quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Esquerda e censura: a vítima sem-vergonha

Gabriel Mithá Ribeiro

Infelizmente o ambiente em Portugal em matéria de liberdade de pensar, sobretudo para quem não tem pedigree, é tudo menos saudável. Só sobram nichos de exceção, mais ou menos como no tempo de Salazar.


Já o fazia pontualmente antes, mas desde 2003, após a publicação do meu primeiro livro sobre o tema, tento escrever livremente sobre educação. O obstáculo tem sido o de encontrar quem aceite publicar o que escrevo. Foi o desconforto com a liberdade limitada em que vivemos que fez de mim militante partidário. Numa altura em que se adivinhava o desastre eleitoral do governo de Santana Lopes, em fevereiro de 2005, fui pelo meu pé fazer a inscrição na concelhia do PSD da minha área de residência. Acreditava que os tempos de oposição seriam tranquilos para que se debatesse de modo consequente e estruturado o ensino básico e secundário e daí resultasse um projeto político convincente.

Era votante habitual do PSD, mas o lamentável estado ensino foi a razão da minha militância. Se os partidos políticos se contam entre os maiores responsáveis pelas graças e desgraças da educação, haveria que tentar essa via. Quase uma década passada continuo à espera, pagando as quotas e pouco mais. Talvez um novo ciclo de oposição abra as mentes para que se perceba a razão de falhanços sucessivos de diferentes ministros. Eles acabam também por ser bodes expiatórios de máquinas partidárias disfuncionais nesta área.

Se o sistema é ideologicamente dominado pela esquerda, das universidades aos autores de manuais escolares, passando pela máquina autónoma do ministério da Educação ou pelos sindicatos, o PSD, na qualidade de um dos maiores partidos políticos portugueses, é o que menos tem sido capaz de apresentar propostas sólidas que apontem diferenças substantivas e socialmente credíveis. Elas nem sequer são difíceis de estruturar e conseguir o apoio de parte da opinião pública. O problema é que isso exige capacidade de interpretar um conjunto de sintomas sociais que se manifestam todos os dias nas escolas mas que não captam a atenção séria dos partidos políticos, constituindo a indisciplina nas salas de aula um exemplo maior.

Portugal sobe 12 posições em relatório sobre igualdade de género

Portugal subiu de posição no relatório sobre igualdade de género do Fórum Económico e Mundial e passou a ocupar o 39º lugar do ranking. Numa lista com um total de 142 países, Portugal subiu 12 posições face ao ano passado.

Alunas do Instituto do Emprego e Formação Profissional trabalham na construção da asa de um avião numa aula de aeronáutica. Foto: Reuters

A evolução deve-se essencialmente ao maior equilíbrio de género registado na participação económica. De acordo com o relatório, a subida no ranking destaca o esforço do país no que diz respeito à igualdade no acesso ao mercado de trabalho e na aproximação das remunerações entre homens e mulheres.

O relatório do Fórum Económico Mundial não faz uma análise à qualidade de vida das mulheres, mas aborda fatores como a participação na economia, o sucesso educacional, a saúde e o poder político.
Fonte: SIC Notícias, 29-10-2014

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Criar um negócio em Portugal é mais fácil do que nos Estados Unidos

Portugal sobe várias posições no índice de competitividade do Banco Mundial e é já o 10º melhor país para criar uma empresa. Organismo sublinha a importância das reformas levadas a cabo pelo país.
João Pedro Pincha

Portugal ficou à frente de países como Japão, França e Bélgica no 'ranking'. "Imaginem só!", comentou Pires de Lima. Foto: Justin Sullivan

Portugal é o 10º país do mundo onde é mais fácil iniciar um novo negócio. A conclusão é do Banco Mundial, que lançou esta quarta-feira o seu relatório anual ‘Doing Business’, no qual é possível perceber que o país subiu 22 posições nesta categoria face a 2013, quando ocupava a 32ª posição de uma lista com 189 países. No ranking global sobre a facilidade de fazer negócios, Portugal ocupa a 25ª posição, o que também representa uma subida de seis lugares relativamente ao relatório do ano passado.

