quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

O Mercador de Veneza, de Shakespeare: "Cuidado! Obra anti-semita!"

Reinaldo Azevedo

Será que os judeus também devem pedir para recolher os dicionários ou para censurar Shakespeare?

Há um procurador do Ministério Público Federal que quer recolher o dicionário Houaiss porque considera ilegal — imaginem só — um dos registros da palavra “cigano”. Ocorre que a obra deixa claro que se trata de um uso pejorativo. Pessoas de outras origens poderiam reclamar. Lê-se na acepção nº 9 do vocábulo “judeu”, por exemplo: “pessoa usurária, avarenta”. De novo: uma coisa é um dicionarista cumprir a sua obrigação e publicar que a palavra tem esse registro pejorativo, nascido certamente do preconceito, outra é endossá-lo.
Quando o Ministério da Educação, sob as luzes de Fernando Haddad, queria pôr uma tarja vermelha em Monteiro Lobato, escrevi aqui:

Deverá agora “O Mercador de Veneza” vir com a advertência: “Cuidado! Obra anti-semita, só recomendável para quem está devidamente instruído sobre este assunto”? Ou, do mesmo Shakespeare, sobrepor à capa de “Othelo” algo assim: “Cuidado! Sugere-se que o temperamento emocional e desequilibrado do protagonista pode estar relacionado à sua origem racial e mesmo à cor de sua pele”? Vai-se proibir Alexandre Herculano, em Portugal ou em qualquer lugar, ou apensar um tratado a seus livros advertindo para a possível manifestação de preconceito contra a fé islâmica? É o fundo do poço moral, a que não se chega sem uma dose cavalar de ignorância, preconceito às avessas, estupidez e, obviamente, patrulha ideológica.
Imaginem o próprio Tio Rei… Cansei de ver os cientistas sociais a apontar a “miopia histórica” deste ou daquele… Eu aqui, com os meus muito graus cultivados com denodo, deveria me sentir humilhado? Hão de protestar agora os gordos quando os defensores da responsabilidade fiscal atacam o “estado obeso”? É preciso ter senso de ridículo.
Atenção! Se alguém pretender usar a peça de Shakespeare como evidência de que judeus são naturalmente avarentos e usurários, aí será racismo, sim — mas o bardo não terá culpa do cartório. Do mesmo modo, Othelo não poderá ser empregado como evidência de que os mouros são naturalmente propensos à irracionalidade…

Censura ao dicionário Houaiss

A censura a um dicionário, o que o livro diz sobre “direita e esquerda” e, de novo, o preconceito racial e os JEG

Reinaldo Azevedo
Uma notícia que me enviaram ontem, publicada no Portal Terra, me deixou de queixo caído. Reproduzo trechos:
“O Ministério Público Federal (MPF) em Uberlândia (MG) entrou com uma ação contra a Editora Objetiva e o Instituto Antônio Houaiss para a imediata retirada de circulação, suspensão de tiragem, venda e distribuição das edições do Dicionário Houaiss, que contêm expressões pejorativas e preconceituosas relativas aos ciganos. Segundo o MPF, também deverão ser recolhidos todos os exemplares disponíveis em estoque que estejam na mesma situação.”
E por quê? A reportagem explica:
“O objetivo da ação é obrigá-los a suprimir do dicionário quaisquer referências preconceituosas contra uma minoria étnica, que, no Brasil, possui hoje mais de 600 mil pessoas. Para o MPF, os significados atribuídos pelo Dicionário Houaiss à palavra ‘cigano’ estão carregados de preconceito, o que, inclusive, pode vir a caracterizar crime. ‘Ao se ler em um dicionário, por sinal extremamente bem conceituado, que a nomenclatura ‘cigano’ significa aquele que trapaceia, velhaco, entre outras coisas do gênero, ainda que se deixe expresso que é uma linguagem pejorativa, ou, ainda, que se trata de acepções carregadas de preconceito ou xenofobia, fica claro o caráter discriminatório assumido pela publicação’, diz o procurador Cléber Eustáquio Neves. O procurador explica que ‘o direito à liberdade de expressão não pode albergar posturas preconceituosas e discriminatórias, sobretudo quando caracterizada como infração penal’. Segundo ele, a significação atribuída pelo Houaiss violaria o artigo 20 da Lei 7.716/89, que tipifica o crime de racismo.
Voltei
É um escândalo! Está faltando serviço ao doutor Cleber. Na versão online do dicionário, não se encontram as tais expressões, publicadas apenas na versão impressa. Como atesta o próprio procurador, o referido dicionário chama a atenção para o fato de que aquelas definições têm caráter pejorativo — e, pois, não podem ser tomadas como expressão da verdade.  O que me escandaliza em casos assim é que isso tudo custa dinheiro ao contribuinte. O doutor Cleber é pago — e muito bem-pago — com o nosso dinheiro. Sua ação mobiliza funcionários públicos e a estrutura do estado. O que ele está pedindo, de maneira aberta, desabrida, sem receios, atende por “censura”. Em nome da SUPOSTA preservação dos direitos de uma minoria, quer impor uma canga na linguagem. UMA COISA É INFORMAR O SENTIDO PEJORATIVO QUE ASSUMIU UMA DETERMINADA PALAVRA OU EXPRESSÃO; outra, distinta, é tomar esse sentido como expressão da verdade, o que o dicionário não faz. Basta ler.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Golden Retriever fica guardando a bicicleta do dono

