sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Falta de respeito

Luiz Carlos Prates
Eu não devia mais perder meu tempo com gente baixa. Queres um exemplo? Pois não: uma mulher que se deixe fotografar nua em posições de meretrício baixo só para contentar o ordinário que anda com ela, namorado, amante, o que for. É o caso sobre o qual acabo de saber, aconteceu aqui por perto…

Apenas perco tempo com essa história porque ela envolve uma mulher toda nariz empinado, gente boa, você nem imagina… Pois essa pessoa, num dia de “amor” e de absoluta irresponsabilidade, deixou-se fotografar, fez poses que poucos podem imaginar… Mais tarde, ela brigou com o vagabundo com quem andava e ele, sem cerimônias, jogou as tais fotos nas promíscuas redes sociais. Foi um bafafá. E isso não aconteceu muito longe daqui, repito.

Vila Mimosa, Rio de Janeiro, ilustração: Sadi, 1995

Pois essa mulher despudorada entrou com ação judicial contra o ex-amor querendo pesada indenização financeira por danos morais. Ganhou em primeira instância um bom dinheiro, mas o cara processado recorreu e um outro magistrado, mais justo, acabou dizendo que não, que aquela indenização era indevidamente alta, que a mulher teve muita culpa no que aconteceu. Esse magistrado tinha toda razão, afinal, “aquelas” posições que a mulher assumiu ao ser fotografada saíram da cabeça promíscua dela. Que se dane, então, que colha o que semeou! Ela acabou pegando uma merreca de dinheiro, talvez dê para pagar o táxi de volta para casa. Bem feito!

Gratitude

João Bosco Leal

Através de uma rede social recebi um vídeo em que, enquanto transmitido, ouve-se um texto de Louie Schwartzberg, chamado Gratitude. Nele, Louis – como também é conhecido -, trata de milhares de maravilhas do universo que diariamente estão à nossa volta e que, exatamente por serem frequentes, sequer são notadas.

Lembra que cada dia que nos é dado não é somente mais um dia, que o “hoje” é único, um presente dado a você – para que o viva neste exato momento – e a única reação apropriada seria o agradecimento, o que praticamente nunca fazemos.

O amanhecer com sol, nuvens, chuvoso, frio ou quente, só nos interessa pela temperatura, para saber quais roupas teremos de utilizar, se devemos nos agasalhar ou não, mas raramente chama a atenção por sua beleza única, que com a mesma intensidade de cores, posição do sol ou das nuvens, certamente jamais se repetirá.

Há muito poucos anos, diante de um grupo de pessoas onde estava, comentei ser uma pena não haver trazido uma máquina fotográfica para poder, naquele momento, fotografar a beleza de uma flor que via e a reação de uma pessoa que me ouviu, foi dizer que fotografar flores era “coisa de viado”. Essa parece ser uma reação normal, pois as pessoas até se assustam quando alguém enxerga o que elas só viram e, normalmente, são necessárias décadas de vida e amadurecimento, para que alguém – se aprender – enxergue e não somente veja o que está ao seu lado.

Ouvindo a mensagem transmitida enquanto via o vídeo, percebi que residindo em um prédio que proporciona a visão de uma paisagem maravilhosa, raramente me coloco a observá-la e muito menos os detalhes por ela proporcionados, como o de um casal de araras – por mim já fotografado – que toda manhã fazia barulho nas folhagens de um buriti localizado na mesma quadra, agora expulso dali pelo proprietário da casa, que cortou a árvore onde ficavam.

O fim de um mundo

A recente e atroz perseguição religiosa contra os cristãos no Iraque é um acontecimento histórico precedido por longa série de defecções do Ocidente em face da investida do Islã no Oriente e de sua invasão progressiva nos países que constituíram outrora a Cristandade

Juan Miguel Montes

Capa da revista Catolicismo, setembro 2014
“O fim de um mundo milenar infelizmente chegou” — escreveu, no último dia 8 de agosto no “Corriere della Sera”, o conhecido historiador Andrea Riccardi, referindo-se à imensa tragédia dos cristãos iraquianos e lamentando, porque “faltou da parte de todos uma ideia do que estava para suceder”.

“Da parte de todos”. São palavras claras, que não admitem atenuantes ou isenção de responsabilidade. De fato, trata-se de uma realidade que temos diante de nossos olhos. Até mesmo na Igreja se pensou em outra coisa em todo esse tempo decorrido desde a famosa denúncia do bispo de Esmirna (Izmir, Turquia), Dom Giuseppe Bernardini, quando em sua intervenção no Sínodo de outubro de 1999 deixou claro que em certos âmbitos eclesiásticos havia uma certa miopia em julgar as intenções dos islamitas, infiltrados nas grandes migrações humanas para a Europa, segundo ele, com um programa de “expansão e reconquista”.

