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terça-feira, 11 de agosto de 2026

A reunião secreta com Patrushev mostrou que Lula já escolheu um lado para o Brasil

Em dois dias, assessor de Putin passou por Defesa, Itamaraty, Marinha, Arsenal Naval e UFRJ, num roteiro que está longe de parecer uma simples conversa sobre fertilizantes

Leandro Ruschel

Na terça-feira, 4 de agosto, o presidente da República recebeu no Palácio do Planalto um homem que dirigiu o serviço secreto russo. A reunião não constava da agenda oficial da Presidência. Quem contou não foi o Planalto. Foi a embaixada da Rússia.

O nome dele é Nikolai Patrushev. E, se alguém acha que isso foi apenas um encontro sobre fertilizantes, precisa olhar para a agenda inteira. Em dois dias, esse homem entrou no Ministério da Defesa, no Itamaraty, no comando da Marinha, no Arsenal de Marinha do Rio, na UFRJ e a bordo do maior navio de guerra da América Latina.

E, no meio disso tudo, o ministro da Defesa do Brasil disse em público que, se os Estados Unidos quisessem invadir o país, ele abriria o portão.

Patrushev não é um secretário de comércio exterior. Ele dirigiu o FSB, o serviço de segurança da Rússia, herdeiro direto da KGB. Depois foi secretário do Conselho de Segurança russo, cargo que deixou em 2024. Hoje é assessor direto de Putin e preside o Conselho Marítimo da Rússia.

O Kremlin não mandou ao Brasil um vendedor de navio cargueiro. Mandou um homem da estrutura de segurança do Estado russo. E o Brasil abriu tudo.

A lista conta a história. Primeiro, a reunião com Lula, fora da agenda oficial. Depois, o ministro da Defesa, José Múcio. O comandante da Marinha, almirante Marcos Sampaio Olsen. A secretária-geral do Itamaraty. Celso Amorim, no Planalto. Em seguida, Patrushev foi ao Rio de Janeiro: Arsenal de Marinha, Navio-Aeródromo Multipropósito Atlântico, UFRJ e inauguração de uma exposição dedicada ao almirante soviético Sergey Gorshkov.

quarta-feira, 3 de junho de 2026

Gilmarpalooza em Lisboa

Artigo de Bruno Brandão, diretor da Transparência Internacional Brasil, para o Jornal Expresso, de Lisboa, sobre a efeméride anual naquelas terras, conhecida como Gilmarpalooza. Uma excelente leitura: 👇

João Luiz Mauad, Facebook, 2-6-2026, 3h05 

No início de julho do ano passado, o Aeroporto de Lisboa atingiu o seu limite de aterragem para jatos privados, forçando diversas aeronaves a desviaremse para Cascais e Faro. A razão? Um fluxo extraordinário de grandes empresários brasileiros.

Não chegavam à capital para aproveitar o verão europeu. Tampouco se tratava de uma conferência empresarial — ou seria? O motivo dessa invasão foi o 13.º Fórum de Lisboa, realizado na Universidade de Lisboa, e sobretudo o seu animado programa paralelo de eventos sociais. Nesta semana, é de esperar novo engarrafamento de aviões de luxo nos céus portugueses, para a atual edição deste evento anual, que começa esta segunda-feira.

Oficialmente, o Fórum de Lisboa é coorganizado pelo Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP) e pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), juntamente com o Instituto de Ciências Jurídico-Políticas (ICJP) da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa. O seu site descreve-o como um espaço anual de diálogo sobre “desafios, visões e diferentes modelos de sistemas jurídicos presentes em ambos continentes e a partir de perspetivas variadas”.

Até à 11.ª edição, chamava-se “Fórum Jurídico de Lisboa”, mas, à medida que a participação se expandiu muito para além dos círculos (e dos interesses) jurídicos, os organizadores optaram por retirar a palavra “Jurídico”.

quinta-feira, 9 de abril de 2026

Jorge Messias se encontrou com o advogado que defende a extradição de Carla Zambelli

A Embaixada do Brasil em Roma (Itália) monitorou com dedicação a repercussão da ida e até a prisão da ex-deputada Carla Zambelli no país europeu. Troca de telegramas da representação brasileira com o Ministério das Relações Exteriores, no entanto, revela que o advogado-geral da União, Jorge Messias, omitiu na agenda oficial um encontro que teve com Alessandro Silveri, advogado que atua para deportar Zambelli e sobrinho do ex-premiê italiano Paolo Gentiloni, que é fã de Lula. 