Cão fica famoso na China por proteger bicicleta de seu dono
Wencong já recebeu uma oferta de 10 mil yuans (R$ 2.710) pelo cão.


"Sempre que estaciono minha bicicleta, ele coloca as patas dianteiras em cima dela para evitar que ela seja roubada", disse Wencong.

Segundo o dono, o cachorro chamado "Li Li" também o ajuda com as compras e a tirar o lixo todas as noites, levando-o para baixo.

Wencong disse que já recebeu uma oferta de 10 mil yuans (R$ 2.710) pelo cão, mas a recusou.

Brincando de greve geral. Ou, usando trabalhadores para uma luta ideológica

Arménio Carlos apela à mobilização dos trabalhadores da função pública para próxima greve geral


O secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos, apelou hoje ao envolvimento dos trabalhadores da Administração Pública na preparação da greve geral que a central sindical marcou para 22 de março.
Ué?! Precisa apelar para os funcionários públicos por quê? Porque os trabalhadores das empresas privadas já declararam que vão aderir em massa? Portanto, só fica faltando os funcionários públicos, é isso?

O Governo português passa na prova + Krugman deixa "eles" doidões

A primeira notícia, que não é surpresa.
A troika deu hoje nota positiva na terceira avaliação do programa de assistência externa, mas pediu “esforços adicionais” nas reformas estruturais. E garantiu que, se Portugal seguir o programa à risca, os países da zona euro estão dispostos a apoiar o país até que este consiga regressar aos mercados.
 
Portugal passa na terceira avaliação da troika e recebe 14,9 mil milhões

Paul Krugman, foto: Tim Shaffer/Reuters
Aí, o prêmio Nobel de Economia, em 2008, Paul Krugman, vem a Portugal para receber doutoramento honoris causa e afirma que os salários em Portugal deveriam descer de 20 a 30%...
Paul Krugman é o queridinho da esquerda socialista e mantém um blogue no jornal brasileiro "Estado de S. Paulo": "A consciência de um liberal". Hummmm....
Abaixo comentários de Miguel Sousa Tavares, que não é propriamente um alinhado com o atual governo de Portugal, pelo contrário:

Nós, os trouxas!