O prelado, depois de 16 anos na Turquia, conhecia bem o assunto e seguramente tinha muito presente a erradicação do cristianismo da Anatólia no início do século passado, com o genocídio dos armênios.

1999: impõe-se um sínodo urgente sobre a questão

A fim de evitar à Europa tal tragédia, ele propunha a convocação urgente de “um Sínodo ou simpósio de bispos” para resolver o problema dos muçulmanos nos países cristãos, lembrando a seus confrades reunidos em Roma o que ele tinha ouvido falar de um autorizado expoente muçulmano: “Graças às suas leis democráticas, vos invadiremos; graças às nossas leis religiosas, vos dominaremos”. Diante de um fenômeno em expansão na Europa havia alguns anos, ele concluiu com uma severa advertência: “Nunca se deve dar aos muçulmanos uma igreja católica para o seu culto, porque isso, aos olhos deles, é a prova mais certa de nossa apostasia”. E depois, com um conhecimento preciso da realidade humana, rematou: “Todos sabemos que é preciso distinguir a minoria fanática e violenta da maioria pacífica e honesta, mas esta, mediante uma ordem dada em nome de Alá ou o Corão, marchará sempre compacta e sem hesitação. De resto, a História nos ensina que as minorias sempre conseguem se impor às maiorias derrotistas e silenciosas”.

Dom Amel  Nona, arcebispo caldeu de Mosul, em fuga para Erbil: “Nossos sofrimentos de hoje são um prelúdio daqueles que também vós, europeus e cristãos ocidentais, padecereis no futuro próximo”.

Os favoritos para as eleições de 2014

Almir Papalardo
Parece-nos que após a realização do primeiro debate entre os candidatos presidenciáveis feito na Band, ratificou apenas o diagnóstico que já se tinha delineado, ou seja, que serão mesmo os três mais fortes candidatos que deterão as maiores pontuações de votos, provocando assim, naturalmente, a necessidade do segundo turno.

São eles: Dilma Rousseff – PT (reeleição), Aécio Neves – PSDB e Marina Silva – PSB. Pelo andar da carruagem, serão mesmo estes três que receberão o maior número de votos válidos. Permanece porém uma grande incógnita, apontar quem será alijado da disputa no segundo turno, evidentemente o candidato que ficar na terceira colocação.

Tudo nos faz crer que será este mesmo o destino da eleição de outubro. A menos que no prosseguimento das campanhas e nos novos debates entre eles nestes 37 dias que ainda faltam para a eleição, apareça um outro candidato surpresa, revolucionando um novo e inédito tipo de campanha (dirigida para os aposentados por exemplo), diferente das anteriores, cansativas, embromadoras, para muitos eleitores até nojentas, porque não aguentam mais assistirem a um sucessório de mentiras e promessas vãs, impossíveis de serem cumpridas, porque a ambição é apenas pelo cargo que lhes darão uma vida de nababo, quando, se eleitos, esquecerão das promessas feitas aos eleitores, e ao cumprimento às determinações da Constituição Federal, de que deverão legislar somente para a população brasileira.

Candidata DILMA ROUSSEFF: Esta candidata está disputando a reeleição. Apesar dos resultados da sua atuação não serem bons para a maioria dos brasileiros, devemos respeitá-la, porque, apesar da reprovação de milhões de eleitores, ainda detém um percentual muito grande de admiradores fanáticos, dependentes das várias bolsas benesses caça votos, oferecidas pelo governo petista. Conta também com um grande número de eleitores, que mesmo detestando-a, preferem desperdiçar seus votos, achando que nenhum político é merecedor dele, acreditando na tola existência de candidatos perfeitos e sem pecados!

Candidato AÉCIO NEVES: Também tem boa chance de sair-se vitorioso. A maioria da população quer uma mudança radical nesta atual governança do Brasil, insatisfeita e desiludida com a gestão de Dilma. Se ele priorizar nas suas campanhas as reclamações dos aposentados, comprometendo-se mais favoravelmente e com insistência ao anseio dessa categoria de esquecidos e descartados, poderá sim, conquistar também um grande percentual daqueles 36 milhões de eleitores que em 2010 jogaram seus votos na lixeira, por não confiarem mais na nossa política e principalmente nos candidatos indiferentes a situação triste e desprotegida dos segurados da RGPS-Setor Urbano, para quem, sempre, viram-lhes as costas!

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Hollande não queria ser Hollande

João Marques de Almeida
Quando não há dinheiro ou riqueza para distribuir, vai-se o poder e a capacidade de preservar a coesão partidária. E sem apoio em casa, não se tem poder na Europa.

