quarta-feira, 1 de novembro de 2017

[Para que servem as borboletas?] O PARAÍSO... um devaneio bíblico para o Dia dos Finados!...

Valdemar Habitzreuter

No vasto e infinito Universo existe, como que um grão de areia, um planeta chamado Terra. É nele que há vida, é nele que o ser humano vive e tudo o mais que o Criador fez vir a existir. É nesse planeta que Ele teve outrora a intenção de fundar um paraíso onde os seres viventes pudessem estar numa perene paz e felicidade e onde a morte não tivesse vez. Portanto, uma vida eterna e feliz. E assim foi feito, um paraíso na terra com um enorme rio de quatro braços (Pison, Gion, Tigre e Eufrates – Gen 2) a serpenteá-lo.  Ao ser humano outorgou-lhe a razão (inteligência) para que pudesse com mais intensidade usufruir e estar consciente dessa felicidade.

O Criador não levou mais que seis dias para finalizar e deixar em ordem toda sua obra de criação e a fundação do paraíso. Seu ato criador fez surgir também o tempo (os seis dias perfazem uma duração temporal). O tempo é importante para que sua criação se perpetuasse: os animais e plantas se multiplicariam; Adão e Eva encheriam o paraíso com seus descendentes; e nada desapareceria, tudo seria eterno.

Mas há aí um problema: como haveria espaço suficiente nesse paraíso terrestre se a morte não estava prevista, e o espaço do paraíso na terra limitado? De duas, uma: ou o Criador já teria criado tudo que precisasse de uma vez por todas, sem a presença da corrupção (morte), e aí nós criaturas atuais não existiríamos, tão somente aquilo que Ele criou nos seis dias e nada mais... ou o Criador enganou-se no seu projeto inicial de um paraíso eterno na Terra.

O Criador percebeu isso. Depois dos seis dias de ininterrupto trabalho de criação, Ele descansou no sétimo e viu que não daria certo esse paraíso na terra que fundou, e teve de bolar a ideia da dissolução do paraíso. (a procriação de Adão e Eva e dos animais ainda não estava em curso!) ...

A ideia que lhe surgiu foi a de jogar nos ombros de Adão e Eva a responsabilidade da extinção do paraíso. De que forma? Com a armadilha de poderem comer das frutas das árvores existentes no paraíso, menos a de uma. Ele de antemão já sabia que comeriam do fruto da árvore proibida e assim poder expulsá-los do Éden – este paraíso fantástico na Terra que ninguém ainda descobriu onde ficava...

Jogo sujo do Criador?... Por que dar a Adão e Eva a liberdade de poderem comer do fruto proibido? Não teria sido melhor nem ter plantado a árvore da fruta proibida e simplesmente predeterminado a perfeita harmonia e felicidade como se requer em um paraíso, sem a armadilha de perder o estado da inocência feliz?

Mas não! Extinguiu o paraíso porque, além de ser um espaço delimitado na Terra e sempre mais seres surgindo, haveria também matusaléns (falando de humanos) convivendo com recém-nascidos e tudo estaria fora do contexto temporal... (Adão e Eva estariam por aqui ainda). Portanto, era necessário acabar com esse paraíso e para isso expulsou Adão e Eva e introduziu a morte a tudo que criou... Doravante, a ordem do Criador era de que os seres viventes teriam de prover para sua própria subsistência, limitando-os a uma certa duração na Terra e dando-lhes o poder da procriação (“crescei e multiplicai-vos”). Em certo sentido, até que não foi ruim, pois cá estamos nós existindo vivinhos da silva.

Agora vejam só: milênios depois da decretação do fim do paraíso, o Criador arrependeu-se e teve pena dos racionais, que somos nós seres humanos. Voltou atrás e prometeu novamente um paraíso, mas, desta vez, não na Terra; um que ninguém sabe onde fica; provavelmente acima das nuvens, no espaço sideral infinito, pois seu Filho, que Ele mandou para nos dar a boa nova, fez questão, após sua morte, de subir ao céu atravessando as nuvens em direção ao suposto paraíso. E deixou dito: “meu reino (o paraíso) não é deste mundo” ...  Aliás, teve uma morte cruel por ter afirmado ser filho legítimo de Deus... Todos viram na época seu voo direto ao paraíso junto ao seu Pai.

Afinal, mais uma armadilha do Criador com a promessa de um novo paraíso? Por que não nos revelar onde fica? E ademais, não é qualquer um que entrará nele, há exigências para merecer esse paraíso. Quer dizer, este Deus Criador é durão. Primeiro, extingue o paraíso terrestre; segundo, no novo paraíso prometido só entra quem cumprir seus mandamentos de boa conduta na Terra. Portanto, tem muita gente ficando de fora desse paraíso por não cumprir os mandamentos. Para onde irão então? Diz-se que há lugares piores do que na Terra e é para lá que essa gente vai. Nem os nossos entes queridos dos quais temos saudades e que a morte já levou nos dão uma dica, um sinal de onde estão...

Se ao menos pudéssemos ficar por aqui mesmo com todo esse mistério de paraíso, mas não é permitido, haveria uma superpopulação que transformaria isto daqui num inferno... O negócio é esperar qual será o destino de cada um de nós. A propósito, é aconselhável levar uma vida justa e honesta aos olhos de Deus, vá lá que possa existir esse paraíso! E, ademais, teríamos mais paz e harmonia entre nós já aqui na terra.
Um bom feriado a todos e homenageiem seus entes queridos que já se foram!...
Título e Texto: Valdemar Habitzreuter, 1-11-2017

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Um comentário:

  1. Caro Filósofo, Colega de Profissão e Amigo!
    O universo, as plantas, os animais racionais ou não, e a vida no Planeta Terra, o sol e outros astros, todos giram em um Universo de Energias, as boas e as más! Sim, as boas e as más!
    E cada um de nós é capaz de as atraí-las!
    A Áurea de cada um é seu destino! As escolhas de cada um, são seu destino! Cabe a cada um de nós escolher a sua Áurea!Temos o livre arbítrio!
    A Livre expressão! Se é que a temos!!!!

    Heitor Rudolfo Volkart

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