sábado, 20 de maio de 2017

[Aparecido rasga o verbo] Sem complexos por vitaminas “P”

Aparecido Raimundo de Souza

Se nosso querido e amado presidente, sua excelêêêência o doutor Michel Jackson Temer, formado em química pela Universidade Federal de Camamu, na Flórida, “omem” digno, “onesto” aos extremos, comprador e cumpridor de seus deveres, empunhado e empenhado, de corpo e alma para oferecer dias melhores a todos nós, brasileiros, se sua sonsidade, desculpem, santidade, por acaso tropeçasse de novo, logo adiante, com os fofoqueiros Joesley e Wesley Batista, donos da JBS (a quem mentirosamente nosso fumoso chefe da nação teria dado seu oval, perdão, aval para comprar o silêncio de Eduardinho Cunha) quem assumiria seu lugar na cadeira de ouro puro do deslumbrante Palácio do Planalto?

Antes de respondermos, precisamos urgentemente esclarecer um detalhe de suma importância. Os senhores Joesley e Wesley não devem ser levados em consideração, apesar de figurarem como proprietários de uma empresa famosa, a JBS. Para quem não sabe, JBS se traduz por “JOGAMOS O BRASIL NO SAL”. O Sarnador e também senador pela FIFA, Ronaldo Juiz Nariszário de Lima no Peru, conhecido no meio das pelotas como “Ronaldo Fenômeno”, teria outra definição. Segundo seus dotes pródigos, os irmãos mexeriqueiros da JBS, a sigla desse grupo não se traduz, ou não pode ser entendida como “JOGAMOS O BRASIL NO SAL”, tampouco para o “SACO”, o que seria pior. JBS nada mais é, e deve ser entendida, de uma vez por todas como “JESUS BREVE SALVARÁ”.

Mas indagarão as senhoras e os senhores: salvará a quem??!! “Ronaldo Fenômeno”, furioso, respondeu, enquanto suava o nariz na bandeira nacional e palitava os dentes com o mastro: “Cambada de burros. Jesus salvará a Temer. A quem mais o filho de Deus apareceria para tirar do sufoco? Mesmo chute na redondinha, no STF nenhum ministro daria ouvidos ou créditos às palavras de dois delatores que, sem mais nem menos, mancharam a JBS, JOGANDO BOSTA NA SALADA?!”.

Pois bem. Esclarecido esse ponto, a resposta que todos esperam. Se sua excelêêêência o doutor Michel Jackson Temer tropeçar e cair, quem assumiria seu lugar? Vamos por etapas e safanões. Nos dois anos finais do mandato, a Conceição, perdão, a Constituição prevê eleição direta em caso de dupla vacância (duas vacas lado a lado), ou seja, a Lei Maior sinaliza eleição direta, seja na queda do presidente e do vice por renúncia, afastamento ou morte, ainda que essa morte se dê por decorrência de libelo ou susto.

Nessa fumaça do cachimbo soprado entre a Esporrada dos Ministérios e a Praça dos Três Foderes, o primeiro da linha sucessória imaginária seria o presidente da Câmara, Rodrigo Saia, apesar do nome, usa calças e paletós da grife Hugo Boss. Em seguida, viria o Senado, na pessoa do poposudo Comício Oliveira ou outra árvore frutífera, como um delicioso pé de jaca. Na falta desses, o STF (Sem Tempo pra Futricar), claro, botaria em cena, na frisótica e maricótica a dona senhora ministra Cárnen, mil desculpas, Cármen Lúcia. Nesse interregno, Maia, ou Saia (Saia, Maia), teria trinta dias para convocar uma eleição diretamente indireta.

Confusão formada, quem elegeria o próximo sucessor? Sem sombra de dúvidas, os quinhentos e treze vagabundos, os parlamentares de fino trato, da nossa estimada e garbosa deputadaria, mancomunadas evidentemente com os oitenta e um sarnadores ou senadores “sem sarnas” em uma sessão conhecida como bicameral (regime de representação onde deitados em confortáveis bicamas das marcas Baleares e Anelisas), os poderosos gritariam, berrariam, miariam, e se enfrentariam, entre si, com as duas casas legislativas embaixo do mesmo teto, prevalecendo, sempre, kikikiki, a pudicícia, a integridade, o garbo e o decoro, com votos abertos e pesos iguais para todos os meliantes, perdão, caros leitores, participantes.

E quem seria o novo safado pilantra que sentaria os fundilhos cagatórios na cadeira do gabinete do terceiro andar do Palácio do Planalto?  Mesmo vácuo quem se mudaria com cachorros e papagaios, e muitas malas e mochilas para encher até as bordas propinando a céu aberto com nosso dinheirinho mirrado?  A bosta da Conceição, de novo, as nossas desculpas, a Constituição não especifica as regras de elegibilidade, desde que a criatura seja brasileira, nascida em Belo Horizonte, ou em Caetés, Pernambuco. Ter trinta e cinco anos e igual número de processos nas mãos de Sérgio Moro e o mais importante, não ser irritadiço a vitaminas, notadamente as “Pês”, ser filiado ou folheado a um partido, etc. Essa agremiação pode ser o PT, Partido dos Trambiqueiros, ou mesmo do PMDB, Partido dos Malditos e Destruidores do Brasil.

Um detalhezinho importante. Para quem aponta buracos, buraquinhos e buracões na Carta Magna, sobre quem é elegível, ou não, numa eleição direita, só poderia desfrutar do conforto e das mordomias dos dois palácios e, de lambuja, do Janucú, aquela figura que se desincompatibilizasse do cargo seis meses antes da marcação do pleito.  

Seria, igualmente, necessário aprovar uma PEC (Pecados Escondidos nas Cuecas, se homem e Calcinhas, se mulher) para alterar as atuais regras do jogo. Dizem as más línguas, por debaixo dos panos, no Congresso, já existirem iniciativas em torno do nome de Espirro Teixeira da Rede-RJ. Em conclusão amadas e amados se a Procuradoria-Geral entender (se assimilar) que houve crime no mandato atual. Se for o pensamento em contrário, babau. 

Em resumo, caros leitores, toda essa palhaçada acabará em pizzas. Existe muita grana em jogo, muitos interesses escusos, muita podridão, muita patifaria, e sujeira. O quadro sistêmico dessa caoticidade só mudará se tivermos um STF transparente, uma câmara distinta, um senado desanuviado de manchas e putrefações. Enfim, prezados, veremos um país higiênico, esmerado, sensato, quando tivermos parlamentares decentes, ministros insuspeitos e, sobretudo, um presidente que honre a sua moral e a sua dignidade. Um cidadão acima de qualquer suspeita, que tenha a decência de aparecer diante das câmeras de televisão, sem aquela cara de merda de marieta arrependida, e dar a todos nós (representantes dessa classe de ruminantes sem pastos e cocheiras, Manés e Isaltinas sem as alfafas leguminosas e as forragens a base de feno e caldo de capim), uma resposta coerente à altura das nossas imbecilidades e humildes ignorâncias.
Título e Texto: Aparecido Raimundo de Souza, jornalista. De São Paulo, Capital. 20-5-2017

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