Enviado por Jorge Cunha

Sobre a antiguidade do politicamente correto

Humberto Quaglio
Olá Janer!
Em seu último texto você escreveu que o politicamente correto é "um cacoete ideológico, surgido nas universidades americanas nos anos 80", e que "a linguagem PC - politicamente correta - é o stalinismo aplicado à linguagem. Stalinismo curiosamente oriundo de uma nação que se jacta de defender a liberdade".
 Isto me fez lembrar de um livro que comprei em um sebo em 2010 e que li no ano passado. Ao pesquisar sobre a "linguagem PC" na internet, eu quase sempre topava com este tipo de informação, qual seja, a de que o "politicamente correto" surgiu em tempos recentes, como as décadas de 1970 ou 1980, nas universidades americanas. Mas aí, veio o tal livro que eu comprei. O título é Child of the Revolution, e o autor é Wolfgang Leonhard. Velhinho, papel amarelado, algumas páginas soltas, me custou só R$ 5,00, mas prendeu minha atenção do início ao fim. Foi escrito em alemão na década de 1950, traduzido para o inglês e publicado em Chicago em 1958, pela Henry Regnery Company.
O livro é um relato autobiográfico. O autor era um menino em 1935, e sua mãe era comunista havia anos, participante da Spartakusbund e membro do partido comunista desde 1918. Em 1935, podendo escolher entre o exílio no Ocidente ou na URSS, ela escolheu o inferno de Stálin, e para lá carregou seu filho. O resto do livro é um relato da vida de um jovem emigrado no inferno stalinista. Ele foi separado da mãe (que foi presa, como acontecia frequentemente), mais tarde foi enviado a uma escola do Komintern em um lugar remoto no fim do mundo, e foi treinado para ser uma das lideranças naquilo que viria a ser a Alemanha Oriental após a guerra. No fim das contas, o autor foi ficando desgostoso com o stalinismo (mas não com o socialismo), e resolveu fugir para a Iugoslávia. O livro termina com sua fuga para o país de Tito. Pesquisando depois, eu soube que posteriormente ele foi para os Estados Unidos e tornou-se professor em uma universidade norte-americana.
Voltando ao politicamente correto, eu fiquei surpreso quando cheguei à página 227 do livro (no capítulo que relata sua vida na escola do Komintern) e me deparei com esta afirmação: "We had to learn how to compose, within an hour, a 'politically correct' leaflet on any subject set us. The subjects chosen for the purpose were by no means easy" (as aspas na expressão "politically correct" estão no original, mostrando que o autor quis enfatizar o termo). E aí ele passa a dar exemplos de assuntos que deveriam ser "traduzidos" para o jargão politicamente correto e distribuídos em panfletos para os comunistas fora da Rússia, como uma declaração de Goering de 1942 sobre racionamento de alimentos.

A irresponsabilidade financeira do Estado

O monstro está a usar e a abusar da lei do compromisso para testar o governo. Ainda é cedo para saber quem ganha
António Ribeiro Ferreira

Os laboratórios Roche suspenderam o fornecimento de medicamentos a 23 hospitais públicos por uma razão elementar. Dívidas de 145 milhões de euros por pagar há mais de 420 dias, isto é, há mais de um ano.
É evidente que qualquer fornecedor tem vontade de fazer o mesmo perante calotes desta natureza. Acontece que uns podem, por terem músculo financeiro e clientes diversificados, outros não, porque dependem essencialmente das compras do Estado e têm muito medo de divulgar publicamente os calotes da administração central, das regiões autónomas, das câmaras e das empresas públicas. Basta ver o que aconteceu há um ano quando o governo de Sócrates, num gesto de falsa boa vontade, abriu um site para os fornecedores divulgarem publicamente os serviços que lhes deviam dinheiro, os montantes e o tempo dos calotes. Claro que ficou deserto.
Ninguém se arriscou a cair nas más graças de directores-gerais, gestores, autarcas e governos regionais. As dívidas brutais do Estado a empresas que vivem quase exclusivamente das encomendas públicas provocam dramas incontáveis, falências, desemprego e rombos incalculáveis na economia e no financiamento da actividade produtiva. Por isso mesmo a troika esteve atenta ao problema logo em Maio de 2011, quando Portugal pediu ajuda externa e aceitou o Memorando em troca de um empréstimo de 78 mil milhões de euros.
Por isso mesmo foi recentemente promulgada a lei do compromisso financeiro, que faz responder disciplinar e criminalmente todos os responsáveis públicos que assumam compromissos financeiros sem a garantia de os liquidar em 90 dias. O diploma foi promulgado por Cavaco Silva, está em vigor, e provocou de imediato reacções violentas e indignadas de vários sectores integrantes do monstro.

A prisão do futuro


Rodrigo Constantino
O ano é 2030, e o novo presidente do Gabão veio ao Brasil aprender com o PT como ficar 27 anos no poder. Sabendo que as prisões andavam abarrotadas de gente, e que este era um dos grandes segredos do governo, qual seja, manter a população refém de leis arbitrárias, o presidente decidiu fazer uma visita ao presídio de Bangu, um dos mais famosos. Acompanhando o presidente, o Ministro da Justiça, Cesare Battisti, ia explicando cada caso dos prisioneiros:
– Aquele senhor foi preso porque deu uma palmada no filho. Parece que o garoto se recusou a estudar, xingou a mãe e bateu no irmão mais novo. O pai, um selvagem, em vez de conversar com o filho e lhe dar uma educação mais livre, deixando o pobrezinho se expressar nos moldes ensinados pela cartilha do governo, apelou para a violência física e deu uma palmada no garoto. Por sorte uma testemunha viu e denunciou o bandido. Pegou dez anos.
– Aquele outro ali tem concessão para um canal de TV por assinatura, mas se recusou a cumprir a cota estabelecida de 90% de conteúdo nacional e sócio-educativo. Resolveu, em vez disso, passar em horário nobre um enlatado de Hollywood, louvando as conquistas do imperialismo estadunidense. Os nossos ilustres burocratas da Ancine, muito atentos, detectaram o crime no ato, e minutos depois o empresário estava atrás das grades. Doze anos de xilindró para valorizar o interesse nacional.
– O que está no canto, cabisbaixo, foi preso em flagrante pelos nossos Agentes da Saúde, tentando comprar uma aspirina sem receita médica na farmácia. Ele alegou que sofria de fortes dores de cabeça, mas não tinha dinheiro para ir ao médico. Como se isso fosse justificativa para cometer um crime! Pegou cinco anos.

