segunda-feira, 10 de janeiro de 2022

Tico Santa Cruz faz enquete contra Bolsonaro e passa vergonha na internet

É assim que as coisas mudam

Os casos dos esportistas Aaron Rodgers e Novak Djokovic revelam um pouco da loucura criada por fanáticos pela vacinação

Ana Paula Henkel

Há algumas semanas, escrevi aqui em Oeste um artigo sobre algumas vozes da liberdade que despertaram dentro da NBA contra a obrigatoriedade da vacinação contra a covid. Jonathan Isaac, jogador do Orlando Magic, emergiu como um convincente defensor dos sagrados princípios da liberdade, do bom senso e da decência cívica tão presentes no DNA da América.

Novak Djokovic

Isaac se levantou contra o passaporte vacinal obrigatório, como uma voz da razão contra a mídia e o establishment, que desprezam e rotulam os não vacinados como anticientíficos. E outros jogadores da liga de basquete profissional dos EUA, como Draymond Green, do Golden State Warriors, e Kyrie Irving, do Brooklyn Nets, também decidiram levantar a voz. Seguiram o movimento contra o linchamento virtual de quem não sucumbe às turbas ideológicas que querem silenciar aqueles que ousam questionar o sistema e suas marionetes.

Há poucas semanas, o movimento tomou jogadores da NFL, a liga profissional de futebol americano, e revelou o “capitão desse time”: o quarterback do Green Bay Packers, Aaron Rodgers. Rodgers contraiu a covid em outubro do ano passado e, em novembro, durante uma coletiva que segue a cartilha autoritária de organizações, políticos tiranos e grande parte da imprensa, ele foi questionado por jornalistas se havia se vacinado. Aaron disse que “já estava imunizado”, referindo-se à imunidade natural de quem passou pela doença. Foi cancelado por nove entre dez veículos de imprensa.

Linchamento virtual

Em uma recente entrevista, Rodgers criticou a mídia por inflar o linchamento virtual de seu nome. Fez questão de dizer que ficaria feliz em detalhar suas ideias se alguém lhe pedisse para explicar o que ele quis dizer quando falou que estava imunizado. Ele então acrescentou que era alérgico a alguns dos ingredientes das vacinas Pfizer e Moderna e que optou por não tomar a vacina da Johnson devido a alguns de seus efeitos colaterais: “Eu não sou um antivacina, nem terraplanista… Eu tenho uma alergia a um ingrediente que está nas vacinas de mRNA. Encontrei um protocolo de imunização de longo prazo para me proteger e estou muito orgulhoso da pesquisa que fiz sobre nisso”.

Centenas de voos são cancelados em meio a avanço de covid-19 e gripe

Dispensas médicas por covid-19 entre pilotos e copilotos aumentaram

Felipe Pontes

Centenas de voos nacionais e internacionais estão sendo cancelados nos aeroportos brasileiros por falta de tripulação, incluindo pilotos e copilotos. A situação tem sido provocada pelo aumento das dispensas médicas no mês de janeiro, por covid-19 e influenza.

Foto: Roosevelt Cassio/Reuters

As três principais companhias aéreas brasileiras – Azul, Gol e Latam – confirmaram o impacto nas operações. Procurada, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) disse que “está monitorando os casos de doenças respiratórias causadas em pilotos, comissários e demais profissionais do setor aéreo”.

A Latam, por exemplo, informou aos passageiros que já cancelou 1% de todos os voos domésticos e internacionais em janeiro. Na companhia, ao menos 111 decolagens foram canceladas entre hoje (10) e o próximo domingo (16).

“A Latam lamenta essa situação, totalmente alheia à sua vontade. Antes de se dirigir ao aeroporto, a companhia orienta que o cliente confira o status do seu voo diretamente em latam.com”, disse a companhia por meio de nota.

A Gol também confirmou que houve “um aumento dos casos positivos entre colaboradores” nos últimos dias, mas disse que “nenhum voo foi cancelado ou sofreu alteração significativa por este motivo. Os funcionários que apresentam resultado positivo estão sendo afastados das funções para se recuperarem em casa com segurança”, diz nota divulgada pela companhia.

No caso da Azul, em janeiro houve aumento de 405% nos afastamentos por motivos médicos, em relação à média dos últimos 12 meses, segundo dados apresentados pelo Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA). A situação levou a companhia a propor acordo coletivo aos empregados, no qual ofereceu gratificação em dinheiro a quem aceitar redução de folgas.

De acordo com Ondino Dutra, presidente do SNA, a Azul disse em reunião com o sindicato que pretendia cancelar “centenas de voos”, sobretudo na segunda quinzena de janeiro. Em nota, a companhia afirma que “90% das operações da companhia estão funcionando normalmente”.

