segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Ao pedir renúncia para Temer, Marina apela de novo ao oportunismo pró-PT

Luciano Ayan


Creio que todos se lembram dos meses de maio a junho – quando quase todos os brasileiros estavam envolvidos em pedir o impeachment de Dilma. Marina Silva e sua linha auxiliar do PT, REDE, insistiam na narrativa de “novas eleições”.

Pois foi só o impeachment de Dilma acontecer e o governo Temer começar – um tanto atrapalhado, é verdade, e complicado por algumas delações – para que uma das políticas mais oportunistas da história recente surgisse de novo com o papo-furado de costume.

O irônico de tudo é que os petistas esperam utilizar Marina Silva basicamente como ouro de tolo mais uma vez. Esperam que ela seja demolida no curso da campanha, como aconteceu em 2014, pois não saber adentrar de vez à guerra de narrativas.

Claro que as coisas não estarão fáceis para o PT, mas é aí que entra outra parte da estratégia. Utilizar a direita na campanha “fora todos” – na qual várias pessoas de direita caíram – para que isso faça com que muitos digam “ah, todos são iguais mesmo” e, no fim, isso recupere a imagem do PT.

O risco para essa estratégia entre PT e Marina é que a direita comece a perceber que o jogo do “fora todos” é apenas uma armação daqueles que sofreram impeachment em 31 de agosto. 
Título, Imagem e Texto: Luciano Ayan, Ceticismo Político, 19-12-2016

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