Academia Brasileira de Defesa: O "Manifesto" dos Clubes Militares


Temos todos que lamentar o triste espetáculo protagonizado pelos mais elevados escalões militares, ativos e inativos, do País no acontecimento do excelente e controvertido manifesto que “teria sido” elaborado e divulgado pelas, historicamente, dignas associações de oficiais das Forças Armadas, posteriormente alegado como apócrifo em inexplicável recuo dos seus atuais presidentes.
Vazado em sensata, oportuna e inquestionável argumentação, o referido documento expõe a respeitável figura da Presidente da República a uma delicada posição de inegável incoerência e de faltas à palavra empe-nhada, “vis-à-vis” às declarações feitas em época de campanha e no seu discurso de posse.
Consta pela imprensa, que a deplorável mudança de posição dos seus autores teria sido feita sob pressão, ante a ameaça de punição por transgressões regulamentares contra superiores hierárquicos.
Talvez não soubessem os envolvidos, Governo e Clubes, que a Lei nº 7.524 de 17/Jul/1986, de maneira cristalina, confere aos militares inativos (reserva ou reformado) o direito de externarem opiniões políticas individuais ou em grupos.
Assim, as ameaças de sanções disciplinares (se as houve) foram absolutamente inócuas, ingênuas e, mesmo, ridículas, desprovidas de qualquer respaldo regulamentar, em face do diploma legal que confere aos autores do pronunciamento público, confortável garantia de legalidade.
De qualquer forma, as alegações constantes do documento não significam desrespeito à autoridade presidencial e, sim, implicam a constatação do desvio de conduta do Supremo Magistrado da Nação, o que compromete, inapelavelmente, os nomes do País e da própria sociedade nacional como sua garantidora.
Portanto, como Presidente da Academia Brasileira de Defesa, com respaldo em suas disposições estatutárias e, em seu nome, manifesto intenso pesar pelos prejuízos morais causados a todos os entes envolvidos em tais fatos.
Da Comandante-em-Chefe até a integralidade da Instituição castrense, todos, foram envolvidos em tal pantomima, que acarretou enorme desres-peito ao Povo Brasileiro e um indesejável enfraquecimento estratégico do Brasil, ante os olhos atentos da comunidade internacional.
Rio de Janeiro, 27 de fevereiro de 2012.
Ivan Frota, Presidente da ABD

Relacionados:

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Lutador de MMA fica paraplégico após sofrer nocaute. (Não sinto pena)

Jeffrey Dunbar, de 20 anos, ficou paraplégico após se lesionar em evento amador de MMA no dia 17 de dezembro de 2011, quando lutava em um bar na cidade de Joliet, no estado do Illinois, nos EUA.
Dunbar fez um movimento brusco durante a luta e forçou o seu pescoço contra a grade do octógono. Para piorar, seu adversário caiu por cima de seu corpo, o que agravou a contusão. O lutador, que fazia a sua sétima luta, perdeu os movimentos das mãos, das pernas e a fala.
Os médicos disseram que Dunbar não voltará a andar e ele permanece internado. Além disso, é submetido diariamente a sessões de fisioterapia.
Fonte: TViG

Não tenho a menor pena, nem dó, nem piedade! Afinal, é o livre-arbítrio da raça humana, tou nem aí para ele!
Agora, o que me irrita muito e, na maioria das vezes, não tenho coragem de ver, é saber que  "humanos" como este transferem para animais essa boçalidade: touradas, farras de boi, rinhas de galos, lutas entre cães, rodeios...

