terça-feira, 2 de junho de 2020

Brasil é 2º com maior número de curados da covid-19 no mundo

Segundo o Ministério da Saúde, o país alcançou a marca de 211.080 recuperados da infecção respiratória provocada pelo novo coronavírus


R7

O Brasil é o segundo país com o maior número de pessoas curadas da covid-19 em todo o mundo, de acordo com informações da Universidade Johns Hopkins.

Segundo o Ministério da Saúde, nesta segunda-feira (1º), o país alcançou a marca de 211.080 recuperados da infecção respiratória provocada pelo novo coronavírus, atrás apenas dos Estados Unidos (444.758).

O número corresponde a 40,1% do total de 526.447 casos confirmados. Ao todo, há 29.937 óbitos registrados e 4.412 mortes sob investigação.

Integram o grupo de recuperados, de acordo com a pasta, todos os diagnosticados que enfrentaram os 14 dias de quarentena preventiva e, também, aqueles que receberam alta dos leitos hospitalares.
Título, Imagem e Texto: R7, 1-6-2020, 20h12

Trivial – Você sabe?

Samantha Rideout

1. Enquanto os irmãos inventavam o avião, Katherine manteve a loja de bicicletas da família a funcionar. Qual o seu apelido?

2. Que camada da Terra, normalmente entre a crosta e o núcleo, surge à superfície ocasionalmente?


3. Quem protagonizou o curta-metragem de Thomas Edison, de 1894, The “Little Sure Shot” of the “Wild West”. Exhibition of Rifle Shooting at Glass Ball?

4. No romance clássico de Louise Ftzhug, de 1964, quem é a espia que lhe dá o título?

5. O Hotel Imperial fica na Ringstrasse (Estrada do Rei). De que cidade?

6. Qual o país cuja bandeira costumava ter uma faixa cor de laranja decido à Casa de Orange?

7. A personagem principal do filme Um peixe fora de água (2004) baseia-se em que oceanógrafo francês real?

8. Desde 2016 que as letras A, B e O por vezes desaparecem de alguns logotipos de algumas grandes marcas em todo o mundo. Qual o motivo?

9. Que músico de rock revelou em janeiro de 2020, que sofria da doença de Parkinson?

Gente subsidiada

José Mendonça da Cruz

No sábado, no jornal das 20 da SIC, o pivô explicou-nos que a situação no Bairro da Jamaica se deve à especulação imobiliária. A política urbanística é a de um concelho comunista. Mas a gente subsidiada não toma nota.


No mesmo fim-de-semana, na TVi o pivô explica que a situação no Brasil é «de longe» a pior do Mundo. O número de mortos por milhão no Brasil é inferior ao português, mas a gente subsidiada não repara. A gente subsidiada garante que os números no Brasil estão muito subestimados, mas jura pela veracidade dos de Portugal ou Espanha.

As televisões, em coro, afligem-se com os horrores infligidos por Trump aos EUA, que com 330 milhões de habitantes tem cerca de 120 mil mortos devido ao vírus. Pela mesma proporção a Itália deveria ter 19 000 óbitos, mas tem 33 000; a Espanha deveria ter 14 500 mortos, mas tem 27 000. Mas a gente subsidiada nunca vê defeito na Espanha gerida pelo manequim dos Preciados.

A TVi informa-nos, em rodapé, que correm nos EUA «violência e pilhagem contra o racismo». Sim: «pilhagem contra o racismo»! A gente subsidiada jura pelos bandidos do Antifa, e diz que Trump submete à «repressão» as doces expressões de liberdade da violência, da pilhagem e do terrorismo.

A gente subsidiada não deve nada ao jornalismo, nem à espinha dorsal, nem ao pudor, como nada deve à inteligência. Deve tudo, apenas, ao subsídio.
Título e Texto: José Mendonça da Cruz, Corta-fitas, 1-6-2020

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[Foco no fosso] Placa atrasada

Haroldo Barboza

Que aglomerações humanas aumentam as chances de contaminação pelo covid-19 não existem dúvidas. Mas o tratamento inadequado (apesar do heroico esforço dos times médicos) que causa “100%” de ocupação de leitos, possui uma causa principal já de conhecimento de todos: a corrupção que abocanha altos valores do “orçamento de guerra” sem nenhuma cerimônia com as mortes que tal procedimento provoca.

Não tendo como investigar o Brasil todo (seríamos felizes se os trambiqueiros se aglomerassem sem máscaras e depois fossem levados para o “hospital de campanha Carandirú” para um tratamento “adequado”), ficaremos com dados incompletos do RJ, mas com a certeza de que no resto do país, a metodologia dos desvios (com licitação já é complicado) é copiada com eficácia.

