terça-feira, 27 de abril de 2010

Entrevista da presidente do SNA ao Diário de Pernambuco, segunda-feira, 26 de abril de 2010

Pelo cumprimento dos direitos trabalhistas


"Eu fazia meus pais me levarem ao aeroporto para poder observar as decolagens e pousos dos aviões", recorda a presidente do Sindicato dos Aeronautas do Brasil, Graziella Baggio, 53 anos. Desde a infância ela sabia que iria seguir carreira na aviação brasileira.

Graziella Baggio, presidente do SNA

Assim que completou 18 anos ingressou na Varig, como aeroviária. "Trabalhava em terra na reserva de passagens aéreas. Depois, passei num concurso público para a empresa de Aviação Aérea de São Paulo (Vasp) e iniciei a carreira como comissária de bordo", conta.
Atualmente, Graziella trabalha exigindo o cumprimento dos direitos trabalhistas da categoria. No último dia 12 ela organizou uma mobilização em todo o país. "Saimos às ruas para sensibilizar sociedade, usuários, autoridades, entre elas o poder Executivo e Judiciário. O objetivo da mobilização foi acelerar um acordo no sentido de que os trabalhadores demitidos das empresas Transbrasil, Varig e Vasp recebam suas verbas rescisórias. Também exigimos que os aposentados tenham suas complementações mantidas através dos fundos de pensão Aerus e Aeros", detalha. Confira abaixo a entrevista que ela concedeu ao Guia de Profissões.

Quais são as principais habilidades para ser comissário de bordo? 
Gostar do contato com o público.


Quais as principais dificuldades da categoria? 
Baixa remuneração e o excesso de trabalho. Isso porque o mercado de trabalho ainda é restrito, então as empresas organizam as escalas de trabalho no limite da regulamentação profissional, causando um estresse laborativo e prejudicando a saúde dos seus funcionários.


O mercado de trabalho está em expansão no país? 
É uma expansão tímida, pois temos poucas empresas aéreas no país. Porém, o setor está aquecido e com isso surgem oportunidades para novas contratações.


E o piso salarial? 
O piso mínimo dos comissários está previsto na Convenção Coletiva de Trabalho. Hoje está em torno de R$ 1.400, para voar 54h mensais.


Há uma diferença salarial para os comissários de voos nacionais e internacionais? 
Se um comissário trabalha mais de 54h mensais ou à noite ele receberá um adicional da companhia aérea. Portanto, quem trabalha nos voos internacionais acaba trabalhando mais horais mensais e recebendo uma remuneração melhor.

Os pernambucanos que pensam seguir carreira devem deixar o estado?
As grandes e médias empresas estão concentradas no eixo Rio e São Paulo. Portanto, as contratações se dão através destes estados. As empresas exigem que os funcionários estejam também nestas capitais, pois facilita a locomoção do funcionário até chegar ao aeroporto quando a escala for de sobreaviso.

O que a senhora diria a quem pensa seguir a carreira? 
Tenha persistência e saiba aproveitar todas as oportunidades profissionais que aparecer.

Diário de Pernambuco, Edição de segunda-feira, 26 de abril de 2010 

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