quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Imprensa que combate “fake news” é a mesma que inventa que PMs sugerem o estupro de Fátima

Implicante



A política é norteada por uma máxima: não basta ser honesto, é preciso parecer honesto. Em tese, a imprensa segue um norte semelhante: não basta passar uma informação, é preciso não deixar margem para interpretações equivocadas.

Os jornalistas brasileiros não sabem disso? É lógico que sabem! Isso é ensinado e cobrado do início ao fim de qualquer curso de comunicação. No entanto, permitiram-se o absurdo já relatado mais cedo aqui no Implicante.

Resumindo: policiais sugeriram uma nova enquete à apresentadora. Se ela tivesse sido vítima de estupro, mas findou ferindo gravemente o estuprador, quem deveria ter prioridade no atendimento, a vítima do estupro ou o estuprador?

Como a imprensa brasileira em peso noticiou isso? Destacando na manchete que policiais sugeriram o estupro de Fátima Bernardes.

Ao pé da letra, de fato houve uma sugestão, mas de uma enquete, e sob a ressalva de que eles, os policiais, não queriam aquilo para ela.

Da forma como a imprensa noticiou, restou a sensação de que os PMs defendiam que a apresentadora fosse estuprada em retaliação.

É uma jogada suja, baixa, vergonhosa! E que já foi registrada pelo Google em ao menos 29.700 links.

É essa a imprensa que diz combater os “fake news”, sites de notícias falsas que teriam servido, entre outras coisas, para fazer de Donald Trump presidente dos Estados Unidos. O que, claro, não passa de uma lorota, pois é nítido que só enxergam notícia falsa contra um lado e, assim, vão censurando veículos alternativos que denunciam tais manobras.
Título e Texto: Implicante, 24-11-2016

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