Rui A.
Não costumo expor casos
pessoais no espaço público, tampouco no Blasfémias,
mas, dado o que considero ser a pertinência pública do que vou em seguida
contar, resolvi abrir uma excepção. O caso é o seguinte:
No dia 15 de junho de 2017 comprei, na Media Markt-Aveiro, um computador Microsoft NB Surface LAPT, por € 1169,00. A este valor acresceram € 139,00 para pagar um seguro de três anos;
No mês de fevereiro de 2018 o
computador deixou de carregar e logo me dirigi à loja que me vendeu. Depois de
se experimentar outro carregador, conclui-se que este alimentava a máquina,
pelo que era aí que estava a avaria;
Em face disto, a loja ficou de
me arranjar um novo carregador, no que me disseram que demoraria pouco mais de
uma semana;
Quinze dias passados,
dirigi-me à loja e informaram-me que, afinal, só a Microsoft poderia vender o
carregador original, o que demoraria, através deles, cerca de um mês a
conseguir. O melhor seria – disseram-me – levar o computador e eu mesmo
contatar a Microsoft, que logo me resolveria o problema;
Caí na esparrela e aí começou
um novo calvário, porque a Microsoft se revelou incontactável por telefone e
e-mail, sendo que resolvi comprar um outro carregador, com a mesma potência,
embora de «marca branca», o único que consegui arranjar no mercado;
Por motivos técnicos que
ignoro, o carregador não servia e concluiu-se, então, que só um da Microsoft
seria adequado;
Regressei à loja. Espanto meu,
o atendente informou-me que não havia mais carregadores Microsoft no mercado,
ao que lhe perguntei se, então, ele achava que ia ficar sem um computador que
tinha menos de um ano, uma garantia de dois e um seguro de três. Ficou como um
boi a olhar para um palácio, e só reagiu quando mandei vir o livro de
reclamações;
Na Media Markt – Aveiro o
livro de reclamações é uma espécie de tesouro bem guardado: não está à
vista dos clientes e só lhes é entregue muitos minutos depois de pedido, quando
o gerente da loja é chamado para se inteirar da situação;
Deixei-lhes, então, o
computador no dia 8 de julho, ficando a aguardar que acionassem a garantia, o
seguro, o que bem entendessem e resolvesse o problema. No documento que
acompanhou a entrega do aparelho pode ler-se: «carregador deixou de
funcionar»;
Passados cerca de 15 dias,
notificaram-me para ir buscar o aparelho: a marca mandava-me um novo,
mas… hélas!, sem carregador, pelo que continuaria sem funcionar.
Novo pedido do livro de reclamações, claro;
De então para cá, já fui à
loja várias vezes, quase uma por fim de semana. Os empregados que me atendem
são todos diferentes, nenhum está ao par da ocorrência e, uma vez inteirados, tentam
sempre mandar-me de volta com a máquina debaixo do braço, porque «é
mais rápido resolver o assunto com a Microsoft». Até aí, de facto, já tinha
chegado. Obviamente, o computador continua lá.
Conclusão: há oito
meses que estou sem um computador que adquiri há quinze, apesar das diligências
e esforços encetados junto de quem me vendeu. Um pesadelo que hei de resolver,
mas, garantidamente, jamais comprarei seja o que for nessa loja.
Título, Imagem e Texto: Rui A., Blasfémias,
29-9-2018
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Deve ter brasileiro por trás desta empresa, agindo da mesma forma que aqui no Brasil, onde acobertados pela impunidade, são eficientes para receber a grana e depois nos largam ao vento sem nenhum receio dos órgãos defensores (?) dos consumidores.
ResponderExcluirMedia Markt é uma cadeia multinacional de origem alemã, well...😉
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