quinta-feira, 23 de novembro de 2017

O verdadeiro sentido da felicidade

Carina Bratt


A felicidade, notadamente a verdadeira, aquela que não é comprada, consiste, acima de tudo, no fato de a pessoa ser feliz e próspera. Estar de bem consigo mesmo, em paz com amigos, familiares e vizinhos. Ser feliz é se sentir contente, venturoso, saltitante, realizado, ver além das aparências um mundo azul, ainda que o céu, lá fora, esteja nublado, escuro, cheio de relâmpagos e trovoadas.

Ser feliz é ver a sua própria alma refletida ao se olhar no espelho. É sentir o sol e a brisa amena do vento afetuoso e hospedeiro batendo no rosto. Descrever a felicidade, segundo Stendhal “é diminuí-la”. Ao pensar do ilustre escritor francês, autor de “O vermelho e o negro” acrescentaríamos o seguinte: Não é só diminuí-la. É deturpar seu sentido, desfocando ou disfarçando seu verdadeiro objetivo. E qual seria esse objetivo? A felicidade, evidentemente.

A felicidade, pois, não está em realizar o que a gente quer, e, sim, em celebrar o que a gente faz”. (Jean-Paul Sartre). A felicidade é um modo imaginário, fictício e prodigioso de ir longe, de voar espaços virgens e intocáveis como um pássaro além da imaginação da gaiola que o aprisiona.  Ser feliz é olhar em volta e ver luz onde só há trevas. Esperança, onde predomina o rancor. 

Ser feliz, por via paralela, ou melhor, ter a felicidade absoluta, é disparar por estradas sinuosas e inconsequentes, entre montanhas e rios. É não ter um destino predestinado ou determinado, coerente, lógico, harmonioso, insofismável, certo ou seguro.

É como estar na pele de Ícaro filho de Dédalo que almejava deixar Creta voando. Nesse sentido, “voar, voar, subir, subir”, como o cantor Byafra, sem saber aonde acabará a loucura de se esvair ao acaso sem ponto de chegada ou destino.

Felicidade é viver o eterno dentro de um presente cheio de problemas sem soluções e questiúnculas desesperadoras, todavia, sem se importar com as consequências desfechativas. Felicidade é ainda o desejo insensato e temeroso de morrer mil vezes e ressuscitar (não como Cristo Jesus), como um tonto abilolado nos braços incertos do amanhã. Como a uma flor, a felicidade não deve, nunca, ser colhida do jardim da vida. Preservar a felicidade é acautelar o tempo que está pulsante e latente em torno de nosso dia a dia.

A felicidade, em resumo, como nos ensina Adriana Falcão, “é um agora sem pressa”.  Por isso, dependendo de cada pessoa, de cada ser humano, de cada coração batente dentro do peito, ela pode ser “LOGO OU NUNCA”. (Marcel Jouhandeau, romancista). 
Título e Texto: Carina Bratt, secretária e assessora de imprensa do jornalista e escritor Aparecido Raimundo de Souza. De Ribeirão Preto, interior de São Paulo. 23-11-2017

4 comentários:

  1. FELICIDADE É FAZER O QUE GOSTA, SIMPLES ASSIM.
    FAÇA O QUE QUISERES E SEJAS FELIZ
    ATÉ AMOR DIVIDIDO FAZ AS PESSOAS FELIZES.
    VIVAS AO HEDONISMO DE EPICURO.

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  2. Lindas palavras. A cada dia você me surpreende.
    aparecidoraimundodesouza@gmail.com

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  3. Então, também acho que ser feliz é fazer o que queres, a Liberdade poderia ser um sinônimo!
    Mas hipocrisias, basta, ver o céu azul estando nublado, cheio de problemas sem soluções! Não!
    Hipocrisia, publique em outro Blog!
    Heitor Volkart

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    Respostas
    1. Muitos cultuam a felicidade, e concordo que liberdade seja uma aparato da felicidade.
      Essa igualdade entre homens e mulheres é que redunda em hipocrisias.
      Não somos iguais.

      Dinheiro deixa qualquer homem feliz.
      Homem com dinheiro ajusta sua felicidade nas conquistas, nos carrões, nas festas e nas aparências curtindo falsos amigos.
      A estabilidade financeira é um cadafalso para homens libertinos. Haverão em sua vida diversas mulheres à procura da mesma liberdade.

      Mulheres, não sei porque, em sua maioria, procuram o tal de amor. O amor é uma subjetividade dos nossos sentidos. A felicidade feminina depende de estabilidade financeira e amorosa.
      Para não escrever muito creio que até na solidão há belezas e felicidade.
      A grande mãe natureza cria seus bastardos.(para pensar)

      fui...

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