quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

A maldade virou lugar-comum

Wilson Veríssimo
Todos que me conhecem sabem que eu sou “apartidário”. Isso não significa, contudo, que eu esteja alienado de tudo o que acontece ao meu redor e que não esteja atento a essa enxurrada de ações administrativas, todas elas voltadas a suprimir direitos. Abriu-se o “Saco de Maldades” banalizando a sacanagem. Essas pessoas que estão sendo atingidas têm famílias, tem aspirações, tem desejos, tem necessidades e, principalmente, “direitos”.
A cada semana tomamos conhecimento de novas medidas tomadas pelo Banco (Banrisul) e pela Fundação (Fundação Banrisul de Seguridade Social), todas elas sobrepondo a diluição de riscos e a manutenção de cenários, para que tudo continue exatamente como está, ao bem-estar e tranquilidade de funcionários do Banco e participantes e assistidos da Fundação.
Estamos atravessando uma fase de pós-modernidade, com gente reinventando a roda, apostando na reengenharia, gestão, governança e outros tra-la-lás da neo-gestão. Convém lembrá-los: - Anotem os nomes desses gênios da maldade para que nunca sejam esquecidos desses seus feitos e malfeitos. Qualquer hora cruzarão com você na rua. Eles estão contando com a sua habitual alienação e com a banalização de suas maldades e do seu esquecimento.
O período de festas de fim de ano já acabou. O período de férias forenses está terminando. As férias escolares estão quase no fim. O período de Carnaval está quase chegando. Enfim, estamos praticamente retomando um novo Ciclo.
Portanto, caro colega,” Acorde” ou “A Corda”… Está tudo se encaminhando para o errado, com o “capim comendo a vaca”, “o poste fazendo xixi no cachorro”, “a banana comendo o macaco”, “o rato correndo atrás do gato”, “os técnicos contratados mandando no patrão”.
Não é a toa que, em determinados momentos, o meu cérebro, supostamente ainda racional, se recusa a compreender tudo isso que está acontecendo à minha volta, aos olhos (cegos?) de quase todos os representantes sindicais.
O primeiro choque de realidade sobre os efeitos não tão profiláticos dessas medidas que vêm sendo tomadas, virá quando a “Lei” falar mais alto e os interesses dos colegas atingidos, assim como dos participantes e assistidos forem trazidos de volta ao primeiro plano.
Sem dúvida, esse olhar “estrangeiro e passageiro” com comprometimentos políticos, que ganhou muita força nesses últimos anos, contribuiu muito para desvalorizar, simbolicamente, “a pessoa e o espírito da previdência”. Há um universo complexo de questões específicas relativas ao Sistema Previdenciário que precisa ser mais bem debatido e entendido e enfrentado e que nem sempre se presta a generalizações ou simplificações, como se pretende dar.
Para fazer frente a esse quadro de esquartejamento que se avizinha, do “descompromisso”, do “saco de maldades” e, para criar um campo favorável para que todos os envolvidos aprendam, é fundamental que as Entidades Sindicais e Representativas atuem como tal – e não como mais um braço ou correia de transmissão política – e sejam incorporados como interlocutores importantes nessa construção – do direito adquirido, do respeito à pessoa e as Leis.
Isto certamente trará o foco para o que ocorre de fato neste momento com a nossa Fundação. Quando se iniciaram esses estudos técnicos (?) a respeito desse derradeiro “golpe” a ser aplicado na Fundação, com a criação desses já famigerados novos planos previdenciários, em um primeiro instante fiquei abalado e não acreditando em tudo o que ouvia. Aos poucos fui reorganizando a minha cabeça e resolvi agir. O resultado dessa reação está chegando com a Ação Cautelar já em curso.
A política adotada pela Direção da Fundação e do Banco - sugerida pelos técnicos de plantão - para consertar as inconsistências atuariais do nosso Plano Previdenciário, motivadas pelos DESCARADOS DESVIOS DE NOSSOS RECURSOS GARANTIDORES, com improvisações, remendos e puxadinhos, está nos levando a um beco sem saída e que deve atingir em torno de 13 mil famílias. Ninguém está se importando com isso, com os reflexos causados e com as milhares de novas ações judiciais que estão sendo plantadas pelos atuais dirigentes da Entidade e do Banco e que estourarão já no próximo ano. Vão dizer e alegar que a culpa é dos aposentados.
Embora sejam o instrumento mais preciso de comunicação que a humanidade já produziu, as palavras permitem um largo espaço de interpretação e utilização. Quando ouvimos alguém, tratamos de entender o que pretende transmitir. Aí então o diálogo se inicia e prossegue. Se, ao contrário, o locutor só admite a forma que considera ideal e conveniente, omitindo as “falcatruas” e desvios de recursos, o diálogo se rompe.
É a recusa da verdade no debate! É a recusa da fala do outro! É a negação da sua palavra!... Resta então somente o caminho do Judiciário!
Grande abraço!
Wilson Verissimo, 23-01-2013

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