No Rio, em meados de abril/2020 deveríamos ter sete hospitais de campanha totalizando quase 3000 leitos para atender a demanda. Mas em pleno início de junho/2020, temos um hospital (Maracanã) funcionando com 50% da capacidade, e o de São Gonçalo (que recebeu respiradores do anterior) “inaugurado”, mas ainda não atendendo!

Epa! Alguém entendeu?

Parece até aquela estação de metrô em Copacabana “inaugurada” pelo governante em fim de mandato e que começou a funcionar seis meses depois do término de seu exercício! Entendeu agora?

E os demais cinco hospitais ainda não funcionam por “pequenos detalhes”1 e grandes objetivos escusos2

(*1) falta de um destes itens: médicos, enfermeiros, equipamentos periféricos, respiradores, ligações elétricas, circuitos hidráulicos, exaustores, material de proteção, de limpeza, de escritório e mais uns 15 itens menos nobres.

(*2) desviar (através de contratos impensáveis) valores oriundos do “orçamento de guerra” e/ou permitir levianamente, que mortes sirvam como argumentos para futuros trampolins eleitorais.
Mesmo que o item (*1) se torne funcional, creio que ainda haverá um empecilho final para retardar o funcionamento destas unidades: a demora da placa de inauguração com o nome do gestor “benfeitor”.
Título e Texto: Haroldo Barboza, 2-6-2020

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‘Câmaras de estrela’ à brasileira

STF vai além do que realmente é função da Corte julgar e acaba assumindo papéis perigosos na vida política do país

Roberta Ramos

“Um tribunal opressivo que dita as próprias leis, muitas vezes sendo a vítima, o acusador, o investigador e o julgador ao mesmo tempo.” É assim que Ana Paula Henkel descreve as câmaras de estrela, invenção do rei britânico Henrique VII, mas que acabou desvirtuada pela ambição do Judiciário durante a Idade Média. E é com elas que a colunista de Oeste compara o Supremo Tribunal Federal, que a cada dia exacerba mais e mais sua função no país.

Câmara estrela inglesa: inspiração para o STF? Foto: John Cassel

Leia o texto completo: “O gabinete da censura” 

Título e Texto: Roberta Ramos, revista Oeste, 2-6-2020, 4h30

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Mensagem no WhatsApp faz jurista ver Celso de Mello como suspeito para julgar Bolsonaro

Ex-desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo, Ivan Sartori avalia que decano do STF confirma “suspeição” para julgar o presidente da República; ele também rechaça comparação que ministro fez do Brasil atual com a Alemanha nazista

Anderson Scardoelli

Ao que depender de Ivan Sartori, desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) por quase 38 anos, o ministro Celso de Mello [foto] precisa se colocar como impedido para julgar qualquer ação que tenha relação com o presidente Jair Bolsonaro. Na visão do jurista, o decano do Supremo Tribunal Federal (STF) confirmou a “clara suspeição” ao enviar mensagem de WhatsApp com críticas a apoiadores do governante.

Celso de Mello, o decano do STF que no WhatsApp comparou o Brasil atual à Alemanha nazista. Foto: José Cruz/Agência Brasil
Neste início de semana, uma mensagem enviada por Celso de Mello vazou na imprensa. No conteúdo, o decano do STF compara o momento atual brasileiro com a Alemanha nazista. No material divulgado pela imprensa, o ministro não cita diretamente Bolsonaro, mas, aparentemente, o compara ao líder do nazismo. “É preciso resistir à destruição da ordem democrática, para evitar o que ocorreu na República de Weimar, quando Hitler, após eleito por voto popular (…) não hesitou em romper e em nulificar a progressista, democrática e inovadora Constituição de Weimar”, diz trecho da mensagem.

Porém, diferentemente do que registrou Celso de Mello, Ivan Sartori não enxerga “nenhuma semelhança entre o nazismo e o Brasil atual”, conforme diz em entrevista exclusiva à Oeste. Para o jurista, o Brasil de hoje é servido por um presidente da República que se mostra um democrata que “preza pela liberdade de manifestação e pela liberdade de expressão”. Algo que o ex-membro do TJSP não tem visto por parte do Supremo. “Aqui, um ministro [do STF] se transformou no próprio Ministério Público, na polícia e no juiz de ofício”, comenta — fazendo alusão ao inquérito das fake newsque teve ação autorizada por Alexandre de Moraes.

A mensagem enviada por Celso de Mello no WhatsApp, a (não) semelhança do Brasil com a Alemanha nazista, a postura do presidente da República e as atitudes do STF pautam a conversa do jurista Ivan Sartori com Oeste.