Data bloqueada

A reunião foi em 2 de setembro de 2025, o único dia útil daquele mês no qual a agenda do ministro não está disponível para consulta online. 

Pauta revelada

O telegrama revela o teor da reunião: avaliação jurídica sobre o processo de extradição e eventuais estratégias da defesa da então deputada.

sábado, 7 de março de 2026

Trump quer saber se pode marcar um golo de livre ao FC Porto (!!!)

Tiago Ferreira Resende 

Insólito

O presidente dos Estados Unidos fez várias menções ao FC Porto durante um discurso na Casa Branca, proferido no âmbito da recepção ao Inter Miami. Trump recordou o jogo entre o FC Porto e o Inter de Miami no Mundial de Clubes, que a equipa portuguesa perder por 2-1. Esse jogo foi o primeiro da história do futebol em que uma equipa dos EUA venceu uma equipa europeia.

“Nenhum jogo do Inter Miami no Mundial de Clubes foi mais importante do que aquele frente ao FC Porto. O Porto marcou primeiro, mas vocês voltaram mais fortes do intervalo e empataram.” Trump lembrou depois o momento decisivo da partida, protagonizado por Lionel Messi, que também estava na Casa branca. “Aos 54 minutos, o Leo chegou-se à frente para um dos seus famosos livres, batendo a bola de forma a contornar a barreira para bater o guarda-redes e fazer um golo sensacional.”

A meio da intervenção, Trump interrompeu o discurso para fazer uma pergunta que provocou gargalhadas entre os presentes. “Será que eu também era capaz de marcar um livre ao FC Porto se treinasse muito?”

domingo, 17 de agosto de 2025

Trump e Putin no mundo adulto

Walter Biancardine 

O filósofo brasileiro Olavo de Carvalho disse, há quase dez anos – com a crueza que separa adultos de meninos – que “um dia, EUA e Rússia se entenderão, dividirão o mundo em dois e a União Europeia vai tomar no que lhe resta de cu”. Pois bem: o encontro de Anchorage foi a fotografia da profecia em fase de revelação. Dois homens num carro blindado, um bombardeiro fantasma riscando o céu, e a Europa olhando tudo de fora, fungando a vidraça. Não é “fim da história”; é retorno do velho mundo, com a etiqueta trocada.

Comecemos pelo quadro: neste recente 15 de agosto de 2025, Trump recebeu Putin na Joint Base Elmendorf-Richardson, no Alasca. Houve aperto de mão na pista, passeio conjunto no banco de trás da The Beast – quebra de protocolo que não se faz sem mensagem – e show aéreo com um bombardeiro B-2 escoltado por caças F-22, sinal de que o anfitrião trouxe seus anjos silenciosos para sobrevoar a conversa. O encontro durou perto de três horas, terminou sem cessar-fogo para a Ucrânia, mas com “acordos em maioria dos pontos”, convite de Putin para “a próxima em Moscou” e um Trump rebaixando a retórica de sanções “por ora”. Os fatos estão aí: não há tratado, mas houve coreografia, e a coreografia – espero que saibam – é a linguagem dos impérios.

O efeito imediato foi um clarão no horizonte estratégico: Trump saiu dizendo que o caminho não é “cessar-fogo”, mas acordo final – uma linguagem que Moscou aprecia porque congela conquistas no terreno; Kiev range os dentes porque vê nisso a possibilidade de “paz” com fronteiras amputadas. A imprensa internacional dividiu-se entre “passo útil” e “capitulação simbólica”, e os fact-checkers prepararam o já tradicional cinto de utilidades para moldar ambos os lados às suas narrativas. Nada de novo sob o sol, exceto o essencial: Estados Unidos e Rússia sentaram-se a sós para tratar de uma guerra europeia, com a Europa assistindo escondida, da porta de seu quarto e, quando muito, soprando ao ouvido de Kiev o que ele deve pedir. Eis a humilhação civilizatória que Bruxelas – a raiz do mal e da frouxidão – finge não notar.

sábado, 14 de junho de 2025

Não foram os portugueses que inauguraram “o tráfico negreiro intercontinental em larga escala”

Não repita nem espalhe aos quatro ventos informações falsas. Já bastam as que a esquerda woke injeta

João Pedro Marques

Numa passagem do seu discurso no passado dia 10 de Junho, a escritora Lídia Jorge acentuou, adequadamente, as múltiplas origens do povo português. Disse, a esse respeito, o seguinte: “Consta que em pleno século XVII 10% da população portuguesa teria origem africana. Essa população não nos tinha invadido. Os portugueses os tinham trazido arrastados até aqui, e nos miscigenámos. O que significa que por aqui ninguém tem sangue puro. A falácia da ascendência única não tem correspondência com a realidade. Cada um de nós é uma soma do nativo e do migrante, do europeu e do africano, do branco e do negro e de todas as outras cores humanas. Somos descendentes do escravo e do senhor que o escravizou”.

