segunda-feira, 30 de abril de 2018

Brasileiros pagam até 693% mais Imposto de Renda do que deveriam

Marcelo Faria

Os brasileiros pagam até 693% a mais de Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) do que deveriam. Essa é a conclusão de um estudo realizado pelo Sindifisco (Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil).

De acordo com o levantamento, se a tabela do IRPF fosse corrigida pela inflação (IPCA) acumulada no período, a faixa de isenção seria R$ 3.556,56 ao invés dos atuais R$ 1.903,98. A diferença de R$ 1.652,58 penaliza as camadas com menor renda que deveriam ser isentas de IRPF e repercute nos demais contribuintes. Em outras palavras: o governo promove um contínuo e silencioso aumento do Imposto de Renda anualmente.


A correção da tabela do IRPF pelo índice oficial da inflação implicaria uma ampliação da faixa de isenção mensal. Somente seriam tributados os contribuintes com renda
mensal superior a R$ 3.556,56. A partir daí, a diferença do imposto a recolher seria crescente até o valor limite da alíquota de 27,5%, ou seja, R$ 8.837,92 estabilizando-se a seguir, já que, acima desse nível de rendimento os acréscimos seriam sempre tributados à mesma alíquota.

Em outras palavras, a defasagem na correção da tabela é mais prejudicial para aqueles cuja renda é menor. Para aqueles com rendimento de R$ 4.000,00, a não correção da tabela impõe um recolhimento mensal a mais de R$ 230,61, um valor 693,40% maior do que deveria ser. Já o contribuinte com renda mensal tributável de R$ 10.000,00 paga a mais 68,69% do que deveria.
Título e Texto: Marcelo Faria, Presidente do ILISP e empreendedor. 30-4-2018

Militantes disfarçados de 'moradores' criticam a pintura de imóveis

Deputado Paulo Ramos acusa Freixo e o próprio PSOL no caso Mariele Franco

Os deputados Paulo Ramos e Cidinha Campos denunciaram Marcelo Freixo por abuso da máquina pública. Desde que presidiu a CPI das milícias em 2008, o deputado Marcelo Freixo recebe o benefício de policiais militares. Após 10 anos, o secretário de Segurança, general Richard Nunes, determinou que a escolta já não era necessária. Os nomes dos PMs que faziam a escolta do deputado estavam na lista dos 87 policiais militares emprestados à Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), e que são necessários aos seus postos diante a insegurança no Rio de Janeiro.


Vai chover assim lá na casa do c...!

Desde a última semana de fevereiro...

[Discos pedidos] Rose Laurens – “Africa”

Publicado em 3 de novembro de 2016
Champs Elysées : émission du 25 décembre 1982
Depuis le cirque d'hiver, Rose LAURENS chante "Africa".
Images d'archive : INA Institut National de l'Audiovisuel

Rose Laurens, la chanteuse du tube des années 1980 « Africa », est morte
La chanteuse est morte à l’âge de 65 ans des suites d’une longue maladie. Sorti en 1982, son titre « Africa » s’est écoulé à plus d’un million d’exemplaires.
(...)
Le Monde, 30-4-2018

Anteriores:

Dog love... food


Video by Andrew Grantham: http://facebook.com/klaatu42
T-SHIRTS: http://talkinganimalmerch.com (all profits go to SPCA)
Facebook: http://tinyurl.com/talkanimal 
Twitter: http://twitter.com/talkinganimals

Melindres

Nelson Teixeira

Nunca fique ressentido com os seus semelhantes, nem conturbe o seu coração com seus parceiros de jornada.

Aceite os outro como ele é, e não como você gostaria que fosse, pois cada um de nós é uma individualidade.

Você é livre para pensar o que deseja, portanto dê esta liberdade aos outros também.

Um mesmo problema, possui diferentes ângulos de interpretação, por isso não queira igualdade suas nos demais.

Esteja sempre aberto ao entendimento, para não cair em desacertos, mágoas, ressentimentos ou desarmonias.

Nunca se aborreça com opiniões contrárias às suas, nem se melindre pelas opiniões divergentes dos outros.

As vezes até num espinheiro você consegue colher uma linda flor! 
Título e Texto: Nelson Teixeira, Gotas de Paz, 30-4-2018

domingo, 29 de abril de 2018

Dragões vencem na Madeira e ficam a um ponto do título

O FC Porto ganhou este domingo no terreno do Marítimo (0-1), ficando a apenas um ponto da conquista da I Liga. Marega fez o único golo da partida, ao minuto 89

Foto: Homem de Gouveia/Agência Lusa
O FC Porto segue lançado para fazer a festa da conquista da I Liga (cinco anos depois do último título) já no próximo fim de semana. Este domingo, os dragões venceram no terreno do Marítimo (0-1), terminando com seis anos sem triunfos na Madeira. Assim, ficaram a apenas um ponto do título.

Foi um jogo de paciência para os azuis e brancos. A jogar contra dez desde o minuto 42 (por expulsão do guarda-redes marítimista, Amir), acercaram-se da baliza adversária e criaram uma mão-cheia de oportunidades, mas apenas marcaram à beira do final. Fê-lo Marega, de cabeça, aos 89', na sequência de um canto batido por Alex Telles.

