segunda-feira, 17 de agosto de 2020

[Viagens, Produtos e Serviços] Voando na TAP durante a pandemia do vírus chinês

Foto: José Coelho/Agência Lusa
TAP 2554, Lisboa/Rio. Cheguei cedo ao aeroporto, como de hábito.

Check-in não existe mais. Quer dizer, você chega ao aeroporto, caminha em direção ao check-in, com o cartão de embarque previamente impresso em sua casa, muitas máquinas cortam o caminho. São elas que fazem o check-in, imprimem as etiquetas de bagagem. Depois você leva as malas para uma máquina maior e despacha as malas de porão. A máquina imprime o recibo. Tudo isso sem um “oi”, sem um “boa-noite”.

Caminho até à sala de embarque, uma bela caminhada. E me sento, esperando a chamada para o embarque. Envio o ‘último’ SMS para a família e desligo o celular. Pego a revista bimestral “Conflits”, recebida há dois dias.

Chamam para o embarque, mas a fila já vai longa… Uma atendente percorre a fila checando passaporte e cartão de embarque… não me pediram nada: seguro de saúde, teste do vírus chinês…

Decolagem.

Serviço de bordo, como já escrevi anteriormente, demora mais de uma hora para começar.

Na minha época, sei lá!, acho que uns dez minutos depois da decolagem, apagava o “não fumar”, os fumantes acendiam o seu cigarrinho. Na cabine de passageiros, nas últimas fileiras reservadas aos fumantes, formava-se “aquela nuvem”, lembra?

A gente, nós, comissários de voo, terminava o cigarrinho, levantava e toca de colocar as “arcopales” nas bandejas.

Mais “recentemente”, com a proibição de fumar, não eram “arcopales”, mas embalagens de “quentinhas”. Aliás, até hoje.

Enquanto se arrumava as quentinhas nas bandejas, as meninas já estavam na cabine servindo os drinks…

Quantas vezes a gente comemorava o fim do serviço de jantar, numa cabine lotada, COM REPASSE DE BEBIDAS + o carrinho de café e digestivos, mais de cento e vinte passageiros, duas horas depois da decolagem!!

Pois, mas na TAP não é assim!

Primeiro, os comissários ficam sentados nas suas estações uma boa meia hora !?

Depois, mais uns quarenta minutos, preparando os carrinhos. Que transportam as bandejas e os líquidos, passam uma única vez.

Well, não interessa se o tempero era a fome, mas os raviólis com cogumelos estavam muito bons.

O café da manhã foi uma baita surpresa!

Vi o comissário carregando uma gaveta do carrinho e entregando aos passageiros um negócio e um guardanapo. Imaginei ser tipo uma toalhinha desinfetante.

Que nada! Era (foi) um pastel de nata com um pequenino quardanapo: o café da manhã oferecido pela TAP nos voos intercontinentais de Lisboa para o Rio de Janeiro. (!!)

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