quinta-feira, 30 de junho de 2016

The GOP plot to stop Trump is real

Betsy McCaughey
The knives are out to sabotage Donald Trump’s nomination, defying the wishes of the record number of Republican primary voters who chose him.

Pols who backed losing candidate Ted Cruz are mounting a sour-grapes campaign to rig the Republican National Convention rules. Their goal is to deny Trump the nomination. Meanwhile, in Virginia, a state where Trump came in first in the primary, a lawsuit filed Friday by an anti-Trump pol claims he and fellow delegates should be free to ignore the voters and follow their own “conscience” when they choose a nominee at the Convention.

Be prepared for more whining and skullduggery ahead, as an embittered minority of Republican insiders tries to derail Trump’s unorthodox candidacy.

This unsavory drama will play out between now and the Convention’s start on July 18.

The sour-grapes contingent is quietly trying to persuade convention rule makers to turn the balloting for presidential nominee into a free-for-all, never mind the will of voters back home. The plotters hope to dump Trump and slip in another candidate. It could be distant second place finisher Cruz — who still refuses to endorse Trump — or also-ran John Kasich, not to mention a warmed over Mitt Romney.

[Estórias da Aviação] Predição

Alberto José

Voltando um pouco no tempo, vou contar a seguinte estória, que não se pode esquecer:

Na noite do dia 1º de janeiro de 1971, eu estava vestindo o uniforme para fazer um voo de GIG a CGH quando, à minha frente, apareceu uma tela como se fosse uma TV, na qual eu via o avião (B-727) pousando, saindo da pista e pegando fogo.

Aquele "filme" repetiu-se quatro vezes. Então, parei de me vestir e decidi não fazer o voo. A minha mãe viu que eu estava tirando o uniforme e perguntou se eu não iria para o aeroporto. Eu respondi que iria faltar ao voo. Nesse instante, ouvi o aviso "você tem que ir... você tem que alertar os seus colegas!"

Aquilo me deu coragem e fui para o aeroporto. Quando cheguei, eu disse aos colegas que iria dar um aviso muito importante e, se achassem engraçado ou não acreditassem, esperassem chegar em CGH para rir ou me chamar de maluco.

Contei o que havia acontecido e eles ficaram muito impressionados. Ninguém levou na brincadeira. Tínhamos oito passageiros e dois GC. Pedi que verificassem todas as travas e se preparassem para a emergência. Quando o B-727 tocou a pista, sentimos que não houve atrito com a pista e o avião começou a deslizar para o lado esquerdo. Então, os reversores já estavam sendo acionados para tentar reduzir a velocidade.

De repente, o avião derrapou para a esquerda e mergulhou em um lamaçal que terminava em um barranco de trinta metros sobre a Avenida Paulista. Felizmente, chovia muito e não houve vazamento de querosene, e por isso não houve incêndio!


Charada (258)

Descubra uma ave
cujo nome tem
3 sílabas e apenas
2 letras.

Acreditar e Confiar

Nelson Teixeira
Em quê acreditamos?

Estamos sempre rodeados de informações, na maioria ruins, pois são essas que se proliferam com mais rapidez.

Quando alimentamos essas informações com nossos medos e nossas emoções damos a elas mais força para circular e criar um ambiente de desarmonia e desequilíbrio.

Busquemos sempre a serenidade, a paz e o equilíbrio.

Vamos nos alimentar de bons pensamentos, de bons sentimentos.

Não devemos ignorar os perigos do mundo, vamos nos resguardar o quanto possível, mas deixemos de alimentar esse clima de desespero e passemos a vibrar pelo bem de todos, indistintamente.

Com essa atitude melhoraremos a vibração do nosso ambiente íntimo e também do ambiente físico em que nos encontramos.

Isso nós podemos fazer. 
Fé e luz!
Título e Texto: Nelson Teixeira, Gotas de Paz, 30-6-2016

Jean Wyllys ameaça processar MBL por divulgar notícia do Estadão

Luciano Henrique


Ao que parece, o deputado de extrema-esquerda Jean Wyllys quer estabelecer novos recordes de fascismo, autoritarismo e desrespeito à liberdade de expressão. Lembrado publicamente por ter cuspido em outro deputado durante  votação do impeachment, Wyllys agora lembra os censores do tempo da ditadura militar.

Ele ameaça o MBL de censura por ter publicado este meme:



O meme foi feito republicando meramente notícia do Estadão, como segue:

Entre os pontos que o Ministério da Cultura terá de esclarecer, a pedido do MPF, está suposto tráfico de influência em projeto que conta a história do deputado Jean Wyllys.

