quarta-feira, 15 de abril de 2020

Leven Siano promete dois craques europeus e fala sobre projetos para o Vasco

Pré-candidato à presidência do Vasco da Gama, Leven Siano, promete contratar dois craques europeus para o Cruzmaltino.

Alexandre Praetzel

O Vasco da Gama terá eleição à presidência, no final do ano. Um candidato declarado é o advogado Luiz Roberto Leven Siano, 51 anos [foto]. Já com um projeto definido e elaborado, Leven Siano concedeu entrevista exclusiva ao blog, falando sobre as ideias para o clube, futebol e gestão. Acompanhem.


Por que você quer ser presidente do Vasco?
Isso é uma declaração de amor. Eu cheguei a um ponto da minha vida que eu tenho conforto profissional e financeiro, disponibilidade para me dedicar exclusivamente ao Vasco, por tudo que eu construí na minha vida. Como todo vascaíno, entendi que tinha condições de sair do sofá, levantar da cadeira e tentar fazer alguma coisa, emprestando ao clube tudo aquilo que eu aprendi na minha vida profissional como administrador e advogado, a fim de ajudar e melhorar para que o Vasco recupere seu protagonismo no futebol brasileiro.

Não é cabide de empregos, oportunidade de negócio, é um desejo como todo vascaíno. É uma entrega para que o Vasco volte a ter um importante papel na cena do futebol brasileiro.

Por que você quer entrar no futebol?
Para a gente construir uma ponte entre essa seriedade e o futebol, talvez algo que esteja faltando. Estou trazendo muitos parceiros em função dos meus contatos no exterior. Trabalho para o governo dos Estados Unidos, que me exige um “compliance (regras de conduta)” infalível. Pode ter certeza de que até minha última raiz de cabelo é investigada para que eu possa trabalhar para eles.

Na verdade, a gente vê que o futebol brasileiro tem uma mente muito arranhada no exterior, associada à desorganização e corrupção e a gente quer fazer uma ponte, porque existem movimentos interessantes como a Lei anticorrupção, a própria Lava-Jato. Queremos uma ponte para a gente fazer investimentos de alto gabarito. Estou muito comprometido em elevar o futebol brasileiro, através do Vasco, este clube que eu acredito ter história suficiente para isso, com engajamento da torcida, pelas várias demonstrações dos últimos anos.

Todas as nossas atitudes estamos divulgando para a torcida. Fui o primeiro candidato a publicar minha declaração de imposto de renda num jornal de grande circulação. Coloquei meu telefone pessoal no Instagram e recebo sócios no meu escritório, de peito aberto, sem esconder nada de ninguém, empregando a transparência como algo essencial nesta gestão.

Foto: Heber Gomes/AGIF
Qual o projeto para São Januário?
O Vasco precisa de mudanças. Se a gente continuar tocando o Vasco da maneira como as pessoas estão acostumadas, não haverá resultado diferente. O resultado é fruto daquilo que está sendo feito.

Nós temos um projeto para São Januário, com a ideia de transformá-lo no estádio mais moderno do Brasil. Consegui um financiamento do governo da Suécia para pagar 85% da obra em 23 anos a juros de 0,6% ao ano. Esse projeto está sendo desenvolvido e será entregue aos vascaínos em três meses. vou doar isso para o Vasco, o Campello goste ou não.

Entendo que é o meu dever como candidato à presidência do clube porque normalmente as pessoas esperam chegar no cargo, usando o planejamento do presidente anterior. Eu sou profissional de gestão e acho que qualquer planejamento tem que começar com antecedência, identificação de problemas e busca de soluções.

Nosso projeto que chamei de SOMAMOS, uma sigla de somos o maior do mundo, sim, resgata o orgulho de ser vascaíno, hoje muito sofrido. Queremos um planejamento que nos resgates e nos leve ao topo. O projeto arquitetônico custou 138 mil euros, dos quais eu paguei 80 mil do meu bolso e o banco que vai financiar a obra pagou 58 mil.

Vou entregar isso com um São Januário sustentável ambientalmente, utilizando energia solar, com uma campanha de não usar plástico de nenhuma espécie dentro do estádio, com uma campanha de reaproveitamento de água de chuva, até com excedente para vender para os órgãos públicos.

A ideia é sair de 25 mil para 55 mil lugares. Isso aumenta a capacidade de gerar inúmeras receitas de bilheteria, estacionamento, lojas, museu, hotel para pessoas de fora assistirem o jogo. Isso é a solução para o Vasco, aumentando a possibilidade de captar crédito e eliminar penhoras a todo o momento.

Quais as ideias sobre futebol?
Vamos ter uma estrutura profissional. Estou trazendo o Fábio Cordela, um milionário italiano com experiência no futebol para nos ajudar. Vamos trazer dois craques europeus. Um deles será anunciado em breve. Jogadores de seleções nacionais estrangeiras. Infelizmente, o Vasco tem lutado para não cair nos últimos anos, muito distante do que o Vasco representa na história.

Qual será teu treinador?
Estou entre um inglês, um italiano e um português. Ainda tem um brasileiro que o Seedorf indicou, mas está mais para um estrangeiro alinhado com as novas tecnologias.

O Vasco é ingovernável com a dívida que tem?
Sem recursos novos, é ingovernável e insustentável com R$ 600 milhões em dívidas. Por isso, fomos à luta com um ano de antecedência. Eu como presidente vou trazer recursos e levar ao Conselho Deliberativo. Virão através de um financiamento internacional de juros baixos a longo prazo e/ou através da transformação do Vasco em clube-empresa, com cotas para outros investidores. Isso está no Congresso e até o final do ano a gente espera que essa legislação esteja aprovada. O Vasco precisa resolver essa fama de mau pagador para que essas pessoas sejam pagas. Quem não paga seus empregados, não tem credibilidade.

A eleição do Vasco deve ter Leven Siano contra o atual presidente Alexandre Campello, provavelmente. Muitos vascaínos gostariam de uma composição de Leven com Júlio Brant, também da nova geração de sócios do clube e derrotado no último pleito, via decisão judicial.
Texto: Alexandre Praetzel, Yahoo Esportes, 14-4-2020, 16h26


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