Confira a íntegra da entrevista:

Rússia afirma que terá remédio para covid-19 na próxima semana

Registrado como Avifavir, antiviral teria 90% de eficácia contra o coronavírus e teria sido testado de forma acelerada no país desde o início da pandemia

Roberta Ramos 

A Rússia afirmou que vai liberar o Avifavir, primeiro antiviral fabricado especificamente contra a covid-19, no próximo dia 11 de junho.
Rússia afirma que disponibilizará remédio contra coronavírus dia 11 de junho. Foto: Circe Denyer
Com isso, o país espera diminuir a pressão sobre seu sistema de saúde e voltar as atividades econômicas ao normal, segundo a empresa estatal que produz o medicamento. A princípio, 60 mil pessoas por mês poderão ser tratadas com a nova fórmula.

Desenvolvido nos anos 1990 por uma empresa japonesa comprada pela Fujifilm, o Avifavir, ou favipiravir, no nome genérico, também está sendo estudado no Japão, sob o nome de Avigan. Por lá, já recebeu elogios do primeiro-ministro Shinzo Abe, que ofereceu US$ 128 milhões para a pesquisa do remédio, mas ainda não permitiu o uso.

Os testes na Rússia começaram ainda em março e foram feitos em 330 pessoas, que, segundo a estatal russa de saúde, ficaram curadas do vírus chinês em quatro dias, em média, com 90% de eficácia.

Futebol carioca deve ter jogos com um terço da capacidade de público a partir de julho

Raphael Fernandes

Dentre o cronograma de retomada das atividades na cidade do Rio de Janeiro, anunciado pela Prefeitura nesta segunda-feira (01/06), está a liberação de 1/3 da capacidade de público dos estádios de futebol a partir de julho.


Como disse o prefeito Marcelo Crivella, essa é uma das atividades previstas para serem liberadas a partir da 3ª fase do projeto. Ela, entretanto, ainda será reavaliada, dependendo do aumento de número de casos de Coronavírus na capital fluminense.

A 1ª fase do projeto entra em vigor nesta terça-feira (02/06), permitindo a retomada gradual, por exemplo, de atividades em centros de treinamento. Na 2ª fase, prevista, a princípio, para a partir de 16/06, os jogos de futebol com portões fechados serão liberados.

Confira os 3 principais estádios da cidade do Rio de Janeiro e o que corresponde a 1/3 de suas respectivas capacidades de público:
·         Maracanã – 22 mil pessoas
·         Nilton Santos – 14 mil pessoas
·         São Januário – 7 mil pessoas

Vale lembrar que o Campeonato Carioca está paralisado desde o dia 16/3, quando o Madureira venceu o Volta Redonda por 2 a 1 no Estádio Conselheiro Galvão.
Título, Imagem e Texto: Raphael Fernandes, Diário do Rio, 1-6-2020

[Aparecido rasga o verbo] Ganha quem pode mais...

Aparecido Raimundo de Souza

O PAI CHEGA CORRENDO  e  entra na sala, quase aos trambolhões. Ao ver o filho grudado na televisão dirige-se a ele e indaga, curioso:
— O que você está assistindo?
— Pica-Pau.
— Bota um pouquinho nas Meninas Superpoderosas.
— Eu não gosto da Florzinha, nem da Lindinha nem da Docinho.
— Não gosta?
— Na verdade, odeio de morte as três.
— Então, ao menos, vamos ver um pouco o Quarteto Fantástico.

— Pirou, pai?
— OK. Que tal Yin Yang Yo?
— Qual é, pai? Assim o senhor me racha a cara. Por que não compra outro aparelho e bota lá no seu quarto junto com o da mamãe?
— Filho, no quarto que divido com a sua mãe, colocar outra? Vai ser uma loucura. 
— Por que uma loucura?
— Sua  mãe gosta de novelas. Eu odeio novelas.
— Mesmo assim... Compra outro aparelho e coloca aqui na varanda, ou no quarto de hóspedes. O apartamento tem quatro quartos... 
— Sem chances. Um aparelho aqui na sala e mais um no quarto de casal?

— O que é que tem? Não desfrutamos aqui de um montão de coisas em duplicata? Duas geladeiras, dois freezers, duas máquinas de lavar, duas camas de casal, duas empregadas, dois carros na garagem, dois computadores, dois relógios?
— Isso é diferente, filho, aliás, algumas coisas são indispensáveis.
— O senhor não acha indispensável querer que eu tire do Pica-Pau para ir ver outro desenho só porque o senhor quer?
— Vou fingir que não ouvi. Esclareça uma dúvida, mocinho: já ouviu falar dos Padrinhos Mágicos?
— Muito. Até demais. Por falar neles, o senhor se parece bastante com o vilão da história.
— Que história? Que vilão?