É mais fácil lançar um negócio em território português do que na Itália, Reino Unido, Dinamarca, Estados Unidos e Finlândia, por exemplo, mas é mais difícil do que em países como a Geórgia e a Macedónia, aponta o relatório, que destaca que Portugal conseguiu reduzir “o tempo e o custo de lançar um negócio em 50%”, fazendo com que o número de novas empresas tivesse aumentado em 17%.

Quanto ao 25º lugar na lista global alcançado pelo país, o Banco Mundial justifica-o com uma melhoria do “ambiente regulatório”. A instituição destaca as reformas feitas por Portugal ao nível fiscal – ao ter reduzido os impostos para as empresas – e também no que diz respeito aos obstáculos legais e burocráticos, que diminuíram de forma a tornar mais fácil o cumprimento de contratos.

De acordo com os rankings do relatório do Banco Mundial, a não-concretização de negócios em Portugal deve-se sobretudo à dificuldade em obter crédito (o país surge em 89º lugar neste indicador), ao volume de impostos (64º) e à dificuldade em obter licenças de construção (58º lugar).

Com o resultado obtido, Portugal ficou à frente de países como Holanda, França, Espanha, Itália, Japão ou Polónia. “Imaginem só!”, comentou o ministro da Economia Pires de Lima, em visita oficial ao México. “Somos um país mais amigo” dos negócios do que todos os citados, disse o governante, para quem o reconhecimento “foi muito importante”. 
Título e Texto: João Pedro Pincha, Observador, 29-10-2014

Atentado contra os direitos humanos

Vitor Cunha


Isto é muito aborrecido. Andam estas pessoas a combater pelo que é belo e justo – um aprazível califado livre de heréticos infiéis -, aparece logo um tipo a colocar em causa a segurança dos meninos, pondo em questão as medidas de segurança, homologação e higiene no trabalho, numa clara violação das normas da igualitária Jihad. 

Que o governo é notoriamente desprovido de princípios humanistas, isso já sabíamos há muito com as queixas heróicas da Dr. Manuela Ferreira Leite, obrigada a distribuir parte da sua pensão para aqueles pobrezinhos que viram a pensão mínima aumentada; que o governo seja capaz de discutir à porta aberta a situação de portugueses que apenas se deixaram fascinar pelo dever de estupro e mutilação de pessoas que recusam serem tocadas pela bondade do profeta, isso já um verdadeiro atentado aos direitos humanos. 
Título, Imagem e Texto: Vitor Cunha, Blasfémias, 29-10-2014

Mais de sete milhões de brasileiros votaram em branco ou anularam seu voto

Hélio Viana
O partido atualmente no poder tem atacado as leis e a moral da Igreja Católica não apenas no tocante à promoção do aborto e do pseudo-casamento homossexual, entre outras abominações morais, mas também favorecido a invasão de propriedades privadas rurais e urbana, violando os Mandamentos que ordenam “Não roubar” e “Não cobiçar as coisas alheias”; além de incitar o ódio entre as classes, em aberta contradição aos ensinamentos do Divino Mestre relativos ao autêntico amor devido ao nosso próximo.

Mais de 50 milhões de compatriotas que repudiam os postulados anticristãos do Partido dos Trabalhadores acorreram às urnas para depositar seu voto, na esperança de dias melhores para o nosso sofrido Brasil.

Feito o cômputo geral, a candidata à reeleição ganhou por uma margem relativamente pequena de votos. Mas os verdadeiros vencedores foram aqueles que se mobilizaram e não cederam a uma máquina que vem há 12 anos ininterruptos aparelhando em seu benefício todas as instâncias do Estado brasileiro.

Por sua vez, os mais de sete milhões que anularam ou deixaram em branco seu voto assim agiram por não se sentirem representados nesta eleição. E o número seria muito maior se conhecêssemos as intenções de voto dos mais de 30 milhões que se abstiveram.

Longe de representar uma divisão do Brasil entre ricos e pobres, como certa mídia vem demagogicamente apregoando, e independente de geografia, condição social e econômica, credo ou raça, todos os participantes desta grande vitória moral devem unir seus esforços e prosseguir, com determinação isenta de animosidade e de rancores pessoais, o combate em defesa da Pátria e da Civilização Cristã ameaçadas.

