sexta-feira, 23 de março de 2012

Quem é reacionário hoje?

Tom Metzger. Imagem retirada daqui
Valfrido M. Chaves
Mas o mundo é redondo e gira, como disse Lula, logo concluindo que devemos nos preocupar com a poluição, sim, pois, tal giro nos levaria até à poluição produzida pelo Japão, sim senhores! Mas, poluição à parte, o mundo gira, nós passamos e a História vai em frente. Alguns crêem que ela tem um sentido, que seria o socialismo. Assim escreveu Marx e executou Lenine, enquanto o PT, antes da eleição de Lula, em BH, Minas, reuniu-se para definir-se como “socialista”, ainda. Sua liderança, chefes, militância, escrevem livros, artigos e panfletos no jargão e linha de pensamento marxista-leninista, sim. Quem não pensa como eles é conservador, reacionário, a-histórico, ou seja, contrário à marcha da História para uma sociedade melhor, onde o grande mal da humanidade, a propriedade privada, seria eliminada, pois, pois. Tais companheiros, sua militância, que nos olham de cima para baixo, agora estão preocupados, na medida em que o eleitorado campograndense seria “conservador”, com pouca simpatia por Kit-Gays, invasões de propriedades legítimas, violações de direitos, seja por índios, mineiros ou baianos. Diante dessa realidade, vésperas de uma eleição, Dante Filho escreveu magistralmente “O dilema do PT” e, diante de suas colocações, ouso indagar: quem mesmo é conservador, reacionário e a-histórico, nesta quadra da vida? Depois do desmoronamento do império soviético, quando as populações sob seu jugo desprezaram o sistema socialista devido ao seu fracasso econômico e desumanidade, com a China abrindo as portas à propriedade privada para tornar-se o “tigre asiático” na economia mundial, quem seria mesmo reacionário e a-histórico, se não aqueles que ainda definem-se como socialistas-marxistas? E de quebra morrem de emoção quando fazem romaria a Cuba para verem Fidel e ainda financiam um grande porto a Cuba, quando os nossos atravancam-se de produtos, com nossas estradas infames matando inocentes e encarecendo alimentos? Então, senhores dialetas, pretensiosos condutores da História: quem mesmo seria reacionário e conservador nos dias de hoje? Insuflar pessoas humildes para violar direitos legítimos, principalmente no campo, ainda os faz se sentirem condutores da História? Mas que delírio, senhores!
Título e texto: Valfrido M. Chaves, Psicanalista, pós-graduado em Política e Estratégia Adesg/UCDB

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