A crise no partido socialista francês mostra muito bem a natureza da crise do socialismo europeu. Uma crise que resulta da rejeição da realidade e da insistência em promessas irrealizáveis. Vejamos o que se passou com François Hollande. A sua campanha baseou-se em duas promessas. Por um lado, combater a “política alemã de austeridade”. Também dizia que a França precisava de mais “voluntarismo político na Europa” e chegou a ameaçar que recusaria o Tratado Orçamental. Por outro lado, prometeu “crescimento económico” aos franceses. Desde que chegou ao Eliseu, a economia francesa ainda não cresceu. Como querem que os franceses acreditem nele?

Não custa nada fazer uns discursos e dar umas entrevistas a dizer que se vai contrariar as políticas alemãs. É muito mais difícil fazê-lo. Muita gente falar do poder da Alemanha como se se tratasse de uma questão de má-fé “germânica” ou de um simples capricho ideológico de Merkel. Não é nada disso. O poder da Alemanha na zona Euro resulta do sucesso da sua economia e da capacidade de construir consensos internos à volta de políticas económicas fundamentais (consensos entre a CDU e o SPD, mas também entre empresas e sindicatos). Como é óbvio um país com uma economia em crise não tem força para mudar as políticas económicas de outro país com uma economia mais saudável. Além disso, um governo de coligação na Alemanha está mais unido que o partido socialista francês. Como poderia o Presidente francês impor alguma coisa à Alemanha se nem sequer tem poder para manter o seu partido unido?

Maldito Rock Baiano 4: bate-papo com Rogério Big Brother

Um pingue-pongue com Rogério Big Brother: “EU NEGO TUDO.” 
O desabafo do homem que carrega sozinho nas costas o rock baiano há um quarto de século. 
 
Rogério Big Brother: O pior problema com os roqueiros baianos é a falta de respeito mútuo. Uma geração não reconhece os méritos das outras. A galera dos anos 80 não tem o valor reconhecido pela galera dos 90, que também não é valorizada pelo povo que começou no século 21. Quase não rola comunicação entre eles. Daí que o rock baiano vive de fases, com voos curtos, que nem uma galinha: tenta voar, levanta por um segundo, depois volta pro chão.

Miguel Cordeiro é um gênio mesmo: ele disse tudo com essa teoria do voo da galinha.

A banda que mais me deu desgosto foi os Dead Billies. Eu vi a porcaria de contrato deles com a WR e falei pra eles: “Olha, aquele seu contrato já expirou depois de 7 anos. Vocês só precisam passar no escritório da WR e assinar um papel pra rescindir sua ligação com eles. Daí eu mesmo posso relançar os seus dois discos em vinil, com um contrato vantajoso pra vocês pela Big Boss Records.” Sabe o que eles fizeram? Nada. Só me responderam que não dava pra fazer isso ainda, porque cada um tava ocupado com isso e aquilo, que não dava pra os quatro se reunirem, porque um deles tava morando em outra cidade, outro não podia sair de casa, e ficaram só enrolando.
  
Quer dizer: esses caras não querem se mover pra nada mesmo. Estão todos muito acomodados com a vidinha deles: Rex fica feliz com a profissão dele de publicitário de agência de design, desenhando embalagem de amendoim; Morotó largou os Retrofoguetes porque só quer ser professor de violão clássico; Glauber ficou doido; e Joe processou Pitty!

O que mais me dói mesmo é ver o sucesso de outras bandas bem fracas lá na Europa: até os Autoramas ganham 1400 euros por show! E não é só pela bilheteria, não: assim que o show acaba, os músicos abrem a mala com os CDs da banda e vendem os discos deles ali mesmo! Sem distribuidor, sem precisar dividir a grana com intermediários. Eles fazem 7 shows por semana, tocam até na Lituânia. Agora imagine só se as melhores bandas daqui, como os Dead Billies e as Shes, excursionassem pela Europa nesse mesmo esquema independente, tocando bem melhor e cantando em inglês: eles iam faturar mais alto do que Pitty no Brasil!   

Então se você quer uma explicação para o rock baiano não se desenvolver é porque a maioria dos músicos são pessoas de classe média que não querem sair da zona de conforto. Ninguém aceita sacrificar a segurança por uma aposta no Exterior. Nenhum deles quer se arriscar.

Cristiano Ronaldo, o melhor da Europa

O futebolista português Cristiano Ronaldo juntou esta quinta-feira o título de melhor jogador a atuar na Europa, em 2013/14, à Bota de Ouro da FIFA, ao vencer a quarta edição do "UEFA Best Player in Europe Award".