O Marítimo, a precisar de pontuar para manter viva a esperança de chegar ao 5º lugar (é 6º, a três pontos do Rio Ave), já não foi capaz de reagir, depois de cerca de 45 minutos remetido à defesa. E acabou com nove, por expulsão de Rúben Ferreira (a cortar um contra-ataque venenoso, com Gonçalo Paciência a isolar-se).

A falsa “Liberdade” da Esquerda


Cristina Miranda

Confesso que já não tenho paciência para os discursos “bonitos” de homenagem ao 25 de abril como se ele tivesse acabado de acontecer e não soubéssemos ainda o que nos esperava. Foram quarenta e quatro anos de mentira, de falsa sensação de liberdade só porque agora podemos dizer quase tudo o que pensamos sem ir preso. Por enquanto. 

E a prova está na abstenção que a seguir à revolução foi quase nula, no ano seguinte passou para 16,5% e a partir de 1983 disparou para 44%. A fraude não tardou a manifestar-se. Hoje, temos a terceira maior dívida do Mundo, o segundo maior défice da Europa, o quinto país mais corrupto do Mundo e estamos no ranking  com a maior carga fiscalEsta é a “bela liberdade” que ganhamos: o aprisionamento financeiro – por dívida e corrupção – que nos empobrece e impede de ter vida condigna.

O país não mudou com a Revolução dos Cravos. Quando cheguei a Portugal em 1978, e até assinarmos contrato de adesão à CEE, em 1985, nosso país não tinha dado um passo ainda na mudança que hoje conhecemos. Muito pelo contrário. Nacionalizações mataram a economia e já tínhamos no currículo duas bancarrotas até 1983!!

Se temos vias de comunicação excelentes, melhor habitação, melhores escolas, melhores hospitais, melhor formação, melhor mercado de trabalho entre outros, devemos à tão demonizada UE que ainda não parou de canalizar fundos (grande burra!) para encher, inclusivamente, muita conta bancária de oportunistas. Se parecemos um país desenvolvido, hoje, é por mérito dessa Europa e não nosso.

Porque se esse dinheiro nunca cá tivesse chegado, estaríamos mais atrasados em todos os segmentos do que durante o Estado Novo, devido à nossa constante incapacidade de nos governar, gastando mais do que a coleta em impostos, para servir interesses particulares gigantescos, só com uma diferença: já não podíamos contar com os milhões a fundo perdido da UE para nos salvar as contas. Estaríamos a imprimir desenfreadamente moeda para nos manter à tona, fazendo disparar a inflação e desvalorização do escudo, com todas as consequências que daí adviriam, elevando brutalmente o custo de vida e pobreza. Ou seja, seríamos um “paraíso venezuelano” sem petróleo.

Falou com uma pessoa que falou com outra a quem disseram...

Helena Matos


Helena Roseta e António Costa, 2015, foto: João Relvas/Agência Lusa
Talvez amanhã a arquiteta Roseta fale com alguém que lhe diga que ruas inteiras com casas fechadas à espera de irem para o mercado só podem ser propriedade da CML (Câmara Municipal de Lisboa) ou da Santa Casa. Ou, quiçá, está a arquiteta Roseta a pensar naquela rua de Lisboa que do número 8 ao 38 tem como senhorio o Partido Comunista Português??
Título e Texto: Helena Matos, Blasfémias, 29-4-2018

Relacionados:

QUIZ: Declaração de Balfour

Em 1926, na Declaração de Balfour, reconheceu-se um estatuto igual entre os diferentes domínios do Império Britânico e do Reino Unido. Com este reconhecimento, ratificado a 11 de dezembro de 1931, o Império Britânico passou a...

A  – British Union
B  – British Alliance
C  – Great Imperium of Nations 
D  – British Commonwealth

Charada (536)

Vanda, Vera e Violeta são estudantes
de História, Matemática e Literatura;
não necessariamente por esta ordem.
Analisando as seguintes premissas,
descubra o curso que cada amiga
está a estudar:

a. Vera não estuda História;
b. Vanda gosta de estudar com a amiga que cursa Matemática;
c. A aluna que cursa História prefere estudar sozinha.

sábado, 28 de abril de 2018

Algo tem que ser feito no Rio de Janeiro...

Joy Villa escreveu (bem)

Massacrando o indefeso aposentado

Massacre de Boston, quadro de Henry Pelham, 26 de março de 1770

Almir Papalardo

O cidadão brasileiro quando jovem ingressa no mercado de trabalho recebendo toda assistência do Regime Geral da Previdência Social. Contribui para o INSS mensalmente durante 35 anos ou mais, com alto percentual descontado na fonte, calculado sobre o valor do salário. Esta contribuição à Previdência é feita sob a ilusão de que está se resguardando para uma velhice tranquila, segura e digna, garantido pela Constituição Federal. Deveria ser assim tanto no início da sua atividade profissional, quanto na sua saída do mercado de trabalho, originado por conta de um natural desgaste físico, quando passa a vaga para um novo jovem contratado.

Começa aí a desdita do aposentado com a quebra do contrato acordado entre governo, Previdência, empregador e o trabalhador. Este último passa a ser marginalizado pelos governos centrais! Por que perpetua-se esta deslealdade contra ex-trabalhadores que através da Carta Magna têm a garantia da manutenção do seu poder de compra, livre de defasagens e com plenos direitos a manutenção da sua saúde? Não se trata de uma criminosa maldade? Um preconceito? Uma discriminação? Como pode haver respeito ao Estatuto do Idoso, criado com muito garbo, se as próprias autoridades são os primeiros a ignorá-lo e transgredi-lo?