Passemos por cima do dado percentual errado — Lídia Jorge terá eventualmente confundido população portuguesa no século XVII com população de Lisboa no século XVI. Segundo Arlindo Manuel Caldeira a percentagem de escravos e negros livres, em Portugal, situar-se-ia entre os 3 e os 4%. Passemos, também, por cima de um curioso esquecimento relativamente aos árabes, isto é, aos asiáticos, que — esses, sim — nos invadiram, e muito antes do século XVII já constituíam parte significativa da população portuguesa. Somos a soma não apenas do europeu e do africano, mas também do asiático.

Mas tudo isso são detalhes. O que importa acentuar é que a escritora tem razão no resto que afirmou nesta breve passagem do seu discurso. Discurso que provocou reações desencontradas, com o Chega, pela voz de André Ventura, a contestar, e a esquerda a vir para as redes sociais e, quase que imediatamente, para os jornais, a celebrar e a apoiar estas afirmações de Lídia Jorge. Contudo, essa esquerda não terá reparado que está a entrar em forte contradição (a esquerda é muito dada a não se prender com essas minudências). É que, se de facto, nós, portugueses, descendemos dos africanos e dos europeus, dos escravos e dos seus senhores, por que razão é que essa mesma esquerda que rejubila com o discurso de Lídia Jorge, apoia e exige, por outro lado, reparações pela escravatura? Se não somos apenas descendentes dos senhores, mas também daqueles que eles traficavam ou mantinham em escravidão, teremos de pagar reparações a quem? A nós próprios?

Fica a pergunta e passo adiante porque o discurso de Lídia Jorge suscita-me uma segunda questão, bem mais importante. É que numa outra passagem da sua intervenção, a escritora, referindo-se ao local do Algarve em que discursava e mais especificamente à questão dos Descobrimentos versus escravatura. Disse o seguinte:

sábado, 1 de março de 2025

Combate dos Chefes, na Sala Oval: Trump e Vance levam Zelensky ao tapete, em direto para a audiência global


Paulo Hasse Paixão

Na tarde de sexta-feira assistimos àquele que deverá ter sido o momento mais tenso e espectacular da história dos directos televisivos, pelo menos no que diz respeito à cobertura de eventos políticos e diplomáticos.

O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky iniciou uma discussão acesa com o vice-presidente J.D. Vance na Sala Oval, durante uma conferência de imprensa sobre um acordo pendente relativo à exploração de recursos naturais ucranianos como compensação do apoio financeiro que os EUA têm prestado ao país do leste europeu, o que levou o presidente Donald J. Trump a intervir energicamente contra o comportamento “muito desrespeitoso” do líder ucraniano.

Ao responder a uma pergunta da imprensa, Vance disse que a diplomacia pode ser “o caminho para a paz e o caminho para a prosperidade”, antes de Zelensky recordar o início do conflito entre a Ucrânia e a Rússia em 2014 e perguntar-lhe sarcasticamente:

“De que tipo de ‘diplomacia’, J.D., está a falar? O que é que quer dizer com isso?”.

Vance respondeu em tom firme, dizendo que era “desrespeitoso” atacar a administração Trump nesses termos e à frente da imprensa, enquanto Zelensky continuava a desafiá-lo sobre sua incompreensão dos problemas da Ucrânia. Quando Zelensky começou a dar sermões a Vance sobre as consequências negativas que sentiria se o conflito atravessasse o seu “belo oceano”, Trump perdeu completamente a paciência e elevando a voz, afirmou:

“Não nos diga o que vamos sentir. Não está em posição de ditar o que vamos sentir. Não está numa boa posição. Não tem as cartas neste momento.”

