quinta-feira, 4 de agosto de 2016

A nudez da esposa de Trump se tornou parte do jogo da esquerda. A solução é o metaframe

Luciano Henrique


Muitas pessoas da direita estão indignadas porque a esquerda norte-americana exibiu fotos da nudez da esposa de Donald Trump, Melanie. As fotos foram recuperadas pelo jornal esquerdista New York Post e agora são parte da campanha difamatória da candidata Hillary Clinton.

A reclamação de direita é clara: “é um jogo baixo”. Tecnicamente, eles estão certos. É um jogo baixo. Mas, ainda assim, é um jogo. Atacar a família de um candidato é um meio potente de desestabilização psicológica e imposição de poder. Não seria sequer racional esperar que Hillary não aproveitasse essa oportunidade. Ademais, as fotos não são falsas. Melanie Trump realmente posou nua no passado. Assim, a regra de explorar ao máximo eventos inconvenientes do passado do oponente foi apenas seguida.

É um costume da direita se irritar apenas porque a esquerda vigente costuma aproveitar todas as oportunidades para jogar o jogo.  Decerto é preciso exibir indignação pública, o que também deve ser parte do jogo. O que no fundo significa que voltamos para a mesma tecla: o importante é jogar. Logo, não faz sentido gastar muito tempo se indignando porque a esquerda fez sua parte (jogar) em proporção maior do que seus oponentes de direita deveriam ter feito.

Mas e se os republicanos resolverem jogar na mesma intensidade?

Nesta situação, os membros do partido esquerdista devem ser expostos como machistas, por estarem expondo a esposa de Trump. Ao invadirem sua privacidade, podem ser expostos também como pessoa cruéis e desumanas. Evidentemente, os esquerdistas vão apelar ao moralismo contra Melanie (“ah, ela posou nua”), e podem ser escrachados de volta como inimigos da liberdade feminina, além de obscurantistas, como se fossem os piores jihadistas. Em todo esse processo, é sempre importante demonstrá-los como baixos, desprezíveis, seres rastejantes…

Infelizmente, o vídeo abaixo não tem legendas. Mas mesmo sem legendas, é possível ver como o republicano Newt Gingrich destronou a tentativa de John King (da ABC) de atacar sua vida particular:


Isto se chama metaframe, onde o próprio frame do oponente pode ser desmoralizado por meramente ser verbalizado. Desta forma, quando alguém atacar Trump dizendo “ah, sua esposa tirou foto nua”, a resposta não deveria ser focada em ficar desconversando ou se desculpando, mas em expor o oponente como baixo, vil e desprezível por levar este tipo de assunto ao debate. Realizem um metaframe possível: “seu partido é composto de gente imunda, porca, nojenta e sem caráter por estarem atacando Melanie em sua vida privada”. As oportunidades de metaframe para Donald Trump nesta questão são diversas.

Com uma boa aplicação do metaframe e uma boa atenção aos diversos pontos a serem desmascarados (da narrativa esquerdista), Trump pode virar esse jogo. Aqueles sádicos que estão se divertindo fazendo Melanie Trump chorar hoje, poderão chorar muito mais, de volta, se o candidato republicano caprichar no metaframe.
Título e Texto: Luciano Henrique, Ceticismo Político, 2-8-2016

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