem devem ser mencionados.  Porém, o mais imprescindível nesse dado momento histórico para Lula é ver os cachorrinhos da polícia federal que agora farejam seus colhões, léguas e léguas longe de seus calcanhares.  Afinal de contas, Lula não é Aquiles, nem filho do rei Peleu e menos ainda nasceu das tripas da deusa Tétis.  O ponto fraco de Lula é o mi’SI’nistro da justiça Sergio Moro. Lula quer tirar a máscara de Moro. Vocês sabiam que o Moro usa máscara? Dizem que de seda pura, importada do Paraguai. Mas isso não vem ao caso. Lula almeja mais: quer viver até os cento e vinte anos escritos assim mesmo, por extenso.

É pouco para quem é pudico e nunca roubou nada de ninguém, a não ser dele mesmo, a começar pelas falcatruas que arregimentou em seu tempo de brincar de chefe de Estado, ou seja, de 2003 a 2011. Dizem os espíritas e videntes de plantão, sectários de Mãe Diná e outras brufárias que adivinham e fazem previsões, que Lula fez um pacto de sangue com o Capeta e o tinhoso lhe prometeu vida plena e longa até os trezentos. Mais que esse numerário, não teria como, pois necessitaria de uma vez para sempre, foder, perdão, falir com toda a galera do PT, ou Partido dos Trambiqueiros ou dos Trapaceiros, os senhores podem escolher a opção mais delicada ao caso.

Lula está invocado. Invocadérrimo. Pê da vida. Soltando fogo pelas ventas como o dragão de São Jorge, que o Djavan vive pedindo emprestado. Seus desembargadorezinhos o traíram. “Safados! Vocês me pagam. Deixa eu sair daqui. Vou comer um por um o fígado daqueles que armaram para minha “umilde” pessoa. Promete veementemente, mesmo tabefe, o ilustre petista de Caetés, bem lá na puta que pariu de Pernambuco, calçar as botas que Judas perdeu e “voltar com tudo”. Lula quer nesse “tudo”, arrancar no tapa, ou às mordidas, o disfarce de Morro, desculpem, de Moro, e, de roldão, a de “DD” ou Deltan Dallagnol.  

Quem é Dallagnol? Amigo de Moro. E quem é Moro? Amigo de Dallagnol. Ambos inimigos de Lula. Declarados e registrados em cartório com firma reconhecida e tudo. Segundo Lula, a sua fundação (Não o Instituto Lula) a outra, a criança esperança de Dallagnol, não passa de uma arapuca enorme, maior que a criada durante a sua gestão indigesta que enfiou o Brasil no atoleiro em que se encontra embrenhado até os dias presentes. Lula está amofinado, arreliado, entristecido e alterado com o país. “É preciso tomar providências urgentes”. E completa: “estou preocupado com a soberania do Brasil. Governei ‘onestamente’, recuperei o orgulho e a autoestima de um povo sofrido e depauperado’”.

Persevera mesma batida da batuta, que “dorme com a sua consciência tranquila”, lado a lado, dividindo o mesmo travesseiro. Ela, a consciência é que não concilia o sono, ao se aconchegar à Lula, porque além de falar sozinho, à noite, ela, a consciência, alega peremptoriamente que o sujeito baba, ronca, e para desgraçar mais ainda o quadro, peida. Entre essa babel de tapas e beijos, pontapés e tesouras voadoras, o que queremos deixar para os senhores leitores, é que não ficou muito alumiado o “vazamento” das mensagens goteiradas pelo cano de esgoto das conversas entre Moro e Dedezinho.

O que sabemos, até ontem, é que as mensagens trocadas entre o procurador Deltan e outros membros da operação Lava Jato, Jatinhos e Jatões, no Paraná, mostraram que havia dúvidas, incertezas e pontos obscuros sobre a solidez ou a autenticidade ou ainda a “robustecidade” das provas apresentadas pelo caso do tríplex do Guarujá. Em meio a toda essa celeuma, sobrou para Lula, que engaiolado ficou literalmente Fula. Agora, a sua Gula é montar na Mula mentirosa da Sula e cair matando em cima de Moro e Dallagnol.

Para complicar mais essa merda fedorenta uma série de reportagens publicadas pelo site ‘The Intercept’, deixou demonstrado com todas as letras que o ex-juiz federal Sergio Moro, hoje “miSInistro da Justisssa e Desegurança Pública” orientou as investigações da Laja Jato, Jatinhos e outras Aeronaves em Curitiba, por meio de bilhetinhos trocados por baixo dos panos e igualmente pelo aplicativo Telegram com Dallagnol, coordenador da inteligente e temida “forca-tareca”, perdão, senhores leitores, força-tarefa.

Resumindo essa privada cheia de cagalhões até a tampa. Moro só queria condenar Lula. Conseguiu. Se nesse interregno um doidão surgisse do nada como o Adélio Apóstolo, desculpem pela gafe, como o Adélio Bispo, e, ao invés de puxar a descarga, esfaqueasse a cordinha que libera a água (e daqui nasceria um questionamento), o que será que aconteceria no fundo cavernoso do vaso??!!  Não interessa. Na altura dessa putaria (elevação maior que a encosta de talude da barragem de Gongo Soco) que estamos vendo aí dia após dia, amados..., parem, pensem, raciocinem. Como a novela Lula Preso, Lula Solto terminaria? Não sabemos! “A nós, povinho fraco e derreado, só resta ESPERAR”. E cuidar para que nossos telefones celulares não sejam GRAMPEADOS.
tulo e Texto: Aparecido Raimundo de Souza, de Brasília, Distrito Federal. 13-6-2019

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