— Falo de Timmy Turner, um garoto muito legal.  Ele é um dos personagens dos Padrinhos...  Tem 10 anos, a mesma idade que eu. Os adultos, em volta dele (assim como o senhor e a mamãe), vivem o tempo todo tentando dominar a sua vida. “Faça isso, não faça aquilo, vista azul, dispense o branco, coma isso, não coma aquilo”. Existe também uma babá chamada Vicky, que é  como se fosse um terror à parte. Todos infernizam a vida do pobre Timmy. Porém, a ajuda para a sua desdita...
— Calma ai. Não entendi. Para sua o quê? Quer por favor repetir?
— Desdita, pai. Desdita.
— O que é desdita?

Antifas não lutam por democracia

Leonardo Coutinho

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, avisou. Vai declarar o movimento antifascista, conhecido como Antifa, como organização terrorista. Tenho lido algumas coisas de gente assombrada por causa disso. “Como lutar contra o fascismo pode ser chamado de terrorismo?”. Ou mais: “Como criminalizar quem luta pela democracia?”

Membro de torcida organizada protesta contra o presidente Jair Bolsonaro na Avenida Paulista, cobrindo o rosto com um lenço onde se lê “antifascista”. Foto: Nelson Almeida/AFP

A questão é que os antifas não lutam por democracia alguma. Sendo justo, “democracia” para eles é a destruição do Estado e suas instituições. O fim da religião e da imprensa. Antifas querem o caos. São o “braço armado” dos anarquistas: os black blocs.

Voltando ao terror antifa. É apenas um justo reconhecimento pelo que fazem hoje e seus genitores, os anarquistas, fizeram. O terrorismo moderno tem origem nessas organizações. O curioso é que foram eles mesmos que se autodenominavam terroristas.

Os anarquistas da Narodnaya Volya (Vontade do Povo) foram os pioneiros. Eles realizaram um atentado à bomba que resultou na morte do czar Alexandre II, em 1881. A academia definiu o evento como o início da “primeira onda do terrorismo”. A violência se alastraria pela Europa.

O terrorismo anarquista foi responsável pela morte do presidente francês Marie-François-Sadi Carnot (1894); da rainha Elisabeth, da Áustria (1898); e do rei Umberto I, da Itália (1900). Este é o DNA antifa.

A violência política atravessou o Atlântico e em 1901, o 25º presidente dos Estados Unidos, William McKinley foi assassinado a tiros por um anarquista de origem polonesa. Um caso, infelizmente, negligenciado pela história.

Em 2013, vi nas ruas de São Paulo a eclosão do embrião black bloc brasileiro. Eram poucos, muito poucos. O poder deles era o de detonar a confusão. São os “organizadores do caos” como descrevi em um texto naquele ano. O que vimos neste domingo em São Paulo, nos protestos contra o presidente Jair Bolsonaro, foram gangues copiando o modelo.

É bizarro ver vandalismo sendo chamado de “defesa da democracia”. A ignorância e a má-fé são terrenos férteis para esse tipo de truque. Ou por falta de vocabulário, ou pela utilização marota dele, o mais cômodo é entalar tudo aquilo que não gostam sob o rótulo de fascista.
Título e Texto: Leonardo Coutinho, Gazeta do Povo, 1-6-2010, 15h48

segunda-feira, 1 de junho de 2020

Presidente Bolsonaro pede que apoiadores não saiam às ruas no próximo domingo

Andreia Verdélio

O presidente Jair Bolsonaro pediu hoje (1º) a seus apoiadores que não compareçam às ruas no próximo domingo (7), quando estão previstas manifestações contrárias ao governo. Ontem (31), houve tumulto na Avenida Paulista, em São Paulo, quando a polícia militar tentou dispersar atos contrários e favoráveis ao governo.

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Nas últimas semanas, aos domingos, grupos que apoiam o presidente têm se manifestado pela continuidade das ações do Executivo e com críticas à atuação do Congresso e do Supremo Tribunal Federal (STF). Em Brasília, eles se reúnem na Esplanada dos Ministérios e Praça dos Três Poderes, onde o presidente também comparece para cumprimentá-los.

“Estão marcando domingo um movimento, né? Deixa sozinho domingo. Eu não coordeno nada, não sou dono de grupo, não participo de nada, eu só vou prestigiar vocês que estão me apoiando, fazem um movimento limpo, decente, pela democracia, pela lei e pela ordem. Eu apenas compareço. Não conheço praticamente ninguém desses grupos. Eu acho que, já que marcaram para domingo, deixa eles domingo lá”, disse, ao deixar o Palácio da Alvorada, em Brasília.