É porque existem governantes indignos do cargo que ocupam, incompetentes, equipes econômicas incapacitadas, não demonstrando um mínimo de respeito ao trabalhador agora idoso, numa fase da vida em que mais necessita de proteção dos poderes públicos. Só para relembrar, o governo do presidente Collor, mostrando grande insensatez, queria dar só 54% de aumento para o aposentado, enquanto dava para o salário mínimo 154% de reajuste. Quem explica tamanha disparidade entre estes dois valores? Quebra da Previdência? Ou porque o aposentado está moribundo prestes a morrer? Pelo amor de DEUS...!!

A falsa resposta como sempre é a já manjada e mentirosa desculpa de que as contas da Previdência não suportam! E por isso o aposentado é obrigado a aguentar sozinho a incompetência governamental, quando o prejuízo deveria ser dividido igualmente entre todas as camadas de trabalhadores! Felizmente apareceu uma juíza ética, transparente, justa, que quebrando o vício pernicioso contra o aposentado teve a coragem de enfrentar a equipe econômica do governo, batendo o martelo e estendendo os 147% também para os todos os aposentados. E a Previdência não faliu como alardeavam!!

Abril em Portugal, capítulo XLIV

Alberto Gonçalves

Descontado o folclore, e à semelhança do Natal, “Abril” é o que um homem quiser. E os homens que o fizeram, primeiro, e os homens que o tomaram, em seguida, quiseram imensas e contraditórias coisas.


São diversas as razões que me impedem de desfilar a cada 25 de abril. A primeira é a aversão a manifestações públicas, para cúmulo coletivas. Se já é ridículo que uma pessoa se ache tão interessante a ponto de ter de expor os seus sentimentos ao resto da humanidade, é duplamente patético que se sinta obrigada a fazê-lo em bando. Um sujeito sozinho aos berros nos Aliados ou no Rossio ainda merece algum respeito (e a atenção do INEM). Acompanhado por milhares de ociosos idênticos, não merece respeito nenhum.

O segundo motivo é o absurdo de comemorar datas. Incluindo a do meu aniversário, não conheço qualquer data digna de festejos ou baderna. Desde o início dos tempos que, de acordo com os paladares, diariamente acontecem tremores, bons, maus, terríveis, desmesurados, ínfimos, incompreensíveis e polémicos. Se sairmos à rua a “assinalar” todos, acabaremos exaustos, resfriados e com a taxa de produtividade do sindicalista médio. Além disso, não haverá trânsito que resista.

O terceiro motivo pelo qual não celebro “Abril” prende-se com o próprio “Abril”. Serei picuinhas, mas causar-me-ia certa impressão passear em prol da democracia junto de criaturas que sempre a combateram. Não querendo generalizar, o tradicional cortejo lisboeta é das maiores concentrações de intolerantes que o país é capaz de agrupar. E a toponímia é tão irónica quanto os propósitos: boa parte daquela gente “desce” a Avenida da Liberdade em nome de um conceito que lhe é fundamentalmente estranho. Por regra, os rostos reconhecíveis na romaria do 25/4 oscilam entre fanáticos de proibições, na melhor das hipóteses, e devotos de totalitarismos, na pior. Mesmo os que não idolatram abertamente tiranos célebres e obscuros entretêm-se a conceber interditos e calar “blasfémias”. É peculiar, por exemplo, que candidatos a censores se congratulem com o fim da censura. Ou que prepotentes naturais recordem com rancor a prepotência alheia. No fundo, eles descem a Liberdade porque não saberiam subi-la nem que tentassem.

Por estas e por outras (estas chegavam), o meu contato com o 25 de abril de 2018 limitou-se às cerimónias oficiais. Por diligência minha? Não endoideci. Sucede que o carro viera da revisão e estava sintonizado numa estação de rádio, meio que sinceramente julgava extinto. De repente, apanhei com a voz de uma senhora que evocava “o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres”. O meu impulso foi mudar a engenhoca para um disco de John Lee Hooker em que me ando a viciar. Porém, o humor retorcido que Deus me deu viu-se seduzido pelo descaramento de alguém que, a fim de emitir uma trivialidade embaraçosa, cita a figura em causa. Citar Gandhi ou Mandela é apenas aborrecido: citar o eng. Guterres revela um talento burlesco que me transforma num ouvinte atento.

A preguiça mental como fator de atração ao esquerdismo “lacrador”

Rodrigo Constantino


Muitos, com razão, apontam para a estratégia de Gramsci ao constatar o elevado grau de esquerdismo nas universidades e redações de jornais do país. De fato, isso acontece mesmo. Mas há outro fator, muitas vezes negligenciado, que pode ser tão importante quanto a deliberada ocupação por revolucionários, por “agentes orgânicos” da causa: a pura preguiça.

O filósofo Luiz Felipe Pondé, que transita nesse meio acadêmico, já escreveu sobre isso mais de uma vez. O acadêmico preguiçoso não precisa estudar muito para subir na carreira: basta ele prestar homenagens aos gurus marxistas. Torna-se um jogo de cartas marcadas, em que os mais prostituíveis se destacam, ao bajular aqueles no comando, quase todos socialistas. Vira um círculo vicioso.