Barômetros Globais sinalizam melhora no início de 2022

Índices foram divulgados hoje pelo Ibra/FGV

Ana Cristina Campos

Após caírem na maior parte do segundo semestre de 2021, os Barômetros Econômicos Globais, indicadores que permitem analisar o desenvolvimento econômico mundial, sobem pelo segundo mês consecutivo, informou hoje (10) o Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV). O Barômetro Coincidente se mantém acima da média histórica, enquanto o Barômetro Antecedente retorna à faixa neutra dos 100 pontos.

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

O Barômetro Econômico Global Coincidente subiu 0,4 ponto em janeiro, para 108,7 pontos enquanto o Barômetro Econômico Global Antecedente avançou 3,6 pontos, para 100,9 pontos, maior nível desde setembro de 2021 (108,1 pontos).

Segundo o Ibre/FGV, ambos os resultados foram bastante influenciados pela melhora do ambiente econômico na região da Ásia, Pacífico e África.

Enquanto o Barômetro Coincidente reflete o estado atual da atividade econômica, o Barômetro Antecedente emite um sinal cíclico cerca de seis meses à frente dos desenvolvimentos econômicos reais. Esses indicadores se baseiam nos resultados de pesquisas de tendências econômicas realizadas em mais de 50 países. A intenção é ter a cobertura global mais ampla possível.

Segundo o pesquisador do Ibre/FGV Paulo Picchetti, os efeitos da nova onda da pandemia da covid-19 e da perspectiva de políticas monetárias mais restritivas sobre as expectativas acerca do nível de atividade econômica parecem já ter sido incorporados em sua maioria nos últimos meses de 2021.

“No início de 2022, os barômetros globais sinalizam uma trajetória de adaptação a esse novo cenário, revertendo a tendência de queda observada nos últimos meses do ano anterior”, disse, em nota, Paulo Picchetti.

Barômetro Coincidente

A região da Ásia, Pacífico e África contribuiu com 1,3 ponto para a alta do Barômetro Coincidente Global. A Europa, por sua vez, foi em sentido contrário e contribuiu negativamente com 1 ponto para o resultado agregado. Apesar do recuo, o indicador regional da Europa ainda sustenta o maior nível entre as três regiões, com o indicador na faixa dos 112 pontos.

Em Portugal, policiais preferem apanhar

domingo, 9 de janeiro de 2022

Embraer e Anatel testam interferência dos 5G em voos

Estudos serão realizados para descobrir se há eventual interferência da tecnologia em sistemas de aviação

A fabricante brasileira de aviões Embraer informou à AgênciaNacional de Telecomunicações (Anatel) que pretende realizar estudos sobre a eventual possibilidade de a tecnologia 5G interferir em sistemas de aviação do país.

O assunto é monitorado pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) desde o ano passado, em razão das discussões sobre o tema no exterior, em especial nos Estados Unidos (EUA).

Por enquanto, a Anatel não prevê qualquer alteração nos prazos de implantação do 5G no Brasil em função dos estudos.

Os EUA — onde existe preocupação sobre possíveis interferências —, decidiram utilizar a faixa de 3,7 GHz a 3,98 GHz para as redes 5G comerciais.

A Organização da Aviação Civil Internacional (OACI) recomenda uma separação de 200 MHz em relação a esse espaço e o utilizado em serviços de radionavegação aeronáutica, que opera na faixa de 4,2 GHz a 4,4 GHz.

Título e Texto: Redação, revista Oeste, 9-1-2022, 13h15

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Fiuza: Barroso é mentiroso e age como palhaço (sempre atual, não?)

Os Pingos nos Is, 27 de agosto de 2020

[Antigamente] Excelentes, divertiam a valer



Chile: indígenas “mapuches” fazem declaração revolucionária

Indígenas da etnia mapuche dispararam para o alto suas armas automáticas enquanto liam uma declaração revolucionária: “Instamos estes cães de guarda dos ricos a abandonar nosso território, porque serão derrotados pela força dos Mapuches em armas”.

Em termos da luta de classe marxista-leninista com pinceladas ecologistas, acrescentam: “Reafirmamos nosso compromisso revolucionário em ações de sabotagem dos interesses capitalistas que destroem e assolam a Mãe Terra, bem como em ações armadas contra nossas comunidades, verdadeiras proprietárias da legitimidade territorial”.

Título, Imagem e Texto: ABIM, 8-1-2022

FC Porto isolado. Só depende dele

Um dia à Porto, com vitórias em todos os jogos, teve como momento mais alto uma remontada épica* no Estoril. Ao intervalo, o FC Porto perdia por 2-0 na Amoreira, ao minuto 84 ainda perdia por 2-1, mas em cima dos 90 já estava a vencer por 3-2. Envolvido nos três golos azuis e brancos, o regressado Luis Díaz marcou o segundo, esteve na origem do primeiro - de Taremi - e assistiu para o terceiro - de Francisco Conceição.