Ex-trabalhadores da Varig com uma estupenda vitrina no Facebook

O Facebook tem 800 milhões de utilizadores no mundo, é uma das maiores, se não a maior (e mais confortável) vitrina planetária.
Garoto olha a vitrine da Macy's, em Nova Iorque Foto: Mario Tama/Getty Images/O Globo
0,1%, eu escrevi, zero vírgula um por cento, de 800 milhões são 80 mil, não é isso? Vamos imaginar a metade, 40 mil pessoas... tenho a certeza que chamaria a atenção da mídia.
É um longo caminho, eu sei. Só não sei o quê, nem como, fazer para convencer o ex-colega, o familiar, o amigo solidário...
Enquanto uns tentam o que podem (ou sabem) outros criticam, puxando para baixo, constrangendo o amigo, o familiar ou o colega que quer participar (e não custa nada participar!)
"É coisa que não se resolve com abaixo-assinado"
Pode não resolver... ou pode! Se os vinte mil ex-funcionários se multiplicassem por 3, seriam 60 mil "assinantes" do "abaixo-assinado". Como saber se a "coisa não se resolve com abaixo-assinado" se, à partida, não queremos tentar porque... a coisa não se resolve com abaixo-assinados?
Outras críticas são feitas: "não adianta!" "a Dilma não ajudou a Varig, vai ajudar agora?", "para parar o aeroporto, me chama!", além das críticas de cunho pessoal. Enfim...

"Manjar do Norte". Já foi lá?

Chama-se "Manjar do Norte", fica na Avenida dos Aliados, 1961, Quinta do Conde, em Sesimbra.

É pequeno (50 lugares), ambiente informal, fecha aos domingos e não aceita cartões, de débito ou crédito. O telefone é 212 104 760.

O que é? É um restaurante.

Fazer o quê lá?
     Comer isto aqui ...

Interview with Mario Draghi, President of the ECB

Interview with The Wall Street Journal

Photo by Monika Flueckiger

Interview with Mario Draghi, President of the ECB, conducted by Robert Thomson, Matt Karnitschnig, and Brian Blackstone on 22 February 2012, published on 24 February 2012

WSJ: What inning are we in with Greece until we know if we’re at the resolution to end all resolutions?
Mario Draghi: I don’t know baseball. But if we didn’t have that package finalized, there would be no game. So this could be the beginning of a new world for Greece where the pending financing problems have been addressed. Now the policies will have to be enacted. The Greek Government has undertaken very serious commitments in the fiscal policy and in the structural policies areas. But there are implementation risks and probably oncoming elections. The Eurogroup gave reasonable probabilities to the success of the program if the measures, especially the structural measures, were undertaken.
Also one could see that there is a different awareness in the Greek public opinion to the extent that what’s happening is painful but necessary. The number of people, who favour default, inflation or even exit from the euro doesn’t seem to be prevalent in Greece.
WSJ: Do you think the acute phase of the crisis has passed? It struck us this week that once the deal was decided, we didn’t see the kind of elation we’ve seen after past programs.
Draghi: It’s hard to say if the crisis is over. Let us look at the positive changes of the last few months. There is greater stability in financial markets. Many governments have taken decisions on both fiscal consolidation and structural reforms. We have a fiscal compact where the European governments are starting to release national sovereignty for the common intent of being together. The banking system seems less fragile than it was a year ago. Some bond markets have reopened.
But the recovery is proceeding very slowly and remains subject of downside risks. I was surprised too that there was no elation after the approval of the package and this probably means that markets want to see the implementation of the policy measures.

Ditadura no Rio: Vamos salvar os PMs e os BMs da banda boa! - 04 de março, 10h


Paulo Ricardo Paúl
Cidadão brasileiro:
Precisamos fazer uma corrente para salvar os Praças da PM e do CBM que lutam por melhores salários, pois eles serão sumariamente expulsos pelo governo Sérgio Cabral (PMDB). A expulsão dos Oficiais é mais demorada, mas também deverá acontecer. Não custa lembrar que eles fazem parte da banda boa, os que vivem dos salários e dos "bicos" que conseguem fazer nos seus horários de folga. A banda podre não luta por salários, ela tira o seu sustento dos crimes que pratica nas ruas contra a população.
O Rio de Janeiro está se transformando em um lugar horrível, onde políticos bandidos enriquecem a cada dia e onde PMs e BMs da banda boa, que lutam por melhores salários são atirados nos "porões" da penitenciária Bangu 1, contrariando os seus direitos e prerrogativas. Inúmeros dispositivos legais foram rasgados para a prática dessa verdadeira tortura física e psicológica.
O governador quer levar todos para o carrasco. Nem o poder judiciário e nem o ministério público parecem mover qualquer músculo para evitar essa covardia, portanto, cabe ao povo salvá-los.
Penso que um grande ato público em defesa da banda boa da PMERJ e do CBMERJ poderá ajudar na defesa desses homens e mulheres que querem salários justos e dignas condições de trabalho. Eles estão lutando por isso há mais de CINCO anos, começaram em 2007, no início do governo Sérgio Cabral (PMDB).
Sugiro:

