sexta-feira, 5 de julho de 2019

[Foco no fosso] O lanche dos cães

Haroldo P. Barboza

A notícia do transporte de drogas por um militar dentro de um avião da FAB que servia à Presidência da República em junho de 2019, revela apenas uma ponta do iceberg que a população conhece desde quando as mordomias de transporte do primeiro escalão da sociedade foram editadas através de legisladores que deram partida à prática da corrupção governamental protegida pelas “leis” escritas por estes mesmos que montaram as primeiras quadrilhas rotuladas de “partidos políticos”. Poucos se renderam a esta prática e por isto jamais atingiram o estágio de “destaque” nas câmaras.

Vejamos como o tal iceberg funciona contra a população que vota e paga impostos para alimentar os salários dos “escritores” (alguns ganharam cadeiras na ABL. Que mico!).

Reza alguma norma que alguns privilegiados (governantes, legisladores, chefes de autarquias e amigos patrocinadores destes todos) que retornam ao país por avião ou navio, não precisam passar pelos canais normais da alfândega para checagem de peso e conteúdo das enormes malas que os espertos trazem do exterior. Podem usar uma porta alternativa onde os veículos das comitivas trafegam sem serem aborrecidas por fiscais inoportunos.

Conhecendo este mero detalhe e sabendo que chefes de quadrilhas armadas não conseguem viajar para trazerem armamentos e drogas, adivinhe por onde entram 40% (só?) destes materiais danosos à sociedade ordeira.

Para que um único pilantra não chame atenção trazendo mais de três malotes, montam comitivas com oito, doze ou quinze integrantes para uma visita a um país europeu que vai exibir uma nova caneta que informa a previsão de glicose quando sua extremidade mais fina é apontada pelo paciente para o polo Norte. Com quinze pessoas chegando, terão quarenta e cinco malas abastecidas passando longe da fiscalização do terminal de desembarque.

Neste momento “corrompem” os cães farejadores com lauta refeição (longe da porta alternativa) para evitar “saia justa”.

E meses depois encomendam cinco milhões de canetas (com bússolas defeituosas) pelo triplo do valor para distribuírem nas UPAs (sem gaze) do país.
Título e Texto: Haroldo P. Barboza, 5-7-2019

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