quarta-feira, 6 de junho de 2018

E as grandoladas?

Helena Matos


Vê-se mesmo que estão mal habituados. Há anos que em apresentações de livros e debates aturo gente a cantar a Grândola, a dizerem que têm fome e a darem vivas à revolução.  Tanto quanto me recordo até se achavam naturalíssimas essas performances. Eram as grandoladas. O Henrique Raposo até teve direito a atuações especiais. E os jornais dividiram-se, claro: “Apresentação do livro Alentejo Prometido foi uma espécie de corolário de uma polémica sobre identidades regionais, redes sociais e liberdade de expressão. Cante Alentejano interrompe evento e palmas distribuíram-se pelos músicos e pelo autor”.

Estranhamente no caso do debate sobre ativismo organizado pela Tinta-da-China houve logo queixas e pedidos de desculpa. Estou em crer que se a senhora tivesse cantado a “Grândola” nada disto tinha acontecido. É que há interrupções e interrupções.
Título e Texto: Helena Matos, Blasfémias, 4-6-2018

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