Zelensky ripostou, dizendo que “não estava a jogar às cartas”, ao que Trump respondeu:

quinta-feira, 17 de outubro de 2024

Samu faz 'poker' e Espanha delira: "Sub-21 já começa a ser demasiado pequeno"

O avançado do FC Porto esteve em destaque pela 'rojita' ao marcar quatro golos no desafio diante de Malta

A exibição de Samu Omorodion na partida desta terça-feira da seleção sub-21 espanhola contra a congênere de Malta, foi alvo de muitos e rasgados elogios por parte da imprensa desportiva do país vizinho. O avançado marcou quatro golos na primeira parte do encontro, que terminou com uma goleada da 'rojita' por 6-0.

De "furacão" a "intratável", entre outros epítetos, em Espanha todos parecem estar de acordo que Samu já merece uma chamada à seleção principal.

Marca

"A Seleção de Sub-21 fica pequena para Samu"

"A sua superioridade física em relação aos defesas de Malta era avassaladora e, antes do árbitro apitar para o final dos primeiros 45 minutos, o talentoso Samu já tinha assinado um 'póquer'. Três desses golos foram marcados num espaço de nove minutos.

"Um jogador que já está habituado a marcar golos na liga portuguesa e para quem a categoria Sub-21 já começa a ser demasiado pequena. Com esta exibição, está a bater com força à porta de De la Fuente [selecionador da seleção A de Espanha]"

sexta-feira, 4 de outubro de 2024

FC Porto X Manchester United: uma coisa é ser dominado num jogo, outra coisa é perder um jogo

FC Porto foi ao fundo buscar forças, mas o United salvou a pele de Ten Hag

“Dragões” reservaram noite vertiginosa para o 500º jogo, que levou os portistas do inferno ao céu para acabar com a primeira vitória na Liga Europa a esfumar-se nos descontos

Devia ter sido com uma reviravolta épica, com direito a bis de Samu Omorodion, que o FC Porto podia ter emendado, esta quinta-feira, a entrada em falso na Liga Europa - após derrota na Noruega - e o arranque comprometedor frente ao Manchester United. Mas um golo tardio de Maguire (90+1') estragou a noite do Dragão, que acabou com um empate (3-3) curto para o que os "dragões" conseguiram numa noite vertiginosa.

Foto: Pedro Nunes/Reuters

(…)

A entrada de Maguire, mais do que a dos avançados, acabaria por ser decisiva, com o central a cabecear para o 3-3 já no período de compensação, depois de o FC Porto ter estado por diversas vezes perto de marcar o quarto golo, negado por Onana.
Texto: Augusto Bernardino, Público, 3-10-2024, 22h


Bom dia, 

De casa

Muitos clubes ficariam satisfeitos ao salvarem um ponto contra o Manchester United depois de estarem a perder 0-2, mas o FC Porto não. Ontem, na segunda jornada da Liga Europa, Samu, Pepê e companhia ainda deram a volta ao resultado frente ao gigante inglês, só que um golo de Maguire ao cair do pano fixou o empate com sabor amargo.

segunda-feira, 1 de julho de 2024

Diogo Costa, a Muralha Nacional

Guarda-redes do FC Porto defendeu três penáltis e garantiu a passagem de Portugal aos “quartos” do Europeu


Diogo Costa, Diogo Costa, Diogo Costa, Diogo Costa. O guarda-redes do FC Porto defendeu uma ocasião soberana de Sesko que manteve Portugal vivo na competição aos 115 minutos, travou os três penáltis cobrados pela Eslovénia na disputa da marca dos onze metros e assegurou a passagem da seleção nacional aos quartos de final do Europeu. Pepe foi titular e saiu aos 118 minutos, Francisco Conceição rendeu Rafael Leão aos 76.

O 99 portista, que já se tinha tornado o primeiro guarda-redes da história da Champions a defender três penáltis na mesma edição da prova, tornou-se agora o primeiro guardião a defender três grandes penalidades numa disputa dos onze metros no Campeonato da Europa.

No final do encontro, o número um nacional mostrou-se “muito feliz” por ajudar Portugal e revelou que seguiu “o instinto” apurado nos penáltis: “Estes são os jogos mais difíceis porque estamos muito tempo sem tocar na bola. Estava focado em aproveitar a oportunidade quando surgisse. Gastei toda a minha energia nisso. Estou muito contente acima de tudo por ajudar a equipa e quero dedicar este jogo à minha família, que é o meu suporte. É uma motivação extra. Da minha parte, trabalho nunca irá faltar. Mato-me a trabalhar e a acreditar em mim. É verdade, [foi um dos jogos mais felizes da minha carreira]. Foi o jogo em que mais consegui ajudar a minha equipa e é nisso que me foco. O trabalho compensa tudo. É família, trabalho e muita dedicação no dia a dia. Neste jogo, segui o meu instinto, achei que o devia fazer e ainda bem. Estou muito feliz por ajudar a equipa, é o que mais me importa”.