Recessão em Portugal


João César das Neves
Os números da economia, com forte queda da actividade e desemprego em máximos históricos, mostram que a política de austeridade não resulta. Esta é uma frase que, em vários tons e formas, se ouve a cada passo. Fica a pergunta: quais seriam os resultados que mostrariam que a política estava a resultar? Que é que essas pessoas esperavam que saísse da tal austeridade?
Portugal começou em Maio passado um programa de forte ajustamento, após anos de negação, derrapagem e ilusão. Fomos o primeiro país da zona euro a violar o Pacto de Estabilidade, em 2001 e, corrigindo manipulações contabilísticas, violámo-lo todos os anos seguintes. Nas quatro crises orçamentais da década, 2001, 2003, 2005 e 2009, as reformas estruturais, solenemente prometidas, acabaram sempre esquecidas depois de breves ajustamentos.
Na crise mundial fomos um dos últimos países a admitir a necessidade de mudança, após quase três anos a fingir que estava tudo controlado. Entretanto a dívida externa bruta subia incontrolada, de 28% do PIB em 1992 até 245% em 2011. Após 15 anos de erros, despesismos, tolices e abusos, só restam tratamentos desesperados.
Neste estado crítico, como era possível evitar a forte queda da actividade e o desemprego em máximos históricos? Que se poderia esperar da inelutável austeridade? A situação económica é dramática, violenta, dolorosa. Isso vem, sem dúvida, da política de austeridade. Compreendem-se as queixas e censuras. Os comentadores, de todo o tipo e condição, têm toda a razão. Só falta dizer uma coisa: uma alternativa melhor.
Título e Texto: João César das Neves, Destak
Relacionados:

Mais uma vez está acontecendo. E o vilão da vez é o JET SKI.

Jorge Cunha
Sempre que uma autoridade (?) defronta-se com um problema grave, ela trata de acionar a MÍDIA e põe em ação o plano "SOFÁ NA SALA'. Ele serve para tudo. Qualquer coisa que eles não saibam, não querem ou não têm competência para gerenciar, a culpa é do SOFÁ.
Vamos a alguns exemplos recentes:
Um não tão recente, até porque leva-se anos para fazer a lavagem cerebral, é a arma de fogo. Ele foi e é o demônio de todas as violências no mundo, no país e na cidade. É o SOFÁ da violência e da criminalidade. Segundo "eles" se TODOS os civis não possuíssem armas de fogo não existiria crime. Hã hã… então, tá!
Outro SOFÁ incómodo é a motocicleta. Todo motociclista é ladrão. Se tiver garupa atira primeiro e pergunta depois. Sou motociclista (com habilitação desde 1973) mas toda vez que saio de moto sou parado pelos PMs. Quando paro no sinal ao lado de um carro, a pessoa fecha logo o vidro. Quer dizer: MOTOCICLETA = ASSALTANTE.
Tem também o AUTOMÓVEL BÊBADO, onde o ESTADO pressupõe que TODOS os motoristas são BÊBADOS INVETERADOS. Você tem de PROVAR todas as vezes que é parado que NÃO ESTÁ BÊBADO. Você sempre é CULPADO ATÉ PROVAR QUE NÃO É.
E agora finalmente o JET SKI. Com todo respeito que merecem as famílias envolvidas nesses acidentes, (sim, acidentes) em que o ESTADO E AS FAMÍLIAS IRRESPONSÁVEIS foram omissas durante anos e anos. A falta de EDUCAÇÃO BÁSICA somado à OMISSÃO do ESTADO deixou chegar onde estamos hoje. Ninguém é RESPONSÁVEL por NADA. Os pais não EDUCARAM, mas não têm culpa, coitados. O ESTADO nunca FISCALIZOU ou PUNIU, mas tambem não tem culpa, coitado. A SOCIEDADE, como um todo, nunca EXIGIU nada, até porque POVO TEM QUE FICAR QUIETO VENDO TELEVISÃO, ASSISTINDO FUTEBOL E FAZENDO 15 DIAS DE CARNAVAL. Não dá tempo de prestar atenção na POLÍTICA, coitado.