Pela maternal intercessão de Nossa Senhora Aparecida, nos conceda Ela a graça de que nossa Pátria possa cumprir integralmente a sua missão providencial. Missão esta diametralmente oposta aos postulados revolucionários e anticristãos de Marx e de Lênin, e em tudo conforme aos ideais nobres e santos de Nóbrega e Anchieta, que iluminadas pelo facho lúcido do Evangelho “passaram a vida fazendo o bem” na Terra da Santa Cruz. 
Título e Texto: Hélio Viana, ABIM, 29-10-2014

Então...

Ilustração: Solon/meusnervos.com.br

No despertar da vida

Nelson Teixeira
Em quantos momentos nos tornamos sensíveis aos acontecimentos que a vida nos traz, mas nada pode fazer com que a autoestima e a coragem nos falte. O despertar da vida é o recomeço e a união das forças esquecidas nos momentos difíceis, mas como somos criaturas em constante aprendizado e conhecimento sempre temos a ajuda superior para recomeçarmos de onde paramos. Desperte as energias para as conquistas que a vida nos proporciona e jamais esmoreça diante de obstáculos que por muitas vezes só aparecem para nos testar a fé, a confiança e a coragem. Sigamos em frente confiantes na providência do Pai Celestial e da ajuda infinita da espiritualidade amiga. A força para despertar diante da vida está dentro de cada um de nós. Façamos assim a nossa parte.
Título e Texto: Nelson Teixeira, Gotas de Paz, 29-10-2014

84º aniversário de Niki de Saint Phalle


Niki de Saint Phalle foi uma pintora escultora e cineasta francesa. Catherine-Marie-Agnès Fal de Saint Phalle nasceu em Neuilly-sur-Seine, Hauts-de-Seine, perto de Paris, filha de Jeanne Jacqueline e André-Marie Fal de Saint Phalle, um banqueiro. Wikipédia



Nascimento: 29 de outubro de 1930, Neuilly-sur-Seine, França 
Falecimento: 21 de maio de 2002, San Diego, Califórnia, EUA

Outros doodles homenageando a data de 29 de outubro:

Aécio Neves: "Não vamos desistir do Brasil!"


Amigos, 
Agradeço, mais uma vez, aos 51.041.155 brasileiros que votaram a favor da mudança. Dediquei todas as forças do meu coração à oportunidade de construirmos um novo Brasil. Juntos, enfrentamos uma campanha desigual. Uma campanha de mentiras e infâmias. Uma campanha em que a máquina pública foi colocada a serviço de um partido, afrontando todos os brasileiros.

Apesar de tudo isso, tenho imenso orgulho de cada um de vocês e do que, juntos, construímos nos últimos meses. O Brasil despertou. Ocupamos as ruas com alegria e esperança. Descobrimos que somos muitos. Que somos milhões.

Assumo com cada um de vocês o compromisso de permanecer firme no exercício da oposição e na defesa de um país honesto, digno e justo.

Faço aqui duas convocações, homenageando dois grandes brasileiros:
"Não vamos desistir do Brasil!", nos disse Eduardo Campos
"Não vamos nos dispersar!", nos disse Tancredo Neves

Vamos em frente, unidos, pelo Brasil!

Obrigado pela sua confiança! Um forte abraço! - Aécio Neves


terça-feira, 28 de outubro de 2014

Se assim for a Oposição, relanço as minhas esperanças no Brasil

Governo não tem autoridade moral para pedir diálogo
Aloysio Nunes

O líder do PSDB no Senado, Aloysio Nunes Ferreira (SP), subiu à tribuna da Casa nesta terça-feira (28) para fazer um duro discurso no qual denunciou violências que sofreu durante o processo eleitoral neste ano. O desabafo do senador também deixou claro qual será o tom da oposição do partido ao governo petista no segundo mandato de Dilma Rousseff.