[*Se acha o adjetivo exagerado, recorde que esta foi apenas a segunda vez na história que o FC Porto acabou por vencer um jogo fora de casa em que perdia por 2-0 ao intervalo. A primeira aconteceu em 1976, no Estádio da Luz.]

Estes três pontos foram especiais por diversos motivos, desde logo porque significaram que a equipa se isolou na liderança do campeonato, com três pontos de vantagem sobre o Sporting, e terminou invicta a primeira volta da liga. Mas também porque se tratou de uma vitória alcançada em circunstâncias difíceis, frente a um Estoril que é forte e que já roubou pontos a um candidato ao título, e com um FC Porto bem mais desfalcado do que o adversário - um facto que nem o circo alimentado pela imprensa de Lisboa na última semana poderá iludir.

A “persistência” e o “acreditar” estiveram entre os fatores-chave deste triunfo, afirmou Sérgio Conceição, que destacou que o resultado foi “justo” e obtido frente a “uma equipa muito bem trabalhada”. O treinador reconheceu que o Estoril merecia a vantagem ao intervalo e elogiou a prestação do grupo que dirige no segundo tempo: “Fomos a equipa que normalmente somos e chegámos naturalmente aos golos”.

[As danações de Carina] Tão legal e saboroso quanto comer baratinhas assadas no escuro

Carina Bratt

ANTIGAMENTE, no tempo do tempo dos meus pais, as músicas tidas como populares, eram melhores que as de hoje. Havia a ‘parada de sucessos’, no programa Haroldo de Andrade, se não estou enganada, na Rádio Globo do Rio de Janeiro, onde desfilavam as vinte mais com Roberto Carlos em primeiro lugar ‘mandando todo mundo pro inferno’. Estão lembradas? ‘De que vale o céu azul... e o sol sempre a brilhar... se você não vem e eu estou a lhe esperar...’’.

Em São Paulo, Barros de Alencar com seu jargão ('Vocês estão ligados na Super Tupaulo de São Pi') na Super Rádio Tupi, no programa que levava seu nome, voava longe. Por lá, desfilavam Odair José, Diana, Wanderléa, Lindomar Castilho, Wanderley Cardoso, Gino e Geno, Tim Maia, Amado Batista, Paulo Sérgio, Caetano Veloso, Joelma (não a da Banda Calypso), Vanusa enfim... uma legião de intérpretes que nos faziam viajar por coisas boas e inesquecíveis.

Os programas de auditório, bombavam —, perdão, faziam um sucesso tremendo e estrondoso com a Inezita Barroso, levando aos nossos lares nos seus impecáveis ‘Viola, Minha Viola’, o que havia de melhor da música raiz no seguimento sertanejo. Até o Faustão se fazia menos pamonha e abajoujado nos ‘Perdidos na Noite’, sem falar na ‘Discoteca do Chacrinha’, com um José Abelardo Barbosa de Medeiros irreverente, meio desnorteado, mas gostoso de ser assistido.

Não posso me esquecer de papai sentado no sofá da sala ao meu lado e de mamãe (pipocas e refrigerantes a dar com pau), meia dúzia de olhos grudados na telinha vendo o Rolando Boldrin e seus 'causus' engraçados, ‘Um Instante, maestro’, com Flávio Cavalcante (quebrando os discos 'Lps' dos ‘maus cantores’’), o Silvio Santos na sua antiga TV-S... e tantos mais que deixaram um rastro enorme de tristezas e saudades imorredouras.

De tudo, se colocado na ‘peneira do ontem sem volta’ —, teremos em dias atuais, para nosso regalo (de espanto e agonia) um amontoado gigantesco de programas incultos, de apresentadores cafonas e ridículos, personalidades retrógradas que perdem um tempo enorme em horário nobre e caro, em termos de televisão, mandando para nossas casas uma série de mediocridades e vulgaridades que nem o Capeta, do seu trono em chamas, nos quintos, aguenta assistir.

Me baseio igualmente nos desenhos animados. Eu amava a ‘Sessão da tarde’, bem ainda o gorila Maguila, o Papa Léguas, o Tom e Jerry, o Pica pau, He-Man, Caverna do Dragão, Popeye, Scooby Doo, Os Jetsons... havia uma gama de excelentes infantis que simplesmente saíram do ar para dar lugar a um empilhado de cocos fétidos saídos das latrinas americanas conhecidos como Bob Esponja, Hey, Arnold, Naruto e outros descalabros, apenas para não deixar o texto sem uma ilustração guiadora.

sábado, 8 de janeiro de 2022

[Versos de través] Balada do Rio Douro

Pedro Homem de Mello

Que diz além, além entre montanhas,  
O rio Doiro à tarde, quando passa?
Não há canções mais fundas, mais estranhas,
Que as desse rio estreito de água baça!...