Foto: Sebastien Nogier/EPA

Autor de 62 golos em 57 jogos na época transata, incluindo um recorde de 17 na "Champions", o "capitão" da seleção lusa venceu o galardão à quarta tentativa, depois de um segundo lugar (2011/12) e dois terceiros (2010/11 e 2012/13).

Os 54 jornalistas, dos diversos países da Europa, reconheceram a enorme influência do português no 10.º título europeu conquistado pelo Real Madrid, selado no Estádio da Luz, em Lisboa, na final com o vizinho Atlético de Madrid.
(…)
Jornal de Notícias, 28-08-2014

As mentiras de Dilma no debate da Band

O debate entre sete dos onze candidatos à presidência do Brasil realizou-se na noite de 26 para 27 de agosto de 2014. 
Confira as mentirinhas da candidata Dilma Rousseff:



Terrorism as Theater

The Foley Beheading: The Message Behind the Method

The beheading of American journalist James Foley by the Islamic State in Syria and Iraq was much more than an altogether gruesome and tragic affair: rather, it was a very sophisticated and professional film production deliberately punctuated with powerful symbols. Foley was dressed in an orange jumpsuit reminiscent of the Muslim prisoners held by the United States at Guantanamo Bay. He made his confession forcefully, as if well rehearsed. His executioner, masked and clad in black, made an equally long statement in a calm, British accent, again, as if rehearsed. It was as if the killing was secondary to the message being sent.

The killing, in other words, became merely the requirement to send the message. As experts have told me, there are more painful ways to dispatch someone if you really hate the victim and want him to suffer. You can burn him alive. You can torture him. But beheading, on the other hand, causes the victim to lose consciousness within seconds once a major artery is cut in the neck, experts say. Beheading, though, is the best method for the sake of a visually dramatic video, because you can show the severed head atop the chest at the conclusion.

Using a short knife, as in this case, rather than a sword, also makes the event both more chilling and intimate. Truly, I do not mean to be cruel, indifferent, or vulgar. I am only saying that without the possibility of videotaping the event, there would be no motive in the first place to execute someone in such a manner.

In producing a docu-drama in its own twisted way, the Islamic State was sending the following messages:

Marina no “Jornal Nacional”: não explicou os crimes óbvios que envolvem o avião e disse uma besteira estupefaciente sobre transgênicos… Ah, sim: Como se enrolou, tentou criticar a imprensa…

Reinaldo Azevedo
Marina Silva acaba de conceder a sua entrevista ao Jornal Nacional. Quem presta atenção ao sentido das palavras percebeu o tamanho do desastre. Os entrevistadores quiseram saber o óbvio: como se justifica o discurso da “nova política” quando a rede de empresas fantasmas e laranjas que envolve o avião em que viajavam Eduardo Campos e ela própria é a evidência escancarada da velha política? A candidata, é claro, não conseguiu achar uma resposta porque resposta não há. 

Em nenhum momento, revejam a entrevista depois no site do Jornal Nacional, ela admitiu que crimes óbvios foram cometidos. Mais do que isso: tentou desqualificar, ainda que com aquele seu jeitinho simples, de apelo telúrico, o trabalho da imprensa. Segundo disse, a verdade não virá das reportagens, mas da investigação da Polícia Federal. Como assim? Imprensa, de fato, não é a última instância na apuração de crimes. Nesse caso, no entanto, ela já chegou mais longe do que a polícia. As empresas fantasmas e seus laranjas vieram à luz. Como explicar? Pior ainda: com um discurso oblíquo, Marina sugeriu que a apuração da verdade pode ser um desrespeito à memória de Eduardo Campos.

Até aí, Marina estava na fase da enrolação, mas ainda não havia atingido o patético. William Bonner lembrou que ela e seu  vice, Beto Albuquerque, divergiram sobre algumas questões essenciais, como as culturas transgênicas e a pesquisa com células tronco embrionárias. Como posições inconciliáveis se juntam numa chapa? Isso é “nova política”? Marina, então, se saiu com a cascata de que o jornalista se fixava apenas nas divergências, não nas convergências… É mesmo?

A contradição óbvia estava no ar. Então, quando os adversários da candidata fazem composições entre divergentes, estamos diante da evidência da “velha política”; quando é ela própria a fazê-lo, aí se tem a prova da “nova política”? O que Marina respondeu? Que os jornalistas estavam equivocados. Por que estavam? Ela não disse. Nem tinha o que dizer.