Ferreira resumiu a série de ataques que passou a sofrer mesmo desde antes das eleições, nos quais a central de calúnias petistas na internet o teria mostrado como homofóbico, contrário à criação da Comissão da Verdade, à PEC do trabalho Escravo e a MP da reestruturação da carreira do policial federal. O mais grave, porém, ficou para o final. 

O líder revelou em plenário que, dias antes da eleição, um parente o contatou por telefone para narrar que o senador estava sendo acusado nas redes do PT de ser traficante de drogas. Para Aloysio, o fato deflagrou o limite da falta de caráter dos adversários, adicionada às diversas calúnias destinadas ao senador Aécio Neves (PSDB-MG) ao longo do processo eleitoral.

“Como é possível uma coisa dessas? Como é possível descer tão baixo na calúnia, na infâmia? Transformaram as redes sociais num esgoto fedorento para destruir adversários. Foi isso o que eles fizeram. E não diga a candidata Dilma que não sabia que isso estava acontecendo, porque todos perceberam o joguinho de pingue-pongue que foi feito entre as insinuações que ela fez nos debates da televisão e coro nas redes sociais”, condenou.

Para o senador, ao incentivar tais ações, o governo petista não tem “autoridade moral para pedir diálogo com ninguém”, em referência à sinalização da presidente de conversar com a oposição após ter sido reeleita. “Comigo, não. É um dialogo em que se estende uma mão e na outra tem um punhal para lhe cravar na barriga, lhe cravar nas costas”. “Não faço acordo, não quero ser sócio de um governo falido e nem ser cúmplice de um governo corrupto.”
(Vídeo abaixo)

Ana Amélia recebeu representantes da Fentac/CUT

Recebi esta manhã, no Senado, representantes dos beneficiários do Fundo Aerus, liderados por Graziella Baggio. Solicitei a relatoria da previsão de pagamento na Comissão Mista de Orçamento e pedi que o crédito especial de R$ 248 milhões seja colocado em votação já na sessão desta quarta-feira. O governo federal precisa agilizar a liberação desse recurso para os ex-aeronautas e aeroviários que aguardam há anos pela aposentadoria a que têm direito.

Passos Coelho: a surpresa

José António Saraiva

Podem ser feitas muitas críticas a Passos Coelho, mas há um defeito que não se lhe pode apontar: o de pôr os interesses do partido (ou os seus próprios) à frente dos interesses do país.

Fiel à sua célebre frase “Que se lixem as eleições”, fez o Orçamento que achou que devia ser feito e não o que queriam que fizesse


Se Passos Coelho peca, nesse aspecto, é pelo defeito contrário: por assumir culpas que não lhe cabem ou por ser demasiado transparente.

Ainda recentemente, Cavaco Silva lhe puxou as orelhas por ter dito que a resolução do BES poderia ter encargos ‘indirectos’ para os contribuintes, por via da CGD.

Cavaco classificou esta afirmação de “enorme disparate”, adiantando que isso seria o mesmo que dizer que, quando uma família não paga um empréstimo à Caixa, também seriam os contribuintes a arcar com o prejuízo.

Aqui, como noutros assuntos, Passos Coelho revelou excesso de zelo.

Quando outros tentam esconder alguns factos incómodos, ele assume-os, mesmo não lho cabendo fazer.

Passos tem sido assim desde o início do mandato.

Todas as suas supostas gafes resultaram de um excesso de transparência.

Macroscópio – António Costa como Hollande ou como Renzi?


José Manuel Fernandes
Hoje é 28 de outubro. E depois? É que há um mês foi 28 de setembro, data das primárias no Partido Socialista. O que significa que António Costa tem um mês como líder. E como há impressão igual à primeira impressão, o Observador tentou fazer um balanço deste primeiro mês em que Costa, mesmo sem ser ainda o líder formal do PS, já mandou no partido. Está aqui: Um mês de Costa. Sem revolução e com pontas soltas. A Câmara de Lisboa, de que continua presidente, deu-lhe muitas dores de cabeça, das inundações a uma polémica sobre a Emel que colocou Helena Roseta ao lado da oposição social-democrata, e a pilotagem do partido já o obrigou a equilibrismos, como os associados à moção sobre a dívida pública, onde o PS optou pela indefinição. Mais recentemente, como o Observador também noticiou, viu-se envolvido numa polémica com o Governo por causa dos fundos comunitários que acabou com o executivo a dizer que ficava à espera de que Costa reconhecesse que se enganara, repto que ainda não teve resposta. Como sintetizava o Observador, “o autarca de Lisboa não fez a revolução que muitos esperavam. Teve um mês conturbado, entre as tricas com o Governo, as inundações e o Orçamento para combater.”