Na manhã desta segunda-feira, os seguranças da Presidência encaminharam os apoiadores para uma área interna do Alvorada, longe da imprensa, onde Bolsonaro parou para cumprimentá-los.

Normalmente, eles ficam em um espaço reservado aos visitantes na área externa da residência oficial. A conversa foi transmitida ao vivo na página pessoal do presidente no Facebook.
Título e Texto: Andreia Verdélio; Edição: Narjara CarvalhoAgência Brasil, 1-6-2020, 12h57

Prefeitura do Rio anuncia retomada da atividade econômica

Crivella prevê para agosto normalização das atividades na cidade

Cristina Índio

A cidade do Rio de Janeiro inicia nesta terça-feira (2) a retomada gradual das atividades econômicas. Segundo o prefeito Marcelo Crivella, o plano de retorno tem seis fases para a volta do funcionamento e para o que ele chamou de vida com nova normalidade após a pandemia de covid-19. Ele disse que o planejamento foi aprovado por unanimidade pelo comitê de profissionais especializados na área de saúde que presta assessoria à prefeitura. O decreto municipal que tratará da reabertura será publicado no Diário Oficial de amanhã.

Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
Cada fase tem 15 dias e pode ser alterada, conforme o monitoramento. “Vai depender dos nossos parâmetros. Em alguns setores, hoje, já teríamos parâmetros para estar na fase 3 de algum setor econômico que não estamos adotando, exatamente para sermos bem prudentes e seguros”, explicou Crivella.

Na primeira fase, volta a funcionar o setor de serviços. O comércio de rua permanece fechado, com exceção de agências de automóveis, lojas de móveis e de decoração. As lanchonetes, bares e restaurantes mantêm os esquemas de entrega em domicílio ou no local e as academias continuam fechadas.

Hotéis e hostels podem funcionar, mas os pontos turísticos permanecem fechados. As praias poderão ser frequentadas apenas para atividades físicas no calçadão e esportes aquáticos individuais, como o surf. Os parques também abrem somente para atividades físicas. Os voos livres individuais estarão liberados.

Os shopping centers mantêm-se fechados, com as lojas de alimentação trabalhando no sistema de delivery, como já ocorre hoje. O superintendente de Educação, Inovação e Projetos da Vigilância Sanitária do Rio, Flávio Graça, informou que shopping centers devem ser reabertos na segunda fase, com regras como a redução em um terço da capacidade do estacionamento, distanciamento entre frequentadores e horário de funcionamento das 12h às 20h.

Saúde, igrejas e funerais
Os atendimentos de saúde poderão ser feitos mediante agendamento, exceto nas situações de emergência, mas com a proibição de aglomerações.

O acesso de acompanhantes às unidades de saúde será restrito, com exceção dos casos permitidos legalmente. Nos procedimentos em que se produzem aerossóis, será preciso higienizar todo o local após o atendimento.

As atividades religiosas serão autorizadas em igrejas e templos com protocolos específicos, sem aglomeração e mediante desinfecção dos locais.

Não às ajudas à tauromaquia

Todos os anos, mais de mil touros são torturados em praças de touros em Portugal. Outros tantos, bem como outros bovinos mais jovens, são usados em festividades locais. Neste momento, dada a situação atual de pandemia, vários espetáculos que estavam previstos desde o início da temporada foram cancelados. Caso toda a temporada não possa acontecer, isso significará que cerca de cem eventos serão suspensos ou mesmo cancelados em todo o país.

O sector tauromáquico, tendo noção de como a Covid-19 representará para si um golpe duro, já está a reagir, pedindo apoio económico ao Governo. Perante isto, não nos calaremos!



Exma. Senhora Ministra da Cultura, Dra. Graça Fonseca

Excelência,

É do conhecimento público que, perante o cancelamento/suspensão de várias corridas de touros e festas tauromáquicas programadas para os meses de Março, Abril e Maio, o sector tauromáquico solicitou a V. Exa. uma reunião com vista a apresentar soluções para colmatar o problema, sendo que existe até a sugestão de que o IVA de tais espetáculos venha a descer para os 6%.

Como é também sabido, o Banco Central Europeu reconhece que a crise económica desencadeada por esta pandemia pode vir a ter a magnitude da grande crise financeira de 2008. O esforço financeiro que o Estado terá que envidar para que vários outros sectores da Cultura (já para não mencionar todas as outras áreas) possam recuperar-se será hercúleo. Dado que estamos a falar de um departamento - a tauromaquia – que apenas existe para provocar e perpetuar a ideia de que a violência contra animais e a sua consequente morte podem ser entretenimento, pedimos encarecidamente a V. Exa. para que priorize todos os outros sectores que estão sob a alçada do S. Ministério, em detrimento da tauromaquia, e que, por favor, não dê um passo atrás quanto ao IVA aplicado a essa atividade.