Imaginem o professor que precisa ensinar a língua portuguesa correta, ou matemática. Isso dá muito trabalho! Agora, atacar Bolsonaro de “fascista” e gritar “Lula Livre” até uma hiena consegue fazer! A preguiça leva muita gente à ideologia de esquerda, pois ela serve como um escudo protetor para sua ignorância. Lembrei disso ao comentar o caso da “estudante” de jornalismo que não sabia sequer a capital do Paraná ou quem tinha escrito a primeira carta ao reino de Portugal após a descoberta do Brasil.

Entre as vinte origens do fenômeno da esquerda caviar, que descrevi no meu livro homônimo, consta uma que é justamente sobre isso: a preguiça mental. Segue o capítulo:

Veja o “conhecimento” dessa estudante de jornalismo e entenda a decadência da mídia

Rodrigo Constantino

Poderia ser um caso isolado. Infelizmente, não é. Ao contrário: é o retrato do ensino brasileiro dominado por seguidores do comunista Paulo Freire, uma máquina de doutrinação ideológica e de produção de alienados, analfabetos, ignorantes. A menina participou do programa de Luciano Huck e não sabia sequer a capital do Paraná!

Mas isso não a impediu, como “estudante” de jornalismo, de ter estagiado no The Guardian, o jornal mais esquerdista da Inglaterra. Como assim?! Ela veio do Complexo do Alemão, e isso, pelo visto, basta, é credencial suficiente para o emprego.

O prisma do “oprimido” é quesito de destaque na escolha. Quem precisa estudar quando se tem a vitimização? Ter conhecimento não parece ser o aspecto mais relevante para seguir uma carreira de jornalismo atualmente. Basta “lacrar”. Alguém fica surpreso com a situação de nossa mídia hoje? Vejam o vídeo, que se tornou viral nas redes sociais:


Se eu tenho pena da garota? Ela tem menos culpa no cartório do que os militantes disfarçados de professores e os “lacradores” nas redações, que contratam gente com esse perfil só porque veio de baixo. Pena mesmo, porém, eu tenho dos leitores desses jornais.

Como muitos estão em crise financeira, é esse perfil de estagiário que assina várias “matérias”, com a “supervisão” do chefe. Como estranhar, então, as manchetes idiotas, os erros grosseiros, o viés ideológico? Sentir peninha é, aliás, sintoma de nossa época covarde e mimizenta: protege os incompetentes e ignorantes à custa dos consumidores.

A esquizofrenia política injustificável de alguns setores da direita

Paulo Eneas


O grau de complexidade do cenário político do momento tem levado uma parte da direita a cometer alguns erros de análise e, consequentemente, de orientação quanto às iniciativas mais corretas de ação política que precisam ser empreendidas agora. Muitos desses erros decorrem da incapacidade de perceber e identificar quais são os atores que efetivamente estão atuando no cenário político, conforme apontamos no artigo A Direita Brasileira Existe, publicado em março desse ano.

A esta dificuldade de identificação das peças no tabuleiro, soma-se a ausência de esforço para também compreender as estratégias e os objetivos de curto prazo da esquerda, que foram por nós apontados no artigo A Esquerda Não Quer Ver O Mês De Outubro Chegar, publicado ontem.

Por não ter claro os objetivos e a estratégia do inimigo, parte da direita incorre no erro de em algumas circunstâncias fazer escolhas políticas que, involuntariamente, beneficiam e atendem os interessem e objetivos desse inimigo.

Em nosso entender, dentre os erros que estão sendo cometidos no momento pela direita em virtude das deficiências apontadas acima, estão:

a) Reação quase emocional às ações da suprema corte bolivariana

A direita tem cometido o erro de deixar-se pautar pelas interpretações na maioria das vezes erradas, e plantadas deliberadamente na grande imprensa, sobre as decisões recentes do STF, bem como das implicações reais dessas decisões. É evidente que a suprema corte aparelhada comporta-se como ator político em favor da esquerda e do estamento burocrático, e isso deve ser combatido sem tréguas.

QUIZ: Boicote de Gandhi

Que boicote, impulsionado por Mahatma Gandhi, iniciou em 1930 uma nova campanha de resistência da Índia face ao domínio colonial britânico?


A  – A Marcha do Chá
B  – A Marcha do Sal
C  – A Marcha da Língua 
D  – A Marcha sem Impostos

Charada (535)

Guatemala está para Malagueta,
como Rubis está para _________.

a) Rubor.
b) Andar.
c) Subir.
d) Roleta.

sexta-feira, 27 de abril de 2018

[Pernoitar, visitar, comer e beber fora] Cavalo Negro

Pedro Garcia Rosado

Uma das coisas interessantes do supermercado Pingo Doce, que frequento, é a promoção regular de vinhos, com preços mais baixos do que o preço de venda ao público. Os alentejanos estão em maioria, mas não esses que me interessam. E um dos vinhos que descobri foi o Cavalo Negro (tinto).


Comecei pelo de 2016, interessado pela combinação de castas (Castelão, Trincadeira e Aragonês). Seria bom? À cautela comprei uma garrafa. Quando a abri, e provei o vinho, lamentei de imediato não ter trazido mais. Sem notas adocicadas, perfeitamente equilibrado, entusiasmou-me. Na vez seguinte em que fui ao supermercado vi-o lá e pus de imediato uma caixa de seis garrafas no carrinho. Na caixa desisti: uma das castas era a Touriga Nacional (excelente no Dão e no Douro, mas “extraviada” noutras regiões). Não trouxe… o que foi um erro.