Segue-se um duelo com a França, marcado para as 20h00 de sexta-feira (TVI). A reedição da final de 2016 terá lugar no Volksparkstadion, em Hamburgo, onde Lucho González desferiu um pontapé memorável em 2006.

Título e Texto: FC Porto, 1-7-2024, 22h53

sábado, 17 de fevereiro de 2024

Bolsonaro fez uma convocação...


Luiz Carvalho

Pronto. FODEU! Bastou isso para dar início a uma gritaria sem fim, palpites dos mais variados tipos e gostos. “Ainn qual a razão dessa manifestação?”. “Ainn pq n pode levar cartaz?”. Para começo de conversa não é manifestação, tampouco protesto.

"Estarei na Paulista realizando um ato pacífico em defesa do nosso estado democrático de direito". Razão pela qual pediu-se a ausência de cartazes e dizeres de qualquer tipo, direcionados a quem quer que seja — creio que o contexto subliminar se estende às instituições.

"Não compareçam com qualquer faixa ou cartaz contra quem quer que seja".

Ainda que fosse convocação à manifestação, seria puramente do exercício da expressão, tornando o ato não apenas o momento para um discurso, mas também a oportunidade de se defender de acusações na presença de milhares de testemunhas, em local mais que adequado: as ruas.

"Nesse evento, eu quero me defender de todas as acusações que têm sido imputadas à minha pessoa nos últimos meses".

 Fica claro, portanto, que se trata de chamado a um encontro para ato público, em via pública, a favor do estado democrático de direito. Mas o que seria esse tal Estado Democrático de Direito? Segundo conceito encontrado no Google, é ‘aquele em que o poder do Estado é limitado pelos direitos dos cidadãos. Sua finalidade é coibir abusos do aparato estatal para com os indivíduos’.

"Mais do que discurso, uma fotografia de todos vocês — porque vocês são as pessoas mais importantes deste evento —, para mostrarmos para o Brasil e para o mundo a nossa união, as nossas preocupações, o que nós queremos."

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2024

Governo do Estado e TAP alinham estratégia para atrair mais turistas europeus para o Rio

Representantes do governo e da companhia aérea portuguesa se encontraram, nesta quarta, na Zona Sul, para definir as estratégias de ampliação do turismo fluminense e das operações da companhia


Patricia Lima

Representantes do Governo do Estado e da TAP Air Portugal participaram de uma reunião, nesta quarta-feira (7), no Palácio Laranjeiras, para discutir a ampliação do turismo fluminense a partir da base de operação da companhia, que conta com voos para mais de 50 países europeus. Participaram do encontro o secretário de Estado da Casa CivilNicola Miccione; o secretário de Estado de TurismoGustavo Tutuca; o presidente da TAP, Luis Rodrigues, além de outros executivos da empresa.

“O diálogo com o setor de aviação é fundamental para incentivar o turismo e o desenvolvimento econômico do nosso estado. Hoje, o Rio de Janeiro recuperou sua credibilidade e voltou a ser o cartão postal do Brasil”, afirmou Nicola Miccione.

Em março, membros da Secretaria de Estado de Turismo vão participar da BTL – uma das maiores feiras de turismo do mundo. No evento, que acontece entre 28 de fevereiro e 3 de março, será montado um estande para a promoção de 12 regiões turísticas do Rio de Janeiro. A parceria entre o Governo do Estado e a TAP deve ser firmada durante a BTL.

“Eu sempre digo que promover o turismo não é um dever apenas do estado, mas também das prefeituras e da iniciativa privada. A TAP, tem sido uma grande parceira neste trabalho de promoção do Rio de Janeiro para o mercado europeu. Na última semana, recebemos um jornalista português que veio fazer uma reportagem sobre o nosso estado. Ele saiu daqui encantado. Além dos atrativos turísticos, destacou a sensação de segurança que sentiu durante a sua estada. No final do mês estaremos na BTL, e vamos avançar ainda mais na captação do turista europeu”, comentou Gustavo Tutuca.

quinta-feira, 13 de julho de 2023

Lusos vencem Noruega por 5-0 e estão na final do Euro 2023

A Seleção Nacional Sub-19 está na FINAL do Campeonato da Europa de 2023, após vencer a Noruega por 5-0  

Portugal vai disputar a grande final da competição com a Seleção vencedora do encontro: Espanha x Itália

O jogo das decisões está marcado para domingo, dia 16, pelas 20h00, em Malta. 