As denúncias que motivaram abertura de inquérito partiram do Movimento da União de Defesa da Cidadania e Combate à Corrupção.

Ou seja, nada foi inventado, mas apenas citado a partir de dados da mídia.

Eis que o deputado lançou a ameaça:



A acusação do deputado fascista não faz o menor sentido, dado que o MBL apenas reproduziu a notícia de um jornal. Ademais, mesmo que tivesse existido algo além da citação da notícia de um jornal (e não aconteceu), somente a produtora do filme poderia fazer qualquer tipo de reclamação, não Jean Wyllys. A não ser que ele próprio seja o responsável pelo documentário sobre sua vida, o que seria patético (fazer um documentário sobre si próprio seria a piada do ano).

quarta-feira, 29 de junho de 2016

[Estórias da Aviação] Pane na neve

Alberto José

Em 1974, chegamos a Zurique no B-707 para uma permanência de quatro dias. Como já conhecíamos a cidade, decidimos alugar um VW para ir passear em Saint Moritz (São Maurício), no cantão de Grisões. Era inverno, pegamos a autobahn N3 e fomos dirigindo com cuidado até Coira, onde entramos na rodovia 3 para Rösa a 2.300 metros.

Como estava nevando, nós quatro, aventureiros, decidimos subir por uma estrada onde havia placas alertando sobre perigo de derrapagem ou desprendimento de pedras. De repente, o carro perdeu a tração e deslizou para o lado da estrada onde havia um barranco de mais de 50 metros até o vale abaixo.

Tentamos manobrar mas não havia tração para o carro voltar para o meio da estrada. Eu cheguei à conclusão que teríamos que pedir socorro. Andei um pouco pela estrada e vi uma casa tipicamente suíça.



Sob a casa havia um grande galpão onde um suíço, com roupas típicas e fumando o seu cachimbo estava colocando as suas magníficas vacas para dormir. Eu me aproximei discretamente e falei: "Guten Abend, mein Herr! Mein Wagen ist auf Schnee. Ich brauchen eine Anhãnger! (Boa tarde, meu senhor! Meu carro está sobre a neve. Eu preciso de um reboque!)

Orgulhosamente sós

Maria João Marques

Após o Brexit gostaria que a União Europeia ficasse combalida e regressasse ao espírito da CEE, assente no comércio livre e nas quatro liberdades de circulação: pessoas, bens, mercadorias e capitais.

Calhou ir passar uns dias a Londres e chegar no dia do referendo. Das pessoas todas com que fui metendo conversa sobre o assunto, só encontrei um votante do Leave  (e ainda no dia da votação; sem surpresas, foi o mais velho). Mas não queria de maneira nenhuma sair da União Europeia. Queria só ganhar capacidade negocial para impor limites à interferência britânica na vida dos ingleses e, se o referendo acabasse em Remain, preocupava-o que a partir daí a Grã-Bretanha fosse tomada como certa: tiveram a oportunidade de sair, não aproveitaram, agora sentem-se direitinhos e não revirem os olhos a cada novo delírio da Comissão ou do Parlamento Europeu. (As palavras ilustrativas são minhas, mas o sentimento é do meu interlocutor.)

Outro, taxista muito tatuado, estava abalado com o resultado e a demissão de Cameron e só repetia que era preciso respeitar a democracia. Dois irlandeses (da parte republicana), em duas lojas diferentes de Mayfair, estavam divertidos com o choque e pavor em que viam o Reino Unido. Outra pessoa dizia, no dia do resultado, ‘it feels weird in London today’. Uma portuguesa a trabalhar numa pizzaria contava que os amigos que votaram Leave não estavam a contar ganhar e já se tinham arrependido.

Mas o resultado foi o que foi, e não adiantam pesares ou arrependimentos. Tal como é inútil deambular à volta da evidência dos líderes do Leave, Boris Johnson e Nigel Farage, preferirem ter perdido e não magicarem o que fazer com a vitória. Farage já pediu no Parlamento Europeu um acordo de comércio – depois de tratar a EU como um Darth Vader supranacional, zona de comércio livre incluída. (A acrescer à desgraça, Farage corre o risco de abandonar o bem pago lugar no Parlamento Europeu para o desemprego, o que acontecerá se não conseguir expulsar do reino os malvados estrangeiros, quem sabe até reverter a invasão normanda.) Boris já garantiu (decidiu sozinho pelos quinhentos milhões de habitantes da EU) que os estrangeiros poderiam permanecer na Grã-Bretanha e os britânicos que trabalham e vivem no continente lá continuariam – no fim de uma campanha xenófoba que culpou os estrangeiros residentes no Reino Unido de todos os males desde as pragas do Egito. Mais uns dias e corremos o risco de assistir a um súbito amor britânico pelo trabalho empenhado dos parlamentares europeus em prol do tamanho adequado dos autoclismos e dos urinóis.