Aprendendo com os próprios erros

João Bosco Leal
Desde o nascimento os erros fazem parte de nossa vida e de nosso aprendizado. Ainda na maternidade já aprendemos que não devemos olhar diretamente para a luz, que o leite que sacia nossa fome não sai da ponta de nossos dedos, da fralda ou de qualquer outro objeto que suguemos, mas só do seio materno.
Iniciando com esses pequenos aprendizados, até o final de nossas vidas jamais deixaremos de ter oportunidades de novos conhecimentos, seja estudando, observando, com as experiências alheias ou com as próprias, o que provoca a grande diferença que se nota entre os diversos seres humanos, pois cada um estuda, vê, observa e aproveita – ou não – as experiências, de modo diferente.
Já nos primeiros dias podemos notar crianças que, mesmo com esforço, ou porque a mãe tem pouco leite ou porque ainda é fraco, não desistem e sugam bastante, provocando o aumento da geração de leite e seu consequente fortalecimento, enquanto outros, achando difícil a sucção e o pouco resultado obtido, acabam não lutando muito, com isso o leite vai diminuindo e eles a cada dia se tornam ainda mais fracos.
Crescendo um pouco mais, quando começamos a frequentar as escolas, já nos primeiros dias de aula podemos observar as crianças que ficam fascinadas com a presença de tantas outras para poderem brincar, conversar e fazer amizades, enquanto outras se assustam com o movimento e ficam mais retraídas. Notamos as mais sociáveis, as tímidas, as que partilham seus brinquedos e as que nada dividem.
Mas o mais interessante é observar a reação de cada uma em relação às suas próprias experiências fracassadas, quando não são correspondidos em uma amizade, paquera, ou quando não se saem bem em uma prova. Uma simples queda, durante as brincadeiras no intervalo, mostrará reações totalmente diferentes em cada criança. Notaremos as que se levantam e continuam correndo, as que ficarão olhando se estão rindo dela, as que chorarão e assim por diante.
Essas características são notadas nos jovens adultos ou velhos. Existem os que procuram aprender com suas quedas, os que só se preocupam com a opinião dos outros, aqueles que não se importam com nada, os que continuarão, e os que desistirão de sua busca, achando tudo muito difícil e arriscado.
Podemos notar pessoas que tomam atitudes e as que seguem os outros, os líderes e os comandados, os descobridores e os usuários, os bons e os maus, os inteligentes e os nem tanto, os vencedores e os fracassados. São essas diferenças que tornam o mundo tão fascinante. A cada um é dada a chance de escolha de seu caminho, suas amizades, seus companheiros e companheiras, e claro, de arcar com os resultados obtidos.

Micas e Maré no Oceanário de Lisboa

O Oceanário de Lisboa espera atingir hoje (sábado, 25 de fevereiro) os 16 milhões de visitantes e prepara-se para festejar. Não é para menos, já que continua a ser o único da Europa onde se podem encontrar lontras-marinhas, uma grande atração para visitantes nacionais e internacionais.
Nuno Barroso e André de Atayde 

O Oceanário de Lisboa comemora hoje (sábado, 25 de fevereiro) o marco de 16 milhões de visitantes, 14 anos depois de ter aberto as portas. Um dos visitantes será surpreendido com a atribuição deste número e vai receber um presente exclusivo.

Três inquilinos muitos especiais
Este equipamento é também o único na Europa onde se pode encontrar lontras-marinhas. Após várias cedências a outros aquários europeus, Micas e Maré estão junto da progenitora Amália.
O casal de lontras marinhas do Oceanário de Lisboa, o Eusébio e a Amália, teve três crias, um macho chamado Milénio e as duas fêmeas Micas e Maré. Até à data, o Oceanário foi o único aquário Europeu a conseguir reproduzir lontras marinhas, uma vez que, a reprodução desta espécie em cativeiro é extremamente rara.
O pai Eusébio proveniente do Alasca, chegou a Lisboa em setembro de 1997 e faleceu devido à sua longa idade, em maio de 2010. O filho Milénio nasceu no dia 14 de agosto de 1999 e era mundialmente conhecido. Em setembro de 2000, foi enviado para o Aquário de Vancouver, no âmbito de um programa internacional de conservação chamado "breeding loan". Este programa de conservação tem o objetivo de garantir a existência de uma população de lontras marinhas geneticamente saudável em cativeiro.