Ao longo do último mês algumas opções recordar de António Costa foram objecto da análise de cronistas do Observador, valendo a pena textos de Rui Ramos - A escolha de Ferro Rodrigues -, Maria João Avillez - Crise de realidade - , João Marques de Almeida - As ilusões europeias de António Costa, – André Azevedo Alves - Os sete trabalhos de António Costa, – e Alexandre Homem Cristo - O jogo das alianças à esquerda.

Alexandre Homem Cristo colocou de resto, na sua crónica desta segunda-feira, Europa: a esquerda não é solução, um problema que não deixará de dominar o debate político nalternativas, basta fazer braços-de-ferro”.
os próximos tempos: “As regras orçamentais europeias foram postas em causa por cinco países, todos liderados pelo centro-esquerda. A esquerda assume ao que vem – não é preciso ter
Os cinco países de que fala Homem Cristo são a França, a Itália, a Áustria, a Eslovénia e Malta, mas é nos dois primeiros que as atenções estão focadas. E como a imagem do estado da governação nesses dois países não é coincidente, não faltará quem se interroga sobre se Costa será um dia o nosso Hollande ou o nosso Renzi. Nos dias que correm é uma questão muito pertinente.

Quem é John Galt?

José Manuel
Caso você queira mesmo saber quem é ou onde está John Galt, sugiro que você tenha um encontro marcado em uma livraria, com a escritora  Russo-Americana Ayn Rand.
Só tem um pequeno problema, ela, infelizmente, faleceu em março de 1982.
Mas em compensação, nessa livraria você pode comprar a obra escrita por ela em 1957, ou seja, há 57 anos, ano que provavelmente você nem era nascido.


Nesse ano longínquo ela colocou em uma obra que até hoje é best-seller mundial composta de três volumes, com o título  original  "Atlas Shrugger", ou "A revolta de Atlas", em uma fiel tradução para o nosso idioma, aquilo que você quer saber neste momento.
Quando você a encontrar, ela vai lhe contar como é que 57 anos antes, escreveu exatamente o que iria acontecer com o nosso país exatamente em 2016.
Fantástico? Premonição?

Não, absolutamente previsível e só não viu quem realmente não quis, pois os fatos foram se sucedendo com uma clareza indescritível aos olhos embaçados de uma parcela do povo.
Onde estavam os 88.320.240 cidadãos que não votaram nesse partido e que desde um ano antes observavam tudo, e lamento ter que repetir:

“Passaram pelas manifestações de rua com todos os seus reclamos em 2013, incólumes, passaram pelo mensalão com todas as vergonhas expostas, incólumes, passaram pelos gastos exorbitantes, superfaturados e perda da Copa do mundo, incólumes, acabaram de passar por um ainda maior escândalo, do Petrolão, incólumes e ainda ganharam novamente a presidência.
É um milagre de Deus?
Ou um fracasso de um povo?”

Considerado o livro mais influente nos Estados Unidos depois da Bíblia, segundo a biblioteca do congresso americano, a Revolta de Atlas é um romance monumental.
A história se passa numa época imprecisa, quando as forças políticas de esquerda estão no poder.
Ultimo baluarte do que ainda resta do capitalismo num mundo infestado de republiquetas populares, os Estados Unidos estão em decadência e sua economia caminha para o colapso, algo muito semelhante  ao que temos conhecimento.