Desculpe se lhe furei os olhos, foi sem querer...

José Couto Nogueira

Os alemães têm fama de ser rígidos, mas são os ingleses que têm o comportamento mais codificado da Europa. Quando duas pessoas não sabem sobre o que falar, falam do estado do tempo. Quando não sabem o que fazer, bebem chá. Têm horas precisas para começar e parar de se alcoolizar. Inventaram palavras para quando precisam de dizer alguma coisa e não querem dizer nada ("indeed" é uma delas). Vivem num sistema de classes em que até a maneira de falar distingue imediatamente a aristocracia da classe média e esta do proletariado. E sim, continuam a ter esse sistema de castas de mobilidade muito reduzida, apesar das instituições democráticas.

Tudo isto é causa e efeito. A causa é esconder a baixa quantidade de neurónios. Se soubermos como nos comportar em todas as circunstâncias e o que dizer de apropriado em qualquer altura, não precisamos de usar muito a cabeça. O efeito é uma sociedade que, apesar dos seus problemas, conseguiu construir um Império e impor uma pretensa superioridade a toda a gente. Que problemas, poder-se-á perguntar. São tantos, mas bastará enumerar alguns: o hooliganismo e o alcoolismo, as 140 mil crianças e adolescentes que desaparecem por ano, os 700 hectares de Londres que pertencem à Rainha e dois nobres, mais os 250 hectares que estão na mão dos sheiks do Golfo. O orgulho e preconceito, já dizia Jane Austen. Todos estes e muitos outros indicadores de um país difícil desaparecem debaixo da maior invenção dos ingleses, o sentido de humor, e também de um estilo muito forte que dá ideia de qualidade e duração aos produtos britânicos.

Isto não quer dizer que o Reino Unido não tenha gente de qualidade e grandes feitos no currículo, evidentemente; basta fazer a lista dos filósofos e cientistas, das descobertas e das invenções que mudaram o mundo. Mas a questão que está agora na mesa é o Brexit – não só a votação em si, como a atitude pós-referendo. É essa atitude, deveras surpreendente, que coloca em cima da mesa o tal problema dos neurónios.

Logo no dia do referendo, ao saber-se os resultados, os seus protagonistas vieram a público. Nigel Farage, o único verdadeiramente eurofóbico, disse que tinha mentido durante toda a campanha, ao afirmar que o dinheiro que se enviava para a UE será gasto em Assistência Social (serviços de saúde e pensões); David Cameron, que propôs o referendo para se manter no poder, mas era contra a saída, perdeu a consulta, e tem que se demitir. Boris Johnson, que apoiou a saída para tirar o lugar a Cameron, veio logo dizer que não há pressa em sair e, numa especulação vergonhosa, que os ingleses não vão perder quaisquer direitos na Europa. Jeremy Corbin teve um papel tão apagado que os trabalhistas já o querem substituir.

[Estórias da Aviação] Demitidos

Alberto José

Em 1971, alguns meses após o incidente da despressurização em Grajaú, saímos de Congonhas, uma ótima Comissária e eu, voando Avro, com destino a Belo Horizonte, com várias escalas pelo interior do Brasil. 

Pousamos em BHZ por volta das 19h00 e, contrariando as regras da regulamentação, trocamos de roupa e embarcamos no mesmo avião para voltar para a base. O Comissário Newton e a esposa assumiram os trabalhos no voo de retorno para CGH.

Decolamos de BHZ e, quando chegamos na área da represa de Furnas, o Comandante avisou que teriam que fazer um pouso técnico. Os administradores da represa mandaram um rádio para o avião avisando que dois diretores precisavam embarcar com destino a CGH. Como o Avro estava lotado, o Comandante "solicitou" que eu desembarcasse com a Comissária para dar lugar aos passageiros.

O Gerente e o representante VARIG prometeram que nós ficaríamos em um hotel confortável e poderíamos viajar no dia seguinte! De fato, deram um apartamento para cada um, e nos deram lauto jantar e um passeio noturno pela usina de Furnas. Coisa de cinema!

