quarta-feira, 1 de abril de 2020

Saporra de confinamento é coisa de burguês

Concordo inteiramente! E explico o porquê.

Olha só, hoje, 31 de março de 2020, minha filha e genro, colocaram à minha porta (do apartamento) as compras que fizeram por mim e para mim.

Também fizeram para a avó deles, minha mãe.

E pagaram com o cartão bancário da minha mãe. Portanto, não lhes devo nada, financeiramente, entenda-se.

Então, minha mãe e eu podemos ficar de quarentena por 365 dias!

Agora pergunto, a maioria da população portuguesa (e brasileira) tem tanta bala na agulha?

Ah, minha mãe tem 92 anos! E também é proprietária de alguns pequenos apartamentos, frutos de uma poupança desmedida ao longo da vida (eu, filho, que o diga!) que mantém até hoje! Então, como senhoria, uma senhora a abater.

Mas, voltando, me abstraindo do fato de eu e minha mãe ainda termos família, e o que fazer de uma grande, bota grande nisso!, população brasileira que sequer tem comida para um dia!??

Ok, #ficar em casa é muito lindo, alivia a consciência “burguesa”. Mas nem toda a população pode ficar em casa.

Ou pode?



2 comentários:

  1. “Difícil administrar um reino onde uma parte tem medo da morte, outra tem medo da fome... e a terceira quer atear fogo no castelo.
    Só espero que ao final de toda esta crise os que estão com medo da morte e os que estão com medo da fome se unam contra os que querem atear fogo no castelo.”
    Edílson Luiz Deitos

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  2. A esmagadora maioria dos jornalistas tem razão quando elogia profusamente o Governo pela sua atuação no combate ao vírus. Aliás, o Polígrafo foi exemplar quando se “esqueceu” de verificar a afirmação de António Costa: “não faltou nada no SNS” - no contexto devido tal só pode ser verdade.

    Costa não abriu a boca dentro do Conselho Europeu mas foi um herói por ter dito cá fora o que calou lá dentro.

    O presidente da República foi excelente quando, em março, abraçava e beijava este mundo e o outro, assim como, logo a seguir, se enfiou numa quarentena auto-imposta. A sua alocução “particular” ao país por videoconferência ficará nos anais da história dos discursos dos líderes que sabem dar confiança aos cidadãos em horas de aflição.

    A ministra da Saúde tem sido uma verdadeira estadista. Agora sim, todos podemos ver a “oportunidade” e as “consequências positivas para as exportações” que a ministra da Agricultura descortinou em fevereiro.

    A Dra. Graça Freitas não pode ser atacada por ter dito aos portugueses, em janeiro, que não era certo que o vírus se propagasse de pessoa para pessoa nem quando, dias mais tarde, avisou que a probabilidade de a doença chegar cá era muito baixa. Também, no contexto, a senhora estava certa quando, já em março, apelou para se visitassem os velhinhos nos lares, por solidariedade.

    Esteve também muitíssimo bem, quando, juntamente com a ministra, defendeu o Conselho de Saúde que não queria encerrar as escolas e quando aconselhou os portugueses a não usarem máscaras e luvas. Igualmente é inatacável ter desdenhado a estratégia “testar, testar, testar” porque um teste negativo podia dar uma falsa sensação de segurança. O melhor, claramente, é testar pouco para que o número de infetados seja reduzido - isso é que traz tranquilidade!

    E, claro, estamos num mundo novo e todos estão a experimentar ideias e soluções, logo a ideia da cerca sanitária no Porto fazia sentido como cenário (embora não tivesse sido sequer falado, não nos esqueçamos).

    De igual modo, os erros de cálculo nos números da DGS são compreensíveis e naturais. Estamos preparados, os nossos líderes estão à altura, a Oposição está a fazer o seu papel e qualquer crítica eventual é deslocada, descontextualizada e antipatriótica. A bem da Nação devemos sempre elogiar quem manda e desdenhar quem ainda resiste a fazê-lo.
    Continuação de bom primeiro de abril para todos!
    Carlos Abreu Amorim

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