Eça de Queiroz, Círculo de Leitores, maio de 1981, 346 páginas.
A Tragédia da Rua
das Flores é um romance de Eça de
Queirós escrito em 1877.
O texto foi adaptado, em 1981,
para o formato televisão, com Lourdes Norberto e Antonino
Solmer nos papéis principais e a direção a cargo de Ferrão Katzenstein.
Em 1982 foi feita uma
adaptação teatral que contou com a participação de Simone de
Oliveira, Carlos Daniel e Armando Cortêz. Wikipédia
***
«Era no Teatro da Trindade, representava-se o Barba Azul.» Este é o cenário em que se inicia a acção de A Tragédia da Rua das Flores, romance de Eça de Queiroz que ele mesmo qualificou como «livro cruel» e que permaneceu inédito durante mais de um século. Escrita entre 1877 e 1878 e apenas publicada em 1980, esta é a história da paixão fatal de Vítor e Genoveva, que Eça acabaria por deixar por corrigir e editar, mas que serviu de ponto de partida para que em 1888 os leitores recebessem aquela que é a sua obra-prima, Os Maias. A presente edição de A Tragédia da Rua das Flores recupera e corrige o texto da primeira edição, com fixação e notas de João Medina e A. Campos Matos.
"A Tragédia da Rua das Flores não é dos romances de Eça de Queiroz mais conhecidos e editados, o que é pena. A existência do romance remonta a 1877, quando Eça o menciona em correspondência ao seu editor. Contudo, só viria a ser publicado mais de cem anos depois, após muita discordância familiar; o escândalo era temido pela viúva e pela filha.
Não sem alguma razão para o temor, o tópico do romance é uma relação incestuosa que o autor desenvolve em episódios rápidos, curtos e intensos. Um drama moral cruel e chocante elevado a dimensões de tragédia grega.
A história da concepção e publicação desta obra é-nos contada no primoroso prefácio que antecede o romance; muitas foram as voltas dadas pelo rascunho encontrado nas gavetas familiares até ser publicado e chegar às mãos dos leitores.
Todavia, este prefácio contém informação valiosa para a boa apreciação da obra, mas também está pejadinho de spoilers. Há quem não se importe, eu odeio!
E fui apanhada desprevenida, quando dei por mim já sabia o teor do drama e o desfecho da principal personagem feminina.
Não deixei de
apreciar a história, mas retirou-lhe grande parte do impacto. Uma simples
chamada de atenção teria evitado o transtorno. Ouso propor à editora a
introdução desse cuidado em novas edições."
👍👍👍👍👍
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