Os dias se sucederam em clima de fazenda: belo café da manhã, ótimo almoço, magnífico jantar e começamos a receber convites para comparecer aos eventos sociais da cidade.

Universidade Federal do Rio de Janeiro 'ocupada'

Imagens captadas na manhã de sexta-feira, 24 de junho de 2016, por Vitor Grando:




Líderes queridos

Portugal não precisa de políticos rendidos a esta lamentável cultura de afetos, mas de líderes que sejam capazes de, sóbria e esclarecidamente, tomarem as decisões difíceis que a situação do país e do mundo exige

Graça Canto Moniz

A democracia fundamenta-se na escolha dos cidadãos; o Estado de direito, na separação de poderes. O que dá consistência e progresso a uma comunidade é a força das suas instituições - económicas, políticas e judiciais -, privadas e públicas, e a autonomia dos seus cidadãos para fazerem escolhas não condicionadas e livres. A ambição máxima de uma sociedade estruturada é que a gestão da coisa pública se institucionalize nestes dois pilares e não domine o espaço comunicacional até à náusea.

Esse espaço, em Portugal, está longe de ser o expoente de uma sociedade saudável e madura, vivendo antes dominado pelo culto de personalidades presentes ininterruptamente, quais santos elevados num altar. Os nossos políticos, em vez de se dedicarem ao exercício dos seus cargos, procuram diariamente o carinho do povo, numa doentia - e cansativa - magistratura da ubiquidade. O populismo é isso: a tentação dos políticos de deturparem o equilíbrio institucional procurando, numa cultura de afetos, o apoio permanente do povo para legitimar toda e qualquer ação que os ajude a perpetuarem-se no poder. Como se fossem concorrentes de um reality show, na mesma semana, Presidente da República (PR) e primeiro-ministro (PM) dividiram-se entre jogos de futebol e marteladas de S. João. Não que a comparência nestes eventos não faça parte da “festa da democracia”: já as escolhas que lhes estão subjacentes são altamente discutíveis. O PM, por estar supostamente no Porto, faltou a um importante debate parlamentar; já o PR deu sinal de que não há espaço que não ocupe e faça seu, ao comparecer na flash interview, local reservado aos intervenientes num jogo de futebol, mostrando que todo o espaço de protagonismo lhe pertence, desde que o deseje. Pelo andar da carruagem, não se espantem se virmos o comandante supremo das Forças Armadas no banco da seleção, a instruir o treinador na tática vitoriosa. Com tanta omnipresença e apelo ao carinho, é seguro que ao prof. Marcelo a história vai reservar o cognome de Querido Líder.

Charada (257)

Quando a Elisa visitou
uma seção da Sociedade Protetora
dos Animais, verificou que o número de
cães excedia, em três unidades, o dobro do
número de gatos. Se, no total, ela contou
21 animais, quantos cães
e quantos gatos estavam 
naquela seção?

[Estórias da Aviação] Aeroporto de Heathrow

Alberto José

Em homenagem à Brexit - saída do Reino Unido da União Européia



Eu lembro que em 1986, ao chegar de DC-10 no aeroporto de Heathrow, fomos recebidos, como sempre, com a conhecida arrogância e empáfia britânicas.

Com atitude sem qualquer resquício de simpatia, os terceirizados súditos indianos ou paquistaneses, mandaram que colocássemos as malas sobre a bancada e examinaram tudo... mas tudo mesmo!

Chegavam ao ponto de manusear as calcinhas das Comissárias e, alguns, davam preferências às cuecas masculinas. De repente, um deles levanta a mão e, num gesto de vitória sobre o inimigo, chama o Supervisor para informar que um Comissário tinha uma mini carteira com quatro cigarros da marca Winston, que ele tinha esquecido de declarar no formulário aduaneiro!

Foi uma celeuma; parecia que tinham achado um pacote de maconha!

Levaram o colega para o "striptease" e, para o azar dele, acharam no bolso pequeno da sua calça um par de pequenos brincos, desses de ouro, que custam menos de R$ 100,00!

Então, começaram a sacanear o colega perguntando se ele era gay, se ele iria passear de brinco em Londres, etc.

terça-feira, 28 de junho de 2016

História do Brasil virou doutrinação

Francisco de Assis de Sousa
Muito triste o que acontece nas escolas do Rio. No meu tempo, História do Brasil era História do Brasil.
Hoje? Meu filho de doze anos falou que o professor dessa matéria disse que “depois que o Michel Temer assumiu o Brasil piorou”.
Acordem, isso é lavagem cerebral! Baixaria política porca.
Por favor, não envolvam nossas crianças nessa imundície. Sem doutrinação! 
Título e Texto: Francisco de Assis Sousa, 26-6-2016

A vocação isolacionista da Inglaterra...

