sábado, 1 de junho de 2019

[Foco no fosso] Recheio de boleto

Haroldo P. Barboza

Dentre as dezenas de formas usadas por dirigentes públicos para sangrar os cofres da esfera (são três) que comandam, estão as “grandes obras”. Basicamente o “esquema” (de domínio público) funciona assim:

1Deixam de dar manutenção (aí também rolam contratos maquiados na escala R$ milhões) adequada em equipamentos (bons) com mais de 30 anos de idade.

Em função deste “abandono” (*a) programado, o equipamento (escola, hospital, ponte, similares) sofre degradação acelerada pelo uso cada vez maior (aumento da população) e pelo natural desgaste provocado pelo clima.

(*a) = Pouco se importam se um acidente previsível ocorrer e ceifar as vidas de meia dezena de vítimas. Depois é só colocar a culpa nas forças da Natureza.

2 – Buscam criar eventos esportivos ou culturais de repercussão mundial em nosso território. Por “estudos” qualificados, “condenam” o que já existe e afirmam que com a atual estrutura não será possível levar avante o projeto que nos dará grande visibilidade, atrairá grandes investidores e abrirá novos postos de trabalho (só não alertam que são temporários). Além do “legado” que ficará para nós (pagamento das dívidas).

O exemplo mais palpável e concreto (usam o de pior qualidade) refere-se à copa de 2014, seguida da “olim... piada” de 2016. Vamos nos lembrar de algumas portentosas “modernizações” no RJ:

- Ciclovia Tim Maia que desabou antes mesmo da chegada dos turistas;
- túnel Marcelo Alencar que exibe goteiras suspeitas;
- revitalização do porto (região da Praça Mauá) que não atraiu investidores na quantidade anunciada;
- pistas e estações do BRT abandonadas e invadidas por drogados;
- parque olímpico com suas instalações subutilizadas sem oferecer adequadas chances a futuros atletas;
- Maracanã (a má qualidade do campo é seu principal cartão de visita) que não se livrou do condenado vizinho museu do índio (só enxerguei quatro indígenas nos mais de trinta anos passando pelo local) que serve de abrigo a drogados;
- bairros suburbanos mais abandonados (sob domínio completo de milícias e traficantes).

As contas bancárias dos signatários destas obras faraônicas estão bem recheadas. Nossas gavetas estão recheadas de guias e boletos para cobrir as dívidas (viram taxas e impostos majorados) geradas pelo rombo arquitetado nos confortáveis escritórios da corrupção.

Dezenas de R$ BILHÕES consumidos. Tudo em troca da degradação da saúde, segurança e educação.
Título e Texto: Haroldo P. Barboza, 1-6-2019

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