Acompanhe os nossos jovens na final do Europeu!

Fonte: Federação Portuguesa de Futebol, 13-7-2023

segunda-feira, 8 de maio de 2023

Reis da Europa, 33 anos depois

FC Porto venceu o Valongo (5-1) e sagrou-se campeão europeu de hóquei em patins pela terceira vez

O sonho tornou-se realidade 33 anos depois e o FC Porto é campeão europeu de hóquei em patins! Esta tarde, em Viana do Castelo, os Dragões venceram o Valongo por 5-1 e colocaram o nome do FC Porto no Olimpo da Europa pela terceira vez na história, depois de 1985/86 e 1989/90.

Foto: Ricardo Jr.

Quem perspectivou uma final fechada e com duas equipas demasiado encaixadas uma na outra, estava errado. O primeiro grande momento da tarde foi assinado por Rafa, que abriu o ativo em Viana do Castelo num magnífico lance individual (8m). O Valongo respondeu por intermédio de Miguel Moura (13m), mas daqui até ao intervalo só deu FC Porto. Carlo Di Benedetto (18m), com um remate indefensável, e Gonçalo Alves (21m), de livre direto, estabeleceram o 3-1 que o marcador mostrava à ida para o descanso.

quarta-feira, 12 de outubro de 2022

[Língua Portuguesa] Latino-americano ou latinoamericano?


Flávia Neves  

Em português, a forma correta de escrita é latino-americano, com hífen:

·         país latino-americano;

·         mercado latino-americano;

·         encontro latino-americano.

Latino-americano é um adjetivo pátrio composto, formado por dois adjetivos pátrios (latino + americano). Refere-se aos países da América Latina, ou seja, aos países cuja língua falada deriva do latim, como o português e o espanhol.

Exemplos com latino-americano

·         Costumo ouvir música latino-americana.

·         Tenho familiares em vários países latino-americanos.

·         Atualmente vivo na Europa, mas sou latino-americano.

Atenção! Na língua espanhola, o adjetivo é escrito sem hífen: latinoamericano.

Adjetivos pátrios compostos com hífen

Os adjetivos pátrios compostos indicam duas ou mais nacionalidades, obrigatoriamente separadas por hífen. Alguns adjetivos pátrios possuem formas reduzidas.

sábado, 8 de outubro de 2022

O Mundial 2030 era o desígnio nacional que faltava

A Federação do futebol encontra-se empolgada. O governo “vê com muito bons olhos” a coisa. O dr. Costa já a batizou: o “‘Mundial’ da paz”. E, naturalmente, o prof. Marcelo aplaude tudo.


Alberto Gonçalves

Quando o assunto são as sedes dos campeonatos do mundo, a FIFA não escolhe ao acaso. Em 2010, decerto seduzida pela ausência de corrupção local, escolheu a África do Sul, o que permitiu salvar inúmeros indigentes das ruas e enfiá-los em barracos distantes do olhar turístico.

Em 2014, optou pelo Brasil da dona Dilma, outro regime avesso a falcatruas, que, além de salvar os sem-abrigo, ainda expropriou milhares de famílias para demolir casas e construir “infraestruturas” bem bonitas.

Em 2018, o campeonato foi na Rússia, sobre a qual são escusados comentários: provavelmente, tratou-se de um prémio pela anexação magnânima da Crimeia, quatro anos antes.

Em 2022, leia-se daqui a um mês, teremos o “Mundial” do Qatar, com instalações moderníssimas, imprescindíveis restrições religiosas, mão-de-obra escrava, mas dedicada e poucas dezenas (ou centenas) de trabalhadores mortos no processo.

Sendo uma instituição prevenida, a FIFA já prepara o torneio de 2030. Se for uma instituição coerente, a FIFA entregará a respectiva organização à imbatível candidatura de Portugal, Espanha e Ucrânia. Descontada a picuinhice da geografia, não é difícil encontrar critérios comuns. Os três são países sob ajuda de oligarquias marxistas, dois a partir de dentro, um a partir de fora. Os três resistem valentemente ao avanço do nazifascismo. Os três respiram saúde econômica. Os três não têm mais com o que se preocupar. Os três existem, e é plausível que pelo menos um ou dois continuem a existir nos próximos oito anos.

