domingo, 5 de maio de 2019

A rotina incerta dos trabalhadores da empresa aérea que está em crise

Alberto José

Apesar dos poucos passageiros que procuram os balcões da Avianca, os funcionários precisam trabalhar com pressa para que a Avianca, que está em recuperação judicial, possa continuar operando até o dia do leilão, marcado para a próxima terça-feira. Se a empresa parar de voar antes de terça-feira, o leilão poderá ser invalidado.

Foto: Guito Moreto/Agência O Globo
A empresa que tinha cinquenta aviões, agora dispõe de apenas sete e alguns são alugados pela Avianca Colombia, empresa separada juridicamente da Avianca Brasil.

Os funcionários foram orientados a não comentar a própria situação ou mesmo a situação da empresa. Todos vão trabalhar preocupados, sem saber se aquele será o último dia de trabalho.

Mas as demissões acontecem ao longo do dia. No aeroporto Santos Dumont, de repente, uma funcionária chegou com o documento de dispensa recém-recebido.

Na semana passada, a empresa dispensou cento e sessenta funcionários em São Paulo. No momento, os aeroviários são os mais atingidos pelas demissões. No caso dos aeronautas, eles estão sendo mantidos sem voar e recebendo apenas o salário base.

Um voo com destino a Brasília decolou com mais de três horas de atraso porque a Avianca havia cancelado o plano de saúde dos tripulantes, que só voltaram a trabalhar depois de confirmado que o plano fora reativado.

Na recuperação judicial, os trabalhadores devem ser os primeiros a receber créditos trabalhistas, que serão quitados com os valores arrecadados no leilão. O pregão será na véspera do dia de pagamento dos funcionários, este mês!

Título e Texto: Alberto José, baseado em reportagem de O Globo, 5-5-2019

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