Que diz ao vê-lo o rosto da cidade?
Ó ruas torturadas e compridas,
Que diz ao vê-lo o rosto da cidade
Onde as veias são ruas com mil vidas?...

Em seus olhos de pedra tão escuros
Que diz ao vê-lo a Sé, quase sombria?
E a tão negra muralha à luz do dia?
E as ameias partidas sobre os muros?

Vergam-se os arcos gastos da Ribeira...
Que triste e rouca a voz dos mercadores!...
Chegam barcos exaustos da fronteira
De velas velhas, já multicolores...

Sinos, caixões, mendigos, regimentos,
Mancham de luto o vulto da cidade..
Que diz o rio além? Por que não há-de
Trazer ao burgo novos pensamentos?

Que diz o rio além? Ávido, um grito
Surge, por trás das aparências calmas...
E o rio passa torturado, aflito,
Sulcando sempre o seu perfil nas almas!...

Pedro Homem de Mello

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o Natal mais feliz da minha vida 
Quem sabe um dia 
O Menino Azul 
Todas as cartas de amor...

Havaianas lança coleção Biscoito Globo e Mate Leão

Parceria da Havaianas com biscoitos Globo e o chá Matte Leão terá diversos produtos como chinelos, camisetas, cangas, ecobags e outros

O lanche oficial dos cariocas, o biscoito Globo com Mate, que desde 2012 é patrimônio imaterial do Rio de Janeiro, vai ganhar uma coleção da Havaianas, o que os publicitários chamam de Collab. Feita em parceria com biscoitos Globo e o chá Matte Leão, serão diversos produtos como camisetas, cangas, ecobag, garrafas térmicas e outros.

A parceria com o biscoito Globo inclui uma linha de produtos com um modelo de sandálias no formato tradicional de Havaianas, uma camiseta de manga curta e uma toalha de banho; todos com as cores amarelo e verde, seguindo a referência identidade visual das embalagens do Globo.

Na parceria com a fabricante de chás, a Havaianas criou dois modelos de sandálias, fora um modelo de camiseta de manga curta, canga, ecobag, garrafa térmica e uma toalha de banho.

Assim como Havaianas, Leão e Biscoito Globo são marcas que fazem parte do ‘ritual praiano’ de milhares de cariocas e dos apaixonados pelas paisagens e clima agradável do Rio de Janeiro.” Mariana Rhormens, diretora de marketing da Havaianas Brasil.

Em jogo épico FC Porto assume a liderança

O Futebol Clube do Porto entrou em campo contra o Estoril Praia, em casa deste.

No primeiro tempo leva dois. Um, de Arhur Gomes, aos 38’, e o segundo, de grande penalidade, batido por André Franco, aos 43’.

O FC Porto foi para o vestiário perdendo por duas bolas a zero.

Achei difícil, muito difícil, mas, vamos em frente! Assistir até ao final, porque, afinal, “por morrer uma andorinha, não acaba a primavera”!

Aí, começa o segundo tempo. O Porto vem com vontade. Ok, mas vontade não vence jogo. Se vencesse, bastaria contratar o Uri Geller.

Todavia, contudo, o FC Porto tinha (e tem!) Luis Díaz.

49’: “Marca Taremi! (2-1) Avançado iraniano desvia, à boca da baliza estorilista, uma bola pingada na pequena área, após uma defesa de Thiago, junto ao poste esquerdo, a remate de cabeça de Evanilson, assistido por Luis Díaz.”

84’: “Marca Luis Díaz! (2-2) Ala colombiano recebe um passe curto de Taremi no interior da grande área estorilista, muda de velocidade perante a oposição de Soria e dispara rasteiro com o pé esquerdo para o fundo da baliza de Thiago.”

Aos 87’ entra Francisco Conceição no lugar de Fábio Cardoso.

E, dois minutos depois, o guri toca na bola. Para dentro da rede. 3 a 2!!


Por que as ditaduras não caem mais?

Da Venezuela à Coreia do Norte, tiranos permanecem firmes no poder, apesar de toda a pressão contrária


Dagomir Marquezi

Adolf Hitler se matou com uma bala na cabeça, num bunker de uma Alemanha destruída pela guerra. Benito Mussolini levou um tiro e seu corpo foi pendurado de cabeça para baixo, com sua amante Claretta, numa praça de Milão. Nicolai Ceausescu foi fuzilado no Natal de 1989, em Bucareste. Saddam Hussein, enforcado em Bagdá. Muammar al-Gaddafi, capturado numa tubulação de esgoto, espancado e morto em Sirte, na mesma Líbia que governou com mão de ferro. 