Enquanto português, estou a fazer figas, as figas que os funcionários da saúde fizeram para ter em Lisboa a final da “Champions” de 2020. Por diversas razões. Desde logo, há a questão do estímulo das massas, um bocadito apreensivas ante a incapacidade de pagarem casa, comida e minúcias assim. Na semana passada, elogiei o empenho do governo em presentear-nos com sucessivos e maravilhosos e crescentemente ambiciosos projetos: o novo aeroporto fora de Lisboa, o comboio de alta velocidade, o programa espacial indígena. Até sugeri que, a esse ritmo, estaríamos agora a festejar o anúncio da colonização de Marte, a iniciar por 2045 ou 3048.

segunda-feira, 18 de julho de 2022

Presidente da Hungria, Katalin Novák, fez visita oficial ao Brasil

Presidente Jair Bolsonaro recebeu homóloga no Palácio do Planalto

Diplomacia Business

A presidente da Hungria, Katalin Novák foi recebida pelo presidente Jair Bolsonaro, em cerimônia oficial no Palácio do Planalto nesta segunda-feira (11). No sábado (9), a mandatária chegou ao Rio de Janeiro, onde visitou o Instituto de Estudos do Mar Paulo Moreira, da Marinha, e reuniu com jovens húngaros que moram na cidade.

Esta é a primeira visita que a Novák realiza a um país fora da Europa desde que tomou posse no cargo, em maio. A vinda da presidente dá seguimento à visita do Primeiro-Ministro húngaro Viktor Orbán ao Brasil, em 2019, e à recente viagem do Presidente da República do Brasil à Hungria.

Conforme o Palácio do Planalto, a pauta girou ao redor de temas bilaterais, sobretudo a cooperação aeronáutica e educacional. Após o encontro e pronunciamentos à imprensa, a presidente húngara participou de um almoço na residência presidencial que contou com a presença de autoridades.

sexta-feira, 3 de junho de 2022

A fraude da causa negra

A obsessão em combater o “racismo” 24 horas por dia pode estar gerando todos os tipos de efeito, menos um: o de servir a algum interesse real dos negros brasileiros

Foto: Montagem Revista Oeste/Shutterstock
J. R. Guzzo

O público estava vendo o que parecia ser um programa jornalístico no canal GloboNews, dias atrás, quando descobriu que tinha se transformado, de um minuto para outro, em aluno de um curso de catecismo. A catequese, ali, era para ensinar ao cidadão que há pecados de racismo que ele nem sabe que existem — no caso, palavras da língua portuguesa que não podem mais ser utilizadas, sob pena de valerem ao infrator a acusação de “racista”. É uma novidade da emissora: a pregação do antirracismo ao vivo, a cores e em real time. Um dos locutores do programa, ao ouvir uma colega utilizar em sua fala o verbo “denegrir”, julgou-se na obrigação de lhe dar uma aula imediata de conduta. Essa palavra, disse no ar, não devia ser pronunciada — é “racista”, segundo ele, e ofende “os negros”.

São estes os únicos que lucram, na vida real, com a guerra permanente ao “racismo” — os donos do “movimento negro”

Foi, antes de qualquer outra consideração, um momento de triunfo explícito da ignorância. “Denegrir” não tem nada a ver com racismo, ou com “negros”; pode até parecer que tem, mas não tem. É apenas uma palavra que vem do latim e significa “manchar”. Nenhum dos dois, portanto, sabia do que estava falando — o locutor, quando fez a acusação, e a moça, quando aceitou a bronca e, mais ainda, pediu desculpas em público por um delito que não tinha cometido. Mas o que chama a atenção no episódio não é a falta de cultura sendo levada ao ar como exibição de virtude. É o caráter cada vez mais doentio da “luta” contra o racismo, que se tornou, hoje, uma prioridade entre os jornalistas brasileiros. Estão fazendo qualquer coisa para provar que não são racistas — mesmo que, para isso, tenham de se atirar a cenas como a que foi descrita acima. Nada de deixar para depois, na crítica interna sobre o programa; a militância vai aparecer muito mais se o acusador fizer a sua denúncia no ato, e na frente de todo o mundo. Ele prova que “as vidas negras importam”. Ela prova que os brancos são racistas mesmo quando não querem ser. Ficam os dois felizes, ele por acusar, ela por aceitar a culpa.

terça-feira, 3 de maio de 2022

[Estórias da Aviação] Sonhos e pesadelos

José Manuel

Então, em julho de 1972, lá fui eu curtir as minhas primeiras férias na Europa.