Dilma acha que a sua vitória se deve à sabedoria dos que votaram nela e que o triunfo de Alckmin, Aécio e Serra em São Paulo se deve à ignorância do povo paulista

Reinaldo Azevedo
O governo está em plena, como dizer?, “ofensiva de mídia”. Nesta segunda, a “represidenta” concedeu duas entrevistas: uma ao “Jornal da Record”, da TV Record, e a outra, quase em seguida, ao “Jornal Nacional”, da TV Globo. De substancial — ou quase isso — disse a mesma coisa em ambos, repetindo não apenas fragmentos de raciocínio, mas também expressões: “o recado das eleições é a mudança”; vai investigar a Petrobras “doa a quem doer”, vai fazer um governo inclusivo, com especial atenção “às mulheres, aos negros, aos jovens”; será a presidente de todos os brasileiros… E vai por aí.

No JN, ela se mostrou calma e pacífica, mas se irritou, foi visível, com a repórter Adriana Araújo, da Record, que conduziu a entrevista com extrema competência e correção. Não tem jeito: a represidenta gosta é que lhe abram o microfone para falar. Qualquer tentativa de diálogo verdadeiro, ainda que absolutamente pacífico, é logo rechaçada ou com grosserias intimidadoras ou com raciocínios tortos. Todos sabem que age desse modo com subordinados — os tais dos seus “homens meigos”. A entrevista com Adriana, muito mais reveladora, teve o condão de deixar claro, por culpa exclusiva de Dilma, que a disposição para o diálogo da governanta é conversa para boi dormir. Já chego lá. Antes, algumas considerações.


Os mercados derreteram ontem, e o dólar subiu às alturas. Não foi surpresa para ninguém. Ou foi: se isso acontecia com o boato de que Dilma poderia ganhar a eleição, veio o fato. É possível que, em movimentos de curto prazo, haja uma subida ou outra? É. Mas o que importa é a trajetória, que é descendente. Guido Mantega, o único ministro demitido no cargo de que se tem notícia, disse não ver nada demais e afirmou que as Bolsas caíram no mundo inteiro, bobagem que Dilma repetiu na entrevista da Record. Falso, é claro! Houve quedas mínimas mundo afora, nada comparável à despencada havida no Brasil. Criativo na análise, não apenas na contabilidade, Mantega afirmou que a reeleição de Dilma significa aprovação da política econômica do governo. Fazer o quê? O país não está nessa pindaíba por acaso. Foi preciso, ao longo dos anos, uma incompetência verdadeiramente metódica, determinada, convicta.

Como os mercados derretem, então é preciso falar. Mas falar o quê? Dilma, claro, não adiantou que medidas pretende tomar na área econômica. Até porque, gente, quando ela tiver alguma ideia, talvez revele. De resto, nesse caso, “o que fazer” está intimamente atrelado a “quem vai fazer”. E já está claro que não será Guido Mantega, aquele que afirmou que a política econômica foi aprovada nas urnas.

Well…

The world gripes about America adopting the role of “global police” and meddling in overseas affairs, but when people are faced with a crisis, they expect the U.S. to come to their rescue.
The Liberian citizens who “vented” on the radio about insufficient U.S. aid need to remember that some is not less than none.
Robert Bell, Aldermaston, England, TIME, November 3, 2014 

Ponto!

Aécio fez tudo certo no Brasil todo: menos em Minas Gerais!

Cesar Maia
         
1. A dinâmica das campanhas eleitorais dificulta a análise correta dos especialistas. Avaliam e julgam as campanhas pelos resultados, como se as campanhas se confundissem com os resultados. Não é assim.
         
2. É básico analisar o resultado de 26 de outubro tendo como referência a expectativa que se tinha antes do início da campanha. Olhar de lá para cá, passando por um quadro cômodo de três candidatos com Eduardo Campos, que levaria Aécio ao segundo turno, depois pela entrada de Marina, que se transforma em favorita, até o dia de hoje, com os resultados pelo Brasil todo, há de se convir que Aécio fez uma extraordinária campanha e obteve um resultado brilhante.
         
3. Venceu no Sul, venceu no Sudeste, venceu no Centro-Oeste, reduziu muito a vantagem que Dilma havia obtido no Norte em 2010, e repetiu a mesma performance de Serra no Nordeste, região onde todo o esforço administrativo, político, econômico, social e eleitoral de Dilma estava concentrado.
         