O cadáver de Benito Mussolini, ao lado do de sua companheira, Claretta Petacci e de outros fascistas fusilados, exposto em Milão, em 29 de abril de 1945, na Piazzale Loreto, a mesma praça onde os fascistas haviam exposto os corpos de 15 civis milaneses um ano antes, mortos por suas atividades de resistência. Foto: Vicenzo Carrese/Domínio Público

Ditaduras costumavam cair. E ditadores muitas vezes foram punidos pelos seus atos. Agora, aparentemente, eles permanecem em seus palácios para sempre. Quantas vezes já se anunciou que Nicolás Maduro cairia, como consequência da destruição que promoveu na Venezuela? Quantos analistas sérios não previram que as massas esfomeadas da Coreia do Norte derrubariam o regime comunista nesses quase 74 anos de tirania?

Pois Maduro continua firme no Palácio Miraflores, comendo seu filé-mignon e se lixando para a destruição do país, iniciada pelo antecessor, Hugo Chávez. Em Pyiongyang, o jovem bem nutrido Kim Jong-un toma champanhe cercado de miséria, com a certeza de que nenhum país vai mexer com seu regime, graças ao arsenal de armas nucleares e mísseis intercontinentais, que tratou como prioridades. 

O que mudou? A jornalista e historiadora americana Anne Applebaum (formada em Yale e pela London School of Economics) decidiu tentar responder a essa pergunta em um longo artigo para a revista Atlantic. O panorama que ela traça é preocupante.

Applebaum cita como exemplo típico dessas “novas ditaduras” o que aconteceu com a Bielorrússia. O país de 9,3 milhões de habitantes, que fazia parte da União Soviética, era administrado desde 2000 pelo “ex-comunista” Alexander Lukashenko, com sua política à base de paternalismo e promoção pessoal. Em 2020, ele venceu uma eleição (obviamente fraudada) com 80% dos votos.

O eterno 6 de janeiro

A esquerda (do partido) democrata precisa manter a chama desse dia acesa para justificar todas as medidas pregadas para alterar drasticamente o modelo político americano

Rodrigo Constantino

Neste dia 6 de janeiro completou um ano aquele fatídico episódio da invasão do Capitólio. Apoiadores de Trump marcharam até o Congresso, instigados pelo próprio presidente, que falou em dar um recado claro, ainda que reforçando a importância de todos irem pacificamente. A revolta se deu por suspeitas de fraudes eleitorais, que Trump alimentou por semanas, e que de fato encontravam respaldo em dados estranhos. 

Uma minoria se insurgiu e acabou furando o pequeno bloqueio policial. O que se seguiu foi lamentável para a democracia. Uma turba ensandecida invadiu o Capitólio, congressistas correram em pânico e cinco pessoas morreram, com várias sendo presas. Os democratas e a mídia tentaram responsabilizar Trump pelo ocorrido, mas investigações não encontraram nenhum elo direto com o ex-presidente.

Não obstante, a esquerda segue martelando sobre isso até hoje, e nesse aniversário houve um esforço coordenado para reviver aqueles momentos tensos. É como se aquele triste dia justificasse todo abuso do sistema contra Trump, as narrativas falsas de conluio com os russos, a suposta ameaça à democracia, sua denunciada inclinação fascista. O que querem é retratar aquele caso isolado como uma consequência inevitável da eleição do magnata outsider. 

A esquerda precisa do dia 6 de janeiro, que ele seja eterno. Não por acaso, o NYT publicou editorial alegando justamente isso: que todo dia é dia 6 de janeiro, ou seja, que o risco à democracia continua, que o perigo segue rondando a América. Esse alarmismo é seletivo: todos, inclusive a imensa maioria republicana, estão de acordo que aquele dia 6 foi terrível, que aquelas cenas não são aceitáveis. Não há grupo significativo que tenha aplaudido aquilo.

Mas esses jornalistas e políticos não se lembram do que aconteceu quando o governo Trump foi inaugurado? Houve quebra-quebra, pedras jogadas nos vidros dos prédios e cerca de 200 pessoas presas! Ali a democracia não estava ameaçada? E nos protestos violentos após a morte de George Floyd? E nas manifestações incendiárias do Black Lives Matter? E no terrorismo espalhado pela Antifa, grupo que se diz antifascista enquanto adota cada tática fascista? Nesses episódios todos a democracia estava segura, garantida?