Valdemar Habitzreuter
O povo inglês optou pela separação do bloco europeu – bloco econômico formado por vários países da União Europeia. Aliás, a Inglaterra sempre posicionou-se diferentemente em relação aos outros países em várias questões inerentes à vida cotidiana do cidadão.

O British Imperial System para medidas, por exemplo, é diferente de outros países. Temos aí a medida pé (foot = 30,48cm); jarda (91,44cm); galão (4,546 litros); milha (1,61km); inch ou polegada (2,54cm); hand ou mão (10,16cm); libra (450g, também sendo a designação da moeda corrente com seu penny ou centavo). Isso tudo para medir diferentes coisas. Relutam ainda hoje em usar o sistema decimal que é muito mais fácil e prático de ser aplicado.

Não é de pasmar então que o país dos reis e rainhas queira um certo distanciamento do resto do continente europeu com o plebiscito de ontem. Sempre foram diferentes em muitos aspectos sociais e culturais. A própria religião católica foi estatizada pelo rei Henrique VIII separando-se do papado de Roma e passou-se a chamar Igreja anglicana em que o rei ou a rainha fazem o papel de papa.

O estudante de filosofia, por certo, saberá distinguir a filosofia insular (inglesa) da filosofia continental. A característica marcante da insular é que ela se volta ao resultado pragmático: a verdade filosófica tem a ver com sua aplicabilidade na vida prática, daí o empirismo filosófico inglês e seus representantes: Lock, Hume, Pierce, Wiliam James, etc.

Em contrapartida, a filosofia do restante do continente europeu era animada pelos grandes sistemas teóricos debatendo-se em volta de questões metafísicas. Kant é a referência central da filosofia continental. A partir dele um novo filosofar tem início em que a metafísica tradicional ou medieval (culto ao transcendente) é colocada em cheque e não mais considerada, por causa da delimitação da razão humana em abarcar supostas verdades transcendentais. O idealismo alemão (Fiche Shelling e Hegel), a seguir, pautou-se sobremaneira na filosofia kantiana e é ainda considerada na contemporaneidade.

Populistas são idiotas

Mario Sabino
O populismo de esquerda e direita é capaz de infectar até mesmo países altamente civilizados, caso do Reino Unido. O Brexit representou uma vitória do populismo de direita, cujo rosto é Nigel Farage, chefe do Independence Party.

Os motores do Brexit foram principalmente a crise migratória e a xenofobia dos mais velhos – os britânicos com menos de 24 anos votaram maciçamente pela permanência do Reino Unido na União Europeia. O excesso de regulação dos burocratas de Bruxelas contou para o “Leave”, mas serviu como força auxiliar para a decisão que causou um terremoto nas bolsas de todo o mundo e lançou uma sombra sobre o processo de globalização.

O populismo é o exato oposto da racionalidade, demonstra o Brexit. Como escreveu David Cassidy, da “New Yorker”, os seus partidários não ouviram a City, o ministro das Finanças, o Banco da Inglaterra, o FMI, o governo americano e uma infinidade de grandes economistas e empresários. Ao contrário do que diz toda essa gente respeitável, os adeptos do “Leave” acreditam que o Reino Unido poderá se tornar uma Noruega ou uma Suíça, países que rejeitaram a integração com o bloco, mas se beneficiam de um status especial com as nações da UE.

É um engano. A economia do Reino Unido, além de ser bem maior do que a norueguesa e suíça, é baseada na exportação de manufaturados que perderão o acesso sem barreiras ao maior mercado do planeta. Mercado, aliás, que está para integrar-se ao americano. UE e Estados Unidos negociam a criação da maior zona de livre comércio do mundo – e o Reino Unido ficará fora dela. Muito inteligente.

E a faxina Brasil continua...

Valdemar Habitzreuter
Mais uma operação da lava-jato nesta manhã com a prisão do ex-ministro de Lula e Dilma, Paulo Bernardo, e outros mais a prestar depoimentos por atos ilícitos ocorridos na gestão do ex-ministro no ministério do Planejamento. Por aí vemos a montanha de lixo acumulado que traidores da pátria proporcionaram.