4. Os 40 pontos de vantagem de Dilma no Nordeste – que representavam 10 pontos de vantagem nacionalment – seriam superados com as vitórias no Sudeste e no Sul, e com um empate na soma das regiões Centro-Oeste e Norte. E assim foi, rigorosamente.
         
5. Sobre os votos totais, Aécio obteve 45%, crescendo uns 5 pontos além dos 40% que, no calor do final da campanha, diziam que não votariam nele de jeito nenhum. Dilma obteve 48%, crescendo 8 pontos sobre os que diziam não votar nela de jeito nenhum.
         
6. A diferença de 3 pontos é, na verdade, a metade, ou 1,5, numa eleição de 2 candidatos. Minas Gerais representa quase 10% do eleitorado nacional. Dilma venceu em Minas por 5 pontos. Portanto, se Aécio tivesse vencido em Minas por 10 pontos apenas, teria empatado a eleição.

PT X VEJA...

Valdemar Habitzreuter
Desde que o PT assumiu o poder, foi intento seu de cercear a mídia.
Não consegue suportar muitas verdades que são veiculadas e que o colocam em maus lençóis. Todas as falcatruas, escândalos de corrupção e direcionamento à implantação de um regime antidemocrático são constantemente alertados e alardeados pelos meios de comunicação, cujo teor o PT afirma serem invenção e exagero.

Posso até concordar que há, por vezes, exageros. Mas, convenhamos, o que seria de nossa frágil democracia se não houvesse a liberdade de expressão? Pergunto: temos, nós brasileiros, índole para sermos subjugados por uma ditadura nos moldes de Cuba, Coréia do Norte, etc., onde as pessoas são robôs a serviço de uma minoria desonesta, aproveitadora das benesses do poder? Já tivemos uma experiência desastrosa neste sentido na ditadura militar e não queremos que se repita. Sem a liberdade de expressão, o perigo de um governo fazer monstruosidades contra os cidadãos é enorme.

Pois é, desenha-se agora no cenário brasileiro uma contenda entre o PT e a revista Veja. No auge da campanha eleitoral, a referida revista antecipou-se à sua costumeira circulação (que é sempre aos domingos) e deixou vazar um conteúdo altamente inflamável que tinha o objetivo de dar outro rumo à votação na eleição presidencial que, no momento, era favorável ao PT, segundo as pesquisas. A reação de repúdio do PT foi imediata. Passada a eleição, quer enquadrar a revista em crime de golpe eleitoral e coisas mais...

A minha inquirição é a seguinte: E se a Veja estiver milimetricamente certa? E se o doleiro Youssef tiver as provas contundentes do envolvimento de Dilma e Lula no escândalo da Petrobras? Sem dúvida, proceder-se-ia a um impeachment, mas só se houvesse uma oposição forte às maracutaias desse governo... Talvez, isto possa ser viável daqui para frente com o Aécio e seus cinqüenta milhões de eleitores confirmados pelas urnas.

Fora do Brasil Dilma é vista como uma presidente enfraquecida e mal-educada

A presidente reeleita, Dilma Rousseff prometeu reformas até o final do ano e fazer o que nunca conseguiu: dialogar. Fora do Brasil o olhar é de desconfiança e a credibilidade do governo petista cada vez menor.


Minuto do dia – 256

FAÇA tudo com amor!
Tudo o que é feito sem amor sai mal feito, e tende à destruição.
Só o amor constrói obras eternas e penetra profundamente o coração da humanidade, porque só o amor é positivo.
Tudo o que não é amor é negativo.
Faça tudo com amor, porque o próprio Deus é amor.
Quando as criaturas fizerem tudo com amor, saberão o que é alegria e a felicidade.