O triunfo da mentira

Nenhuma fake news em circulação hoje se compara ao complexo de falsificações montado para sustentar que o agronegócio brasileiro está ameaçando o planeta

J. R. Guzzo

Vive-se hoje em dia, no Brasil e no mundo, uma nova era, como foram a Era do Gelo ou a Era dos Descobrimentos — é a Era da Mentira Universal. É possível que nunca tenha se mentido tanto quanto agora em toda a história da humanidade. Antigamente a Igreja Católica mentia horrendamente, por exemplo, dizendo que todo mundo iria para o inferno se não obedecesse ao padre; os reis mentiam dizendo que tinham sido escolhidos por Deus para mandar. Eram mentiras top de linha, com toda a certeza, mas até então o mundo não tinha visto nada. Naquele tempo não havia ONGs, cientistas-militantes ou a raça burocrática. Não havia especialistas, nem universidade, nem formadores de opinião. Não havia imprensa. A soma dessas coisas todas, em termos de desrespeito aos fatos, acaba com qualquer comparação — perto de onde estamos hoje, a Idade Média foi um momento de luz.

A dúvida é saber onde se mente mais, se no Brasil ou lá fora. Deve ser no Brasil: aqui, além da produção própria, importamos com paixão as mentiras manufaturadas na Universidade Harvard, ou no governo da Alemanha, ou no Le Monde. Qual a novidade? País subdesenvolvido é assim mesmo: copia tudo o que ouve ou que lhe mostram, e considera como verdade matemática tudo o que vem embalado em inglês, francês ou outra língua civilizada. Isso complica consideravelmente a questão. Qualquer alucinação originada nos centros mundiais da sabedoria, da democracia e do politicamente correto entra no Brasil com a facilidade e a rapidez com que entra por aqui a cocaína da Bolívia. Entra e cai direto no ouvido dos que mandam, influem e controlam — eis aí todo o problema. A partir daí, as mais espetaculares criações da estupidez mundial viram lei neste país, ou algo tão parecido que não se percebe a diferença.

O agronegócio brasileiro, de acordo com os militantes ambientais, causa terremotos, erosão do solo e incêndios

De todas as mentiras de primeira grandeza que estão hoje em circulação no Brasil e no mundo, provavelmente nenhuma se compara ao complexo de falsificações montado para sustentar que o agronegócio brasileiro, e em especial a pecuária, está ameaçando a sobrevivência “do planeta”. Segundo o rei da Noruega, o diretor de marketing da multinacional high tech (e mesmo low tech) ou o cientista ambiental de Oxford, nossa soja e o nosso boi, que têm um papel cada vez mais fundamental na alimentação de talvez 1 bilhão de pessoas, ou mais gente ainda, são um terror. Juntos, destroem florestas, envenenam o mundo com “carbono” e provocam todo tipo de desastre natural — das enchentes às secas, dos incêndios à erupção dos vulcões. Não se deve discutir mais nada do ponto de vista científico, técnico ou da mera observação dos fatos — todos os que estão “conscientes” da necessidade de “salvar o planeta” concordam que a “humanidade” tem de “agir já” se quiser “sobreviver” à “crise climática”. 

Imagens de bois brasileiros no pasto, ou colheitadeiras trabalhando na safra de grãos, são diretamente associadas, nos comerciais de grandes empresas, órgãos internacionais e ONGs milionárias, a tsunamis na Ásia, a inundações na Austrália ou a seca no sul do Sudão. O agronegócio brasileiro, de acordo com os militantes ambientais, causa terremotos, erosão do solo e incêndios — mesmo os incêndios da Califórnia ou do Canadá. É responsável pela fome na África. (Não tente entender: o Brasil está produzindo neste ano quase 300 milhões de toneladas de alimentos, mas o cientista político da Sorbonne garante que agricultura e pecuária modernas são geradoras de miséria.)

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O sustentável peso das aparências.

José Miguel Roque Martins

Temos uma maioria de esquerda. Não admira, enquanto os Portugueses olharem para medidas avulsas e não para o seu resultado global.


As medidas socialistas são, por natureza, atraentes. Conferem benefícios ou asseguram direitos que, aparentemente, não são pagos por ninguém. Parece magia. Mas não é, e por isso acaba por correr mal. A realidade acaba por impor-se. Economia de mercado sim, se for despojada de toda a liberdade e por isso, da sua eficiência. É um caminho possível, mas com os resultados que se conhecem: estarmos relativamente piores dos que se afastam do socialismo.

O mesmo acontece com a defesa dos bens e serviços públicos por funcionários públicos, que evitam o custo acrescido do lucro para os contribuintes. Por isso, a saúde e o ensino público custam mais do que custariam se recorrêssemos ao mercado. Porque não há nenhuma razão para o Estado ser inevitavelmente menos eficiente que o setor privado, a não ser os incentivos, que apelam ao interesse próprio de cada um, uma imoralidade, que importa contrariar. Num país pouco pragmático, vamos mudar a natureza humana, ao invés de a aproveitar para o interesse comum.