Patrícia Poeta lembrou que, em 2010, Marina ficou em terceiro lugar na eleição em seu Estado, o Acre, que a conhece bem. Mais uma vez, a candidata tentou acusar a ignorância dos jornalistas: “Talvez você não conheça direito a minha trajetória…” Ora, quem não sabe? A agora candidata do PSB saiu-se com uma frase feita: “Ninguém é profeta em sua própria terra…” Ah, entendi: ela é profeta no resto do Brasil, menos no Acre. Listou os interesses que teve de contrariar e coisa e tal. Chegou a sugerir que enfrentou a máquina do governo do Acre. Aí estamos no terreno da piada. Ela participa, por meio de aliados, do governo do Estado desde 1999. É parceira dos Irmãos Viana. Seu marido era secretário de estado até à semana passada.

Avaliação: Marina Silva no JN em 27-08

Luciano Ayan
Eu já comentei por aqui as entrevistas de Aécio Neves (12-8), Dilma Rousseff (18-08) e Pastor Everaldo (19-08). Agora é a vez de Marina Silva, a entrevistada de hoje, quarta-feira, 27-8.

A entrevista começou com Bonner fazendo perguntas duras a respeito do fatídico acidente de avião que vitimou Eduardo Campos. Como a mídia tem divulgado, a contratação do avião foi irregular e fez uso de laranjas. Marina disse que houve apenas o empréstimo de um serviço, dando a entender que ela não tinha como saber de qualquer irregularidade dos empresários responsáveis pela prestação do serviço. Bonner desde o começo tentava mostrar uma contradição entre o uso de um avião irregular e o discurso da “nova política” (aliás, ele pegou no pé dela em relação a isso o tempo todo). No fim das contas ela jogou tudo nas costas da investigação e foi firme em manter a hipótese de que apenas existiu a contratação de um serviço por empréstimo.

Na última pergunta deste tema Bonner disse: “Não lhe faltou o rigor que a senhora exige dos seus adversários?”. Ou seja, desde o começo o frame a ser associado à Marina seria “vazia”  (em termo de discurso) e “anti-ética”. Mas após dar sua resposta, onde ela manteve o discurso, Marina concluiu com: “William, eu não uso de dois pesos e duas medidas”. Os frames de Bonner foram neutralizados.
J
á eram seis minutos quando Patricia Poeta entrou em um tema espinhoso:  a baixa popularidade de Marina em 2010 quando terminou em terceiro no Acre, seu estado de origem. Marina deu vários argumentos, como “Há um provérbio que diz: ‘é muito difícil ser profeta em sua própria terra’, pois temos que confrontar os os interesses.Contrariei muitos interesses no Acre ao lado de Chico Mendes, índios e seringueiros”.

A chama AERUS

José Manuel

Como todos sabem, sou participante  e fundador do fundo de pensão AERUS, e isso me dá o direito de exercer a minha cidadania plena e aqui estar escrevendo sobre o assunto, sem  sentir qualquer culpa por estar incomodando A, B ou C.
Por este motivo escrevo freqüentemente, qualquer coisa em que o nosso problema possa estar inserido e para que a CHAMA das nossas aspirações não se desvaneça e caia no esquecimento, o que é tudo o que  este governo deseja que aconteça, pois sabe que vai perder em todas as instâncias em que pleitearmos.

Este ano de 2014 tivemos uma grande vitória, não exatamente nossa, individualmente, mas no contexto do AERUS, com a fabulosa vitória no STF, no julgamento da Defasagem Tarifária, por um escore que ninguém imaginava e que possivelmente nos trará o retorno de nossos proventos.
Foi em março, mais precisamente no dia 12-03-2014. São passados cinco meses e dezesseis dias e ainda aguardamos o acordão, para saber como vai se processar esse pagamento e sequer sabemos se o governo interporá mais um recurso. Sobre isto gostaria de lembrar a frase dita recentemente pela Ministra Cármen Lúcia ao jornal Estado de São Paulo:

Cármen Lúcia falou sobre “o jogo dos recursos” que fazem arrastar as ações indefinidamente. “Aí precisamos pensar, a comunidade jurídica como um todo, o processo como um todo. O processo tem atuado como um jogo, quem está ganhando quer que acabe depressa, quem está perdendo não quer que acabe e ele vai com outro (recurso) e com outro. Isso acontece quando vejo meu irmão assistindo futebol. Quando o time dele está perdendo, ele xinga o juiz até, como eu imagino que me xinguem na hora que alguém recorre e eu não tenho nada com isso e tenho que continuar pondo em pauta.” 

Venho sentindo, desde março, um acomodamento do tipo "  já ganhamos.com ", por parte do imenso público AERUS.

