segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Islamistas Vencem: Charlie Hebdo desaparece

Giulio Meotti  

§  "O jornal já não é mais o mesmo, Charlie se encontra sob asfixia artística e editorial". — Zineb el Rhazoui, intelectual e jornalista franco-tunisiana, autora de Destruindo o Fascismo Islâmico.

§  "Temos que continuar retratando Maomé e Charlie, não fazer isso significa que não há mais Charlie". − Patrick Pelloux, outro cartunista que deixou a revista.

§  "Se nossos colegas, no debate público, não dividirem parte do risco, então os bárbaros venceram." — Elisabeth Badinter, filósofa que testemunhou no tribunal a favor dos cartunistas franceses no documentário "Je suis Charlie."

§  Depois que os irmãos Kouachi massacraram os jornalistas do Charlie Hebdo, eles saíram correndo para o meio da rua gritando: "vingamos Maomé. Matamos a Charlie Hebdo. "Dois anos mais tarde, parece que eles venceram mesmo. Eles conseguiram silenciar a última revista europeia disposta a defender a liberdade de expressão ceifada pelo islamismo.


Em um espaço de vinte anos, o medo já devorou importantes parcelas da cultura e do jornalismo ocidental. Todas desapareceram em um sinistro ato de autocensura: as caricaturas de um jornal dinamarquês, o episódio do "South Park", as pinturas da Tate Gallery em Londres, um livro publicado pela Yale University Press, Idomeneo de Mozart, o filme holandês "Submissão", o nome e o rosto da cartunista americana Molly Norris, a capa do livro de Art Spiegelman e o romance "A Joia de Medina" de Sherry Jones, só para citar alguns. Inúmeros destes viraram fantasmas que vivem na clandestinidade, escondidos em alguma casa de campo ou então se recolheram à vida privada, vítimas de uma autocensura compreensível, porém trágica.

Somente a revista satírica francesa Charlie Hebdo não constava desta longa e triste lista. Isso até agora.

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