Os primeiros doze dias em Portugal, foram o início daquele sonho acalentado desde 1954, quando por mares muito navegados, sem armas nem barões assinalados aportei à ocidental praia carioca, pelas mãos da minha mãe, então faltando dois meses para os oito anos de idade.

Dezoito anos anos depois tinha que dar tudo certo outra vez e a viagem, foi toda milimetricamente planejada.

Os primeiros doze dias, correram tudo mais do que planejado, diria até que excederam minha expectativa.

A seguir, tinha ainda dezoito dias para me entregar nos braços luxuriantes de Paris e da francesinha "très charmante” que havia conhecido num voo de Belo Horizonte.

Não tinha a menor ideia do que iria me acontecer naquela segunda etapa, mas se em Portugal havia sido um sucesso, a França, posso dizer que foi uma apoteose, pela belíssima recepção que tive, pelos passeios e lugares maravilhosos onde fui levado, pelos encantos da "petite" que me enfeitiçou dentro de um Avro no Brasil, e pela sua família extremamente acolhedora.

Foi por um triz, que não acabei ficando por terras Napoleônicas, até porque seus pais gostaram bastante de mim e achavam mesmo que aquela viagem era um pedido de casamento.

Daqui a pouco eu conto!

segunda-feira, 21 de março de 2022

Por que Vladimir Putin invadiu a Ucrânia?

Soeren Kern

Já se passaram quase três semanas desde que o presidente russo, Vladimir Putin, iniciou a invasão da Ucrânia, não se sabe ao certo o porquê e o que ele espera alcançar. Analistas, comentaristas e autoridades governamentais do Ocidente apareceram com um montão de teorias na tentativa de explicar as ações, motivos e objetivos de Putin.

Foto: Mihail Klimentyev/Sputnik/AFP via Getty Images

Alguns analistas postulam que Putin é motivado pelo desejo de reconstruir o Império Russo. Outros dizem que ele está obcecado em trazer a Ucrânia de volta à esfera de influência russa. Já outros acham que Putin quer controlar os enormes recursos energéticos da costa ucraniana. Outros ainda especulam que Putin, autocrata calejado, não quer soltar o osso (do poder) de jeito nenhum.

Enquanto alguns argumentam que Putin dispõe de uma estratégia proativa de longo prazo destinada a estabelecer a primazia russa na Europa, outros acreditam que ele seja um reacionário que pensa no imediato e quer preservar o que resta do encolhimento da Rússia no cenário internacional.

Segue abaixo uma compilação de oito teorias distintas, porém complementares, que tentam explicar porque Putin invadiu a Ucrânia.

1. Construir o Império

A explicação mais comum para a invasão da Ucrânia pela Rússia é que Putin, ressentido até o ultimo fio de cabelo, por conta do fim do Império Soviético, está determinado a restabelecer a Rússia (comumente considerada uma potência regional) como grande potência capaz de exercer influência em escala global.

De acordo com essa teoria, Putin pretende recuperar o controle sobre os 14 estados pós-soviéticos, muitas vezes referidos como o "exterior próximo" da Rússia, que se tornaram independentes após o colapso da União Soviética em 1991. Isto faz parte de um plano maior de reconstruir o Império Russo, que em termos territoriais era mais expansivo ainda que o Império Soviético.

A teoria do Império Russo sustenta que a invasão da Geórgia por Putin em 2008 e da Crimeia em 2014, bem como a intervenção na Síria em 2015, fazem parte da estratégia de restaurar a posição geopolítica da Rússia e corroer as regras da ordem internacional baseadas na liderança dos EUA.

Os que acreditam que Putin está tentando restabelecer a Rússia como grande potência salientam que uma vez conquistado o domínio da Ucrânia, ele dirigirá o foco para outras ex-repúblicas soviéticas, incluindo os países bálticos da Estônia, Letônia e Lituânia e, ao fim e ao cabo Bulgária, Romênia e até a Polônia.

O objetivo final de Putin, dizem eles, é expulsar os Estados Unidos da Europa, estabelecer uma esfera de influência exclusiva de grande potência para a Rússia no continente e dominar a ordem de segurança europeia.

A literatura russa apoia esta visão. Senão vejamos, em 1997, o estrategista russo Aleksandr Dugin, amigo de Putin, publicou um livro bastante influente: "Foundation of Geopolitics: The Geopolitical Future of Russia", onde argumenta que o objetivo de longo prazo da Rússia deveria ser a criação, não de um Império Russo, mas de um Império Eurasiano.