Logo a seguir, tivemos a Copa do Mundo e as leituras sobre o nosso problema cada vez mais foram escasseando, escamoteadas por um ufanismo patriótico furado e que hoje temos a certeza disso, exatamente como este governo desejava.
E aí novamente a Ministra Cármen:

Ao comentar sobre a avalanche de processos no País, a ministra do Supremo enfatizou. “Quando o Estado, Executivo, Legislativo e Judiciário, não funciona bem, as leis não estão sendo cumpridas a contento, os serviços não estão sendo prestados, o que é a esperança vira frustração. A frustração vira ira, porque ele (cidadão) se sente frustrado, tantas vezes e tantas vezes, que ele vai perdendo entusiasmo e aí é perigoso. O Estado existe para que as pessoas tenham mais chances de ser felizes. O Estado não pode ser causa da infelicidade de ninguém. O direito existe para que as pessoas possam se fazer felizes, para que ele tenha chance de ser feliz, para que ele vá dormir sem medo. Precisamos repensar isso, com seriedade.” 

Seja otimista

Nelson Teixeira
Não observe as coisas pelo lado do pessimismo.
Os momentos de tristeza são passageiros.
Veja-as pelo lado positivo.
O lado de Deus.
As suas horas de alegria serão intermináveis.
Se alguma tristeza vier, será tão fugaz que você nem terá tempo de dar-lhe atenção.
Creia nisto.
Encontre só alegria no seu viver.
Sinta-se uma pessoa feliz.
Repita sempre para si: todos os meus momentos são de felicidade.
Nada de mau me acontece.
Manter permanente alegria é a melhor maneira de buscar a felicidade.
Título e Texto: Nelson Teixeira, Gotas de Paz, 28-08-2014

A Petrobras está falida

Fernando Batalha
Quando a situação econômico-financeira de uma empresa deteriora de tal forma como ocorre com a Petrobras, não adianta mais olhar o passado. Como escreveu Roberto Campos em sua magistral obra, LANTERNA DE POPA, a experiência do passado é um farol que ilumina para trás. É preciso encarar a realidade: corrupção. Proteger a Petrobras, nas atuais circunstâncias, não é louvando seu passado, é erradicando o câncer da corrupção que mina os recursos da empresa transferindo-os para os paulos robertos, cerverós, youssef, andré vargas et caterva.  

As duas CPIs instaladas no Congresso Nacional estão sendo manipuladas pelo governo sob o sofisma de que É PRECISO PROTEGER A PETROBRAS (Revista VEJA de 6 de agosto: A GRANDE FARSA). Sim, é preciso protegê-la, mas encobrir os crimes praticados e manter o mesmo esquema de corrupção na empresa agravará ainda mais sua situação patrimonial e financeira, extremamente preocupante, em parte causada por controles internos ineficazes pois inaplicados facilitando a ação dos fraudadores. Que o digam o digno e operante juiz da 1ª Vara Federal de Curitiba, que jurisdiciona o processo de apuração das responsabilidades dos envolvidos nas fraudes praticadas pela administração da Petrobras, como também o TCU e a CGU.    

Qualquer aluno de Ciências Contábeis, cursando as disciplinas AUDITORIA INTERNA E AUDITORIA INDEPENDENTE DE DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS, perceberá o óbvio ululante, não sendo necessário ser sábio para isso. Basta levantar os indicadores e aplicar testes de observância e testes substantivos para que essa evidência salte aos olhos.  


O debate ontem à noite, entre os presidenciáveis, acendeu para mim uma luz que estava apagada no fim do túnel: encerrar-se-á, com a eleição presidencial, o ciclo maligno do PT, seja eleito Aécio, Marina ou, até mesmo, embora com menor chance, qualquer dos demais candidatos, pois Dilma é carta fora do baralho da sucessão.  
Título e Texto: Fernando Batalha, 28-08-2014



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A grande diferença


quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Polícia fecha depósito onde falsificavam cervejas na zona leste de São Paulo

A polícia chegou ao depósito onde a quadrilha falsificava as cervejas, na zona leste de São Paulo, e apreendeu cerca de 20 mil garrafas. A venda dos produtos rendia cerca de R$ 70 mil por mês.

Avaliação do debate presidencial da Band em 26 de agosto

Luciano Ayan
A primeira coisa que podemos dizer sobre Aécio Neves no debate da Band ontem, 26/08, é que dentre os três principais candidatos, ele foi o vencedor, mas apenas por ligeira margem sobre Marina. A segunda coisa a ser dita é que essa vantagem não significa absolutamente nada. É mais ou menos quando um crítico de cinema disse que o filme Hulk era melhor que Batman, de Tim Burton (não o de Christopher Nolan). No que foi questionado: “Então o filme é bom?”. Resposta: “De jeito algum, eu apenas disse que é melhor do que Batman de Tim Burton. E isso não significa absolutamente nada”.