Situada a empresa (Parras Wines) a cerca de meia hora de casa, perto de Alcobaça, telefonei e disseram-me que sim, que havia Cavalo Negro de 2016. Lá fui. Não havia ainda engarrafado, a loja ia abrir na semana seguinte e já haveria… podia trazer uma garrafa do de 2014 (Castelão, Trincadeira e Aragonês). Trouxe uma caixa, abri uma garrafa uma semana depois e… não me entusiasmou. Mais ou menos nessa altura voltei à loja, já aberta. Trouxe o de 2016 e, para provar, um Dão (Evidência) e um Quinta de Gradil (de que mais tarde falarei).

Tendo confirmado as muito boas impressões do Cavalo Negro de 2016, voltei, entretanto, ao de 2014. E foi uma surpresa: o vinho, descansando mais duas ou três semanas, melhorara. A seguir aventurei-me a outras edições, detendo-me apenas no tinto (do branco falaremos mais tarde): o de de 2015 (Toruiga Nacional, Alicante Bouchet e Aragonês), vendido com a designação de Premium, é um vinho muito bom, de qualidade superior, acima do Reserva e totalmente estagiado em carvalho francês; o Reserva de 2016 (Touriga Nacional, Aragonês e Castelão), tão bom como o “colheita” do mesmo ano (e que talvez só possa melhor apreciado um pouco mais tarde); e, finalmente, o Reserva de 2014. E este tinto fechou com chave de ouro o meu contato com o Cavalo Negro: É um vinho tinto absolutamente notável e memorável de sabor e aromas.

[Ferreti Ferrado suspeita...] UPPs

Haroldo P. Barboza


Título, Arte e Texto: Haroldo P. Barboza, 27-4-2018

Anteriores:

[Aparecido rasga o verbo] Enquanto isso, no “Castelo da Dinamarca”, os exemplos anômalos brotam, a cada minuto, como vermes de esgoto

Aparecido Raimundo de Souza

INTERESSANTE COMO AS COISAS FUNCIONAM por aqui, terrinha de vadios, espertalhões e malfeitores os mais diversificados tipos. Ou melhor, caros leitores, as coisas não funcionam. Desde o descobrimento, quando aquele imediato e ilustre desconhecido da expedição de Cabral gritou “terra à vista”, nada mais deslanchou. Está tudo emperrado. Dominado. Os senhores, por acaso, imaginam quantos presos temos espalhados brazzil (brazzil escrito assim mesmo, e em minúsculo) afora? Quantos pais de família, “larápios, pés rapados” que roubaram (o certo seria furtaram), um pão para matar a fome de seus filhos apodrecem nas masmorras, como animais? Com certeza, muitos!

A conta de toda essa galera é imensa. Infindável. Maior que a do maldito rombo (ou RAMBO) da previdência, “mais maior ainda”, que o assalto da Petrobosta (perdão, Petrobrás) e outras dilapidações cometidas por baixo dos panos, que não vêm à tona.  Por essa republiqueta de vigaristas, só vem a público, o que de fato interessa.  Bem entendido. A ELES. O resto... ki... ki... ki... ki... ki... ki... fica guardado a sete chaves pelos suntuosos e majestosos palácios... às margens do manhoso e insondável Laguinho Paranoá.

Observem que fizemos referência, logo de início, nos reportando aos ladrões de verdade. Aqueles calhordas de terninhos impecáveis e sapatinhos de marca que abundam na Câmara, no Senado, e outras estrebarias existentes no Grande Penico de merda. Para quem ainda não sabe, ou desconhece, o grande penico de bosta, desculpem, de merda, não é outro senão b r a s í l i a. Escrito assim mesmo, em minúsculo. brasília. Pois bem!

Temos uma horda, de larápios que subtraem pães, e uma chusma de ladrões que roubam dos nossos bolsos e não vão presos. Esses miseráveis desfrutam de um ordenado excelente, têm nome, fama, e pior, FORO PRIVILEGIADO. Estão, portanto, acima da “JUSTISSA”. Essa é a diferença primordial entre os larápios e os ladrões. Larápios, portanto, repassando, são os pais de família abestalhados que roubam para manter suas famílias longe da fome negra. Para eles, a JUSTIÇA é séria e desumanamente pesada.

Em oposto, para os ladrões, ou aqueles pilantras safados que metem as mãos em nossos bolsos, sem o uso de armas de fogo, ou o vigor das ameaças, conhecemos por PARLAMENTARES. Dito de forma mais corriqueira: nossos respeitados representantes.  Para esses, os intocáveis, a paulada não é forte, é branda, é suave, e “in”-certeira. “Incerteiro ou incerteira” é tudo aquilo que não é certeiro, ou como diria Fernandinho Pó Collor de Melo Melado. “Incerteiro nada mais é que uma corruptela de duvidoso, ou dito de forma mais objetiva, impreciso, anfigúrico, vago, pela metade”.