Visto por outros tantos 16 milhões no YouTube
Milénio tornou-se mundialmente conhecido quando foi filmado, há quatro anos, na companhia de Nyac, outra lontra marinha. O vídeo foi colocado no YouTube e visto por mais de 16 milhões de pessoas em todo o mundo. 


Cristiano Ronaldo, de calcanhar...

Foto: Sergio Perez/Reuters
É dos mais bonitos da sua carreira. Foi assim que Cristiano Ronaldo classificou o golo de calcanhar que deu o triunfo do Real Madrid por 1-0 frente ao Rayo Vallecano em jogo a contar para a liga espanhola.
“Tenho de ver a repetição para avaliar de forma mais sincera. Foi um momento que saiu, a verdade é que ninguém esperava, nem sequer o guarda-redes. Foi um golo bonito, de costas, de calcanhar, muito difícil e ajudei o Madrid a ganhar três pontos, que foi muito importante”, afirmou.
“Joel disse-me que não viu partir a bola, que saiu com muita força e por isso não fez nada. Deu-me os parabéns, porque estive muito bem”, acrescentou o internacional português, a propósito da troca de palavras com o guarda-redes adversário no final do encontro.
Ronaldo considerou que o jogo foi “muito complicado”, porque “o Rayo jogou muito bem”, e reconheceu que o Real Madrid teve “a sorte de marcar um golo e ganhar”.
Público, 27-02-2012

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Michel Teló esgotou o Campo Pequeno

O brasileiro Michel Teló encheu o Campo Pequeno, em Lisboa, e esgota várias salas de espetáculo em Portugal. Tudo por causa de uma só canção. Um verdadeiro hino popular em vários pontos do mundo. (Opinião das jornalistas da RTP) 


Eu gosto da musiquinha desprentensiosa, levemente sensual, sim. Nada a ver com a grosseria das boquinhas nas garrafas e muito menos com os funks e outras que falam  em "pinto no seu cuzinho". A simpatia e a humildade do cara me cativaram. Eu curto! E sinto até um leve orgulho do meu compatriota, que mostra, na minha opinião, uma outra face do povo brasileiro, aquela de que eu gosto, aquela que me faz sentir saudades: a verdadeira desconstração, com leveza, não com "maldeza". Vai em frente, Michel!
Ah! Quantas músicas, em inglês, claro, dizem menos do que essa e foram, ou são, grandes sucessos mundiais, hein?
Aliás, Michel, a música que cantas tem mais lógica poética  do que "Hey, Marcarena!" (se quiser lembrar da letra desse sucesso mundial clique aqui)
Relacionados:

A entrega das armas de joelhos e sem luta

Geraldo Almendra
É muito mais grave do que aparentemente estão sendo percebidas pela sociedade, as consequências diretas do lamentável incidente envolvendo os clubes militares e o desgoverno petista.
Os Clubes Naval, Militar e da Aeronáutica, após publicarem um manifesto se posicionando sobre as sórdidas e públicas agressões contra as Forças Armadas contidas nos discursos das Ministras Eleonora e Maria do Rosário, foram obrigados, por ordem direta da presidente da República ao Comandante do Exército, conforme divulgado na mídia, a desautorizarem seu próprio manifesto através de uma nota covardemente sucinta, além de retirarem seu manifesto de suas páginas na internet.
Com este evento justificam-se os pejorativos que o submundo lesa-pátria do PT qualifica os militares, especialmente os herdeiros históricos do Regime Militar: “milicos de merda”. Todos os que não merecem serem assim designados estão com seus uniformes impregnados do cheiro apodrecido dos outros.
Temos sido testemunhas da criminosa, sistemática e covarde perseguição, especialmente durante as gestões de desgovernos petistas, que são imputadas às Forças Armadas, tudo sendo feito com a inexplicável e espúria omissão da geração de comandantes pós-regime militar e, mais grave ainda, sem qualquer manifestação de contrariedade dos grupos sociais organizados, que assistem as Forças Armadas serem humilhadas, depauperadas, aviltadas e perseguidas com o claro objetivo de validar perante a opinião pública a covarde criminalização de todos os que lutaram contra o sórdido comunismo que, a pedido da própria sociedade, foi combatido pelo Regime Militar.