Chamo-os de traidores porque pregaram um discurso de alavancar o progresso do país e tirar o povo da miséria; mas o discurso era uma farsa, o que queriam era seu progresso pessoal e encher as burras às nossas custas. E infelizmente, as últimas duas décadas, sob o governo petista, foram as mais comprometedoras em corrupção, formação de quadrilha e bandidagem política.

A tarefa da lava-jato está aí para remover a sujeira varrida debaixo do tapete que se estende a todo o território Brasil; está longe de ter um fim, mas, com certeza, o povo há de colaborar e apoiar para que esta operação continue e retire este tapete imundo e possamos todos pisar novamente num solo reluzente e orgulharmo-nos da missão cumprida.

Tá tranquilo! Tá favorável!


Turcofóbicos se explodem, matam dez e ferem quarenta! Ó malditas armas!


O impeachment e os dois Brasis

Revista Catolicismo


Na votação ocorrida na Câmara dos Deputados em 17 de abril último, que resultou na aprovação, naquela Casa Legislativa, do parecer favorável ao impeachment da presidente Dilma, grande número dos deputados justificou sua escolha pelo “sim” com base em Deus, na família, nos filhos, netos etc.

Essa escolha religiosa-social chamou a atenção do Brasil inteiro. A maior parte de nossos patrícios ficou agradavelmente surpresa com essas justificativas apresentadas pelos deputados. Aliás, é de notar que, em boa medida, eles assim justificaram seu voto para agradar suas bases eleitorais, uma vez que o Brasil autêntico quer ouvir falar em Deus e nos valores familiares, diferentemente desse Brasil de superfície retratado pelas novelas, pelos conchavos políticos, e por tantas outras coisas que desagradam o Brasil autêntico.

Depois disso veio a votação no Senado com a consequente suspensão das funções da presidente Dilma por 180 dias, até que se consume todo o processo e se pronuncie o impeachment definitivo, o que parece provável acontecer.

O Brasil autêntico recebeu com alívio e com calma esse tão esperado afastamento da presidente. As poucas e insignificantes manifestações de desagrado, produzidas por arruaceiros dos movimentos ditos “sociais”, não impressionaram. A esquerda católica, origem do PT, estrebuchou.

O diário “El País”, de Madrid, viu no impeachment “O crepúsculo dos deuses das esquerdas latino-americanas”.

Impeachment passou a ser a palavra de desafogo do brasileiro comum.

Entretanto, não faltaram os que criticaram acerbamente os deputados pelas justificativas que apresentaram. Deles tratou o jornalista Luiz Felipe Pondé em artigo para a “Folha de S. Paulo” (2-5-16), intitulado “Nojinho de Deus e da família”. Afirma Pondé que, para tais críticos, “o nojinho aqui vai além do blábláblá sobre a ‘qualidade de nossos políticos’. O nojinho é, na verdade, nojinho de Deus, da religião e da família mesmo. Seria fácil identificar em muitos ateus rancorosos (mesmo que digam que não) um ódio de Deus que os faz pensar mais Nele do que os crentes o fazem. [...]

[Estórias da Aviação] Proteção no voo

Alberto José

Foto: Marcos Borges

Em 1970 saí de Congonhas no Avro HS-748, com a Comissária Linzmayer - uma exímia pianista - para fazer um voo com escalas até Fortaleza. Quando decolamos de Grajaú, no Maranhão, não ouvi qualquer ruído anormal.

Nós estávamos sentados, esperando para iniciar o serviço, que seria junto à porta principal do Avro.

Quando o aviso de "não fume" foi desligado, destravei o cinto de segurança para trabalhar. Então, ouvi um aviso para "colocar o cinto de segurança e mandar a Comissária ficar sentada". Ela relutou dizendo que eu iria atrasar o serviço. Com determinação, mandei que ela ficasse sentada. Nesse instante, ocorreu uma explosão e a porta abriu violentamente! A descompressão atirou para fora do avião tudo que estava solto na cabine.

Em meio à névoa causada pela violenta despressurização, eu vi os passageiros em pânico, a porta da cabine escancarada e os pilotos olhando para trás e gritando "onde estão os Comissários?"

Quando o avião estabilizou eu gritei que estávamos bem e eles iniciaram um pouso de emergência. Depois, foi verificado que devido a um defeito a fechadura da porta não estava travada. Apavorada com o acidente, a Comissária Linzmayer me disse que foi o seu último voo e, quando chegou em São Paulo, ela pediu demissão da Varig.