Relembramos ainda V. Exa. de que, antes de ser decretado o Estado de Emergência, iria (será reagendada) ser discutida no Parlamento uma Iniciativa Legislativa de Cidadãs/os que prevê precisamente o fim dos apoios públicos à tauromaquia. É um facto que cidadania não se conforma com o facto de serem atribuídos anualmente, seja de forma direta ou indireta, milhões de euros do erário público a um exercício de violência. Estes números são públicos e são reais. Seguramente, as mesmas pessoas também não se conformarão se a tauromaquia tiver o mesmo tipo de ajuda que todas as outras atividades culturais, que só acrescentam à sociedade e que merecem todo o apoio. Parece-nos justo diferenciá-las, e daí o nosso pedido.

Agradecemos antecipadamente pela atenção de V. Exa. a esta mensagem, que esperamos que seja tida em consideração.

Governistas querem garantir liberdade de expressão nas redes sociais

Aliados do presidente Jair Bolsonaro na Câmara querem aprovar projeto do deputado federal Filipe Barros (PSL-PR). Texto propõe impedir que as mídias diminuam o alcance de postagens por “motivos de convicção religiosa, política ou filosófica”

Rodolfo Costa

A base de apoio direta ao presidente Jair Bolsonaro articula um projeto para garantir a liberdade de expressão nas redes sociais. Na Câmara, aliados defendem a aprovação de um projeto de lei protocolado na última terça-feira, 26, pelo deputado federal Filipe Barros (PSL-PR) [foto].

Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
O Projeto de Lei 2.883/2020 altera o Marco Civil de Internet de modo a resguardar usuários das redes sociais de abusos e perseguições por parte de provedores de serviços, como Facebook e Twitter. Uma das propostas é impedir que as plataformas diminuam o alcance de postagens por “motivos de convicção religiosa, política ou filosófica”.

Na hipótese de exclusão de conteúdo ou de conta ou perfil de usuário na aplicação, o provedor deverá justificar, “em linguagem clara, de fácil entendimento e compreensão”, os motivos que conduziram à exclusão. “Garantindo ao usuário procedimento que garanta contraditório e ampla defesa, dentro da própria aplicação e por meios intuitivos e de fácil acesso e utilização”, destaca um trecho.

A matéria também exige dos provedores “a garantia constitucional da liberdade de imprensa”. A meta é assegurar na legislação o tratamento igualitário de veículos e profissionais de jornalismo que disseminem informações em suas plataformas. “Sendo vedado tratamento discriminatório, notadamente frente a veículos alternativos, amadores, sem fins lucrativos ou de menor projeção”, sustenta outra parte.

Censura
O texto veda, assim, a promoção de “censura, exclusão de conteúdo ou redução do alcance destes profissionais ou veículo”. A proposta sugere, ainda, que sites dedicados a checagem de conteúdo sejam responsabilizados caso acusem determinado conteúdo como falso, mas “não comprovem suficientemente a falsidade da informação divulgada”.

A intenção de Barros é evitar a perseguição a quem quiser se expressar ou informar sob a acusação de fake news. O próprio deputado federal teve o nome citado no inquérito das fake news, do Supremo Tribunal Federal (STF). Contudo, não houve busca e apreensão em nenhum dos endereços dele. Também não foi notificado a prestar depoimento.

Covid-19: Pfizer informa que vacina chega em outubro

Empresa farmacêutica garante que vai fabricar milhões de doses até o fim deste ano. No entanto, produção em massa vai começar em 2021

Cristyan Costa

Vacina contra a covid-19 chega em outubro. Foto: Divulgação/FLICKR

De acordo com a diretora da farmacêutica Pfizer, Márjori Dulcine, a empresa multinacional deve fabricar milhões de doses do imunizante a partir de outubro deste ano.

No entanto, segundo ela, a produção em larga escala inicia-se em 2021.

“Se tudo correr bem nas pesquisas que já estão em andamento, esperamos que em outubro deste ano sejamos capazes de disponibilizar milhões de doses para o mundo”, afirmou Dulcine em entrevista ao programa Poder em Foco.

A companhia norte-americana Pfizer trabalha em conjunto com a alemã BioNTech na elaboração da vacina contra a covid-19. Até o momento, US$ 650 milhões foram investidos em estudos e pesquisas acerca do tema.