Argumento de um petista

Eis o que escreveu o eleitor gaúcho, Vianei Corazza:

Daqui alguns dias o psdb vai querer separar o Brasil e depois matar todos os eleitores da Dilma no sul, sudeste centro oeste que soma quase 29 milhoes de pessoas, depois matar os negros e logo depois os pobres e depois todos os gays e lésbicas e depois vão querer implementar um sistema onde somente no caso do Brasil a burguesia ou uma minoria racial manda e viva, assim como hitler queria implementar na Alemanha. PARECE QUE O PESSOAL DA BURGUESIA OU DO PSDB, OU OS CONTRA O PT NÃO CONSEGUE CONVIVER COM COM AS DIFERENÇAS.
Vianei Corazza, na página “MCC – Manifestações Contra a Corrupção”, 28-10-2014

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

"Ninguém escolheu Aécio como mensageiro de paz, mas como líder guerreiro"

Olavo de Carvalho

Mais do que nunca, a oposição, neste momento, precisa de um líder que a unifique e a represente. Esse lugar pertenceria naturalmente ao sr. Aécio Neves. Mas se em vez de unificar a oposição ele prefere exaltar uma fictícia e impossível "união nacional" com a sra. Dilma Rousseff, parece que ele não deseja o posto. Nunca um homem que a afeição popular ergueu tão alto se apressou tanto em descer para uma subalternidade humilhante, desnecessária, inútil e vergonhosa.
Espero, sinceramente, que ele tome consciência da situação e, antes que seja tarde demais, assuma um comando que é seu, não para uma união COM Dilma Rousseff, mas CONTRA ela.

Poucos líderes conquistaram tão rapidamente o coração do povo como o sr. Aécio Neves. Será ele louco o bastante para, em prol das boas relações com que os que o odeiam, voltar as costas à multidão que o ama? Seu primeiro pronunciamento após a eleição parece indicar que sim, mas espero que, passado o atordoamento momentâneo, ele volte a si. Ninguém, entre seus milhões de eleitores, o escolheu como mensageiro de paz, mas como líder guerreiro. Se quer a paz com a sra. Dilma Rousseff, será uma paz em separado, CONTRA os seus eleitores. Ninguém, na massa popular, o seguirá nessa capitulação desvairada.

Por favor, façam chegar estas mensagens ao sr. Aécio Neves. 
Título, Imagem e Texto: Olavo de Carvalho, 27-10-2014

Aposentados, falar o quê?

Almir Papalardo

Nesta hora de amargura, após sofrer mais uma decepção, perde-se até a vontade de se lamuriar, de botar para fora a nossa frustração, por mais uma derrota, a terceira consecutiva, sofrida para o Partido dos Trabalhadores.

E nunca estivemos tão próximos da vitória! Perdemos por muito pouco com uma diferença de pouco mais de três milhões de votos a menos. E mais uma vez repete-se a falta de patriotismo, do dever cívico do cidadão, de querer exercer a cidadania, de fortalecer a democracia, quando foram novamente desperdiçados mais de 37 milhões de votos. Preferem ir à praia do que participar na escolha de novos candidatos, enfim, de darem uma reviravolta na atual situação adversa em que vive o cidadão brasileiro. É uma arma de defesa que nos dá a Constituição!

O povo brasileiro é mesmo muito desligado, acomodado, não querendo de forma alguma desperdiçar tempo algum com o deslocamento à zona eleitoral, preferindo pagar uma multa irrisória para não votar, para não atrapalhar a sua programação de um fim de semana! E considere-se também o hábito que têm de deixar ficar tudo como está, propiciando sempre aos presidentes da república a sua reeleição. Foi exatamente isto que aconteceu com FHC, Lula, e agora Dilma Rousseff, que ganharam o direito de governarem por dois mandatos seguidos.

Absorvido o golpe que quase nos levou ao nocaute, levantemo-nos, sacudamos a poeira e damos a volta por cima, porque a luta em si não terminou! Enquanto há vida, há esperanças. Lembremo-nos que existem três projetos da nossa libertação, encalhados na Câmara dos Deputados, pelos quais devemos lutar para não deixá-los ir para a lixeira, projetos estes que fazem com que não dependamos de nenhum partido político, nem de nenhum presidente que estiver governando. Eles estão emperrados naquela Casa há seis anos, mas estão sempre em evidência, porque sempre são mencionados, obrigando o governo a manter-se em alerta.