terça-feira, 14 de novembro de 2017

Que Tal Fazerem à Geringonça uma Reportagem Igual à do Trump?

Cristina Miranda

A SIC quando resolve trabalhar para o sistema é um espetáculo! Consegue transformar a mais reles das governações no melhor sistema político jamais alcançado em Portugal. Como? Ora, fazendo uma reportagem falando SÓ nas supostas coisas boas IGNORANDO por completo as más. Mas não usa esta fórmula para todos. Se fosse o anterior executivo a fazer estes assassinatos políticos e econômicos, a reportagem aos dois anos de governação geringonça feita por esta TV, teria a abordagem que teve a do Trump: só com os aspectos negativos. Alguém duvida?

Quem viu a reportagem de um ano de governação do Trump feita pela SIC não ficou indiferente ao facto de apenas se fazer uma abordagem ao que correu menos bem. É verdade! Não se falou na economia dos EUA que disparou para valores astronómicos nunca vistos; no menor desemprego de há 16 anos, nas empresas a regressarem em força; na redução de  20% dos combustíveis; no combate eficaz ao DAESH com mais avanços que em oito anos; nas relações cordiais com a Rússia, essenciais à paz mundial (quem não se lembra da temível Guerra Fria que só terminou com Reagan e Gorbachev); na 3ª guerra Mundial que não ocorreu; na diplomacia internacional que ele soube gerir apesar de se temer o contrário; o rasgar de acordos onde  denunciou a falácia da proteção do ambiente dos países aderentes que continuam a ser os mais poluidores;  o brilhante discurso na ONU (vejam-no por completo aqui), politicamente incorreto, com grandes verdades incômodas, onde denunciou a hipocrisia deste organismo. Não. Fez-se uma reportagem onde só se enaltece os aspectos negativos (que os há, claro), se exige muita obra já feita, comparando um ano de governação a quase uma década do anterior. Isto é jornalismo?

A Geringonça, pelo contrário, em reportagem, teve direito a tratamento VIP. Não se falou num governo que começou com a entrega à borla do BANIF ao Santander só para assegurar um empréstimo ao Estado; não se falou do decreto feito na calada da noite para favorecer os banqueiros da CGD dispensando-os de entregar declaração de rendimentos; não se falou do boicote ao inquérito da CGD para que fosse arquivado; não se falou dos inúmeros assessores e adjuntos sem habilitações; não se falou do aumento em mais de MIL boys e aumento de despesa dos gabinetes em 11%, em relação ao anterior executivo; não se falou da substituição das chefias da ANPC por boys,  professores, advogados e outros profissionais sem qualquer experiência em fogos; não se falou na falência do Estado com as mais de cem mortes encurraladas à sua sorte em fogos florestais; não se falou na vergonha do armamento furtado em Tancos cujos contornos são patéticos; não se falou nas mortes por  legionella em hospital público; nas refeições podres das cantinas escolares; das listas de espera em hospitais falsificadas; dos OE de 2016, 2017 e 2018 carregados de impostos indiretos que provocaram a maior coleta de sempre esvaziando os bolsos dos portugueses; da memorável Mariana que disse que era preciso buscar dinheiro a quem acumula dinheiro; das contas marteladas para o défice à custa de cativações e medidas pontuais; da falta de vergonha deste governo em não assumir responsabilidades sobre nada; das mentiras compulsivas e sucessivas de Costa; na dívida que desde a entrada deste governo SÓ subiu, continua a subir e está a atingir limites incomportáveis. Não. É só coisas boas…

É uma reportagem tendenciosa que enaltece uma paz social podre à conta de sapos engolidos pela extrema-esquerda que não quer sair do poleiro sem deixar as sementes todas espalhadas pelo sistema para que possa dar continuidade aos seus ideais comunistas. Um milagre da estabilidade falsa como Judas à base de muita hipocrisia que já custou ao BE e PCP parte do eleitorado. Uma reposição de rendimentos mentirosa porque só abrange os mais ABASTADOS DA FUNÇÃO PÚBLICA e nem esses escapam aos aumentos colossais de impostos indiretos que lhe roubam esses rendimentos sempre que saem de casa para o trabalho ou para o supermercado.

Quando a SIC se presta a um serviço de informação miserável, incapaz de o fazer com isenção e verdade, não está a fazer jornalismo. Está a fazer propaganda.

Querem mostrar isenção? Façam uma reportagem à Geringonça igual à do Trump. E tenham a coragem de ser honestos.
Fica a dica. 
Título e Texto: Cristina Miranda, Blasfémias, 13-11-2017

Um comentário:

  1. “O que é assustador nesta historieta toda é pensar como os nossos responsáveis (?) políticos vivem ao sabor dos caprichos das redes sociais, que verdadeiramente definem a agenda, o debate – e, mais grave, a ação política. Foi isso que assistimos aquando dos incêndios de Pedrógão. Ou no caso do Urban Beach, discoteca conhecida pelos seus constantes desacatos. Ou no famoso livrinho para-meninos-e-meninas da Porto Editora. Basta alguém indignar-se, incendiar as redes sociais, e tornar o assunto viral, para que as pernas dos nossos governantes tremam que nem as dos banqueiros alemães. Ao bom estilo Twitter Trump, António Costa rapidamente alinhou com a turba cega, culpando os seus antecessores, numa lógica Lucky Luke, em que o passa-culpas é disparado twittado mais rápido que a própria sombra.”
    Da ditadura do politicamente correto

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