Chamada de BNT162, o imunizante terá formato similar ao usado para combater a gripe comum.
Outras vacinas

Conforme noticiou Oeste, o CEO do conglomerado farmacêutico AstraZeneca, Pascal Soriot, garantiu na semana passada que os britânicos devem ter acesso à vacina contra o vírus chinês em setembro deste ano.

A empresa, cuja sede é em Cambridge, firmou parceria com a Universidade de Oxford em março. Portanto, o objetivo é desenvolver um imunizante capaz de derrotar o patógeno.

Sendo assim, uma vez comprovada a eficácia do remédio, o desafio será produzi-lo em larga escala.
Título e Texto: Cristyan Costa, revista Oeste, 1-6-2020, 8h35

O truque para tentar calar a opinião pública livre

De acordo com o colunista de Oeste Guilherme Fiúza, o Supremo Tribunal Federal está brincando de ditadura

Cristyan Costa 

STF gastará R$ 10 milhões com segurança. Foto: Dorivan Marino – STF
Esse tipo de brincadeira não dá para brincar sozinho. A Suprema Corte só tem coragem de mandar invadir a casa dos outros para confiscar o direito de opinião porque tem a cobertura dos democratas de auditório. Portanto, aqueles que não aceitaram o resultado das eleições e brigam pelo eterno terceiro turno. Sendo assim, eles criaram a novelinha do ‘Gabinete do Ódio’ para poder amordaçar geral fingindo defender a liberdade.

Logo, a suposta caçada às fake news — que embasa os recentes atos brutais do STF — é o truque para tentar calar a opinião pública livre. Não é difícil de ver. Antes mesmo da eleição de 2018, a armadilha já estava montada. Então na presidência do Tribunal Superior Eleitoral, o ministro Luiz Fux declarou que a comprovação de fake news na campanha presidencial poderia levar à anulação da eleição.

São esses os argumentos que o jornalista Guilherme Fiúza utiliza em seu artigo publicado na mais recente edição de Oeste, para justificar o que as atitudes dos ministros confirmam: estão tentando minar a liberdade.
Título e Texto: Cristyan Costa, revista Oeste, 1-6-2020, 7h30

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Nada melhor para combater a mentira que a própria liberdade de expressão

J.R. Guzzo lembra qual foi a sugestão do ministro Luís Roberto Barroso para vencer as fake News

Branca Nunes

Foto: Nelson Junior/STF
Em plena discussão sobre a legalidade do inquérito que apura supostas fake news contra o Supremo Tribunal Federal, seus ministros e familiares, uma sugestão para combater a mentira e preservar a liberdade de expressão vem da própria corte. Em seu mais recente artigo publicado no jornal O Estado de S. Paulo, J.R. Guzzo, colunista de Oeste lembra o que o ministro Luís Roberto Barroso disse sobre o tema.

“Uma das sugestões mais sensatas e realistas para lidar com o problema vem do ministro Luís Roberto Barroso, do STF – justo do STF, em nome do qual seu colega Alexandre de Moraes conduz desde março de 2019 um obscuro inquérito criminal para investigar ofensas, falsidades e outras agressões verbais contra o tribunal, seus ministros e suas famílias”, escreveu Guzzo. “Barroso acredita que a maneira mais produtiva de tratar o problema não é na polícia, mas no exercício da própria liberdade de expressão posta em xeque no inquérito de Moraes. Após observar que a internet permitiu o aparecimento de ‘fontes de informação independentes’ e aumentou o ‘pluralismo de ideias em circulação’, mas abriu espaço para os ‘terroristas virtuais’, Barroso disse que ‘a atuação da Justiça é limitada’ quando se trata de resolver esses desvios. Sugeriu, então, combater a mentira e as notícias falsas com a livre exposição dos fatos capazes de revelar o que realmente acontece”.

Ao assumir suas funções como novo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Barroso disse que “os principais atores no enfrentamento das fake news hão de ser as mídias sociais, a imprensa profissional e a própria sociedade”. Diante da frase, Guzzo faz a pergunta e responde em seguida: “Haveria alguma ideia melhor para combater o tráfego de notícias falsas sem ferir o direito de livre manifestação do pensamento? Se houver, não apareceu até agora. Com certeza, não é censurar órgãos de imprensa, como já fez Moraes – ou mandar a polícia apreender celulares, revistar casas de pessoas que não estão indiciadas no inquérito que investiga suas ações, convocar para depor deputados em exercício de seus mandatos e outras aberrações do mesmo tipo”.