Verdade seja dita, Aécio Neves foi claro e objetivo em suas respostas, mesmo que eu não concorde com muitas delas, como aquela tal poupança do estudante. Em uma vantagem considerável se comparado aos candidatos do PSDB nas eleições anteriores, ao invés de fugir do legado de FHC, ele abraçou-o, no que fez muito bem. Ele sempre lembrava que sem a estabilidade conquistada naquele governo, não haveria nenhuma chance de Lula dar sequência apenas ao que FHC tinha iniciado. Sentíamos falta deste tipo de discurso na oposição.

Na demonstração de sua superioridade em relação a Dilma, bem que poderia usar a técnica da metralhadora giratória de comparações favoráveis a ele. O site Implicante deu uma dica mostrando como isso poderia ser aproveitado por Aécio. Quem sabe em uma próxima oportunidade.

Em um momento estilo Joe Biden (famoso por destruir oponentes com ótimaas sacadas), Aécio disse que o povo brasileiro tem um sonho: “viver na propaganda do PT”. Também é digna de nota a dura questão lançada em direção à Dilma sobre a Petrobrás, ao final da qual ele ainda questionou se não era momento dela pedir desculpas ao povo brasileiro por ter reduzido a empresa à metade de seu valor de mercado na era pré-sal, transformando-a em um caso de polícia.

Todavia, me decepcionei com sua postura em relação ao Decreto 8243, pois quando Dilma foi questionada sobre isso, era momento de fazê-la ficar sem chão. É muito fácil apresentar este decreto como uma abominação para a democracia e principalmente para o povo brasileiro. Farei um post somente com dicas a respeito especificamente sobre como não apenas Aécio mas qualquer outro candidato pode colocar Dona Dilma na parede em relação a temas como Decreto 8243, censura de mídia, Petrobrás e segurança, dentre outros.

Lembrando...

Incompreensível! O avião do PSB e seus fantasmas ficaram fora do debate. Ou: Aécio foi o melhor; Marina chuta canelas e grita “falta!”

Reinaldo Azevedo
A Rede Bandeirantes realizou ontem o primeiro debate entre os presidenciáveis. Por pouco, os maiores derrotados não são os telespectadores — muitos, creio, acabaram vencidos pelo sono. Três horas é tempo demais. Sei que a obrigação de chamar nanicos para o embate dificulta tudo. Mas que é pedreira, lá isso é. Não é fácil ter de ouvir Luciana Genro, do PSOL, a falar mais besteiras do que Levy Fidelix… O debate teve uma falha coletiva escandalosa, que beneficiou uma das candidatas. Já chego lá.

Debate dos presidenciáveis promovido pela Rede Bandeirantes, em 26/08/2014 - Ivan Pacheco/VEJA.com

Um mínimo de honestidade intelectual, acho eu, obriga o crítico atento a considerar que o desempenho do tucano Aécio Neves, entre os três candidatos que contam, foi muito superior ao das adversárias. Respondeu ao que lhe foi perguntado, fez críticas, alinhavou propostas e aproveitou a oportunidade para anunciar o que já se dava como certo, mas sem chancela até a noite desta terça: se ele for eleito presidente, Armínio Fraga vai conduzir a economia. Antes assim. Quem estava em busca de conteúdo, basta rever o programa, encontrou um candidato do PSDB afiado.

Dilma também procurou responder às perguntas, justiça se lhe faça. O problema é que estava notavelmente atrapalhada, tropeçando na sintaxe e na fluência. Era visível sua tensão. Nessas horas, vimos isso já nos primeiros debates de 2010, suas frases se perdem em anacolutos, o ritmo da fala fica quebrado, e a gente tem dificuldade de acompanhar a linha de raciocínio.

Quem estava em busca de pose pôde se satisfazer com Marina Silva, do PSB, que estava especialmente agressiva, inclusive na aparência. Aquele ser doce e angelical do horário eleitoral, que fala sorrindo, com a vozinha quase sussurrante, beirando o meloso, não foi ao debate. Em seu lugar, compareceu uma senhora de cenho fechado, sobrancelhas arqueadas, óculos de leitura postos no meio do nariz, a olhar por cima, de modo arrogante. Quando lhe dirigiam uma pergunta, seu semblante reagia como se lhe tivessem dirigido uma ofensa. Nos dois últimos blocos, suponho que por sugestão de assessores, tirou os óculos e passou a sorrir. Não tivesse enveredado pela política, não faria feio como atriz.