Não importa quanto custe, como diria Catarina Martins. A dimensão de um estadista parece medida pela indiferença sobre os custos que os outros vão pagar.  É nestes temas que a moral socialista se sobrepõe ao interesse coletivo. Em que os meios importam mais do que os fins. A confusão que instalam antes, a confusão entre SNS (Serviço Nacional de Saúde) e os cuidados de saúde universal, uma mentira útil à causa e, por isso, virtuosa.

Anac proíbe Itapemirim de retomar venda de passagens

Nesta semana, a companhia aérea pediu que a agência revisasse a suspensão da licença de operação

A Itapemirim Transportes Aéreos (ITA) está proibida de voltar a vender passagens.

Foto: San Junior/Uai Foto/Estadão Conteúdo
A medida cautelar contra a companhia é da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

A decisão ocorre depois do órgão regulador ter suspendido o Certificado de Operador Aéreo (COA) da empresa em 17 de dezembro.

Segundo a Anac, a medida vigorará “enquanto a empresa não demonstrar o cumprimento de ações corretivas”.

O órgão regulador exige a “reacomodação de passageiros, reembolso integral da passagem aérea aos consumidores que optaram por esta alternativa e resposta aos passageiros sobre todas as reclamações registradas”.

Nesta semana, a companhia pediu que a agência revisasse a suspensão do COA, uma espécie de licença sem a qual nenhuma linha aérea pode operar.

Covid-19: proibido no Brasil, autoteste é usado em outros países

Anvisa afirma que ampliação de acesso deve ser estudada com critério quanto aos riscos, benefícios e possíveis efeitos

Utilizado como ferramenta no combate ao novo coronavírus, o chamado autoteste de covid-19 já é popularmente utilizado nos Estados Unidos e países da Europa, Ásia e América Latina.

No entanto, no Brasil, ainda não tem registro para ser comercializado. Apesar de ser defendido por fabricantes, farmacêuticas e especialistas, o uso depende de autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Os autotestes são proibidos no território brasileiro devido a uma resolução de 2015. No documento, a agência justifica a decisão afirmando que “não podem ser fornecidos a usuários leigos” produtos que atestem a “presença ou exposição a organismos patogênicos ou agentes transmissíveis, incluindo agentes que causam doenças infecciosas passíveis de notificação compulsória”.

Disponível para venda em farmácias e lojas de varejo ou distribuído pelos governos nos países onde o uso é permitido, o teste pode ser realizado em casa. Basta a pessoa realizar uma coleta de amostra de swab nasal, seguindo as instruções de uso.

Todos os materiais necessários para realizar o teste, como instruções, cotonetes, dispositivos de teste e reagentes são fornecidos na embalagem. Além disso, o resultado pode ser verificado em até 15 minutos.

Segundo o presidente executivo da Câmara Brasileira de Diagnóstico Laboratorial, Carlos Eduardo Gouvêa, para se lançar no mercado qualquer tipo de autoteste, a Anvisa precisa fazer uma resolução específica, normalmente por motivo de necessidade de saúde pública indicada pelo Ministério da Saúde.

“Já há um consenso da importância crescente de novas ferramentas, ficando agora a cargo da Anvisa prosseguir com a mesma celeridade que adotou no início da pandemia, para uma avaliação que autorize o processo de registro destes produtos. É fundamental ainda que o Ministério da Saúde apoie esta medida, até para que a discussão seja bem completa e ágil”, cobrou Gouvêa.

“Para que este cenário mude, é necessária a provocação formal do Ministério da Saúde para que a Anvisa faça a discussão de uma possível resolução autorizando o início dos registros de tais produtos, estipulando as condições, requisitos e demais critérios de usabilidade pela população leiga”, afirmou o especialista.

Anvisa

“A ampliação de acesso, inclusive ao público leigo, deve ser estudada com critério quanto aos riscos, benefícios e possíveis efeitos”, disse, em nota, a Anvisa.

A AstraZeneca não deu apoio algum, diz mãe de Bruno Graf

Segundo Arlene Ferrari, a farmacêutica anglo-sueca não a procurou para prestar esclarecimentos

Edilson Salgueiro

O advogado Bruno Graf, de 28 anos, morreu em virtude de efeitos colaterais provocados pela vacina contra a covid-19 da AstraZeneca. É o que afirma Arlene Ferrari Graf, em entrevista concedida ao programa Os Pingos nos Is, da rádio Jovem Pan, exibido nesta sexta-feira, 7.