Vacinação é prorrogada para público de todas as fases da campanha

Prazo agora vai até o dia 30 deste mês

Foto: Erasmo Salomão/Ministério da Saúde
Pedro Peduzzi

Diante de um baixo índice de vacinação de grupos prioritários, a Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe teve seu prazo ampliado e agora vai até o dia 30 deste mês. Segundo o Ministério da Saúde, dos 77,7 milhões de pessoas consideradas público prioritário, 63,53% receberam a vacina. Com a prorrogação, a expectativa é vacinar mais 28,3 milhões de pessoas.

A campanha teve três fases. Dividida em duas etapas, a terceira e última fase, iniciada em 11 de maio, tinha previsão de vacinar 90% do grupo considerado prioritário até o dia 5 de junho. Como o resultado ainda está aquém do esperado, o governo adotou a estratégia de prorrogar a data final para o dia 30.

Segundo o Ministério da Saúde, até o último fim de semana 25,7% de 36,1 milhões de pessoas estimadas nesta terceira fase foram vacinadas. “Desde o início da ação nacional, em 23 de março, 50 milhões de pessoas foram vacinadas, faltando ainda 28,3 milhões que ainda não receberam a vacina”, informou a pasta.

Nesta segunda etapa, a campanha tem como foco principal os professores de escolas públicas e privadas e adultos de 55 a 59 anos. Já a primeira etapa (da terceira fase da campanha) teve como público-alvo pessoas com deficiência; crianças de 6 meses a menores de 6 anos; gestantes e mães no pós-parto até 45 dias.

Em nota, o secretário substituto de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Eduardo Macário, disse que, além de ser importante para reduzir complicações e óbitos em decorrência da gripe influenza, a prorrogação da campanha é “mais uma oportunidade para que os públicos de todas as fases, que ainda não se vacinaram, possam procurar de forma organizada as unidades de saúde”.
Título e Texto: Pedro Peduzzi; Edição: Graça AdjutoAgência Brasil, 1-6-2020, 10h06

Feliz Dia da Criança!

O Dia Mundial das Crianças (BR) ou Dia Mundial da Criança (PT) é uma data comemorativa a nível mundial celebrada anualmente em homenagem às crianças, cujo dia efetivo varia de acordo com o país.

Países como Angola, Portugal e Moçambique adotaram o dia 1 de junho.
No Brasil é celebrado em 12 de outubro.

Crianças comendo e se divertindo em festa do Dia das Crianças comunitária de um bairro carente de Coronel Fabriciano, Minas Gerais. Foto: HVL
Em 1925, foi proclamado em Genebra o Dia Internacional da Criança durante a Conferência Mundial para o Bem-estar da Criança, sendo celebrado desde então em 1 de junho em vários países.

A ONU reconhece o dia 20 de novembro como o Dia Mundial da Criança, por ser a data em que foi aprovada a Declaração Universal dos Direitos da Criança em 1959 e a Convenção dos Direitos da Criança em 1989.

No Brasil

Em 1924, o deputado federal Galdino do Valle Filho lançou a ideia do Dia da Criança. Os deputados aprovaram e o dia 12 de outubro foi oficializado pelo presidente Arthur Bernardes, por meio do decreto nº 4867, de 5 de novembro de 1924.

Em 1940, Getúlio Vargas instituiu um novo decreto, que "fixava as bases da organização da proteção à maternidade, à infância e à adolescência em todo o País", e que criava uma nova data de comemoração, conforme o Artigo 17 do Capítulo VI: "Será comemorado em todo o país, a 25 de março de cada ano, o Dia da Criança. Constituirá objetivo principal dessa comemoração avivar na opinião pública a consciência da necessidade de ser dada a mais vigilante e extensa proteção à maternidade, à infância e à adolescência."

Segundo a pesquisadora Ângela de Castro Gomes, o "comemorar", na acepção semântica, poderia ter diversas interpretações, por exemplo, poderia significar "trazer à memória", "fazer recordar" e a estreita ligação com os projetos sociopolíticos, sociais, de educação e saúde do governo Vargas, neste caso em particular, referindo-se às políticas de proteção à infância, maternidade e família.

O fato é que, por alguma razão, a data de 25 de março ficou apenas "no papel". Somente em 1960, quando a Fábrica de Brinquedos Estrela fez uma promoção conjunta com a Johnson & Johnson para lançar a "Semana do Bebê Robusto" e aumentar suas vendas, é que a data de 12 de outubro passou a integrar o calendário das festas comerciais. Logo depois, outras empresas decidiram criar a Semana da Criança, para aumentar as vendas. No ano seguinte, os fabricantes de brinquedos decidiram escolher um único dia para a promoção, e fizeram ressurgir o antigo decreto de 1924. A estratégia deu certo, pois desde então o dia das crianças é comemorado com muitos presentes.

Em Portugal
Em Portugal, o Dia Mundial da Criança é festejado no dia 1 de junho.