"A esquerda é o Titanic de 2018 - já bateu no iceberg e afunda em meio ao ridículo"

Cesar Maia
     
(Clovis Rossi - Folha de S.Paulo, 26)

1. Que a esquerda está em crise em boa parte do mundo não chega a ser uma grande novidade. Novidade é que significativa parcela do mais importante partido da esquerda brasileira, o PT, esteja contribuindo para esse cenário geral de crise com uma forte pitada de ridículo. Se a única ideia que os petistas podem oferecer é essa estupidez de acrescentar "Lula" ao nome, é melhor chamar o Tiririca para substituir a Gleisi Hoffmann na presidência do partido. Palhaçada por palhaçada, fiquemos com quem é mais autêntico.
    
2. Idiotice à parte, passemos a uma crítica fulminante à esquerda vinda de um acadêmico, Wanderley Guilherme dos Santos, de impecáveis credenciais esquerdistas e um propagandista entusiasmado do governo Lula. "Esse é um mundo no qual a esquerda do século XX não tem mais lugar. Por isso toda esquerda no mundo hoje é obsoleta, conservadora e reacionária. Ela se organizou em termos de pensamento e ação no século XIX para concorrer com o liberalismo em termos de imaginário futuro de organização social.
   
3. O liberalismo oferecia o progresso, a esquerda oferecia a revolução pela ruptura. A queda do muro de Berlim destruiu esse projeto alternativo. A esquerda desde então tem estado na defensiva e não é à toa que sua palavra de ordem seja resistência", escreveu esse cientista social para o último número de 2017 da trimestral revista Inteligência.
   
4. Sou obrigado a concordar com ele, até porque já escrevi inúmeras vezes que a esquerda —não só a brasileira — não conseguiu ainda sair dos escombros do muro de Berlim, mesmo passados quase 30 anos da queda. Foi também o fim do comunismo e é intrigante que mesmo a esquerda que não comungava com o comunismo soviético tenha se ressentido.

According to the fake news media, evil vans just run over people all by themselves… the DRIVER has nothing to do with it

Mike Adams

(Natural News) Remember the Toronto “white van” terrorism attack a few days ago that killed 10 people and injured many more? According to the fake news media, the van did all the driving and ran over people all by itself.

The reason the media is reporting this, of course, is because when terrorism is carried out by people with foreign-sounding names, the dumbed-down liberal media immediately shifts blame to the vehicle rather than the driver.

As FrontPageMag.com reported:

In their first press conference, Toronto police said “a vehicle was driving” and hitting pedestrians, apparently all by itself. In similar style, “A rental van mowed down pedestrians,” reported the Globe and Mail, and the white van with the Ryder logo “fled the area.”

The ultra-liberal Canadian press even when out of its way to report the van terror attack as merely a “collision.” As NewsTarget reports:

The suspect, Alek Minassian, has yet to be labeled a “terrorist” and of course, Canadian authorities are reluctant to call it a “terrorist attack.” But that is despite the fact that Islamic terrorists have resorted to using vehicles to mow people over as opposed to using firearms as their weapon of choice — especially in countries where gun laws prevent private ownership of guns.

Similar acts of journalistic malpractice have surrounded other acts of ISIS-inspired “vehicular assault” terrorism, including the van attack on pedestrians in Paris in 2016. As Paul Joseph Watson of Infowars reported:

Melania Trump Derangement Syndrome

Coerência comunista


Carta ao Presidente dos Afetos no Dia da Liberdade

José Pinto

Quero dizer-lhe que o populismo já é uma realidade no país de que V.ª Ex.ª é o principal representante. Com a agravante de serem esses partidos populistas que apoiam ou sustentam o atual governo.

25-4-2018, foto: Agência Lusa

Senhor Presidente Marcelo Rebelo de Sousa:

Receio que a sua política dos afetos não lhe deixe tempo para ler a missiva de um simples cidadão. Porém, quero acreditar que a sua quase omnipresença lhe permitirá uma rápida vista de olhos sobre estas linhas.

É nessa esperança que tenho a ousadia – ou se preferir atendendo à data – tomo a liberdade de, ainda a quente, passar ao papel as sensações que me suscitou o discurso de V.ª Ex.ª naquela que, na sequência do 25 de Abril de 1974, nos habituámos a chamar a Casa da Democracia.

Como já terá adivinhado, não apreciei muito a sua intervenção. Não porque não concorde com aquilo que disse sobre as Forças Armadas ou sobre a Europa. Melhor, sobre a União Europeia. Dois dos três eixos da narrativa do seu discurso. Julgo que, embora não acrescentando qualquer novidade relevante, nada disse que possa ser visto como desfasado ou descontextualizado da realidade.

Porém, não posso subscrever as suas palavras sobre a renovação do sistema político. Mais uma vez, não porque discorde de que alguns dos sete elementos desse sistema carecem de uma profunda alteração. Obviamente que precisam. O aumento do grau de qualidade da democracia exige-o.

A razão é outra. Prende-se com o facto de V.ª Ex.ª, este ano, ter voltado a chamar à colação o perigo do populismo. Uma repetição em que, permita que lhe diga, insistiu num equívoco.

De facto, Senhor Presidente, V.ª Ex.ª fala da ameaça populista como algo que poderá vir a acontecer. Dito de uma forma mais direta: há que ter cuidado porque, graças a Deus, esse é um mal de que, até agora, estamos protegidos.

Fracasso

Nelson Teixeira

As pessoas não fracassam quando as coisas dão errado. Elas fracassam quando desistem!

