Aparecido Raimundo de
Souza
ME PERGUNTARAM o que eu
acho da “trajetória de planejamento.” Não faço a menor ideia do que seja.
Contudo, para não deixar as pessoas sem uma resposta, ainda que fora da órbita
contextual, eu tomei fôlego e disse que “é um caminho dinâmico e estratégico que
busca transformar uma visão ou um conjunto de objetivos em realidade.” Como?
Simples! Através de ações bem definidas e coordenadas. Um percurso, meio que
longo e penoso, muitas vezes complexo e multifacetado, todavia, essencial tanto
para projetos pessoais quanto para iniciativas empresariais e institucionais.
Verdade? Sim!
O ponto nevrálgico, da
coisa, ou de partida, ou via igual, de qualquer caminho obscuro e tortuoso a
ser seguido, carece antes de mais nada, de um planejamento adequado com uma
visão clara e bem definida do objetivo a ser alcançado ou da visão em si. Essa
visão não pode ser “capenga,” menos ainda sem conteúdo preciso. Dito de forma
mais abrangente. Sem uma meta específica. O planejamento “capenga,” ao qual me
refiro, pode se tornar um exercício vago e sem foco. A formulação de metas, no
meu entender, envolve não apenas a identificação do que se deseja alcançar, mas
também a compreensão dos porquês e dos impactos desses objetivos. Isso ajuda a
criar um propósito sólido e uma motivação consistente. Indestrutível.
Uma vez que o objetivo
esteja claro, a próxima etapa é a análise profunda do contexto e dos recursos
disponíveis. Compreender o ambiente em que se está operando se faz fundamental
para um planejamento de sucesso. Isso inclui avaliar forças e fraquezas internas,
mensurar milimetricamente, bem como evitar oportunidades e ameaças externas. É
o que mais tem e se vê. A análise “SWOT,” ou (Strengths, Weaknesses,
Opportunities, Threats) é uma ferramenta muito importante e útil para processar
esse estágio. Ela ajuda a mapear o cenário e a identificar os principais
fatores que podem ou poderão influenciar no sucesso do projeto.
Com base nessa análise, é
possível começar a traçar o plano de ação. Isso envolve, obviamente, definir
estágios concretos, alocar recursos e estabelecer prazos. O plano deve ser
perfeito, como a tirada das virgindades das nossas urnas eletrônicas em tempos
de votação, notadamente detalhando o suficiente para orientar a execução de
quem vai manipula-las, a depois, mas também, lado outro, flexível para acomodar
ajustes e propinas, conforme as circunstâncias mudam em face das “onrosas”
apurações. Uma abordagem iterativa (entenda a palavra “iterativa” como aquela
que expressa um ato repetitivo), ou seja, que permitam revisões e adaptações
contínuas, ainda que para ingleses e franceses rirem até os colhões fazerem
bicos.