Um exame constatou o nexo causal entre o óbito e a vacinação”, salientou a mãe de Bruno. “Quando isso ocorreu, fiz um alerta em todas minhas redes sociais. Como resposta, obtive inúmeros relatos de casos semelhantes em diversos lugares do Brasil.”

A censura

Arlene explica que, depois da morte do filho, passou a usar a internet para informar as pessoas sobre os riscos das reações adversas dos imunizantes. “Também queria que se indagassem sobre a necessidade de inoculação por algo que tirou a vida do meu filho”, acrescentou.

Como resultado, Arlene foi censurada pelas big techs. “No Facebook, fui bloqueada diversas vezes”, revelou. “Inicialmente, fui impedida de fazer postagens por 30 dias. Então, criei uma segunda conta. Porém, fui novamente bloqueada. No Instagram, as pessoas não conseguem marcar meu perfil.”

Depois das denúncias feitas por Arlene, a Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina tirou do ar o link de acesso ao documento público que cita o óbito de Bruno em decorrência de efeitos colaterais da vacina da AstraZeneca. “Ninguém conseguiu acessá-lo por alguns dias”, disse.

Exportações de carne de porco batem recorde em 2021

O Brasil faturou mais de US$ 2 bilhões com o comércio exterior do item

Artur Piva

O Brasil bateu recorde de exportações de carne de porco em 2021. Ao todo, os embarques chegaram a 1,1 milhões de toneladas — 11% a mais que no ano anterior.

Foto: Worawut Saewong, Shutterstock

A contagem é da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), e leva em consideração tanto o produto in natura quanto o processado. Nesse meio tempo, a receita com as exportações de carne de porco atingiu US$ 2,6 bilhões em 2021. Ou seja: a cifra é 16% maior que os US$ 2,3 bilhões de 2020.

No mês de dezembro, a quantidade enviada a outros países chegou a quase 90 mil toneladas. Desse modo, os embarques do item ao mercado externo ao longo do mês passado renderam US$ 191 bilhões ao Brasil.

O mercado asiático segue como o mercado que mais absorve as exportações de carne de porco do Brasil. O destaque ficou para a China, que comprou 533 mil toneladas do item ao longo de 2021.

“A Ásia continua sendo a principal região compradora de nossa carne suína e deverá permanecer em 2022 como nosso principal parceiro”, avalia Ricardo Santin, presidente da ABPA. “A Rússia também deverá ser novamente um importante parceiro para o Brasil neste ano que se inicia.”

Rio tem aumento repentino nos testes positivos para covid-19

Mapa de Risco de Covid-19 mantém estado em bandeira verde

Douglas Corrêa

O estado do Rio de Janeiro registrou um aumento repentino na taxa de positividade dos testes de RT-PCR para detecção da covid-19 a partir de meados da 52ª semana epidemiológica (de 26 de dezembro a 01 de janeiro), segundo a Secretaria de Estado de Saúde (SES). A taxa passou de 1,4%, no fim de dezembro, para mais de 20% nos primeiros dias de janeiro.

Foto: Beth Santos/Prefeitura do Rio

Esse aumento ainda não se reflete nesta edição do Mapa de Risco da Covid-19, divulgado hoje (7) e que traz dados de semanas anteriores. Segundo o mapa, o estado se mantém em bandeira verde, com cinco regiões na bandeira verde e quatro na amarela. No estudo da secretaria, cada bandeira representa um nível de risco e um conjunto de recomendações de isolamento social, que variam entre as cores roxa (risco muito alto), vermelha (risco alto), laranja (risco moderado), amarela (risco baixo) e verde (risco muito baixo).

Os indicadores utilizados para análise do mapa levam em consideração a capacidade instalada (leitos e taxa de ocupação) e o aumento no número de óbitos e internações, além da taxa de positividade. Até o momento, esses dados não apontam para uma piora da situação de risco da covid-19, sendo reflexo do avanço da vacinação em todo o estado.

“Estamos diante da circulação de uma nova variante com alta capacidade de transmissão. Porém, até o momento, não estamos vendo um agravamento dos casos, que em geral se apresentam de forma leve e até sem sintoma. Parte disso se deve ao grande percentual da população imunizada. Por isso, é extremamente importante que o calendário vacinal seja observado com atenção. Quem ainda não tomou a segunda dose deve procurar um posto de saúde o mais rápido possível, assim como as pessoas que já podem receber a dose de reforço”, disse o secretário de Estado de Saúde, Alexandre Chieppe.

Aumento da testagem 

Com a alta procura por diagnóstico da covid-19, a secretaria está ampliando a capacidade de realização de testes para detecção da doença no estado. Nesta sexta-feira, foram inaugurados seis centros de testagem para casos leves ou de pessoas que tiveram contato com alguém que testou positivo há quatro ou cinco dias.