Enquanto você lutar por aquilo que deseja alcançar, você jamais será considerado um fracassado quando não conseguir. Mas sim um grande vencedor, pois o verdadeiro vencedor não é apenas aquele que levanta o troféu, mas sim aquele que dá o máximo de si mesmo, sempre que pode e não desiste nunca. Das grandes lutas surgem as grandes vitórias!

Você já é considerado um grande vencedor, por estar buscando e correndo atrás de uma nova situação!
Título e Texto: Nelson Teixeira, Gotas de Paz, 27-4-2018

quinta-feira, 26 de abril de 2018

[Ferreti Ferrado suspeita...] 450 quilos

Haroldo P. Barboza


Título, Arte e Texto: Haroldo P. Barboza, 26-4-2018

Anteriores:

Sobre o 25 de abril

Rui Mendes Ferreira

Vamos lá chamar as coisas pelos seus corretos nomes.

Comemorar o 25 de abril, em liberdade, só é possível porque existiu um 25 de novembro de 75.

Não fora o acontecimento de 25 de novembro, e o dia 25 de abril teria sido somente o dia em que foi derrubada uma ditadura, a do Estado Novo, para em seguida entrarmos numa outra ditadura.

Não faltou gente entre os que participaram no 25 de abril, que hoje se pavoneiam por aí, sendo idolatrados por muitos, como tendo sido eles os defensores da liberdade e da democracia, e se sentam na Assembleia da República de cravo na lapela, que desejaram e tudo fizeram, para que Portugal tivesse saído de uma ditadura no dia 25, e em seguida entrado logo noutra no dia 26.

Foto: Marcos Borga
E demonstra-nos a história, que teria sido uma nova ditadura ainda mais repressiva, mais sanguinária, mais violenta, mais dolorosa para o povo português. Ter-nos-iam arrastado para tempos de trevas bem mais negras que as da ditadura anterior. Que ninguém duvide disso.

Se queremos de facto celebrar o dia da vitória dos valores da liberdade e da democracia, sobre os valores das ditaduras e dos regimes repressivos e opressivos, então o correto será celebrarmos o dia 25 de novembro de 75 e não o dia 25 de abril de 74. Se queremos celebrar o derrube da ditadura do Estado novo, e só isso, então o dia correto é a data de 25 de abril de 74.

[Discos pedidos] Les Gauloises bleues



Anteriores:

Quem vai cair primeiro?

Haroldo Barboza

Nota: se em 2009 constatei isto, agora em 2018 a situação deve ter piorado no mínimo 50%. A cada trimestre mais estamos nos aproximando de uma tragédia (tipo passarela Tim Maia) por desvio de impostos, carinhosamente chamado de “falta de verba”.

Aniversário sem indigestão.

No dia 1 de março de 2009 a cidade do Rio de Janeiro registrou seu pálido aniversário de 444 anos. Tirando suas belezas naturais abandonadas e a fraternidade do povo local, nada a comemorar com ênfase e orgulho.

As autoridades não tinham algo a anunciar que pudesse nos servir de presente, tal como: melhoras na área da educação, saúde, segurança, trânsito, limpeza, moradia, desemprego. Ou pelo menos redução de impostos.

Neste domingo que deveria ser festivo, aproveitei o fato de que não frequento praias lotadas em dia de imenso calor, e transitei por alguns túneis e viadutos. Observei superficialmente as condições destas vias que nos espremem em dias de engarrafamentos irritantes. Fui pela manhã, pois alguns destes monumentos são conhecidos como locais de risco de assaltos após 20 horas. Não vou desabonar nenhum bairro aqui.

Elevado Paulo de Frontin, foto: Mariucha Machado, 4-7-2013
Efetuei um trajeto que nenhum guia turístico terá coragem de incluir em seus pacotes tal o estado de abandono criminoso destes monumentos de concreto. Se a secretaria de vias urbanas tivesse um responsável sério, ele incluiria uma vistoria mensal por estas vias. Posso fornecer graciosamente o modelo de itens a serem verificados.

Caminhões formam barreira sob ponte nos EUA e põem fim a tentativa de suicídio

BBC Brasil

Treze caminhões enfileirados debaixo de uma ponte em Detroit, nos Estados Unidos, ajudaram a polícia a evitar um suicídio nesta terça-feira.


Um homem tentava se jogar lá de cima quando os agentes bloquearam os dois lados da rodovia e pediram aos caminhoneiros que posicionassem os veículos sob a ponte - formando uma barreira - e, dessa forma, ajudassem a reduzir o impacto de uma possível queda.

O homem acabou convencido a não pular e foi levado ao hospital.

Os caminhoneiros que participaram da ação foram ovacionados como “heróis”.
Título, Vídeo e Texto: BBC Brasil, 25-4-2018

quarta-feira, 25 de abril de 2018

Jovem militante do PSD agredido com um ovo, no Porto

Gaspar Macedo

Eu gostava de poder dizer que estou a brincar...

Mas não estou a brincar.

Estive esta tarde nas comemorações do dia 25 de abril, no Porto. Fiz um desafio a quem me segue, principalmente a quem me insulta ou critica, para me procurar no meio da festa e trocar realmente umas ideias comigo. Desafiei-os de boa-fé a mostrar-me que estou errado.

