sexta-feira, 21 de setembro de 2018

Nazismo, comunismo, esquerda e direita

Pedro Frederico Caldas

Volta e meia e vejo a tentativa solerte de jogar os conservadores no campo do nazi-fascismo. Nazi-fascismo e comunismo são farinha do mesmo saco, ambos socialistas, favoráveis à estatização dos meios de produção, controle absoluto das liberdades, sistemas totalitários que retiram o pátrio poder e entregam as crianças, sua educação e orientação moral ao Estado, abolem a oposição e impõem um partido único que regerá a vida de todos. Um, internacionalista e favorável à ditadura de uma classe; o outro, nacionalista e cultuador de uma raça, razão que o impede de ser, como o outro, internacionalista.

Após a primeira guerra, a Alemanha foi impedida de ter forças de ataque, devendo seus exércitos estarem voltados somente ao plano da defesa, com limitações de toda ordem. Em razão disso, o oficialato e as forças de ataque do exército nazista foram treinadas dentro da então União Soviética. Os partidos (comunista e nazista) viviam de mãos dadas, Hitler era grande admirador da brutalidade de Stalin e nela muito se inspirou para estabelecer o seu regime brutal.

Às vésperas da invasão da Polônia, fato que deflagrou a Segunda Grande Guerra, foi selado o famoso pacto Ribbentrop-Molotov, que levou esse nome porque firmado pelos dois ministros das relações exteriores da Alemanha e da Rússia [foto]. Por esse pacto, as duas nações, uma comunista, a outra, fascista, fizeram um acordo de não-agressão. Se se leem as publicações de forma distraída, se aceita que a Segunda Grande Guerra começou porque a Alemanha invadiu a Polônia. Essas mesmas publicações omitem o fato que, dias depois da invasão alemã, a Rússia também invadiu a Polônia, eis que aquelas nações tinham dividido entre si aqueloutra. Após ter dominado toda a Europa Ocidental, com exceção da Inglaterra, que ficou lutando sozinha, Hitler, que considerava o povo russo uma raça inferior, invadiu a Rússia, fato que deixou Stalin três dias sem fala.

23 de agosto de 1939

Após a invasão da Rússia, durante a guerra e logo em seguida ao pós-guerra, a Rússia foi considerada uma aliada e os países ocidentais passaram a mão pela cabeça da União Soviética.

Através da Quinta Coluna representada pelos partidos comunistas no mundo, começou o jogo de empurra e conseguiram vender a ideia de que os nazi-fascistas eram de direita, como se eles também não fossem socialistas, rótulo que pespegaram também nos países conservadores.

Devemos ficar sempre atentos ao fato de que a palavra nazismo não passa da contração da expressão nationalsozialistische. Essa concepção de que o nazismo era de direita foi-se infiltrando nos léxicos, na tentativa solerte de confundir todos os países de formação conservadora (Estados Unidos, Canadá, Austrália, países europeus do Oeste, América Latina e muitos outros) com o fascismo.

Tudo que se refira à defesa das liberdades, da propriedade, do direito de expressão, enfim, tudo que a democracia ocidental representa, ideias que sempre estiveram à direita do totalitarismo esquerdista, foi sorrateiramente sendo confundido ou aproximado ao fascismo. Todas as ideias proeminentes do fascismo se confundem com aquelas que animam o comunismo. Melhor dizendo, todas a ideias fascistas se amalgamam com as comunistas com exceção do nacionalismo e o conceito de raça.

Assim, não se intimidem, quando a esquerda o chamar de fascista porque você é um defensor das liberdades, cultivador da democracia, adepto da economia de mercado e outros valores que conservamos, daí sermos considerados conservadores, ela não estará fazendo nada mais que xingá-lo daquilo que na realidade ela é.
Título e Texto: Pedro Frederico Caldas, Facebook, 17-9-2018

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