Se a coisa vira moda é um problema


Paulo Bento com poderes reforçados na seleção. Pronto. Está encontrado o problema de Portugal. A razão pelas más prestações no campeonato do mundo. Falta de poder. Paulo Bento não tinha poder. Problema resolvido. E com o problema resolvido até podíamos aproveitar para lhe renovar o contrato outra vez.
Via Rodrigo Moita de Deus, 31 da Armada, 27-08-2014

Senhor jihadista, posso ter a Grã-Bretanha de volta? Obrigada.

A UE decidiu tolerar o barbarismo e a opressão como sinal de (imagine-se) liberdade. O barbarismo pagou-nos com redobradas atenções.

Maria João Marques
Sou anglófila até à medula. Contado depressa: adoro all things british. O folclore da finest hour, a forma como valorizam a excentricidade, o Yes, Minister e o Fawlty Towers, as livrarias e os autores curiosos que descubro nas livrarias (de fugida, nomeio a Charlotte Mendelson e o autor sino-americano de policiais Qiu Xiaolong), a Tate Modern, as latas de chá da Fortnum & Mason (e estou eternamente grata à East India Company por ter surripiado os arbustos do chá à China para os cultivar no norte da Índia e no Ceilão), as capas para ipad da Smythson, o Colin Firth.

Bom, tudo, tudo, não. Na verdade a Grã-Bretanha tem algo dentro de si verdadeiramente funesto. Algo cuja mais recente manifestação ocorreu algures pelo Iraque quando um londrino decapitou um inocente americano em frente a uma câmara de filmar. E que gerou ondas de choque, ai Jesus, como é possível que na Europa rica, democrática, tolerante, das Luzes germinem jihadistas? Cameron interrompeu até por uns dias as suas férias na Cornualha (região que também adoro e admito até uma leve paixoneta por St Ives, que seria o meu local de veraneio de eleição não achasse eu uma anedota fazer férias ditas de praia em locais como Moledo ou S. Martinho do Porto que, afinal, são vários graus de latitude a sul de St Ives) para, presume-se, curar a arritmia dos membros do governo por tão inesperada notícia de que há malucos extremistas in the making em Londres.

Eu percebo o escândalo com o assassino de James Foley, mas escapa-me a parte da surpresa. Na verdade até diria que foi algo laboriosamente cultivado pelas autoridades britânicas. Lembremo-nos, por exemplo, do documentário de 2007 do Channel 4 que exibia casos claros de discursos de ódio e incitações à violência e ao crime em mesquitas britânicas. O que fez a polícia? Atacou o Channel 4 por representar mal aquilo que se vive nas inócuas mesquitas da ilha e pretender desinquietar as populações e roubar-lhes o sentimento de segurança (que, como se vê, é mais precioso para as autoridades britânicas do que a própria segurança).

Na ‘cidade maravilhosa’: série de roubos a banhistas durou quatro horas no Arpoador e Leblon

Grupos causaram pânico e correria nas areias das praias

Luiz Almeida, O Dia

Domingão ensolarado em pleno inverno. O que seria um dia agradável de lazer acabou se tornando um transtorno para dezenas de banhistas que se divertiam na tarde deste domingo nas praias do Arpoador e Leblon, na Zona Sul. Cariocas e turistas foram roubados por bandos formados em sua maioria por menores em diversos pontos da orla. As ações duraram das 13h às 17h, quando policiais do 23º BPM (Leblon), com o apoio do Batalhão de Choque, conseguiram conter a ação dos assaltantes que passavam correndo levando bolsas, celulares, tênis e outros objetos, causando pânico.

O sol forte e a alta temperatura atraíram banhistas que lotaram as praias cariocas na Zona Sul: bandos fizeram vários ataques ao longo da orla. Foto: Angelo Antônio Duarte/Agência O Dia

Pelo menos cinco pessoas registraram queixas dos assaltos na 14ª DP (Leblon), na 13ª DP (Copacabana) e na Delegacia de Atendimento ao Turista (Deat). Até o fim da tarde, dez suspeitos haviam sido detidos ou apreendidos. Uma das vítimas foi o presidente da Chapecoense, Sandro Pallaoro, que caminhava pela orla com a mulher e o filho de 15 anos, além de dois casais de amigos, entre eles o preparador físico do clube de Santa Catarina, Anderson Paixão.

Segundo Sandro, por volta das 15h30, eles foram abordados por cerca de 10 rapazes. “Eles levaram o tênis do meu filho e a bolsa da minha esposa. Por sorte, só pegaram o celular dela e jogaram a bolsa na areia. Infelizmente, não temos segurança. E isso não é só no Rio. É no Brasil inteiro”, desabafou.
Via Coronel Paúl, 27-08-2014