Enquanto prestava atenção ao espetáculo, já tendo reparado em alguns olhares menos simpáticos e uns apontares de dedo, por detrás de mim um covarde qualquer, de rosto tapado, deu-me com um ovo na cabeça e fugiu. Esta é a foto do momento e que fiz questão de deixar registado.


Enquanto uns passaram o dia a fazer discursos, a marchar, a passear ou até mesmo a viver o dia como qualquer outro, esta foi a liberdade e respeito que me restaram. Este foi o meu 25 de abril.

Publico esta foto não para me vitimizar, mas para provar que ainda há muito covarde disfarçado de democrata que atenta todos os dias contra a democracia. O fundamentalismo que pensamos ter extinguido depois do Fascismo ainda existe e é capaz de atirar ovos a quem nem sequer ocupa um cargo público, apenas me expresso.

[Ferreti Ferrado suspeita...] Viadutos caindo

Haroldo P. Barboza


Título, Arte e Texto: Haroldo P. Barboza, 25-4-2018

Anteriores:

Fake news: antes, agora… e redes sociais

Cesar Maia
    
1. Espalhar mentiras e boatos denegrindo pessoas ou instituições é prática mais velha que a "Sé de Braga", como repetia e repete um ditado popular. Jean-Paul Marat [imagem abaixo], um agitador da revolução francesa, com seu panfleto Amigo do Povo, espalhava mentiras, boatos e até verdades. E agitava as ruas.
  

2. Em Paris do século XVIII, as fofocas da corte - mentiras e verdades - eram espalhadas por panfletos que circulavam com grande sucesso. A polícia do rei tinha até agentes secretos para identificar e prender os autores.
  
3. Antes de Gutenberg, e com altas taxas de analfabetismo, os boatos -mentiras e verdades- eram espalhados oralmente. Assim foi na idade média e antiga. A disputa pelo poder desde sempre, foi acompanhada pelos boatos - mentiras e verdades. Com os aviões, a partir da Primeira Guerra Mundial, os panfletos eram lançados dos aviões com mentiras e verdades.
  
4. A revolução iraniana dos aiatolás levou milhões às ruas através de fitas cassetes. A Arte da Guerra, de Sun Tzu - 500 A.C., ensinava - e ensina - que a comunicação motivando os seus e deprimindo os outros é fundamental. Na eleição brasileira de 2010, milhões de panfletos e e-mails espalhados pelo PT et caterva, divulgavam uma lista de deputados que teriam apresentado uma lei para acabar com o décimo terceiro salário. Uma mentira deslavada, pois o décimo terceiro salário é cláusula pétrea da Constituição. Dezenas de deputados perderam o mandato por isso.
  
5. Evidentemente que os meios de comunicação, hoje e desde sempre, nunca ficaram imunes às fake news. Balzac, em seu clássico As Ilusões Perdidas (1836-1843), em função de fake news da época, denuncia o jornalismo, apresentando-o como a mais perversa forma de prostituição intelectual.

Liberdade? Democracia? Onde?

Cristina Miranda

Mais um ano, mais um festejo de uma suposta liberdade e democracia com a revolução de abril de 74. Mas a verdade não é essa. Nunca foi. O 25 de Abril não foi uma revolução do povo, mas sim, dos militares insatisfeitos com Salazar que lhes congelara os direitos e que os partidos reacionários de ideologia marxista (alguns por entre os militares), souberam bem aproveitar. Perguntem a Otelo Saraiva de Carvalho (veja aqui). Ele explica melhor que eu.

Otelo Saraiva de Carvalho, (à direita), com Fidel (à esquerda) e o seu irmão Raúl (no centro da foto), em Havana, em 1975. Foto: D.R./Leya







Se temos hoje LIBERDADE e DEMOCRACIA devemo-la somente aos corajosos comandos liderados por Jaime Neves que em 25 novembro de 1975 correram com os comunistas já alapados no Governo, em marcha com o PREC para tornar o país numa ditadura à semelhança de Cuba, Venezuela ou Coreia do Norte. Esta é a verdade inegável que nenhum branqueamento da História de Portugal conseguirá jamais apagar. Está escrito.

Tivesse o tão festejado 25 abril vingado e teríamos hoje um país completamente diferente. As expropriações, a coletivização das propriedades agrícolas privadas, a estatização dos meios de comunicação e consequente controlo da liberdade de expressão, bens e serviços, e mercado controlado pelo Estado, estaríamos hoje ao nível de Cuba, isolados a um canto da Europa com uma moeda fraca, todos iguais na profunda pobreza.

Quis o destino e ainda bem, que desse tempo ficasse apenas uma Constituição comunista obsoleta, que para mal dos nossos pecados ainda não foi toda revertida e adaptada ao nível de um país evoluído e verdadeiramente democrático europeu. Mas pergunto: volvidos mais de 40 anos, somos mesmo livres?

Como podemos ser verdadeiramente livres se votamos numa coligação partidária que ganhou quase a maioria absoluta nas eleições de 2015, mas são três derrotados que governam? Como podemos ser livres se as ideologias divergentes do poder atual são bloqueadas, manipuladas, apagadas, perseguidas e rotuladas de fascistas, xenófobos, racistas, neoliberalistas e mais outro tanto vocabulário inventado para calar e rebaixar violentamente opositores? Quantos de nós não conhece bem essa realidade da censura moderna nas redes que com mudanças imperceptíveis de algoritmos, bloqueiam a informação indesejada do “establishment”?