quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Por que os petistas odeiam tanto Janaína Paschoal?

Luciano Henrique
Se você acha que Janaína Paschoal [foto] era alvo de ódio dos petistas, não viu nada ainda. Ao menos até esta terça-feira (29), quando a advogada de acusação apresentou seu maravilhoso discurso desmascarando todas as fraudes implementadas pelo PT ao longo dos tempos. Algumas pessoas chegaram a afirmar que todas as 14 horas de lero lero de Dilma viraram pó diante da assertividade de Janaína em alguns minutos.


Mas por que o ódio petista aumentou tanto?

Antes vejamos como Janaína finalizou a presidente afastada: “Eu peço desculpas porque eu sei que, muito embora esse não fosse o meu objetivo, eu lhe causei sofrimento. E eu peço que ela [Dilma], um dia, entenda, que eu fiz isso pensando, também, nos netos dela”. Ao final, demonstrou emoção em um choro genuíno. Ela não somente atacou os petistas, como também falo ao coração.

Foi o suficiente para que os petistas sentissem uma dor terrível em suas almas. Era evidente que Janaína se tornou uma das poucas exceções no Brasil fora do espectro da extrema-esquerda: alguém capaz de encarar os petistas e demais totalitários nos termos da guerra política. Digamos que ela ainda não é uma titã do “jogo” como são Jandira Feghali, Lindbergh Farias, Gleisi Hoffmann e o ex-presidente Lula. Esses atuam em nível subconsciente na execução do código da guerra política. Eles já nem sequer pensam: “preciso rotular”, “preciso encaixar um frame”, “preciso estabelecer uma personalização” ou “preciso lançar um shaming”. Tudo, para eles, é automático. Em suma, isto é agilidade mental. Mas Janaína decididamente evoluiu e, aos poucos, foi adquirindo musculatura intelectual para defrontar os petistas, se não de igual para igual, ao menos com uma habilidade suficiente para – em cenário favorável, como está para os adversários do PT – vencê-los em algumas contendas.

E aí os petistas começaram a ranger os dentes com ainda mais força. Eles se revoltam quando alguém começa a utilizar os códigos da guerra política. Para os petistas, o ideal é que seus adversários fiquem fazendo papel de criança de colo enquanto eles fazem a festa. Por exemplo, os petistas amam ficar rotulando gente como Aécio durante horas para que depois, feito uma criancinha, seu adversário – estuprado retoricamente – vá abraçá-los e ficar de sorrisos, feito cãozinho, diante deles.

Ou seja, o petista precisa não apenas de sua agilidade mental para a guerra política, mas também de adversários que sejam bebês políticos. Quando eles encontram pela frente alguém que lhes diga que “a era da infância política acabou”, vemos que derramam lágrimas doloridas. Eles não admitem competir com verdadeiros adversários. E Janaína, se ainda não se tornou uma jogadora política tão hábil quanto os petistas (embora tenha evoluído vários anos nesses últimos meses), já não é mais um bebê político. Por isso, foi vítima de incessantes campanhas de ódio promovidas por petistas nesta terça-feira.

O que importa é que o ódio petista contra Janaína – maior do que nunca a partir desta terça-feira, dia 29 – comprovam que já descobrimos aquilo que atinge os petistas como o crucifixo atinge o Drácula: a escolha por pensarmos o mundo cada vez mais pelo paradigma da guerra política. Faça isso e eles tremerão de medo e ódio.

Parabéns à Janaína por ter escolhido evoluir quanto à maturidade política. 
Título, Imagem e Texto: Luciano Henrique, Ceticismo Político, 31-8-2016

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